Conte Sua História de SP: A enchente

Enchente em São Paulo

Foi na temporada das chuvas que o ouvinte-internauta Cláudio Vieira desembarcou em São Paulo e não precisou mais de uma semana para constatar boa parte daquilo que seus conterrâneos o alertavam sobre os riscos na grande cidade. Alagado, com muito esforço, otimista, ele encarou a capital paulista e se apaixou como é possível descobrir no texto enviado ao Conte Sua História de São Paulo:

Ouça o texto “Enchente” de Cláudio Vieira

Conte mais um capítulo da cidade de São Paulo enviando texto ou arquivo em áudio para contesuahistoria@cbn.com.br.

Veja outras fotos de Marcos Paulo Dias no álbum de imagens do Flickr

Um porta-aviões em São Paulo

Estou de joelhos no milho, com o olhar voltado para a parede, mas duvido que o perdão me seja oferecido. Por motivo que não saberei jamais explicar, em lugar de dar autoria para o real autor do texto abaixo, o sempre atento e frequente ouvinte-internauta Armando Italo grafei nome de outro ouvinte-internauta de nossa programação. Somente agora à noite, deste sábado confuso, identifiquei o erro imperdoável. Minhas desculpas a quem sempre foi fiel a este espaço e jornalista. 

Por Armando Italo

Imagem área do Aeroporto de Congonhas em São Paulo

Assim é considerado o Aeroporto de Congonhas pelos moradores da cidade que mais cresce na América do Sul  e num paradoxo, não tem mais para onde crescer.

Antes do início das operações do aeroporto de Congonhas na década de 30, pousos e decolagens, eram feitas no Campo de Marte. Já naquela época, as cheias do rio Tietê, causavam um grande transtorno para os moradores do bairro de Santana, passageiros e tripulantes. Todo aquela área ficava inundada.

Devido aos transtornos causados pelas cheias do Tietê, foi inaugurado em 1936, o atual Aeroporto de Congonhas,  na antiga Vila Congonhas, de propriedade do Visconde de Congonhas do Campo, que foi presidente da província de São Paulo no período imperial. Uma aeronave da VASP, o trimotor Junker, realizou então o primeiro vôo para a cidade do Rio de Janeiro.

Após a inauguração do Aeroporto de Congonhas, ao longo dos anos, a cidade foi crescendo, se expandindo de forma desordenada, trazendo novos moradores ao redor deste importante aeródromo.

Culpar e responsabilizar a quem por Congonhas ser apelidado, atualmente, Porta-aviões de São Paulo? Os ex e atuais gestores  da cidade ? Os moradores sabedores da existência de um aeroporto “barulhento e perigoso” bem nos quintais de suas residências e varandas das janelas  dos seus apartamentos situados nos bairros do Campo Belo, Moema e Vila Olímpia? As construtoras e incorporadoras que construíram as suas “belas e grandiosas torres” com permissão das prefeituras passadas e “dentro da lei”?

E agora José?

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Do cheiro do Mercadão ao grito do povo

Mercadão de SP por Fernando Stankuns, no Flickr

São Paulo é cidade para muitas sensações. Percebe-se em pesquisas formais e enquetes casuais. Quarta-feira passada, o colunista Carlos Magno Gibrail provocou os ouvintes-internautas a descreveram a cidade a partir dos cinco sentidos. Reproduzia ação da SPTuris que desenha o Mapa das Sensações.

Na pesquisa oficial, os mais de 600 internautas que deixaram suas  percepções sobre a capital paulista indicaram 2 mil e tantos locais que marcaram seus sentimentos pelo olfato, visão, audição, tato e paladar. Aqui no blog, nossos ouvintes-internautas também foram generosos nas opções oferecidas, 72 indicações.

Há cenários assíduos dentro os que mais emocionam. O Mercadão, centro da cidade, excita tanto pela língua como pela narina dos seus frequentadores. É no prazer provocado por um pastel de bacalhau, um sanduíche de mortadela, as azeitonas expostas na banca ou no conjunto da obra.

Nada supera, o pastel de feira, lembrança mais registrada entre todas. E daí tanto faz a feira.

Locais inusitados surgiram nas dicas dos ouvintes-internautas quando o tema é o olfato e o paladar: a porta do estádio. As barraquinhas no seu entorno mexem com os torcedores já devidamente tomados pela expectativa da espera do jogo. O sanduíche de calabresa da Dona Joana – com mais de 60 anos, fez questão de lembrar um dos participantes -, no caminho do Morumbi, foi lembrado duas vezes na enquete do blog (preciso experimentar). Se equipara aos cheiro e sabor provocados pelo café e o pão francês feito na hora.

Torcida na arquibancada do Morumbi por Lilit Pari, no álbum do Flickr

Nossa enquete sinaliza que o futebol é elemento importante neste cenário, não apenas pelos cheiros que exala. Aguça a visão quando as arquibancadas estão lotadas, o tato no sonhando instante de pegar a taça de campeão e os ouvidos com o som entoado pelas torcidas.

Estranhos ouvidos, registre-se. Se satisfazem com o grito de “É campeão”   no estádio e dos feirantes na Ceasa; se irritam com a sirene, a buzina e o barulho do trânsito; se emocionam com o sino da Igreja Santo Antônio,  as crianças brincando no parquinho perto de casa e o “silêncio salpicado de gorjeios no Trianon”.

Olhar, ouvir, cheirar, tocar e saborear. Nem mesmo todos os problemas que encaramos no cotidiano do ambiente urbano foram suficientes para nos tirar a capacidade de exercitar estes sentimentos. Esta aí uma notícia que me faz sentir bem.

Você ainda pode participar da pesquisa realizada pela SPTuris acessando o Mapa das Sensações.

Veja outras imagens de São Paulo no álbum do Flickr de Fernando Stankun e Lilit Pari 

Foto-ouvinte: A mais feia de São Paulo

Brigadeiro Luis Antonio

Antes mesmo de fechar as contas da preferência dos leitores do blog em relação as sensações provocadas por São Paulo, sou provocado a olhar para o outro lado da cidade. O ouvinte-internauta Eduardo Mucillo recentemente foi trabalhar na avenida Brigadeiro Luís Antônio. Ele está espantado com a quantidade de casarões abandonados que parecem prestes a desabar. Contou pelo menos quatro dessas construções antigas com péssimo aspecto, entre as ruas Pedroso e Humaitá.

Eduardo, autor da imagem acima, comenta: “A avenida Brigadeiro Luís Antônio, junto com a Santo Amaro e a Ricardo Jaffet, concorrem ao triste título de avenidas mais feias de São Paulo”.

Que outras avenidas e locais entrariam nesta lista, na sua opinião ?

São Paulo… É bonita? É gostosa? É cheirosa?

Por Carlos Magno Gibrail

CIdade desde o Parque do Ibirapuera (Foto: Diego_3366 Flickr)

As 230 milhões de pessoas empregadas no turismo correspondem a 8,3% dos trabalhadores globais.  Isto significa que a cada 12 trabalhadores 1 trabalha em turismo.

É a terceira maior indústria do mundo, ficando atrás apenas do petróleo e armamentos. Que o diga a França ou Londres, país e cidade, líderes no ranking a tal ponto que recebem, anualmente, quantidade de turistas superior a sua população.

O Brasil segundo o WTTC Conselho Mundial de Turismo é a 14ª economia do turismo global e a 1ª nas economias que mais crescerão.

São Paulo é a cidade brasileira que mais recebe turista. Durante um ano o equivalente a sua população – 11 milhões.

Tão surpreendente quanto estes dados são o fato de tanto o Brasil quanto São Paulo ainda não tenha executado marketing moderno e agressivo. Para o país um plano de divulgação de produtos e regiões. Para a cidade, uma identidade de marca que a diferencie das demais líderes mundiais, Londres, Paris, New York, Roma, Milão etc.

Do Brasil ainda não se tem notícia de nenhum plano extraordinário para levar a sua marca a produtos pertinentes a suas origens e as regiões naturais exuberantes e únicas.

De São Paulo começam a surgir indícios de trabalho técnico e moderno, o MAPA DAS SENSAÇÕES, que poderá além de contribuir para facilitar as escolhas dos turistas das atrações da cidade, definir a identidade da marca cidade de São Paulo.

Na carona das teorias aplicadas empiricamente nas maiores marcas mundiais no ranking das emoções – Singapore Airlines, Apple, Disney – o Mapa das Sensações foi iniciado através da pesquisa realizada pela São Paulo Turismo.

Visão, tato, paladar, olfato, audição foram exemplificados pelas pessoas relativas à capital paulista.

Do cheiro da mata da Cantareira, passando pelas perfumarias da Daslu, até o olfato usufruído do rio Tietê, vieram notas aromáticas para definir a cidade.

O apalpar das estátuas do Parque da Luz até o Café Photo originaram ligações do tato como reminiscência do “pegar” na capital bandeirante.

Fasano e pastel de feira, como paladar. Interlagos e Sala São Paulo ou ronco de motores e sinfonias de orquestra explicitaram a audição. Ibirapuera, MASP, Luz, Museu do Ipiranga confirmaram o César Maia copiando Vinicius que beleza é fundamental.

De acordo com Caio Luiz de Carvalho, Presidente da SP Turismo, após as 648 pessoas pesquisadas, que indicaram 2.933 referencias aos cinco sentidos, serão trazidos 20 casais para serem monitorados eletronicamente nas emoções que terão ao visitar a cidade.
Enquanto isso, convido a todos a contribuir com a cidade de São Paulo ajudando a SP Turismo na construção do MAPA DAS SENSAÇÕES.

Cite pensando na cidade o que vem na mente sobre os sentidos:

VISÃO

TATO

PALADAR

OLFATO

AUDIÇÃO

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve no Blog do Milton Jung  às quartas-feiras. E o que pensa e diz, faz todo sentido.

Veja outras imagens de Diego_3336 no álbum do Flickr

Foto-ouvinte: Cores no luar

Noite de luar

Os automóveis que passavam em alta velocidade pela rodovia Ayrton Senna, em São Paulo, se transformaram em luzes coloridas nas lentes da câmera do ouvinte-internauta e colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias, que miravam o luar na noite de sábado de Páscoa. “Eu voltava para casa, depois de um dia de trabalho. Será que as pessoas encontraram tempo para apreciar a linda noite de lua cheia”, escreve Marcos.

Rios de São Paulo traz experiência da Coreia

Logo do seminário Rios de São Paulo 

Quatro anos de trabalho, milhões de dólares investidos e a colocação abaixo de construções e hábitos de vida conseguiram mudar o cenário de poluição e insalubridade de rios e córregos em Seul, na Coreia do Sul. Dois desses projetos de preservação ambiental vão ancorar o seminário Rios de São Paulo promovio pela Rede Globo, nesta terça 14.04, das 9h às 13h, na Escola Politécnica da USP, na capital paulista.

Nesta manhã de segunda, alguns dos participantes do seminário foram até o rio Pinheiros, na zona oeste, conhecer um pouco mais sobre a realidade paulista. Além do assessor de infraestrutura urbana de Seul, In-Keun Lee, esteve lá também o professor da UFRGS Carlos Tucci, especialista em recursos hídricos, entrevistado pelo CBN São Paulo

Tucci diz que apesar do alto investimento necessário para a despoluição dos rios e córregos, dinheiro não é o maior problema na realização deste trabalho. Para ele, o Brasil até hoje não tem uma política nacional de saneamento:

Ouça a entrevista de Carlos Tucci, da UFRGS, ao CBN SP

Para conhecer o projeto desenvolvido em Seul, o jornalista Carlos Tramontiona, que mediará o debate, esteve na Coreia e realizou uma série de reportagens: 

 Ouça a entrevista de Carlos Tramontina para Tânia Morales da CBN

Leia e assista às reportagens sobre programas de despoluição dos rios, no Blog Rios de São Paulo

Foto-ouvinte: Assento inclusivo

Assento para obeso no Metrô

Os assentos azuis começam a ganhar destaque nas estações de Metrô de São Paulo e foram instalados com a intenção de atender as necessidades de pessoas obesas. A ideia é espalhar 350 bancos desses em 113 trens e nas plataformas das suas 55 estações. Os que se destinam aos obesos tem o dobro do tamanho dos assentos normais como se nota na imagem feita pelo ouvinte-internauta Daniel Aveiro. A cor azul passará identificar, também, os bancos específicos para pessoas da terceira idade, grávidas e mulheres com crianças no colo, substituindo a atual coloração cinza. Desta forma, o Metrô passa atender o padrão universal indicativo para pessoas com deficiência.

Foto-ouvinte: Horizonte roubado

Horizonte perdido

Não foi necessário mais de um ano para o ouvinte-internauta Armando Italo perceber o prejuízo provocado pelas duas construções feitas diante do prédio dele, na Vila Olimpía, em São Paulo. Do horizonte pintado pelo sol restará muito pouco assim que as obras forem concluídas, na rua Doutor Ivo Define Frascá, em típico fenômento da “República dos Edifícios” que se transformou a capital paulista. Aos que ainda não sofreram as perdas do Armando, muita atenção no debate sobre a revisão do Plano Diretor Estratégico, na Câmara Municipal, e a Lei de Zoneamento, que virá em seguida. Qualquer descuido, e uma obra destas poderá ser erguida diante de sua casa a qualquer momento.

Defensoria quer mágica para resolver saúde, diz prefeitura

é do secretário municipal de Saúde em exercício José Maria Orlando à decisão da Defensoria Pública do estado de São Paulo que exige, na Justiça, que a capital paulista passe a atender os pacientes em até 90 dias ou cubra os custos médicos na rede particular. O anúncio da medida judicial foi feito pelo defensor Guilherme Piccina, nesta segunda 06.04, ao CBN São Paulo.

Em entrevista ao CBN SP, o secretário apresentou números que comprovariam avanços no serviço prestado à população. No entanto, querer impor a redução das filas através de ação judicial  é pedir para que se faça “mágica” e medida de “impacto na opinião pública”, afirmou.

Ouça a entrevista do secretário José Maria Orlando