São Paulo… É bonita? É gostosa? É cheirosa?

Por Carlos Magno Gibrail

CIdade desde o Parque do Ibirapuera (Foto: Diego_3366 Flickr)

As 230 milhões de pessoas empregadas no turismo correspondem a 8,3% dos trabalhadores globais.  Isto significa que a cada 12 trabalhadores 1 trabalha em turismo.

É a terceira maior indústria do mundo, ficando atrás apenas do petróleo e armamentos. Que o diga a França ou Londres, país e cidade, líderes no ranking a tal ponto que recebem, anualmente, quantidade de turistas superior a sua população.

O Brasil segundo o WTTC Conselho Mundial de Turismo é a 14ª economia do turismo global e a 1ª nas economias que mais crescerão.

São Paulo é a cidade brasileira que mais recebe turista. Durante um ano o equivalente a sua população – 11 milhões.

Tão surpreendente quanto estes dados são o fato de tanto o Brasil quanto São Paulo ainda não tenha executado marketing moderno e agressivo. Para o país um plano de divulgação de produtos e regiões. Para a cidade, uma identidade de marca que a diferencie das demais líderes mundiais, Londres, Paris, New York, Roma, Milão etc.

Do Brasil ainda não se tem notícia de nenhum plano extraordinário para levar a sua marca a produtos pertinentes a suas origens e as regiões naturais exuberantes e únicas.

De São Paulo começam a surgir indícios de trabalho técnico e moderno, o MAPA DAS SENSAÇÕES, que poderá além de contribuir para facilitar as escolhas dos turistas das atrações da cidade, definir a identidade da marca cidade de São Paulo.

Na carona das teorias aplicadas empiricamente nas maiores marcas mundiais no ranking das emoções – Singapore Airlines, Apple, Disney – o Mapa das Sensações foi iniciado através da pesquisa realizada pela São Paulo Turismo.

Visão, tato, paladar, olfato, audição foram exemplificados pelas pessoas relativas à capital paulista.

Do cheiro da mata da Cantareira, passando pelas perfumarias da Daslu, até o olfato usufruído do rio Tietê, vieram notas aromáticas para definir a cidade.

O apalpar das estátuas do Parque da Luz até o Café Photo originaram ligações do tato como reminiscência do “pegar” na capital bandeirante.

Fasano e pastel de feira, como paladar. Interlagos e Sala São Paulo ou ronco de motores e sinfonias de orquestra explicitaram a audição. Ibirapuera, MASP, Luz, Museu do Ipiranga confirmaram o César Maia copiando Vinicius que beleza é fundamental.

De acordo com Caio Luiz de Carvalho, Presidente da SP Turismo, após as 648 pessoas pesquisadas, que indicaram 2.933 referencias aos cinco sentidos, serão trazidos 20 casais para serem monitorados eletronicamente nas emoções que terão ao visitar a cidade.
Enquanto isso, convido a todos a contribuir com a cidade de São Paulo ajudando a SP Turismo na construção do MAPA DAS SENSAÇÕES.

Cite pensando na cidade o que vem na mente sobre os sentidos:

VISÃO

TATO

PALADAR

OLFATO

AUDIÇÃO

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve no Blog do Milton Jung  às quartas-feiras. E o que pensa e diz, faz todo sentido.

Veja outras imagens de Diego_3336 no álbum do Flickr

Foto-ouvinte: Cores no luar

Noite de luar

Os automóveis que passavam em alta velocidade pela rodovia Ayrton Senna, em São Paulo, se transformaram em luzes coloridas nas lentes da câmera do ouvinte-internauta e colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias, que miravam o luar na noite de sábado de Páscoa. “Eu voltava para casa, depois de um dia de trabalho. Será que as pessoas encontraram tempo para apreciar a linda noite de lua cheia”, escreve Marcos.

Rios de São Paulo traz experiência da Coreia

Logo do seminário Rios de São Paulo 

Quatro anos de trabalho, milhões de dólares investidos e a colocação abaixo de construções e hábitos de vida conseguiram mudar o cenário de poluição e insalubridade de rios e córregos em Seul, na Coreia do Sul. Dois desses projetos de preservação ambiental vão ancorar o seminário Rios de São Paulo promovio pela Rede Globo, nesta terça 14.04, das 9h às 13h, na Escola Politécnica da USP, na capital paulista.

Nesta manhã de segunda, alguns dos participantes do seminário foram até o rio Pinheiros, na zona oeste, conhecer um pouco mais sobre a realidade paulista. Além do assessor de infraestrutura urbana de Seul, In-Keun Lee, esteve lá também o professor da UFRGS Carlos Tucci, especialista em recursos hídricos, entrevistado pelo CBN São Paulo

Tucci diz que apesar do alto investimento necessário para a despoluição dos rios e córregos, dinheiro não é o maior problema na realização deste trabalho. Para ele, o Brasil até hoje não tem uma política nacional de saneamento:

Ouça a entrevista de Carlos Tucci, da UFRGS, ao CBN SP

Para conhecer o projeto desenvolvido em Seul, o jornalista Carlos Tramontiona, que mediará o debate, esteve na Coreia e realizou uma série de reportagens: 

 Ouça a entrevista de Carlos Tramontina para Tânia Morales da CBN

Leia e assista às reportagens sobre programas de despoluição dos rios, no Blog Rios de São Paulo

Foto-ouvinte: Assento inclusivo

Assento para obeso no Metrô

Os assentos azuis começam a ganhar destaque nas estações de Metrô de São Paulo e foram instalados com a intenção de atender as necessidades de pessoas obesas. A ideia é espalhar 350 bancos desses em 113 trens e nas plataformas das suas 55 estações. Os que se destinam aos obesos tem o dobro do tamanho dos assentos normais como se nota na imagem feita pelo ouvinte-internauta Daniel Aveiro. A cor azul passará identificar, também, os bancos específicos para pessoas da terceira idade, grávidas e mulheres com crianças no colo, substituindo a atual coloração cinza. Desta forma, o Metrô passa atender o padrão universal indicativo para pessoas com deficiência.

Foto-ouvinte: Horizonte roubado

Horizonte perdido

Não foi necessário mais de um ano para o ouvinte-internauta Armando Italo perceber o prejuízo provocado pelas duas construções feitas diante do prédio dele, na Vila Olimpía, em São Paulo. Do horizonte pintado pelo sol restará muito pouco assim que as obras forem concluídas, na rua Doutor Ivo Define Frascá, em típico fenômento da “República dos Edifícios” que se transformou a capital paulista. Aos que ainda não sofreram as perdas do Armando, muita atenção no debate sobre a revisão do Plano Diretor Estratégico, na Câmara Municipal, e a Lei de Zoneamento, que virá em seguida. Qualquer descuido, e uma obra destas poderá ser erguida diante de sua casa a qualquer momento.

Defensoria quer mágica para resolver saúde, diz prefeitura

é do secretário municipal de Saúde em exercício José Maria Orlando à decisão da Defensoria Pública do estado de São Paulo que exige, na Justiça, que a capital paulista passe a atender os pacientes em até 90 dias ou cubra os custos médicos na rede particular. O anúncio da medida judicial foi feito pelo defensor Guilherme Piccina, nesta segunda 06.04, ao CBN São Paulo.

Em entrevista ao CBN SP, o secretário apresentou números que comprovariam avanços no serviço prestado à população. No entanto, querer impor a redução das filas através de ação judicial  é pedir para que se faça “mágica” e medida de “impacto na opinião pública”, afirmou.

Ouça a entrevista do secretário José Maria Orlando

Defensoria entra com ação contra fila em posto de saúde

Ação da Defensoria Pública do estado de São Paulo tenta reduzir tamanho da fila de espera para consulta com médicos especialistas na rede de saúde municipal, na zona sul da cidade. Em cada Unidade Básica de Saúde há em médioa de mil a dois mil pacientes aguardando consultas, exames e procedimentos cirúrgicos com especialistas, segundo o defensor Guilherme Piccina, entrevistado pelo CBN São Paulo.

Conforme Prestação de Contas da prefeitura de São Paulo do 3º trimestre de 2008, quase cinco milhões de consultas médicas foram realizadas, apenas 20.094 com especialistas. Os números, segundo os defensores públicos, demonstram o descompasso que existe entre o o atendimento inicial e o tratamento propiamente dito.

Ouça a entrevista com o defensor público Guilherme Piccina, ao CBN SP

Foto-ouvinte: Nunca feche o cruzamento

Não feche o cruzamento

Sinal aberto e os carros parados a espera do motorista deste caminhão que não sabe ler ou não tem vergonha na cara, mesmo. O colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias, estava no congestionamento provocado pelo caminhoneiro às sete e meia da manhã de quinta-feira passada, no cruzamento da Salim Farah Maluf, e aproveitou para registrar esta imagem.

Foto-ouvinte: A cara do outono

Outono em São Paulo

“A beleza do sol vindo da zona leste e invadindo a cidade faz até esquecer que a Marginal é poluída, que o trânsito é caótico e que eu levantei às cinco da manhã para ir a Guarulhos”, escreveu o ouvinte-internauta Léo Pinheiro, inspirado com o primeiro amanhecer do Outono na capital paulista.

Suécia fala de cidade sustentável, em São Paulo

Em dois dias de encontros, técnicos, executivos e autoridades públicas da Suécia apresentarão projetos e idéias na área de sustentabilidade urbana com o objetivo de convencer a cidade de São Paulo a investir em tecnologia e conhecimento já desenvolvidos no país nórdico.

O tema central da discussão na abertura do I Fórum de Sustentabilidade Urbana São Paulo-Suécia será o transporte e a infra-estrutura com temas que abordarão os instrumentos políticos para redução de emissão de gazes e as ações do poder público para incentivo a veículos e combustíveis limpos.

O uso de etanol em ônibus para transporte de passageiro é uma das apostas da Suécia que está em teste na capital paulista. Para o coordenador do Projeto Best ( BioEthanol for Sustainable Transport) no Brasil, José Roberto Moreira, o investimento no metanol pode reduzir em até 80% o índice de poluentes emitidos em relação aos ônibus movidos a etanol.

Ouça a entrevista do professor da USP José Roberto Moreira