Sua Marca: se tiver tradução em português, prefira o português

O brasileiro é muito receptivo ao uso de palavras estrangeiras, mas isso não deve ser motivo para que as marcas abusem deste recurso ao se comunicar com seus clientes. A afirmação é de Cecília Russo que ao lado de Jaime Troiano participam do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado pelo jornalista Mílton Jung, na edição de sábado do Jornal da CBN. Neste episódio eles identificam as situações em que expressões estrangeiras podem ser usadas na comunicação das marcas.

A primeira regra para decidir-se pelo uso de expressões estrangeiras é identificar se fazem algum sentido para o seu público-alvo.

Em seguida, pense se não existe para esta palavra estrangeira uma tradução em português. Prefira essa.

E, finalmente, como em outros setores do ‘branding’ – este é o nome em inglês do que nós podemos também chamar de gestão de marcas – evite seguir a manada e usar a expressão somente porque todos estão usando: entenda se essa palavra estrangeira consegue traduzir aquilo que você é e o que você quer comunicar.

Mundo Corporativo: prepare-se para ter melhores resultados em uma negociação

 

 

“Se você entra só para disputar, só para ganha-perde, não tem como você criar valor porque o cérebro já entra naquele modo de batalha e vira uma disputa mesmo, ninguém está disposto a contribuir com nada para uma solução maior”. O alerta é do empresário Breno Paquelet que defende a ideia de se desenvolver processos que promovam a negociação colaborativa, na qual o esforço é para que as partes envolvidas possam apresentar suas propostas, ouvir as demandas do outro e juntos encontrarem pontos em comum que possam atender as expectativas. Paquelet foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca: é preciso saber atender o consumidor conforme seu estado mental

 

 

Na onda de produtores saudáveis, em que cada vez mais consumidores estão atentos ao que consomem e na busca de alimentos mais naturais, algumas marcas decidiram fazer o movimento contrário e conseguiram bons resultados. O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo, trata da estratégias dessas empresas e mostra porque, às vezes, seguir na contramão do mercado pode dar certo.

 

Para Troiano, não existe contradição em propor ao consumidor um produto que não esteja no padrão do que é tendência em um determinado momento: “nem só de alface vive o homem”, brinca.

 

Para Cecília, o estado mental do consumidor varia conforme o momento. Segundo ela, no mercado de alimentos, por exemplo, “algumas vezes estamos mais indulgentes e em outras mais fitness”. Cabe às marcas saber atender o consumidor conforme o estado mental dele.

 

“A mesma marca talvez não consiga operar nos dois mundos, porque marcas têm personalidade, mas saber que o consumidor pode combinar controle com indulgência é fundamental”, conclui Troiano.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN. Tem apresentação de Mílton Jung e comentários de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Mundo Corporativo – Nova Geração: riscos e oportunidades para os novos líderes

 

 

O profissional que pretende se transformar em líder na empresa em que atua precisa pensar no todo e menos no individual e tem de mostrar habilidade de coordenação não apenas nas atividades que realiza mas, principalmente, na forma de mobilizar as pessoas. A sugestão é do consultor Alexandre Marins entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo – Nova Geração, da rádio CBN.

 

Marins é diretor de desenvolvimento de talentos para a América Latina da Lee Hecht Harrison LHH. Ele tem ajudado CEOs de primeira viagem a percorrem com mais segurança e melhor performance a nova função:

 

“Você não pode olhar só para o resultado, o resultado acontece através das pessoas, então o líder tem o papel fundamental de escolher bem as pessoas, desenvolver bem essas pessoas, motivar e engajar essas pessoas no sentido de dar clareza no que é esperado, como ele está indo e o que a gente está fazendo juntos”

 

O Mundo Corporativo que vai ao ar no último sábado do mês é dedicado às novas gerações. O programa tem a colaboração de Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: você está pronto para mudar de carreira?

 

 

“Cuide da sua própria carreira como você cuida da sua própria vida; a carreira é uma das etapas da vida que no fundo é a mais longa; é onde você vai passar a maior parte do seu tempo; em tudo que a gente decide, desde a infância você planeja, você tem um sonho, você tem um objetivo; a carreira é mais um desses caminhos, só que ele começa cedo” A afirmação é do consultor Rubens Prata em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Prata é CEO da Stato, consultoria de recrutamento e desenvolvimento organizacional e transição de carreira.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do programa Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves

Sua Marca: pense sempre na melhor tradução para o seu cliente

 

 

Para tornar a comunicação mais produtiva, as empresas têm de alinhar o seu vocabulário ao do seu consumidor. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo que participam do programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado pelo jornalista Mílton Jung, aos sábados, no Jornal da CBN.

 

Especialistas em gestão de marcas, eles lembram que muitas empresas cometem o pecado de balizar o mercado pelo seu próprio olhar. “É necessário se colocar no sapato do consumidor e afastar a vaidade corporativa”, diz Troiano.

 

Um bom exemplo de como tornar a conversa mais próxima foi o de um banco que usou um cliente que já tinha enfrentado problemas de dívida para falar sobre o assunto em seus anúncios.

 

Jamais assuma que o seu consumidor saiba o que você quer dizer. “Pense sempre na melhor tradução para ele”, conclui Cecília Russo

Conte Sua História de São Paulo: “Você ama filhos e estrangeiros”

 

Por Joana Matos Nogueira
Ouvinte da rádio CBN

 

 

São Paulo, você é admirável
Você ama filhos e estrangeiros
Você é movimento, é dinamismo
Você é vinte e cinco de Janeiro

 

Você está presente na hora de ajudar
Praticando sempre a compaixão
Não se omite perante os excluídos
Mas sempre tem lhes estendido a mão

 

Sei que não nasci das suas entranhas
Mas você me abraçou, me recebeu
Portanto, seus filhos precisam amá-la muito
Para amá-la tanto quanto eu!

 

Joana Matos Nogueira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva seu texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Fabrício Morini fala de empreendedorismo na vida real

 

 

 

“Ideias somente não bastam, você tem de estudar, você de te pesquisar, se possível se especializar melhor ainda. Você tem de buscar conteúdo suficiente para adquirir o que eu chamo de anticorpos social de negócios, de empreendimento, de empreendedorismo para saber se aquela ideia é factível no Excel”.

 

A sugestão é do empresário Fabrício Morini, criador da escola de aviação Morini Air, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Morini apresentou algumas dicas sobre empreendedorismo, novos negócios e carreira que estão no livro “Faça seu negócio decolar – verdades que ninguém te conta sobre o empreendedorismo na vida real”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, no site da rádio CBN ou no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Juliana Causin, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Conte Sua História de São Paulo: a viagem de trem com meu pai

 

Por Dimas Ramalho 
Ouvinte da rádio CBN

 

 

 

 

Ainda criança tomei o trem com meu pai Horácio para conhecer a capital. “Vai ver o que é uma cidade grande”, disse-me. Foi onde ele passou boa parte de sua vida de estudante: internato no Arquidiocesano e, depois, Direito na São Francisco.
 

 

Na chegada, não acreditei no tamanho da Estação da Luz e, depois, na quantidade de pessoas e automóveis circulando. De mãos dadas, chegamos ao Teatro Municipal e ele me falou da Semana Modernista de 22. Fiquei curioso ao ouvir sobre Mário de Andrade e Anita Malfatti.
 

 

Em frente, vi o Mappin, enorme. Atordoado com as escadas rolantes, subi e desci até cansar. Em seguida, fomos à Rua Direita, onde só pedestres passavam. Na Praça da Sé, vi o mundo real e, na Catedral, onde entramos, em silêncio absoluto, pude observar a dimensão da fé.
 

 

Depois, na Faculdade de Direito, ele apontou as Arcadas e vi seus olhos úmidos. Somente anos mais tarde, quando também ingressei na São Francisco, entendi o que significou aquele momento. Até hoje, sinto a mesma emoção cada vez que visito a faculdade.
 

 

De táxi, fomos ao aeroporto e ele, que era piloto brevetado, falou de partidas e de sua paixão por aviões. Encostado no vidro, fiquei por muito tempo observando as aeronaves subindo e descendo, pensando em quanta gente passava por São Paulo.
 

 

No Butantã, explicou que do veneno vinha a cura. E, no zoológico, disse que um dia iríamos respeitar mais os animais e a natureza.
 

 

No Mercado Municipal, me perdi entre as bancas. Na feira livre, não vi o fim dos quarteirões e o pastel foi inevitável.
 

 

No Copan, ouvi sobre Niemayer e observamos com atenção as curvas do prédio. Já na cobertura do Edifício Itália, tive a noção de perspectiva e, no térreo, experimentei o primeiro café italiano da minha vida. Era uma máquina enorme que ocupava todo o balcão e de onde saia um café muito encorpado e quente. “Que modernidade essa máquina”, eu pensei.  Sempre que tomo um café forte, lembro daquela tarde ensolarada por São Paulo.
 

 

Na volta desses dias de passeio, sentia o coração acelerado a bordo do trem, sentado ao lado de meu pai no carro Pullman, rumo a Taquaritinga (de onde vim), passando por Araraquara, onde hoje resido. Mãos geladas. Medo. Estava apaixonado pela cidade grande.
 

 

Nas longas horas da viagem de volta percebi quanto o amava, mas não disse, nem naquele dia, nem nunca. Somente agradeci em silêncio enquanto observava seu rosto sereno cochilando. Já eu não consegui dormir. Passou muita coisa na minha cabeça de criança/pré-adolescente. Um turbilhão de emoções. Trânsito, ônibus, cinema, livro, barulho, gente, muita gente.
 

 

Quem me visse naquela noite perceberia que nos olhos daquele menino brilhava uma luz diferente, estranha, nova, desafiadora, como se fosse um rito de passagem. Minha mãe percebeu. Tem coisas que só as mães percebem. Nunca mais fui o mesmo. Não sei quanto tempo durou aquela viagem. Acho que dura até hoje. Meus sonhos ampliaram-se. Vi que nunca mais teria sossego. E foi assim.
 

 

Quando penso nas mãos do meu pai, que me levaram mundo afora e me soltaram, sinto que fiquei adulto ali naquela viagem. Desassossegado, com “bicho-carpinteiro” no corpo, como dizia minha avó materna. Devia ter contado ao meu pai tudo o que aconteceu comigo, tudo que se passava na minha cabeça. Mais uma vez não falei nada. Ele, com certeza, pensaria sorrindo: “acho que ele está aprendendo!”.

 

Dimas Ramalho é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Milton Jung. Escreve sua história de São Paulo e envie para o email milton@cbn.com.br

 

Conte Sua História de São Paulo: um passeio para matar a sede da metrópole

 

Por Frei Antonio Leandro da Silva

 

 

Tenho sede não só de conhecer a metrópole, como também desvendar seus recantos obscuros, percorrer interstícios, caminhar sempre um pouco mais…

 

Impressionam-me suas largas e movimentadas avenidas, arrojados viadutos, fascinantes monumentos, modernas arquiteturas, templos monetários… Uma cidade construída sobre concreto e asfalto. Nessa sociedade, sinto-me desconhecido de todos, estranho no meio da multidão.

 

Sigo a Rua São Bento, atravesso as praças do Patriarca e Antônio Prado. Subi a Avenida São João e, no cruzamento desta com a Ipiranga, experimento o que tantos nordestinos já sentiram: o anonimato de quem vive na cidade grande. Visito a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, espaço sagrado para acolher os fadigados, refúgio dos caminhantes. Ajoelho-me, rezo. O espaço fortalece minhas forças e esperanças para caminhar. A oração reanima, acalenta e silencia a alma.

 

O tempo corre, olho para o relógio, levanto-me. Retorno pela Avenida São João. Contemplo situações e pessoas, cines pornográficos, prostitutas encostadas nas esquinas e bares, bêbados deitados no chão, adolescentes cheiram cola, mulheres, com seus filhinhos, imploram esmolas aos transeuntes. Homens de gravatas conduzem pastas, mulheres bem vestidas e simpáticas seguem caminhos, camelôs desmontam suas barracas. Polícia faz a ronda, ambulâncias acionam as sirenes. Atravesso o Vale do Anhangabaú, olho atentamente os arredores. Subo a rampa da Rua São Francisco, cruzando com a Rua do Ouvidor.

 

Finalmente, meus passos me trouxeram de volta ao convento. Caminho direto ao meu quarto e concluo a escrituração:

 

“Uma coisa aprendi neste dia: o caminho da vida é longo, sinuoso e penoso. Preciso sempre caminhar com determinação, coragem e autoconfiança, mesmo quando as circunstâncias me pareçam estranhas, pois é vivenciando o novo, o estranho, que podemos dar significado ao caminhar sem desanimar”.

 

Frei Antonio Leandro da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte outros capítulos da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br.