Rádio Na Era do Blog: Na Mobilefest 2009

 

Ouça o convite da CBN para você participar do Mobile Fest 2009

O rádio está no ar há 87 anos porque soube se reinventar e se adaptar as demandas de cada era. Sua agilidade se desenvolveu na mesma velocidade da tecnologia da informação. Houve um tempo em que os repórteres saiam com um gravador na mão e um saco de fichas telefônicas na outra. Do orelhão ao celular foi uma mudança enorme; e com o crescimento da internet, uma revolução.

Esta é uma das ideias com as quais iremos trabalhar sábado que vem, dia 14.11, na Mobile Fest – Festival Internacional de Critividade Móvel, que se realizará, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. O evento se inicia na quarta com atrações internacionais como Victor Viña, mestre em design na Royal College of Art de Londres, Sara Diamon, pesquisadora do Mobile Digital Commons Netwotk, plataforma que congrega as principais iniciativas de mobilidade no Canadá, e o artista austríaco Robert Mathy.

A CBN participará pela primeira vez da Mobile Fest e me convidou para comandar o encontro “Rádio na Era do Celular”, conversando com o público, ao vivo, e interagindo com repórteres e apresentadores da emissora para mostrar a evolução do rádio e a importância da tecnologia celular no nosso cotidiano. O repórter multimídia, Leandro Motta, da nova safra da emissora, vai cobrir o encontro enquanto relata o avanço nas comunicações. O narrador esportivo Deva Pascovicci, com experiência em tecnologia digital, falará com o público diretamente do estádio do Morumbi e mostrará os diferentes recursos que utiliza no seu trabalho.

Você participa, também, dando sugestões sobre novas ferramentas que os profissionais do rádio podem explorar. A palestra “Rádio na Era do Celular”, será sábado, diz 14,11, às 14h40. Para assistir o encontro é preciso se inscrever no site do Mobile Fest

Rádio na Era do Blog: A linguagem de Rui Barbosa

Para o editor Michael Gold, da PC World, a audiência na internet é preguiçosa, egoísta e impiedosa. Ele conta que o internauta tende a não ficar mais de 30 segundos sem dar um clique enquanto navega em um site. A persistirem os sintomas, o esforço para conquistar este público passará pelas características do texto e este terá de se aproximar, e muito, daquele recomendado para o rádio: simples, direto e objetivo.

As três palavrinhas mágicas – consideradas por mim, o mantra da boa comunicação – me vieram à cabeça nesta sexta-feira, assim que li a história que reproduzo a seguir e que teria tido Rui Barbosa como protagonista. Falo no condicional, pois o fato estava em um e-mail de fonte que desconheço. Mas não gostaria que isso fosse motivo para desperdiçar a graça do fato:

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:

– Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência do que o vulgo denomina nada!

E o ladrão, confuso, diz:

– Dotô, resumino: Eu levo ou deixo os pato?

Conte Sua História de São Paulo: Que confusão, QSL !

 

Jorge Petras
Ouvinte-internauta

Ouça o texto “Que confusão, QSL” sonorizado por Cláudio Antônio

Entre muitas histórias, esta pode se falar que é radiofônica. Na época do relato não existia celular, era o primórdio de enlaces por microondas.

Faziam três meses que tinha chegado de Buenos Aires (ano 1976) com toda a documentação em ordem como engenheiro em eletrônica especializado em telecomunicações, mas estava sem emprego por acreditar em um conhecido “patrício” que me tinha garantido colocação em uma multinacional a um salário irreal (exorbitante para a época, o que só consegui saber a posteriore). Assim sendo em todas as entrevistas que comparecia pedia o mesmo valor ou ou mais.

Já sem dinheiro para o sustento e após 86 dias a noticia “bomba”: a empresa citada pelo patrício não poderia me contratar por que eu não conhecia, ao nível de conversação, o idioma alemão. Totalmente desorientado entrei em um ônibus e pensei: pegarei o primeiro pedido de emprego de eletricista de obra que encontrar. Quando avistei uma placa de técnico eletrônico, corri e desci do ônibus.

O Recursos Humanos me encaminhou para o gerente de assistência técnica. Trêmulo, me apresentei ao Sr. Renato Olandin, pessoa de cabelos brancos, carismático, tentando falar espanhol, em um lapso de sinceridade falei meu problema. Ele com a serenidade de quem esta de bem com a vida, me explicou a faixa salarial, o CREA, e muitos detalhes do primeiro emprego. Terminou fazendo, além de uma oferta, um conselho de pessoa experiente. Imediatamente aceitei e ao dia seguinte comecei a trabalhar.

A alegria e o entusiasmo do primeiro emprego no Brasil era tão grande que “transbordava em todo meu ser”. Já na semana, o Sr. Renato me chama e pergunta: tem registro de condutor ? E com afirmativa pedante da juventude respondo: minha carta é internacional. OK, responde.

Na manhã seguinte me entrega as chaves de um fusca 0 km e me fala para fazer um conserto aqui perto. Mais que feliz eu sai. Quando vi a distância, quase tive um colapso (primeiro serviço externo = Ilha solteira) A viagem foi uma odissea, mas isto é outra história.

Posterior ao batismo, o serviço externo virou uma rotina, quando uma noite, quase oito horas (eu sempre ficava mais tempo após o expediente normal), o meu gerente me chama gentilmente e pede um favor. Se posso fazer um atendimento urgente na repetidora situada na torre da TV Gazeta.

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Rádio na Era do Blog: A cultura wiki

<p>&nbsp;</p>Um dia qualquer do programa CBN São Paulo. Um e-mail de fonte amiga informa interrupção do tráfego em uma rua da Vila Olímpia, zona oeste da capital paulista. Levo a notícia ao ar e sete minutos depois mensagem de outro ouvinte comenta que o problema é o vazamento em tubulação de gás. Pouco mais de 15 minutos após a primeira nota, chega uma foto na qual aparece o caminhão de bombeiros e as equipes de manutenção. Ao mesmo tempo a repórter do trânsito anuncia as alternativas para os motoristas não ficarem presos em congestionamento. Mal havia passado das 10 e meia da manhã e tinham chegado mais mensagens de ouvintes-internautas com links de reportagens anteriores que mostravam a série de problemas que os moradores e trabalhadores daquela região vinham sofrendo com as intermináveis obras públicas. O programa não havia se encerrado e todo o material além de ter sido levado ao ar estava postado aqui no Blog.

A seqüência que relato é verdadeira, ocorreu em novembro do ano passado, e se repete com muita frequência durante o CBN São Paulo, programa que tem como objetivo mobilizar o cidadão a discutir temas relacionados a cidade, denunciar irregularidades e apresentar soluções. A colaboração na construção do fato me faz lembrar a cultura Wiki que se desenvolve na internet com resultados impressionantes. Haja vista, seu o maior ícone: a Wikipedia, enciclopédia digital com milhares de verbetes criados pela comunidade.

A possibilidade de se explorar no rádio esta característica típica do mundo colaborativo que se desenvolve na internet é um dos tema que pretendo discutir com quem participar da palestra “Rádio na Era do Blog”, hoje, às 13h30, na Futerecom, no Transamérica Expocenter, zona sul de São Paulo. A palestra será transmitida também pela internet. Espero você lá, no estande da CBN ou diante do computador.

CBN ganha prêmio Herzog por “preconceito no futebol”

 

Do grito de torcedores na arquibancada aos comentários jocosos no vestiário, o mundo do futebol reproduz as mesmas cenas de preconceito que assistimos na sociedade. Curioso é que muitas vezes a tolerância a este tipo de violência é maior do que a tolerância às diferenças etnicas. Foi com uma reportagem denunciando o preconceito que jogadores brasileiros sofrem no exterior que o repórter Leandro Mota, da CBN, venceu a 31a. edição do Prêmio Vladimir Herzog, na categoria rádio. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 15.10, no Instituto que leva o nome deste jornalista que se transformou em símbolo da luta pelos direitos humanos no Brasil.

Ouça aqui a série de cinco reportagens sobre “Preconceito: A intolerância no futebol”

Na mesma categoria, os repórteres Paulo Henrique Souza e Priscila de Souza receberam menção honrosa pelo trabalho “Crack: vidas interrompidas” (ouça a série aqui).

Para conhecer a lista das reportagens vencedoras nas demais categorias, você acessa o blog do Instituto Vladimir Herzog.

Sérgio Abranches destaca Blog Action Day’09

 

Comentarista da CBN na área de meio ambiente, Sérgio Abranches aproveitou seu espaço no Jornal da CBN para elogiar a mobilização mundial em torno das mudanças climáticas na blogosfera. Na leitura que fez de posts já publicados, Abranches disse que o interessante é ver como muda o nível e foco de preocupação da sociedade em cada um dos países. Neste momento, quase 9 mil blogs já fazem parte desta ação.

Ouça o comentário de Sérgio Abranches, na CBN

 

Começa o Blog Action Day’09, no blog e no rádio

 

Com mais de 7 mil e 500 inscrições de 139 países e estimativa de cerca de 11 milhões de leitores, está no ar o Blog Action Day’09, uma rede mundial de blogs conectada em um só tema: mudanças climáticas. A ação principal é usar esta mídia nativa da internet para mobilizar as comunidades a discutirem o assunto através de posts.

Outras sugestões de atividades já surgem e das principais está a de pressionar o presidente dos Estados Unidos Barack Obama a aceitar o desafio de liderar políticas internacionais que proporcionem soluções sustentáveis, restringindo as emissões de gases que prejudiquem a camada de ozônio. Se você apoia esta ideia é convidado a assinar petição que será enviada ao presidente americano.

Além de convidarmos os ouvintes-internautas a participarem, tornando público no Blog do Mílton Jung todo o material (texto, foto, som …) que for enviado para milton@cbn.com.br, o CBN São Paulo vai discutir as mudanças climáticas no ambiente urbano.

Dentre os assuntos que fazem parte da nossa pauta desta quinta-feira, o impacto do automóvel no meio ambiente e a política estadual de redução de emissão de gases aprovada nesta semana, em São Paulo. Falaremos com técnicos, ambientalistas e políticos para entender qual a marcha que vamos implantar no desenvolvimento de nossas cidades levando em consideração os reflexos deste crescimento no meio ambiente. Claro, também vamos ouvir você

Rádio na Era do Blog, na Futurecom

 

Das pessoas com acesso a internet, 42% ouvem rádio no computador, e apesar deste índice ser maior na classe A, com 57% de participação na audiência digital, as classe D/E já tem forte presença, também, com 44%, segundo dados levantados pelo Ibope, em 2008. Estes números apenas comprovam a ideia que defendo há alguns anos de que a internet rejuvenesce o rádio.

É a partir deste pensamento que pretendo construir minha palestra desta sexta, 16.10, às 13h30, durante a Futurecom um dos principais eventos do setor de Telecomunicações e Tecnologia da Informação da América Latina, que se realiza no Transamérica Expocenter, zona sul de São Paulo. “Rádio na Era do Blog” fala, ainda, do uso das redes sociais como forma de construir comunidades em torno da emissora ou de programas, como o CBN São Paulo. Vou apresentar e comentar alguns dados de pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Profissionais do Rádio, sobre a qual tratei em post aqui no Blog (leia aqui, se for do seu interesse).

Todas as palestras e talk-shows promovidos pela rádio CBN durante a Futurecom serão transmitidas, em tempo real, pela internet.

Rádio na Era do Blog: Frases vencedoras

 

A jornalista Rosana Hermann e Mauro Gold vão receber um exemplar do livro “Jornalismo de Rádio”, lançado pela Editora Contexto, por terem participado do concurso lançado para comemorar o resgate do meu perfil no Twitter. A proposta era que os ouvintes-internautas-tuiteiros enviassem pelo Twitter uma frase relacionando rádio, blog e microblog.

Rádio na Era do Blog: Conversa ao pé do computador

 

O radinho de pilha ainda está sobre o balcão, mas no escritório foi abduzido pelo computador. O ouvinte-internauta navega nas novas mídias, mas ainda ouve no rádio o mesmo que ‘antigamente’ e nas mesmas emissoras que no passado (entenda por antigo e passado qualquer coisa que tenha acontecido mais de um ano atrás). São algumas das informações que podemos encontrar na pesquisa realizada pelo Grupo de Profissionais do Rádio, com a participação de 2.580 pessoas convidadas a entrar na internet e a responder ao questionário, em setembro.

Dos que responderam, 79% disseram que ouvem rádio em casa, 64% no carro e 46% no trabalho. Antes que você me cobre, a somatória ultrapassa os 100% porque as pessoas ouvem rádio de diferentes maneiras, dependendo a necessidade e a possibilidade. E a pesquisa permitia em algumas questões múltiplas respostas.

Para constatar a mudança de hábito na mesa de trabalho, onde provavelmente está o seu computador, tomei como base a questão “você costuma ouvir rádio através de …”. Apesar do aparelho de rádio ter sido citado por 74%, ouvir rádio na internet pelo computador alcançou a marca de 63%, superando, inclusive, o rádio do carro, 61%. Destaco ainda aqueles acostumados a sintonizar o rádio no celular (37%) ou no Ipod (21%).

É curioso ver que apesar da enorme quantidade de ouvintes-internautas, a maioria ainda busca as emissoras que estava acostumada no off-line. Somando as respostas, 88% ouvem na internet, emissoras que estão no AM e/ou FM. E o que ouvem ou buscam nos canais de rádio na internet ? O mesmo que ouviam no aparelho de rádio: a programação que está no ar, disseram 83% dos entrevistados, com destaque para o binômio música (66%) e notícia (60%)

Isto não quer dizer que o novo ouvinte não dá valor para os demais serviços oferecidos pelas emissoras que estão rede. Cresce o interesse a medida que ele passa a navegar no site da rádio. Mais da metade (51%), por exemplo, vai atrás dos blogs dos comentaristas/locutores (de minha parte, obrigado); e parte do público (28%) ouve podcast.

Por enquanto, a maioria dos ouvintes-internautas apenas trocou a forma de propagação do som, das ondas criadas pelo alemão Heinrich Rudolf Hertz pelas do britânico Tim Berners Lee. Não se engane, porém: estamos trabalhando com uma audiência de ‘migrantes digitais’ que aprende como boa parte de nós a navegar neste novo mundo, mas a audiência que dará vida ao rádio está nos ‘nativos digitais’ que nasceram na década de 80 e aprendem que tem o poder de controlar o consumo de mídia, ouvindo o que querem, na hora que podem ou quando precisam.