Pelotas 1 x 3 Grêmio
Gaúcho – Pelotas

Com time titular, parece, não tem para ninguém. Mesmo no estádio acanhado e no gramado pequeno, o futebol gremista fluiu com tranquilidade, no fim da noite de quarta-feira. A tal ponto que, após sete minutos e alguns pontapés, já vencíamos por 1 a 0 com Barcos seguindo serelepe à marca dos 28 gols que pretende registrar nesta temporada – espero apenas que não os gaste todos no Gaúcho. Apesar de uma queda de ritmo e de termos aceitado a pressão adversária em seguida, não foi preciso mais do que um susto – que veio com aquela cobrança de falta na trave e no rosto do Dida – para colocarmos a bola no chão, trocarmos passe com rapidez e nos deslocarmos com velocidade, características que têm sido aprimoradas a cada partida. Resultado: Wellington apareceu livre para fazer 2 a 0 antes do fim do primeiro tempo. Não foi coincidência que nosso terceiro e definitivo gol tenha ocorrido, mais uma vez, com Elano recebendo a bola por trás da linha de marcação e precisando apenas de categoria para chegar às redes. É evidente que há um entrosamento natural dos homens que jogam mais à frente, provocado pelo talento e a habilidade no passe e isto será um diferencial neste ano.
Se tudo foi tão simples na segunda vitória em dois jogos pela Taça Farroupilha onde está o risco que marca o título desta Avalanche? Na forma violenta e desleal com que os adversários resolvem parar o talento gremista. Longe de mim reclamar da marcação dura e da força às vezes desproporcional na tentativa de roubar a bola. Quem me acompanha neste espaço sabe que não fujo de um bom carrinho, mas que Zé Roberto e Barcos, os principais alvos, correm sério risco em campo, não tenho dúvida. Ano passado fomos prejudicados por algo semelhante com a lesão que praticamente afastou Kleber. Não podemos permitir o mesmo, agora, quando os desafios são muito maiores. Então, a saída é voltar com os reservas para o Gaúcho? Necessariamente não, mas pressionar os árbitros a cumprirem a regra e punirem com severidade quem comete atentados em campo, pois até mesmo para ser um troglodita é preciso algum talento.
