Conte Sua História de SP: Aula de piano

 

Maria Martins ouvinte CBN SPTocar piano, para muitos de nós, já seria uma aventura, começar a tocá-lo aos 60 anos, é raridade. E a autora deste feito foi a costureira Maria Martins de Lima, nascida em Concórdia (SC) e conquistada por São Paulo. No depoimento gravado ao Museu da Pessoa para o Conte Sua História de São Paulo, fala de sonhos realizados na capital, onde desembarcou para trabalhar como empregada doméstica, em 1969. Ela descreve as primeiras sensações ao chegar na capital paulista e fala desta incrível experiência musical.

Ouça o depoimento de Marina Martins de Lima, com sonorização de Cláudio Antônio

Seja personagem do Conte Sua História de São Paulo como a Marina Martins de Lima. Agende uma entrevista pelo telefone 011 2144-7150 ou acesse o site do Museu da Pessoa. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã.

Olhar de Pétria: Entulho, sem saída

 

Entulho no Pacaembu - Sem saída, por Pétria Chaves

Entulho cresce na esquina da avenida Pacaembu com a rua Francisco Estácio Fortes em um ponto tradicional da cidade. O tradicional aqui se refere ao local de despejo, pois todos os dias aparece alguém por ali jogando fora restos de sua vida. A Pétria Chaves passou por lá e registrou o problema que explica em parte o que assistimos na cidade neste período de chuvas.

Sugestão: vamos incluir no roteiro turístico de São Paulo estes pontos tradicionais de entulho (pontos viciados, como chama a prefeitura).

“Queremos corrigir um erro” no Pacaembu, diz Fundação

 

Desde 1974, a lei de zoneamento determina que um terreno de 48 mil m2 na rua Itaete, no bairro do Pacaembu, fosse usado para residência familiar, mas a área sempre teve outra utilidade: foi sede da Febem, da Casa Cor, de uma creche e agora está pronta para se transformar em centro de capacitação da Fundação Faculdade de Medicina, da USP. Para o diretor geral da instituição, professor Fávio Fava de Moraes, a Câmara Municipal de São Paulo errou no início da década de 70 ao impor tal regra, por isso “o que queremos é corrigir um erro” explicou em entrevista ao CBN São Paulo.

O centro receberia no máximo 900 alunos divididos em três turnos e a Fundação ainda prevê restringir a circulação de carros pelas ruas locais do bairro para reduzir o impacto na vizinhança, permitindo o acesso apenas pela rua Desembargador Paulo Passalaqua, explicou Fava.

Ouça a entrevista de Flávio Fava de Moraes, da Fundação Faculdade de Medicina, ao CBN SP

Você encontra aqui mais informações sobre o assunto e a entrevista com a representante do Viva Pacaembu Iênedes Benfatti.

Pacaembu acusa Câmara de atender interesse particular

 

Moradores do Pacaembu, zona oeste, se mobilizam contra a Fundação da Faculdade de Medicina que pretende construir um centro educacional para cerca de 12 mil alunos em um terreno no bairro. Por ali, somente seriam possíveis construções residenciais, mas um grupo de vereadores apoia projeto de lei que muda o zoneamento no local. A área onde está o terreno com 48 mil m2 se transformaria em uma Zona de Ocupação Especial e a faculdade poderia tocar o projeto em frente.

Iênidis Benfatti, líder do Viva Pacaembu, chama atenção para um fato que deve preocupar os moradores de toda capital e não apenas do bairro. Na entrevista que deu na sexta-feira ao CBN SP, ela lembrou que a mudança proposta é para atender os interesses de um proprietário privado quando deveriam levar em consideração o interesse da coletividade. Benfatti avalia a possibilidade de os moradores recorrerem à Justiça caso a Câmara aprove o projeto de lei.

Ouça a entrevista de Iênidis Benfatti, do Viva Pacaembu, ao CBN SP

Neste sábado, o jornal O Estado de São Paulo também entrou na história com a manchete “Câmara manobra para Pacembu ter escola”, e falou com o diretor da Fundação, Flávio Fava, que defendeu o projeto alegando que seria uma correção na lei pois o local nunca foi uma residência. Na entrevista ao Estadão, Fava disse que o centro educacional não receberá mais de 100 alunos por turno.

Os vereadores que se uniram para aprovar o projeto de lei são Juscelino Gadelha (PSDB), Antonio Carlos Rodrigues (PR), Sandra Tadeu (DEM), Gilberto Natalini (PSDB), Jooji Hato (PMDB), Milton Ferreira (PPS) e Jamil Murad (PC do B).

O caso não pode ser visto apenas como uma discussão entre a Fundação interessada em ampliar seu negócio ou moradores preocupados com o movimento que o centro educacional pode provocar na região.

A cidade tem regras para ser ocupada – ou deveria tê-las. E estas são definidas no Plano Diretor Estratégico, que está sendo revisto neste momento na Câmara Municipal, e na Lei de Zoneamento. Quando os vereadores mudam estas regras isoladamente apenas para atender o pedido de um proprietário – e não interessa quem seja ele – transformam a cidade em uma “colcha de retalhos” urbanística. Sem contar que colocam sob suspeita seu comportamento.

Buracos da Cidade: São Paulo afunda

 

Buraco na Pacaembu

O passeio dominical pela avenida Pacaembu ganhou um visual diferente nesta manhã: uma cratera surgiu no meio do caminho revelando parte do “riacho” que passa sob os pés – ou rodas – do paulistano. Dois motoristas não ficaram nada felizes com o que viram, pois caíram no buraco por volta das cinco da manhã. Resultado: um deles teve a roda quebrada; o outro, a suspensão. Os dois fizeram boletim de ocorrência, mas esperam que a Sabesp – responsável pela cratera – pague os prejuízos antes que o caso chegue na Justiça, contou a repórter Alessandra Dias, da CBN, que esteve por lá, e fotografou a cena.

A versão da Sabesp é que uma galeria pluvial estourou devido a chuva do fim de semana, fazendo com que o piso cedesse durante a madrugada. Há outro motivo bastante claro: a rede de água de São Paulo é antiga e carece de manutenção. Em alguns pontos são feitas “gambiarras” em lugar de a troca total do equipamento, pois seria necessário colocar São Paulo de cabeça pra baixo para esta reforma.

A cidade está afundando.

Canto da Cátia: Fila para o título

Corinthians ingresso

Desde sábado já havia gente rondando o Pacaembu. Era da torcida do Corinthians, de olho na fila para a compra de ingressos à final da Copa do Brasil, quarta, contra o Inter. A multidão começou a se formar mesmo de domingo para cá. E, lógico, a Cátia Toffoletto não poderia se ausentar. Lá estava, bem cedinho, contando para os ouvintes-internautas da CBN qual o clima para a venda de ingressos. Dizem que conseguiu comprar dois bilhetes: um para ela. E o segundo ? Pra quem vai ficar ?

E o Pacaembu

“CBF voltou a sinalizar para autoridades de São Paulo, desta vez com mais ênfase, que a Fifa deverá rejeitar o estádio do Morumbi para a Copa de 2014. O plano de reforma apresentado pelo São Paulo FC é considerado insuficiente. A alternativa da prefeitura é construir um estádio na zona norte da cidade.”

A nota publicada no Painel da Folha de São Paulo gera novo complicador para o debate em torno da manutenção do estádio do Pacaembu. Se a capital paulista tiver de bancar mais este equipamento esportivo, mais moderno, a necessidade de conceder o Pacaembu será eminente. A proposta está em debate, vários setores tem sido ouvido, mas não há um acordo. Se a concessão ocorrer o movimento será em direção ao Corinthians que demonstrou interesse pelo diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg. Nem todos no clube gostam da ideia. Seja como for, dois estádios municipais é muita coisa para um cidade só, mesmo que esta seja a maior cidade do País.


Leia outras reportagens sobre o estádio do Pacaembu publicadas no Blog do Milton Jung

Canto da Cátia: Tem filas e filas

As filas

A dos centenas de corinthianos na porta do Pacaembu se estendeu por toda madrugada, mas não havia ingresso suficiente para a quantidade de interessados. O fechamento das bilheterias obrigou a polícia a fazer sua fila e garantir o patrimônio público. Alheia a desoganização do futebol, meninos e meninas de escola, enfileiradas, seguiam em direção ao Museu que guarda das boas coisas que o esporte ainda nos oferece.

O olhar sobre todas as filas foi da Cátia Toffoletto que registrou a dificuldade do torcedor que defende seu direito em assistir ao espetáculo, da polícia em garantir a ordem pública e dos alunos em aprender.

Secretário aceita plebiscito para discutir Pacaembu

A proposta de realização de um plebiscito para discutir o processo de concessão pública do estádio do Pacaembu, em São Paulo, para o Corinthians, foi bem-vinda pelo secretário municipal de Esportes Walter Feldmann, que tem patrocinado o debate sobre o tema. Feldmann se esforça para convencer o público de que não pretende influenciar a decisão da cidade, pois entende que a palavra final tem de ser do cidadão, mas fica evidente que a ideia da concessão é defendida por ele, também.

No CBN São Paulo, o secretário de Esportes explicou como seria feita a concessão, quais as restrições que seriam impostas ao Corinthians e os riscos ao patrimônio público caso o negócio não seja realizado.

Ouça a entrevista com o secretário Walter Feldmann ao CBN SP

Leia outras opiniões sobre o assunto clicando aqui.

Pacaembu ‘corinthiano’: Plebiscito, sim e não

Ouvir o paulistano em plebiscito para saber se a prefeitura deve promover a concessão do estádio do Pacaembu para o Corinthians foi a proposta do economista e atual presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, um dos entrevistados sobre o tema no CBN São Paulo.

O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, claro, defendeu o negócio e aceita explorar apenas o estádio de futebol, deixando o Museu e o clube esportivo por conta da cidade ou qualquer outras solução que apresentem.

Já Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu, segue firme no discurso contrário a exploração pelo Corinthians. A entidade luta há muito tempo para impedir a ampliação das atividades futebolísticas, culturais e religiosas no estádio, devido ao transtorno que estes eventos geram à vizinhança.

Nessa terça-feira, voltaremos ao tema com o secretário municipal de Esportes Walter Feldmann

Ouça as entrevistas de hoje e deixe a sua opinião:

Entrevista de Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu (SOU CONTRA)

Entrevista de Luiz Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians (SOU A FAVOR)

Entrevista de Luiz Gonzaga Beluzzo, presidente do Palmeiras (MUITO ANTES PELO CONTRÁRIO)