Foto-ouvinte: Orelhão no chão

 

Orelhão depredado

O Diário de São Paulo testou 50 telefones públicos do Terminal Rodoviário do Tietê, na capital paulista, e descobriu que os aparelhos estão mudos, mas bem limpinhos: apesar de terem sido higienizados no início do mês, 36 apresentaram problemas para falar. A história contada no Jornal da CBN motivou o colaborador do Blog Marcos Paulo Dias a enviar foto feita mês passado na Rua Francisco Polilo Neto, na esquina com a Maria Suzano Polilo, na Vila Rosária, em São Miguel Paulista, na zona leste. O orelhão depredado já está em pé e funcionando. Quanto aos do Terminal Tietê ainda aguardam reparo da Telefonica.

Canto da Cátia: Ex-buraco

A Cátia Toffoletto havia passado por lá há uma semana. Parou, fotografou e publicou aqui no Blog. Hoje, voltou a rua Canuto do Val e descobriu que a pista foi alvo da operação Tapa-Buraco. Substituíram o rombo pelo calombo como é comum na recuperação do piso na cidade.

Na nota da Secretaria das Subprefeituras, publicada ontem, a prefeitura responsabilizou a Sabesp pelo buraco na Canuto do Val.

Buracos da Cidade: Milão é aqui

 

Buracos na Praça Cidade de Milão

A calçada esburacada está no entorno da praça Cidade de Milão, na rua Diogo Jacome e Av, República do Líbamo, diante do Parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo. De acordo com a ouvinte-internauta Gianna Carvalheira o local está muito mal conservado. A praça de 20 mil m2 resultou de parceria das cidades de Milão, na Itália, e São Paulo, em 1962, e tem uma fonte, construída pelo Liceu de Artes e Ofícios, nove anos depois.
“Atualmente, a Praça Cidade de Milão encontra-se com suas calçadas, seu gradil e o seu interior em estado de péssima conservação. As calçadas estão quebradas, com inúmeros buracos e ervas daninhas crescem entre as lajotas de cimento. O gradil, por sua vez, está em muitos trechos quebrado”, escreveu a ouvinte-internauta.

Buracos de São Paulo: Independência e queda

 

 

Buraco na Av Independência

Foram sete os buracos na avenida Independência, entre a avenida dos Bandeirantes e a rua Guararapes, contados pelo ouvinte-internauta João S. Nicolau. E a lista dele não para por aí: “tem vários buracos na Marginal Pinheiros, pista expressa, para quem vai em direção ao Cebolão, da Ponte Ari Torres até a Cidade Jardim, na pista da direita próximo a estação Ceasa, …”. João Nicolau além de contar e relatar, fotografou alguns desses buracos.

Foto da hora: Caminhão ‘paliteiro’ pega fogo

 

Fogo no caminhão

Funcionou como uma caixa de fósforo. O caminhão que tinha uma carga do produto era alto de mais e entalou ao passar por baixo da ponte da Freguesia do Ó, na Marginal Tietê, zona norte de São Paulo. A fricção provocou o incêndio que travou o trânsito na região desde o início da região. O motorista escapou ileso. O repórter Gabriel Correia, da CBN, chegou lá, contou a história no ar e fotografou o que restou do caminhão. Clique na imagem e veja mais fotos.

ONG denuncia ‘piratas urbanos’ em São Paulo

 

Carta da ONG Educa São Paulo ao prefeito de São Gilberto Kassab denuncia a ação de ‘piratas urbanos’ que estariam atacando prestadores de serviços na capital paulista:

“Entendemos que a ação de ladrões – denominados pela ONG Educa São Paulo de ‘piratas urbanos’ – contra humildes trabalhadores à serviço da Prefeitura, merece uma atenção especial do poder público municipal. Em nossas andanças sociais pela cidade, em visita às subprefeituras, constatamos a deficiência na estrutura física e logística de um órgão criado para ser extensão forte do poder central. A situação estaria mais crítica se dedicados subprefeitos, funcionários e chefes de departamentos não praticassem um fantástico exercício de inteligência e criatividade administrativa para atender as enormes demandas dos munícipes. Os constantes roubos de ferramentas e equipamentos pelos ‘piratas urbanos’ agravam ainda mais a funcionalidade da administração municipal. A ousadia dos ‘piratas’ é surpreendente. Eles cruzam a cidade e agem em grupos. Nada escapa: roçadeiras elétricas, motos-serra, caminhões, kombis, enxadas, marretas e picaretas.

O episódio mais recente se deu no Capão Redondo, rua Integrada, 150 , zona sul, num ex-telecentro, há duas semanas, onde uma empresa terceirizada da Subprefeitura do Campo Limpo teve as suas máquinas roubadas, e em curto espaço de tempo uma Kombi. A Subprefeitura do Itaim Paulista há anos é vítima dos ‘piratas urbanos’, carros e equipamentos foram levados. “No M’Boi Mirim foi pensado uma estratégia pela supervisão de obras. Alguns serviços são executados somente das 07 às 10:30 hs”, assegura uma abnegada servidora que faz questão de dizer que cumpre período integral de trabalho. Os agentes municipais vivem em apreensão e, a qualquer momento podem ser atacados pelos piratas, principalmente nas entranhas do Jardim São Luiz e Santo Antonio, proximidades do cemitério, bem como às margens da Represa Guarapiranga, no Jardim Nakamura, extremo sul. Na Vila Mariana, bairro que num passado não muito distante ocorreu um inusitado seqüestro de um gerador de energia (a subprefeitura por não dispor de meios legais desistiu de pagar o resgate) continua a sofrer baixas em seu patrimônio. “A Subprefeitura de Itaquera já adotou a proteção policial em algumas regiões de risco. “São incontáveis as vezes que a Unileste Engenharia e Florestana (empresas terceirizadas) tiveram suas máquinas e até veículos roubados. Isso não deveria ser tratado como ‘segredo de estado’. A população tem o direito de ficar sabendo, afinal é dinheiro público. Providências urgentes de segurança precisam ser tomadas em toda a Zona Leste”, esclarece uma funcionária com mais de quinze anos de subprefeitura.

A ação violenta desses piratas, quase sempre moradores do próprio bairro, tem acontecido na maioria das trinta e uma subprefeituras, e deveria ter uma resposta em caráter de urgência urgentíssima da Prefeitura de São Paulo. Permita-nos, Senhor Prefeito, sugerir a criação da ‘Ronda Anti-Piratas Urbanos’.

Devanir Amâncio
Presidente da ONG Educa São Paulo”

São Paulo quer experiência italiana contra Cracolândia

Imagem publicada no site do IBGF sobre a comunidade de San Patrignano

Imagem publicada no site do IBGF sobre a comunidade de San Patrignano

Os inúmeros programas de revitalização desenhados, prometidos e, em alguns casos, aprovados na Câmara Municipal não foram suficientes para resolver um sério problema social na região central de São Paulo. A Cracolândia, que chegou a ser rebatizada Nova Luz, segue firme e forte a causar riscos à população, expor crianças abandonadas, proporcionar mercado a traficantes e constranger o poder público. Conhecer a experiência da Comunidade Terapêutica San Patrignano, em Rimini, na Itália, é o próximo passo da prefeitura que, em carta enviada à organização, propõe um trabalho de parceria.

Foi uma entrevista do presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi Walter Maierovitch à Fabíola Cidral, no CBN São Paulo, há uma semana, que motivou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) a envolver o secretário de Controle Urbano Orlando de Almeida em conversa com dirigentes da comunidade que abriga cerca de 1.800 pacientes. O trabalho lá desenvolvido é recomendado pela União Europeia e ONU, mas desconhecido pelas autoridades paulistanas até então.

As informações também estão na internet, no site da sociedade, podem ser encontradas na Wikipedia, e em relatório da Organização das Nações Unidas.

Maierovitch, com quem tive o prazer de ‘bater bola’ em comentário na CBN, é dos grandes estudiosos em combate ao crime organizado, tráfico de drogas e atuação mafiosa. Quem acredita realmente que estes são temas importantes tem obrigação de consultar o site do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi com frequência. Em 2006, por exemplo, abriu um dos seus artigos com o pensamento que resume a filosofia que impera na Comunidade Terapêutica San Patrignano: “Drogados irrecuperáveis não existem, mas também não existem drogas não danosas”. O restante sugiro que você leia por lá e aproveite para colocar o endereço do IBGF e do Blog Sem fronteiras , também assinado por ele, entre seus favoritos.

Demanda reprimida e esquecida, em São Paulo

Por Carlos Magno Gibrail

Cidadãos urbanos atentos, observamos nas grandes cidades como São Paulo – 11 milhões de habitantes, 6 milhões de automóveis, 6 milhões de passageiros transportados diariamente – obras civis pontuais serem executadas, como pontes , viadutos e ampliações de avenidas, sem trazer resultados esperados. Ou seja, a fluidez buscada não acontece.

Aparentemente é uma questão de geografia ou geometria, quando se percebe apenas um deslocamento de gargalos. Exatamente isto, quantias substanciais investidas e o resultado é apenas uma transferência de gargalos no trânsito de veículos.

E em alguns casos parece que o congestionamento aumenta. O que acontece é a questão da demanda reprimida, que, represada, não surgia antes das novas obras.

Depois de construídas, pontes, viadutos e avenidas, passam a ser utilizadas por pessoas que começam a usá-las ocupando espaços que antes não ocupavam.

É o que os economistas chamam de “Demanda Reprimida”.

“Em economia, Demanda ou Procura é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um dado mercado, durante uma unidade de tempo”.Wikipédia

É parte da lei da oferta e procura, que pode estar inserida num mercado de concorrência perfeita, imperfeita, oligopolista ou monopolista.

Cuja demanda, perfeita, elástica ou inelástica, pode estar reprimida por procura ou oferta.

A identificação da demanda reprimida é recomendável em todos os setores, públicos ou privados, bens ou serviços, antes que apareça de surpresa. O plano cruzado foi um dos momentos em que a demanda reprimida liberada não encontrou a oferta necessária de bens e serviços.

O contemporâneo Twitter que dá quase 3 milhões de seguidores para Britney Spears e quase 2 milhões para Obama , certamente represa quantidade significativa de usuários brasileiros por falta de procura com capacidade financeira.

Para as obras públicas na capital paulistana certamente não estão incluindo nos estudos a demanda reprimida potencial.

Na Marginal Tietê será construída uma nova pista com 23 km de extensão e três faixas de cada lado da marginal, além de quatro pontes e três viadutos ao longo da via. O investimento será de R$ 1,3 bilhão.

O governo acredita que, haverá uma redução no tempo gasto em congestionamentos na marginal em 35%. Segundo cálculos apresentados no projeto, a Marginal Tietê apresenta filas de 30 km, em média, nos horários de pico, 25% do total na cidade. O desperdício de tempo é de 1,7 milhões de horas/ano e o de combustível, 1,5 milhões de litros/ano.

A Prefeitura de São Paulo, no dia 5, declarou de utilidade pública duas áreas na região do Butantã, para atender ao projeto de ampliação do Túnel Jânio Quadros.

Uma das áreas tem 2.546 metros quadrados e a outra, 1.420 metros quadrados. A obra prevê a construção de uma interligação da Avenida Lineu de Paula Machado por intermédio de um túnel que se unirá ao Túnel Sebastião Camargo, antes da travessia do Rio Pinheiros.

Uma boa comparação com o represamento de água pode elucidar a crucial questão do trânsito em SP Cap.

Para esgotarmos a água numa represa cheia abrindo orifícios e fazendo canais, sempre teremos estes canais cheios d’água. É o que acontece com as vias acrescidas através de obras como as do Tietê ou do Túnel Jânio Quadros. Os veículos “represados” ocuparão todos os espaços novos.

Alguma dúvida que isso irá acontecer?

Ou os 35% de melhoria que Serra e Kassab, economistas renomados acreditam?

Acreditam?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e às quartas escreve no Blog do Milton Jung, sempre disposto a congestionar este espaço de boas ideias.