Subprefeitura faz campanha contra caça-níquel

caça-niquel

O cartaz acima estará em todos os bares, botecos e padarias dos bairros atendidos pela Subprefeitura de Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista, para lembrar seus donos e clientes algo que todos já deveriam saber – se é que já não sabem: caça-níquel é proibido. E o estabelecimento pode ser fechado, segundo a lei 12.879/99.

A Subprefeitura quer que as pessoas denunciem pelo 156 os locais que mantém estas máquinas funcionando. Confesso que não entendo para que tanto esforço. Basta os fiscais da subprefeitura passearem na região e logo irão encontrar a turma de “divertindo” nos caça-níqueis. É flagrar e punir.

Ibirapuera e Faria Lima sem fio

Postes

Desaparecer com a fiação elétrica pode se transformar em avanço tão significativo para a paisagem urbana como o foi a Lei Cidade Limpa. Um passeio pela avenida Paulista comprova esta sensação de bem estar gerada pelo sumiço dos fios que se transformam em impressionantes emaranhados entre um poste e outro. Acordo entre a prefeitura de São Paulo e a Eletropaulo permitirá o enterramento da fiação na avenida Faria Lima e no Parque do Ibirapuera, a partir do 2º semestre deste ano.

A Oscar Freire passou por processo semelhante com prefeitura e comerciantes dividindo os custos do projeto. Desta vez, parte da dívida de mais de R$ 400 mi da prefeitura com a empresa de energia elétrica será usada na iniciativa. De acordo com o diretor executivo da Eletropaulo Roberto Di Nardo, o investimento também vai trazes eficiência energética para escolas públicas do município e túneis da cidade.

Ouça na entrevista com Roberto Di Nardo, Eletropaulo, como serão os projetos

Pelo cigarro, “guerrilha” prepara ataque em São Paulo

O Governo de São Paulo diz estar pronto para a “guerrilha jurídica” armada por entidades que defendem a liberdade aos fumantes que se organizam para combater a lei antifumo sancionada ontem, mas que entra em vigor apenas em agosto, no Estado.

A persistirem os sintomas, ninguém poderá mais fumar dentro de bares, restautantes, empresas, clubes e condomínios. Mas lá no escritório tem fumódromo !? Não vai ter mais de acordo com a lei aprovada em São Paulo. O governador José Serra (PSDB) exagerou e ameaça punir até bituca de cigarro ou cinzeiro sobre a mesa.

O secretário de Negócios Jurídicos dele, Luiz Antonio Marrey, parece disposto a conter o ímpeto de Serra na cruzada contra o cigarro. Disse ao CBN SP que haverá muita conversa antes da punição se iniciar, e comedimento por parte dos fiscais. Foi duro, porém, ao responder ao jurista Ives Granda que falou na CBN que a lei é inconstitucional.

Será o constitucionalista Granda um dos terroristas ?

Ouça as duas entrevistas e dê a sua opinião:

Comece com o jurista Ives Gandra que é contra lei

E agora, preste atenção no que diz o secretário Luiz Antonio Marrey

Guarda Metropolitana volta a doar sangue em protesto

Integrantes da Guarda Civil Metropolitana promovem mutirão de doação de sangue como forma de chamar atenção da prefeitura para as reivindicações salariais e de melhoria das condições de trabalho. A manifestação será nesta segunda-feira, a partir das oito da manhã, no Hospital das Clínicas e no do Servidor Municipal. Protesto semelhante havia sido realizado em fevereiro.

De acordo com levantamento elaborado pelo sindicato que reúne a categoria, os GCMs de São Paulo recebem salários inferiores a colegas de outras 21 cidades do Estado. Enquanto em Cotia um guarda ganha ao fim do mês R$ 1.970,00 somando salário-base, gratificação e risco de vida, na capital embolsam R$ 855,00.

Eles querem reposição das perdas salarias em 17,40%, extensão do Vale Alimentação a todos os GCMs, normalizar o fornecimento de coletes de segurança, além de outros itens que despertam atenção: material de higiene pessoal, pessoal para limpeza das unidades da guarda e local adequado para beber água potável.

Foto-ouvinte: Antes da Virada Cultural

Mosaico da Virada Cultural 2Mosaico da Virada Cultural

Um passeio à noite pelos locais que serão palco da Virada Cultural, neste fim de semana, na capital paulista, proporcionou visões interessantes ao colaborador do Blog do Milton Jung Marcos Paulo Dias. Ele é quem conta:

“Fui registrar os locais onde vai rolar a Virada Cultural, mas acabei indo mais longe. Não consigo perder o olhar crítico. São Paulo é maravilhosa. Neste passeio fui a lugares que há algum tempo não visitava, alegre em perceber que temos patrimônio, cultura e muita informação. E decepcionado, ao notar que estão abandonados. Em alguns pontos da cidade é um perigo constante portar minha máquina de fotografia. Moradores de rua, prostitutas e drogados apenas mudaram de lugar. Daqui foram para lá. De lá vieram para cá.”

Amanhã, quando a cidade estiver em festa talvez os paulistanos nem tenham tempo para perceber esta contradição. Talvez nem seja momento mesmo, pois a Virada é uma ótima oportunidade para se mostrar como seria São Paulo se soubessemos ocupá-la de cidadania.

Conte Sua História de SP: A enchente

Enchente em São Paulo

Foi na temporada das chuvas que o ouvinte-internauta Cláudio Vieira desembarcou em São Paulo e não precisou mais de uma semana para constatar boa parte daquilo que seus conterrâneos o alertavam sobre os riscos na grande cidade. Alagado, com muito esforço, otimista, ele encarou a capital paulista e se apaixou como é possível descobrir no texto enviado ao Conte Sua História de São Paulo:

Ouça o texto “Enchente” de Cláudio Vieira

Conte mais um capítulo da cidade de São Paulo enviando texto ou arquivo em áudio para contesuahistoria@cbn.com.br.

Veja outras fotos de Marcos Paulo Dias no álbum de imagens do Flickr

Um porta-aviões em São Paulo

Estou de joelhos no milho, com o olhar voltado para a parede, mas duvido que o perdão me seja oferecido. Por motivo que não saberei jamais explicar, em lugar de dar autoria para o real autor do texto abaixo, o sempre atento e frequente ouvinte-internauta Armando Italo grafei nome de outro ouvinte-internauta de nossa programação. Somente agora à noite, deste sábado confuso, identifiquei o erro imperdoável. Minhas desculpas a quem sempre foi fiel a este espaço e jornalista. 

Por Armando Italo

Imagem área do Aeroporto de Congonhas em São Paulo

Assim é considerado o Aeroporto de Congonhas pelos moradores da cidade que mais cresce na América do Sul  e num paradoxo, não tem mais para onde crescer.

Antes do início das operações do aeroporto de Congonhas na década de 30, pousos e decolagens, eram feitas no Campo de Marte. Já naquela época, as cheias do rio Tietê, causavam um grande transtorno para os moradores do bairro de Santana, passageiros e tripulantes. Todo aquela área ficava inundada.

Devido aos transtornos causados pelas cheias do Tietê, foi inaugurado em 1936, o atual Aeroporto de Congonhas,  na antiga Vila Congonhas, de propriedade do Visconde de Congonhas do Campo, que foi presidente da província de São Paulo no período imperial. Uma aeronave da VASP, o trimotor Junker, realizou então o primeiro vôo para a cidade do Rio de Janeiro.

Após a inauguração do Aeroporto de Congonhas, ao longo dos anos, a cidade foi crescendo, se expandindo de forma desordenada, trazendo novos moradores ao redor deste importante aeródromo.

Culpar e responsabilizar a quem por Congonhas ser apelidado, atualmente, Porta-aviões de São Paulo? Os ex e atuais gestores  da cidade ? Os moradores sabedores da existência de um aeroporto “barulhento e perigoso” bem nos quintais de suas residências e varandas das janelas  dos seus apartamentos situados nos bairros do Campo Belo, Moema e Vila Olímpia? As construtoras e incorporadoras que construíram as suas “belas e grandiosas torres” com permissão das prefeituras passadas e “dentro da lei”?

E agora José?

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Do cheiro do Mercadão ao grito do povo

Mercadão de SP por Fernando Stankuns, no Flickr

São Paulo é cidade para muitas sensações. Percebe-se em pesquisas formais e enquetes casuais. Quarta-feira passada, o colunista Carlos Magno Gibrail provocou os ouvintes-internautas a descreveram a cidade a partir dos cinco sentidos. Reproduzia ação da SPTuris que desenha o Mapa das Sensações.

Na pesquisa oficial, os mais de 600 internautas que deixaram suas  percepções sobre a capital paulista indicaram 2 mil e tantos locais que marcaram seus sentimentos pelo olfato, visão, audição, tato e paladar. Aqui no blog, nossos ouvintes-internautas também foram generosos nas opções oferecidas, 72 indicações.

Há cenários assíduos dentro os que mais emocionam. O Mercadão, centro da cidade, excita tanto pela língua como pela narina dos seus frequentadores. É no prazer provocado por um pastel de bacalhau, um sanduíche de mortadela, as azeitonas expostas na banca ou no conjunto da obra.

Nada supera, o pastel de feira, lembrança mais registrada entre todas. E daí tanto faz a feira.

Locais inusitados surgiram nas dicas dos ouvintes-internautas quando o tema é o olfato e o paladar: a porta do estádio. As barraquinhas no seu entorno mexem com os torcedores já devidamente tomados pela expectativa da espera do jogo. O sanduíche de calabresa da Dona Joana – com mais de 60 anos, fez questão de lembrar um dos participantes -, no caminho do Morumbi, foi lembrado duas vezes na enquete do blog (preciso experimentar). Se equipara aos cheiro e sabor provocados pelo café e o pão francês feito na hora.

Torcida na arquibancada do Morumbi por Lilit Pari, no álbum do Flickr

Nossa enquete sinaliza que o futebol é elemento importante neste cenário, não apenas pelos cheiros que exala. Aguça a visão quando as arquibancadas estão lotadas, o tato no sonhando instante de pegar a taça de campeão e os ouvidos com o som entoado pelas torcidas.

Estranhos ouvidos, registre-se. Se satisfazem com o grito de “É campeão”   no estádio e dos feirantes na Ceasa; se irritam com a sirene, a buzina e o barulho do trânsito; se emocionam com o sino da Igreja Santo Antônio,  as crianças brincando no parquinho perto de casa e o “silêncio salpicado de gorjeios no Trianon”.

Olhar, ouvir, cheirar, tocar e saborear. Nem mesmo todos os problemas que encaramos no cotidiano do ambiente urbano foram suficientes para nos tirar a capacidade de exercitar estes sentimentos. Esta aí uma notícia que me faz sentir bem.

Você ainda pode participar da pesquisa realizada pela SPTuris acessando o Mapa das Sensações.

Veja outras imagens de São Paulo no álbum do Flickr de Fernando Stankun e Lilit Pari 

Foto-ouvinte: A mais feia de São Paulo

Brigadeiro Luis Antonio

Antes mesmo de fechar as contas da preferência dos leitores do blog em relação as sensações provocadas por São Paulo, sou provocado a olhar para o outro lado da cidade. O ouvinte-internauta Eduardo Mucillo recentemente foi trabalhar na avenida Brigadeiro Luís Antônio. Ele está espantado com a quantidade de casarões abandonados que parecem prestes a desabar. Contou pelo menos quatro dessas construções antigas com péssimo aspecto, entre as ruas Pedroso e Humaitá.

Eduardo, autor da imagem acima, comenta: “A avenida Brigadeiro Luís Antônio, junto com a Santo Amaro e a Ricardo Jaffet, concorrem ao triste título de avenidas mais feias de São Paulo”.

Que outras avenidas e locais entrariam nesta lista, na sua opinião ?