6 comentários sobre “Virada Cultural e a arte de rua

  1. Como morador do centro de S. Paulo, acho a Virada Cultural muito legal. Gosto do clima que se forma nas ruas (apesar do alto consumo de drogas e da sujeira), de ver as pessoas caminhando pela cidade de madrugada, ocupando os espaços e assistindo aos shows. Até aí, tudo bem. No entanto, considero a Virada Cultural um dos grandes equívocos da política cultural dessa cidade. Se gasta muita grana para um retorno muito pequeno. Quer dizer, o retorno existe, mas certamente não é cultural. Por outro lado, a cidade, sobretudo o centro, fica completamente abandonada ao longo do ano. Não existem eventos de rua como apresentação de teatro, circo, dança, musicais e outras expressões artísticas. O carnaval de rua é um fiasco. As praças estão abandonadas. O valor gasto com esse evento é quase a metade do que foi utilizado na reforma da Biblioteca Mário de Andrade, iniciada em 2007 e ainda não concluída. A placa de reforma da praça Roosevelt, cujo inicio seria em 2006, já apodreceu e caiu. O Teatro Municipal está fechado. Os cinemas de rua praticamente não existem mais. A demolição do Minhocão e a criação de uma área de lazer no lugar é uma mentira. (Estou pra ver um prefeito que tenha coragem de pagar o preço político de fazer qualquer reforma urbanística que não privilegie o automóvel nessa cidade.) Além de não ter eventos de rua, nem os shows do Ibirapuera, que eram patrocinados pela iniciativa privada, existem mais!
    A Virada Cultura desse ano foi inflacionada com um número assustador de atrações de gostos duvidosíssimos. Estranhamente, muitas coisas ficaram de fora esse ano, assim como em outras edições. Por que não tem espaço para o rap? Por que nunca houve um espaço para música sertaneja ou música de raiz? Que samba é esse que colocaram na praça da República? Quais foram as grandes atrações do rock? Quais foram os grandes cantores populares? O que tivemos foi um amontoado de ex-bandas em atividade. Que diversidade é essa? Na minha opinião, esse evento é uma farsa para enganar a classe média mal informada que só passa pelo centro de carro quando não tem caminho alternativo, assustada e com os vidros fechados – nem sequer para no sinal vermelho. Na boa, o que há de cultural nessa virada? Trata-se de um belo verniz cultural, uma peça de propaganda política bem ao estilo de Goebbels, que dizia uma mentira mil vezes até transformá-la em verdade.
    S. Paulo precisa de uma política urbanística e cultural séria para o centro que privilegie, sobretudo, a moradia, a segurança, a limpeza, a conservação e o meio ambiente na principal área da cidade. Até hoje não se resolveu o problema dos ambulantes, o número de moradores de rua só cresce, a cracolândia vive a sua própria sorte, moradores sofrem com a desvalorização dos imóveis, com a sujeira e a sensação de insegurança, até artistas são baleados no interior dos teatros.
    No lugar de um mega evento anual, por que não eventos menores e mensais criando assim um hábito de frequentar o centro e mantendo a economia aquecida ao longo do ano? No lugar de escolhas artísticas duvidosas, por que não uma consulta pública sobre os interesses culturais da população? No lugar de gastar milhões de reais num único dia, por que não um investimento sério a longo prazo que leve em consideração uma cidade melhor para se viver?

  2. Bom dia cidadãos da melhor metrópole da América Latina!!!

    Novamente participei deste grande evento cultural em São Paulo, esta cidade maravilhosa! Fui ao show da Zélia Duncan e fiquei bestificado pela organização e da simpátia da cantora. Foi o melhor show que já participei em minha vida.
    O único incomôdo foram algumas pessoas sem noção que usavam intorpessentes no meio do público.

    Mas tirando esta desfassatez, tudo foi ótimo. Que venha a Virada Cultural 2011.

    Elvis

  3. saravá!
    que a virada cultural foi muuuuuiiiiiiiito boa, nem se fala.

    mas que teve umas capotadas, e feias, ah se teve!

    se fosse pela legislação de trânsito, os responsáveis pelo evento teriam a carteira suspensa!

    daí que vão três exemplos da CAPOTADA CULTURAL!!!

    1- na madrugada de domingo, às 2h30, a estação luz do metrô, próxima de alguns dos palcos da festa, estava simplesmente FECHADA!!!
    será que o presidente do metrô e seu diretor de operações mandaram fechar as portas dessa estação porque estavam, eles, curtindo as apresentações em um dos palcos?

    2- na programação oficial, da prefeitura, na internet, apontava a apresentação da spok frevo orquestra – que é sensacional -, no sesc vila mariana, no sábado, às 21h. porém, NÃO informava que este espetáculo era PAGO!!!

    também não havia a informação de que para a apresentação da banda móveis colonais de acaju (sensacional), às 3h30 da madrugada de domingo, no sesc santana, tinha de ter os ingressos retirados com antecedência, e muita!.

    puxa, que desrespeito!

    desse jeito, hoje à noite, vou puxar o pé, sim, dos DESORGANIZADORES da CAPOTADA!

    que feio!

    Saci-bola

  4. Em principio, considero essa tal de virada Cultural, nada mais que pão e circo para o povo!
    O centro de São Paulo acabou, apodreceu, morreu, por causa dos grande lobbys existentes entre Incorporadoras, construtoras, prefeituras, politicos,visando somente a construção de Shopping Centers espalhados pela cidade, e assim novos predios são construidos proximos a estes shoppings, facilitando a vida dos futuros consumidores.
    Carnaval paulistano é uma piada de muito mal gosto!
    que carnaval?
    Sem portanto desmerecer as escolas de samba que desfilam confinadas no sambódromo e o espectador, folião também.
    Por razões tais e tais, de acordo com afirmações de prefeitos anteriores o carnaval de rua deixou de existie a exemplo do alegre e saudável Pholia na Faria, tradicionais blocos sumiram do mapa, cordões, idem, bailes nos clubes terminaram, e o paulistano nestes quatro “dias de festa”, foge da cidade de São Paulo, e não há necessidade de maiores explicações.
    Comprovadamente a cidade de São Paulo tornou-se exelente para o turista que vam a SP, permanece somente por alguns dias para tratar de negocios, aproveita para conhecer um pouco da cidade nas cercanias onde estão hospedados, jantar nos varios restaurantes da cidade, conhecer alguns shoppings, centers, a vida noturna e dpois retornam para as suas localidades.
    A maioria do Paulistano ou de quem vive em São Paulo não tem condições financeiras de curtir ;a noite paulistana sobre vários aspectos e esta é a realidade.
    Somente para muito poucos que podem pagar uma entrada de teatro perto dos cem reais, um cineminha, deliciar-se com a vasta e exelente cozinha internaciona existente em SP.
    O resto, a maioria fica trancado em seus apertamentos, casas na frente das suas TVs, Internet, quando tem computador, no máximo, ficar uma hora no ponto de onibus nos finais de semana, porque a frota e reduzida para mais da metade, para depois de muito sacrificio, com sua familia poder dar uma voltinha ate um parque publico também abarrotado, comer uma pipoquinha com as suas proles e voltar para o confinamento assistir novamente a TV.
    A tendecia do paulistano a cada dia é viver confinado, em seus apertamentos, shopping centers, eventos esporádicos, tipo Virada Paulistana, em abarrotados restaurantes, dentro dos seus luxuosos automoveis, com vidros escurecidos e hermeticamente fechados, com medo de sermos assaltados de dia ou de noite não importa.
    Sem esquecer de mencionar um dos poucos locais disponivel para poder desfrutar por direito um lazer natural ao ar livre, que era a Represa do Guarapiranga, que também se tornou impraticável.
    Pois quem nestas águas nadam, praticam esportes aquaticos, estão correndo sérios riscos de contrairem uma infinidade de doenças contagiosas, hepatite, de pele, etc. devido ao esgoto proveniente dos bairros e vilas que margeiam a represa do Guarapiranga, e ainda continuam aos olhos de todos, sem nenhuma providencia efetiva tomada, por parte dos politicos que ao longo dos anos, por razões tais e tais, “desgovernam” a cidade de São Paulo.

  5. Caro Milton! Sou morador aquí próximo da CBN e fui a Virada no sábado por volta das 23:00hs utilizando o metrõ Marechal Deodoro até a estação República. Ao desembarcar quase não consigo sair da estação tamanha era a quantidade de gente, nas 2 escadas de acesso a saída as pessoas se aglomeravam a 2cm uma das outras num sobe e vira que não acabava mais e no ultimo piso percebí que haviam modificado o transito de pedestres para que todos saissem por apenas um dos acessos, o da rua do Arouche. Neste momento o caos aumentara pois, tamanha era a aglomeração nesta saída que era impossível ir pra qq lado. Na tentativa enfrentava-se todo tipo de obstáculo, carro parado, bebedos caindo em cima das pessoas, ambulantes vendendo garrafas de “bombas”, etc.
    Ao tentar, por volta das 4:30hs da madrugada, voltar pra casa de metrô fui surpreendido nos acessos da Av. Ipiranga, os 2 estavam fechados assim como o que fica no meio da praça onde foi montado um palco.
    Será que ninguém pensou que os acessos fecdhados causariam tanto reboliço? Pq fecharam os 2 acessos da Ipiranga.

    Obs: Nessa região(praça Dom J. Gaspar, Av Ipiranga, Republica) e entorno não ví nenhum banheiro químico mas, muita gente urinando nas portas dos edifícios, calçadas, jardins e até nas ruas.

  6. Talvez, a virada seja uma maravilha para quem mora distante dela e para a prefeitura, que comemora os números da multidão. Sou moradora do Anhangabaú. Em dias de virada, a sujeira existente por aqui triplica. O centro fica ainda mais imundo, barulhento, violento, caótico. Na segunda-feira à tarde, as poucas plantas e árvores existentes no entorno da Ladeira da Memória, próximo à Pirâmide do Piques, estavam destruídas, pisoteadas, arrancadas, ao lado de latas/garrafas de bebidas, plástico, papel, cigarro etc. Foi montado um palco na Pirâmide do Piques, cujo som chegava até minha casa, numa rua atrás. Resultado: difícil dormir de sábado para domingo, com o som que vinha do palco. Para quem desconhece, fique sabendo que o centro não é apenas comércio; há residências, também. Outro absurdo é a montanha de grana investida num evento do tipo, numa cidade carente em políticas públicas em saúde, educação, saneamento. Não é com virada que o governo vai mudar a cara da região central.

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