Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a comunicação das marcas

 

 

Como as marcas se comunicam é o foco deste vídeo, trecho de talk show que realizei com Jaime Troiano e Cecília Russo, protagonistas do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN. Nossa conversa foi durante lançamento do livro que é uma coletânea dos nossos bate-papos na CBN e você pode baixar, ler e aprender aqui.

Conte Sua História de SP: o nhoque recheado que reuniu amigos em volta da mesa

 

Por Valmir Basso
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Definir um conteúdo pressupõe saber, antes de qualquer coisa, a origem, o início, o princípio daquilo que se envolve, ou daquilo que se fará acontecer. Um livro e seu conteúdo define-se, ou assim pretende-se, por sua capa, por suas cores, pelo perfil de seu autor, por suas obras ou mesmo por seu objetivo prefácio. Conteúdo pressupõe enchimento, essência, recheio, volume, surpresa e expectativa.

 

Assim parece-me uma casa também ou, melhor que isso, um lar. Um lar onde possa haver um família e esta, recheada de histórias, transborde conteúdos.

 

Assim parece-me também grupos de colegas e amigos que compartilhem de mesmas idéias, conceitos, credos e crenças, alma e espírito, gostos e ideais.

 

O conteúdo dos encontros destes, sempre serão recheados de variadas temáticas, risadas, sorrisos, contos e crônicas vividas ou inventadas. Serão sempre motivo de novos encontros e novos momentos para compartilhar e receber doses, frações ou mesmo volumes totais, extravagantes de alegria, felicidade, satisfação e demonstrações contínuas de afeto, carinho e porque não amor.

 

Um dia então, nem importa definir o tempo pois aqui o tiquetaquear nem irá me afligir, emergiu-se a vontade de fazer algo diferente, de comer algo diferente e oportunamente descobrir novos lugares, novos ares, cenários e grupos de pessoas.

 

Um casal então em busca de um jantar apenas, convida um outro casal para um jantar apenas. Poderia ser uma torta, um canelone, um temaki, uma lasanha ou até mesmo uma simples coxinha ou  pastel.

 

Alimentos preparados e certamente com conteúdo e recheios variados e apetitosos, independentemente de gostos e desgostos. Um dia qualquer, numa noite qualquer, num bairro, vila e cidade frequentada por ambos. Mas indelevelmente e como se não bastasse a vontade ampla e escancarada de todos os quatro por ser feliz, esse jantar apenas não poderia ficar marcado por ser um jantar apenas.

 

Bastou-se então um voucher comprado com antecedência de um pequeno restaurante de São Paulo estar com seu prazo próximo do vencimento.

 

Bastou então um rápido filtrar de nomes de amigos entre aqueles contados na palma de uma mão.

 

Bastou então uma querência constante de querer sempre o entorpecer-se cada vez mais de viver a vida.

 

Bastou então um quase nada e, “boralá”, assim se fez a magia:

 

Aquele nhoque, que recheado porque assim ele permitiu-se parecer en-can-ta-do, permitiu então um conhecer, um aproximar, um unir e agigantar a amizade de quatro pessoas e fazer de suas vidas um testemunhar de contínuas e valorosas experiências de vida, um rechear de sabores e néctares de sorrisos e porque não, gargalhadas cúmplices e extravagantes de alegria e felicidade, nesta São Paulo. 
 

Mundo Corporativo: Marcela Lima, da Hult, fala do ensino no exterior e o impacto na sua carreira

 

 

Ter um MBA no exterior pode ser um grande diferencial para quem está disputando vaga no mercado de trabalho, além de abrir oportunidades de emprego lá fora. Por isso, o Mundo Corporativo foi saber qual a estratégia que você deve usar para planejar seu curso fora do Brasil e o quanto isso pode impactar no desenvolvimento da sua carreira. Nossa entrevistada, é Marcela Lima, da Hult International Businesse School: “eu acho que o brasileiro também busca muito esta interação com outras nacionalidades, então é importante dentro da carreira a pessoa ter sempre em mente que ela vai ter uma interação global porque não tem como fazer negócios com um único país”

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, a partir das 11 horas, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves

Conte Sua História de SP: Caetano que me desculpe, mas esta esquina é a da turma de Avaré

 

Por Antonio Carlos Nogueira

 

 

Lembrar dos anos de 1960 leva-me de volta aos tempos da esquina da Ipiranga com a São João, em frente ao Bar do Jeca, famoso na época. Do outro lado da avenida, o Bar da Brahma.

 

Todos os finais de semana, eu e os amigos de Avaré, interior paulista, nos reuníamos para apreciar as garotas que passeavam pelas calçadas, faziam a volta pela Barão de Itapetininga, Dom José, passando ao lado de cinemas e cafés.

 

Que bom recordar essa época: amigos como o Flavinho, o Ximbica, Marcelino, Hadel Aurani (campeão de judô) Paulinho Curiati, e outros que já partiram como o Mauricio – o Gordo, Valdir, Wellington – o Urutu … era o ponto de encontro da turma de Avaré, gente que fez o ginásio juntos, o curso científico no Coronel João Cruz, a escola de técnico de contabilidade do Padre Celso, Instituto Sede Sapience tudo lá em Avaré.

 

Depois todos foram para capital para continuar os estudos em faculdades e também trabalhar, pois os empregos no interior erram escassos e faculdades não existiam na maioria das cidades com até 50 mil habitantes.

 

Essa esquina, a Ipiranga com a São João, veio ficar famosa pela música de Caetano Veloso e hoje, quando ouço, me traz muitas lembranças dessa época, pois vivo em Fortaleza, Ceará, e, graças a internet, posso continuar o contato com esses amigos que não vejo, ao vivo, há 40 anos.

 

Conte Sua História de São Paulo: a primeira pizzaria da cidade

 

Por Elmira Pasquini

 

 

Nasci no Paraíso, em Janeiro  de 1927. Com  10 meses, meus pais mudaram para Itaquera, subúrbio da cidade de São Paulo, a apenas 45 minutos de trem. Naquele tempo, um lugar lindo e gostoso  de se viver.   As ruas eram de terra, não havia luz elétrica nem água encanada. Nossa água de poço era uma delícia, pura, leve e sempre geladinha, muito bem cuidada por papai que era caprichoso em tudo que fazia.  Nossa chácara era à esquerda  da ladeira que saía da estação do trem e terminava no alto onde havia uma igreja católica. Ficava no centro da segunda grande quadra,  sem vizinhos em volta, Tinha um belo jardim, uma gostosa casa, quintal todo cultivado, com horta, pomar e um grande galinheiro, onde até peru tínhamos. Havia muitas chácaras  espalhadas  e uma grande colônia de japoneses, que cultivavam e ainda cultivam flores.

 

Para irmos a cidade dependíamos da Maria Fumaça que descia a ladeira chegando de São Paulo, apitando lá em cima do morro: PIiiiiiiiiiiiiiiiiiiii  … anunciando que estava  pronta com seus vagões para deixar ou pegar passageiros na estação. Quando subia a pequena mas íngreme ladeira puxando o comboio, ia gemendo: “muito peso, pouca força, muito peso pouca força”… e mais lenha na caldeira era colocada.

 

Quando crianças, nossas idas à cidade eram raras, porém anualmente,  uma delas sempre foi marcante. Era na semana entre Natal e Ano Novo. Era um passeio muito aguardado. Papai trabalhava no jornal ” As Folhas” onde, após 36 anos, se aposentou. Quando o bonde que nos trazia da estação do Norte chegava no ponto final, papai já nos aguardava ao lado do relógio da Praça da Sé. Meus dois irmãos e eu vestidos para a ocasião especial, felizes ao lado de mamãe, o procuramos. Ele sempre estava lá, sempre elegante, feliz e sorridente. Por toda nossa vida, isso sempre nos deu muita segurança.
Toda essa expectativa era para, em família, saborearmos uma bela pizza na famosa Cantina do Papai, que era a primeira e única pizzaria de São Paulo na época. Nos acomodávamos, observando tudo ao nosso redor. Pessoas chegavam, saiam e o ambiente era sempre agradável.  Pizza só havia de mussarela,  com ou sem aliche. Estas eram um pouco maiores do que as grandes pizzas de hoje. Papai sempre pedia meio a meio. Era tão saborosa… Para beber, só havia Guaraná e Soda Limonada.

 

Era tão bom ver a família reunida, alegre e feliz. Saboreávamos sem pressa, pois sabíamos que papai voltaria no trem para casa conosco. A festa era completa por tê-lo conosco. Aliás, ele e  mamãe eram lindos e seus rostos transmitiam muita paz.

Mundo Corporativo: Rodolfo Araújo, da Edelman, mostra resultado de pesquisa global sobre inovação

 

 

A relação das pessoas com inovação está muito ligada a solução de problemas contemporâneos, então é para isso que as empresas precisam prestar atenção. A constatação é de Rodolfo Araújo, líder de conhecimento e pesquisa da Edelman Significa, agência que realizou pesquisa com 10 mil pessoas em 10 países, inclusive o Brasil, para entender a cabeça do consumidor diante do tema inovação. O resultado deste trabalho você encontra na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN. Araújo disse que,apesar de algumas empresas serem inovadoras não são boas divulgadoras, pois os investimentos na transformação de produtos e serviços não são percebidas pelo público.

 

O Mundo Corporativo pode ser ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Conte Sua História de SP: assistindo ao passeio das lambretas

 

Por Pedro Paskauskas
Ouvinte-internauta da CBN 

 

 

Meu pai não comprava brinquedos para nós, no entanto as firmas em que trabalhava davam bons brinquedos que eram cuidados por nós como pepitas de  ouro. Como eram poucos, a gente curtia muito eles.

 

E com poucos brinquedos, buscávamos outras atrações: observávamos o que havia a nossa volta para se distrair.  Por exemplo, os cavalos da polícia.A gente escutava o trotar e corria até o portão para ver os cavalos passarem. Passavam dois a dois levando um policial cada um.    

 

Outra diversão era ver o carro de coleta de lixo puxado  por cavalos.É! Eu sei, a gente era doido por cavalos. Naquela época havia poucos carros e a opção eram os cavalo. Seis deles puxavam o carro de coleta de lixo. Haja força para puxar tanto peso!

 

A gente curtia muito era a noite quando nosso pai chegava do serviço, pedíamos para nos levar à praça: o Largo da Vila Zelina próximo onde morávamos. Queríamos ver o “dlim dlim dlim” passar. Naquela época, começo dos anos 1960, era moda todos terem lambreta e o som das buzinas era esse: “dlim dlim dlim”. Parece besteira? Para nós,não era. A gente curtia muito ver o desfile das lambretas.

 


A sonorização do Conte Sua História de São Paulo é do Cláudio Antonio. Os ouvintes-internautas colaboram com histórias enviadas para milton@cbn.com.br

Conte Sua História de São Paulo: para que lado fica a Rua Direita?

 

Por Eduardo Menezes
Ouvinte-internauta da CBN

 

 

Era 1989. Eu com 16 anos de idade. Iniciei minha carreira profissional em uma empresa de informática em Diadema, ABC paulista. O emprego era de office-boy e, logo nos primeiros dias de trabalho, minha chefe designou um dos office-boys mais velhos para nos ensinar o trabalho. Tudo foi muito bem na primeira semana, na parte teórica (se é que se pode dizer assim) e na semana seguinte partimos para a prática.

 

Andamos a pé desde a empresa na divisa da cidade com São Paulo, no Jardim Miriam, e chegamos ao ponto de ônibus, o que já tinha sido uma aventura e tanto para os meus padrões. Pegamos o ônibus com destino ao Metrô Paraíso e fizemos o restante do caminho a pé. Andamos toda a Paulista e meus olhos brilhavam com tanta grandiosidade, trânsito, gente importante e, o melhor de tudo, tantas meninas bonitas. Apesar de estar maravilhado, tinha um pouco de vergonha em usar o uniforme da empresa, mas fazia parte do trabalho.

 

Andamos por toda a Paulista com destino à Angélica, sempre parando em alguns escritórios e empresas. Descemos a Angélica até o Centro e seguimos para o Terraço Itália, na Av. Ipiranga. Foi aí que meu “mestre” na arte de andar por São Paulo, percebendo que eu era “esperto”, teve uma daquelas idéias geniais, que nunca deveriam ter sido executadas. Propôs que, para agilizar o nosso trabalho, nós dividíssemos o nosso trabalho e assim iríamos para casa mais cedo. Ele me ensinou como chegar da Av. Ipiranga até a Praça da Sé, local em que ele me encontraria em aproximadamente uma hora. Parecia muito simples, segundo ele, bastaria pegar a rua Barão de Itapetininga, atravessar o viaduto do Chá, pegar a rua Direita que já estaria na praça da Sé.

 

Que ideia brilhante!

 

Fiz o meu trabalho na Ipiranga e como o mestre havia explicado segui pela Barão, passando pelo viaduto do Chá e virei à Direita. Para meu espanto, havia uma praça, sim, neste caminho, mas não era a Sé. Fiquei confuso. Como qualquer office-boy que se preze, fui perguntar ao jornaleiro, que sem nem olhar mim, disse: “volte por esta rua e pegue a rua Direita”. Pois bem, voltei e pegue a rua logo a minha direita e novamente não deu em nada!

 

Resolvi voltar ao caminho original e ver se não tinha feito nada de errado, mas para meu espanto mais uma vez sempre que entrava a minha direita, após o Viaduto do Chá, não chegava na praça da Sé.

 

Quase desesperado, perdido, sem dinheiro, eis que olho uma placa na rua com o nome “Rua Direita”. Quase chorei de raiva, alegria, vergonha, sei lá. Sei apenas que virei piada no trabalho por muitos anos. Uma história sobre minha relação com esta cidade que aprendia a amar e respeitar seus nomes estranhos.

Cinco perfis no Instagram sobre moda masculina que você não pode perder, segundo Maria Prata

 

Instagram

 

O CBN Estilo, sob o comando de Maria Prata, está no ar há um mês, no Jornal da CBN. E toda sexta-feira, às 6h45, assim que ela traz suas sugestões para quem pretende cuidar mais da sua imagem corporativa e pessoal é a mesma coisa: muita gente querendo saber mais ainda. Hoje, nossa colunista indiciou cinco perfis no Instagram que valem a pena serem seguidos por homens em busca de boa informação sobre o tema. Para quem não guardou todas as dicas aqui vai a lista completa com alguns comentários da Maria Prata:

 

@pharrell – 5.9m de seguidores
Começando pelo mais pop: Pharrell Williams. Bom, todo mundo conhece o cara. Mas segui-lo no Instagram é uma aula de estilo. Pharell é muito ligado à moda, já lançou coleções em parceria com vários estilistas. No Insta, além de ele postar seus próprios looks, posta também muitas peças, vitrines e outras pessoas bem estilosas.

 

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@mrporterlive – 540k
É o Insta da versão masculina do site net-a-porter, o gigante do e-commerce feminino que foi pioneiro em vender produtos a partir de conteúdo, com revista online, site com matérias e afins. E por isso é legal de seguir, porque vai muito além das roupas. É um insta de lifestyle. Além de moda, tem viagens, gadgets, carros… tudo o que os homens gostam. Só não tem mulher!

 

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@nickwooster – 537k
É comprador da Barneys e diretor de design da Ralph Lauren. Legal por ser um pouco mais velho, tem 56 anos, grisalho, tal. E tem muito estilo. Ele posta seus próprios looks, mas também faz um “jornalismo de moda digital” em sua conta, falando sobre lançamentos, dando dicas de compras e afins.

 

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@sylvainjustum_gqbr – 889
Este é um insta bastante novo, do editor de moda da GQ brasileira. Sylvain é um dos melhores jornalistas de moda do país, e seu perfil é totalmente focado neste mercado, com desfiles (suas análises de passarela são impecáveis), backstage de matérias da revista, dicas de estilo e mais. Ele tem também um perfil pessoal, mais ácido e irônico, como ele, mas este é o da pessoa física, jornalista.

 

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@carbonouomo – 8409k
Insta da editora brasileira Carbono. É um endereço de lifestyle masculino e, como não é de ninguém específico, mostra bastante looks de muitos homens diferentes. A edição de imagens é linda e o conteúdo, idem. Legal falar que ele tem essa cara meio vintage que a moda masculina tem hoje, com referencias fortes aos anos 40 e 50.

 

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Não deixe de seguir, também, @MariaPrata, que sabe muito de moda e estilo, e @MiltonJung, que tem muito a aprender, no Instagram.
 

Conte Sua História de SP: a guerra de mamonas no bairro da Penha

 

Por Rodolfo Eufrásio da Silva
Ouvinte-internauta

 

 

Nascido no Brás, infância no Belenzinho e adolescência na Penha. Paulistano de corpo e alma, belo! Lembranças de um tempo onde garoava em São Paulo, os litros de leite eram de vidro e o pão chamado de bengala. O Grupo Escolar Amadeu Amaral e o policial com apito, parando o trânsito para que pudéssemos atravessar o Largo São José do Belém. Coincidência ou não, tínhamos em cada extremo de nosso bairro três torrefações de café: Moka, Seleto e Jardim, que todas as tardes lançavam ao ar um maravilhoso aroma de café torradinho.

 

No início dos anos 70, mudamo-nos para a Penha, bairro também tradicionalíssimo, mas com características completamente diferentes, um jeito de interior, com centro comercial movimentadíssimo, cheio de vitrines e muitas pastelarias chinesas, rodeado por vilas tranquilas, campos de futebol, córregos e grandes espaços livres, onde travávamos guerras de mamona, arremessadas por nossos estilingues nos garotos da outra vila. Pipas, bolinhas de gude e peões passaram a fazer parte de minha vida. Nessa época, o ponto alto de nossos fins de semana eram os bailinhos de garagem, os vinis rodando em vitrolinhas portáteis, dançando juntinho um prá lá e prá cá, corações disparados em clima romântico num sonho adolescente. John Travolta, com seus Embalos de Sábado à Noite, motivou a abertura de grandes discotecas e viramos fregueses de carteirinha da Toco, na Vila Matilde.

 

Com a necessidade de se começar a trabalhar cedo, geralmente como office-boy, nos abria a porta desse grande mundo que era o centro de São Paulo. Filas em cartórios, bancos, repartições públicas reuniam centenas de garotos, com suas pastinhas debaixo do braço. Inúmeras vezes fazia a pé o percurso Praça da Sé, Praça da República, Consolação, Paulista, Brigadeiro e retornando a Sé, verdadeira São Silvestre, só para economizar os trocados do ônibus, sonhando com aquele tênis Germade! Alimentação saudável: pastéis, esfihas, coxinhas e churrasco grego com suco grátis, várias vezes ao dia. Voltar do trabalho para casa através do inesquecível Lapa Penha, sempre extremamente lotado. Jantar, pegar os materiais, se trocar, escovar os dentes, arrumar o cabelo, nem sempre nessa ordem era o ritual obrigatório diário para se ir ao colégio. Tudo muito difícil mas que marcou nossas vidas de uma forma maravilhosa e inesquecível! Parabéns São Paulo, meu berço, meu amor!