Avalanche Tricolor: o Grêmio-Show está em campo!

 

Grêmio 4×0 Monagas-VEN
Libertadores – Arena Grêmio

 

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Jael marca o primeiro do jogo: cruel! (reprodução SportTV)

 

É colocar a bola no chão, trocar passe pra cá e pra lá, esperar o companheiro se deslocar, controlar a paciência e esperar os espaços surgirem. Às vezes demora mais, às vezes demora menos. Mas o gol aparece. E quando aparece um, vem outro e outro e, como no início da noite desta quarta-feira, mais outro.

 

É um show de bola!

 

O adversário bem que ensaiou uma retranca e pensou em dar alguns sustos no contra-ataque. Mas a resistência não foi além do primeiro tempo. Bastaram os minutos de conversa de Renato no vestiário para o Grêmio voltar diferente para o segundo tempo.

 

E quando o futebol do Grêmio que admiramos entra em campo, é outro show!

 

Com a entrada de Alisson, como tem ocorrido com frequência nos últimos jogos, o time fica ainda mais solto, a quantidade de jogador que aparece para receber a bola aumenta e deixa os marcadores completamente perdidos.

 

Até as jogadas pelo lado esquerdo apareceram, com Cortez chegando na linha de fundo e cruzando na área. Esse tipo de lance valoriza ainda mais nosso homem de frente.

 

Jael costuma jogar como pivô, de costas para os zagueiros e por isso é o rei da assistência. Mas quando vem o cruzamento, ele vira o centroavante clássico.

 

Show de Jael!

 

Um gol de cabeça que marcou o início do domínio pleno da partida. Dali para frente, a dúvida era quantos mais gols marcaríamos.

 

E aí vieram os shows de Everton e Luan.

 

O Rei da América corre elegante com a bola no pé, escapa do marcador, limpa o lance, serve os companheiros, chuta a gol e marca gols. É o nosso goleador na temporada.

 

Um show à parte!

 

Já Everton – escrevi isso na última Avalanche – segue a mesma trajetória de seu antecessor Pedro Rocha, que por algum tempo era criticado devido aos desperdícios nas finalizações.

 

Ele ganha cada vez mais confiança, cria oportunidade atrás de oportunidade, investe na velocidade e no talento. Hoje, deu dribles que deixaram seus marcadores desnorteados. E dribles em direção ao gol, produtivos.

 

Everton é outro show!

 

Foi de cabeça e com Cícero, que havia recém-chegado ao jogo, que completamos a goleada. Aliás, mais uma goleada nessa trajetória gremista. Foi assim nas partidas decisivas do Campeonato Gaúcho, foi a assim na Libertadores, esta noite.

 

Virou padrão.

 

Ou, como diria aquele famoso locutor esportivo: virou passeio.

 

O Grêmio-Show está em campo!

Conte Sua História de SP: o dia em que Chico Buarque recebeu meu cravo branco

 

Maria Antônia Vargas de Faria
Ouvinte-internauta da Rádio CBN

 

 

Vinda de Socorro, estância hidromineral do Estado de São Paulo, de ônibus, sozinha, a convite das três irmãs mais velhas que já residiam na capital,  eu aos 13 anos estava mais feliz do que nunca, na expectativa de assistir a um show do meu grande ídolo Chico Buarque.

 

No show estariam todos os expoentes da Música Popular Brasileira daquela época, ano de 1967, e seria realizado no velho Teatro Paramount, na Rua Brigadeiro Luiz Antonio, que depois virou Teatro Abril e hoje é Teatro Renault.

 

Fomos de ônibus do pensionato onde elas moravam, no Bixiga, até o Largo São Francisco, onde havia uma floricultura enorme chamada Dierberger, em que uma das minhas irmãs comprou-me um cravo branco, dizendo: “quem sabe você oferece esse cravo ao Chico”.

 

Elas eram universitárias e para minha sorte bastante antenadas com a então efervescente MPB. Do Largo São Francisco até o teatro, fomos caminhando. 

 

Vale aqui um parêntese: meu encantamento por Chico Buarque já vinha desde os 11 anos quando o ouvi no rádio cantando ‘Olê olá’. Daí em diante, só foi crescendo a minha admiração por ele. E eu era a única fã de Chico Buarque no meio das amigas. Todas só queriam saber da turma da Jovem Guarda.

 

Ao chegar ao teatro, meu coração pulava e no início do show, já disparava. E vieram os outros cantores: Edu Lobo, MPB-4, Elis Regina, Elisete Cardoso, Nara Leão, Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Márcia, Geraldo Vandré, Sérgio Ricardo, até que chegou a vez do Chico. Ele foi o último. Imaginem o meu deslumbramento. Estava em completo êxtase.

 

Chico cantou “A Rita” e “Pedro Pedreiro”. O público aplaudia muito. Nessa hora eu parei de bater palmas, me levantei e atirei, da sétima fila em que estávamos sentadas, o cravo pra ele. O cravo caiu na sua frente. Ele se abaixou e o pegou. Eu gritava: “Ele pegou meu cravo! Ele pegou meu cravo! Ele pegou meu cravo!”

 

As pessoas que estavam por ali riam de mim, de tamanha tietagem.

 

Depois que Chico Buarque cantou, voltaram todos os artistas para o palco para receber os aplausos finais de despedida e agradecimento e o Chico Buarque, sempre com o meu cravo na mão. Até fecharem as cortinas.

 

Na minha ilusão adolescente, eu respondia: “tomara que seja pra mãe dele: Dona Maria Amélia”.
 

 

Maria Antonio Vargas de Faria é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br.

Avalanche Tricolor: bela vitória e um ótimo show, mas não dá pra relaxar

 

Grêmio 3×1 Avaí
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Música e futebol voltaram a se misturar no meu fim de semana e acabei distante do Grêmio, sábado à noite, para acompanhar o penúltimo dia de shows no Rock In Rio, que comemorava 30 anos de edição. Eu havia estado por lá na primeira das grandes festas, em 1985, quando recém havia concluído a faculdade de jornalismo. Naquele tempo, nosso time já fazia parte da galeria dos maiores do mundo, com os títulos da Libertadores e do Mundial, anos antes. Foi também quando iniciamos a série do hexacampeonato gaúcho.

 

Dividi as apresentações, no Rio, com consultas ao meu celular, por onde recebia as informações do desempenho gremista, em Porto Alegre. Desta vez, o aglomerado de pessoas e, por conseguinte, de celulares estreitou a banda e impediu que eu conferisse o jogo pelo APP do Premier. Quando Giuliano abriu o placar, após mais uma boa troca de passes que se iniciou por Galhardo e Pedro Rocha, e praticamente selou a vitória com o segundo gol, com menos de meia hora de jogo, já havia curtido velhos ídolos de balada: Ultraje a Rigor e Erasmo, no palco Sunset, e Lulu Santos, que abriu os trabalhos no palco Mundo com um show dançante.

 

Lá de Porto Alegre, soube da façanha de outro velho ídolo: Andre Lima, que nunca nos fez morrer de paixão pelo talento, mas sempre se fez admirado pela maneira como se entregava pelo Grêmio. Em lugar de comemorar o único tento adversário, o que seria mais do que justificável, afinal está prestando serviços para outra camisa, preferiu homenagear o torcedor gremista sinalizando com as mãos o histórico placar de 5×0.

 

Os australianos do Sheppard não entusiasmaram nada na sequência das apresentações na Cidade do Rock, por mais que tenham se esforçado para ganhar o coração da galera. Em compensação, de Porto Alegre, sou avisado de que um outro estrangeiro acabara de dar um show com um chute incrível de perna esquerda: Maxi Rodriguez, que vinha devendo o bom futebol que se espera dele, pude conferir depois nos melhores momentos, fez a bola subir o suficiente para encobrir todos os jogadores que estavam dentro da área e descer o necessário para cair dentro do gol, fora do alcance do goleiro.

 

O Grêmio fez a lição de casa e deu mais um passo em sua paciente caminhada ao topo, e me deixou tranquilo para assistir às duas apresentações que realmente valiam o ingresso no Rock In Rio naquela noite: Sean Smith e Rihanna. Bem verdade que, quando o show estava no auge, passou ao meu lado um fã de Smith vestindo a camisa do Fluminense e logo me veio a cabeça a ideia de que por melhor que esteja a festa não dá pra relaxar.

Avalanche Tricolor: do Grêmio de Roger ao show de Rod Stewart

 

Palmeiras 3×2 Grêmio
Brasileiro – Pacaembú/SP

 

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As atenções estavam divididas, e não menos intensas, entre dois estádios paulistanos, na noite de sábado. Em um, o Grêmio levaria a campo as forças que lhe restaram até aqui, depois de longa maratona para sustentar-se entre os três primeiros colocados do Campeonato Brasileiro – privilégio de poucos, registre-se. Em outro, Rod Stewart elevaria-se no palco com a energia de quem resistiu a chegada dos 70 anos, mesmo após carreira em que hits e drogas foram produzidos e consumidos quase na mesma proporção.

 

Mesmo que a distância entre o Pacaembu e o Allianz Parque, ambos na zona Oeste de São Paulo, seja curta, seria logisticamente impossível assistir aos dois shows na mesma noite sem abrir mão de parte de um deles. Decidí-me por acompanhar o Grêmio, ouvindo a transmissão da CBN ou vendo alguns lances no APP do Premier, conforme permitisse o sinal da minha operadora de celular.

 

A Rod Stewart, dediquei o restante da noite, em uma cadeira da arquibancada superior da Arena que me dava o privilégio de ouvir mais do que ver. Um telão posicionado em um dos lados do palco oferecia imagens detalhadas do ídolo dos anos 70/80, que me fez perceber que o tempo deixou marcas, mas totalmente superadas pelo talento.

 

Lá no Pacaembu, as marcas do tempo eram claras na formação da equipe sem seis de seus principais jogadores, sendo três deles, Grohe, Geromel e Giuliano, insubstituíveis. Nessa lista de ausência, é sempre bom lembrar, havia ainda Maicon, o titular na frente da área, e Edinho, seu reserva direto. Galhardo também estava fora. Lesões e cartões pesaram neste jogo contra adversário que vem forte na competição e precisava da vitória para se manter vivo nela.

 

Mesmo diante de tantos desfalques, o Grêmio de Roger manteve-se fiel a sua forma de atuar, sem negar-se a jogar futebol de qualidade, mantendo o domínio da bola, apesar da dificuldade para fazê-la chegar ao gol, e marcando no campo ofensivo – foi assim que saiu o gol de empate. Contou ainda com o talento de Luan que fez os dois gols gremistas. Para ter sucesso, porém, o time de Roger necessitava de precisão na defesa, o setor que se mostrou mais fragilizado pelas ausências.

 

No Allianz Parque, Rod Stewart surpreendia com tanta disposição para repetir as músicas que marcaram diferentes etapas da nossa vida – da minha, com certeza. A voz rouca, que se temia ser perdida após cirurgia, estava de volta para embalar “Tonight’s the Night” e “It’s a Heartache”, e emocionar com “Have You Ever Seen the Rain?”, de Creedence Clearwater Revival, “Forever Young”, “Sailing” e “Da Ya Think I’m Sexy”. Havia, também, referências ao futebol com imagens do Celtics (ironicamente verde e branco) e bolas autografadas que o músico chutou para o público. Aliás, para um “senhor”de 70 anos, a força do chute também chamou atenção, apesar de as moças terem se entusiasmado mais com o rebolado.

 

Rod Stewart, no palco, mostra porque é eterno e nos emociona. Roger, no Grêmio, se lhe derem tempo, consolidará um estilo de futebol capaz de provocar muitas emoções ainda.

O desfile mais sexy do ano

 

Por Dora Estevam

 

Para alegrar este fim de ano, que tal algumas pitadas do desfile mais sexy do mundo, o Victoria’s Secret Fashion Show 2012? Algumas TVs brasileiras exibiram o evento, mas, se você não teve a chance de ver, podemos conferir juntos alguns trechos. Alessandra Ambrosio, Adriana Lima, Miranda Kerr, Doutzen Kroes, Candice Swanepoel, Erin Heatherton e Lily Aldridge, todas lindíssimas e muito sexys. O desfile foi gravado em sete de novembro, em Nova Iorque, Estados Unidos. Nesta edição participaram os cantores Rihanna, Bruno Mars e Justin Biener.

 

 

O evento é quase que um carnaval, eles preparam o ano inteiro, mês a mês, pensam nos temas, nas modelos, nas músicas, em tudo. Vejam este clipe com trechos dos bastidores e na sequência a apresentação de Bruno Mars.

 

 

Fever Bieber! Foram duas apresentações. É só apertar o play:

 

 

 

Gostaram da escolha?

 

Este é o último post do ano, agradeço a todos os que nos acompanharam nesta jornada e espero vocês em 2013. Desejo muita saúde, alegria, amor e que os seus sonhos sejam realizados.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Fashion show da virada

 

Por Dora Estevam

Chegamos a mais um fim de ano e lá se vão as emoções amargas e as alegrias, também. Na memória, as lembranças de todas as modas faladas nesta coluna. E como quero que você acabe o ano e entre no novo muito bem, listei algumas músicas divertidas para alegrar os seus próximos dias. Elas fizeram parte dos shows da moda 2011 mostrados aqui no blog. São atrações como Jay Z com Byonce na platéia da Victoria Secret, incluindo Marrom5 também na Victoria Secret, e músicas que nunca saíram de moda, pelo menos no meu playlist: Michael Jackson, George Michael, Robert Palmer e David Bowie. Aperte o play e divirta-se!

Marrom5

George Michael

Robert Palmer

Nick Kamen



David Bowie

Michael Jackson

Entre contratos, modas, publicidade e campanhas estaremos juntos em 2012.

Boa virada e até lá!!

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados, no Blog do Mílton Jung