Pauta #cbnsp 05.04.2010

 

A prefeitura de São Paulo decide multar em mais R$ 1 milhão a Infraero por não atender normas ambientais no aeroporto de Congonhas como redução do horário dos vôos e de barulho nas operações. O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, estava no aeroporto para notificar a empresa. No entanto, a Infraero tem liminar que lhe protege da multa, neste momento. Ouça a entrevista de Eduardo Jorge, ao CBN SP

Saúde – Faltam médicos e o atendimento aos pacientes está prejudicado no Hospital Municipal Alíppio Correa Neto, em Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. A constatação é da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores que esteve no local semana passada e considerou a situação “calamitosa”. No CBN SP, o tema foi discutido pelos vereadores Zelão (PT) e Adolfo Quintas (PSDB).

Congestionamento – Uma semana após a abertura de novas pistas na Marginal Tietê, São Paulo atinge mais de 100km de congestionamento nesta manhã chuvosa. A informação é da Mônica Pocker.

Profissionais invisíveis – Trabalhadores essenciais para que a cidade fique em ordem, mas que pouco são notados pelo cidadão. Estes personagens estão no centro da série de reportagens que vai ao nesta semana, produzidas por Luciana Marinho e Juliano Dip. O destaque desta segunda é para os varredores e coletores de lixo.

O primeiro olhar no Rodoanel Sul

 

De um lado, a festa oficial com o governador em exercício Alberto Goldman dirigindo seu carro na inauguração do trecho sul do Rodoanel Mário Covas. Do outro, uma fila de carros esperando a abertura da nova pista com quase duas horas de atraso. No meio de tudo, imagens bonitas da rodovia que ligará as principais estradas paulistas ao litoral. E muito pó.

Foram alguns dos detalhes registrados pelas repórteres Cátia Toffoletto e Pétria Chaves, que nesta manhã acompanharam a inauguração do novo trecho do Rodoanel. O reflexo positivo que se promete no trânsito não foi possível constatar, pois a avenida Bandeirantes – uma das principais vias a ser beneficiada pela redução no tráfego – foi cenário de mais um acidente de caminhão.

Pauta do dia no #cbnsp

 

CBN SP A violência no trânsito de São Paulo apontada em estudo da Fundação Seade foi um dos destaques do CBN SP desta quinta-feira. Mas foi o projeto de lei que impõe pagamento de 20% de gorjeta em bares e restaurantes, após às 11 da noite, que mais provocou discussão entre ouvintes-internautas.

Acompanhe algumas das pautas do dia:

Consumidor – A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou projeto de lei em caráter terminativo – vai direto para a Câmara – que prevê a cobrança de 20% de gorjeta. O texto também determina que este valor faça parte do cálculo para férias, incluindo o adicional de 1/3, bem como do 13º salário, do FGTS e de outros direitos legais. O presidente da Associação Comercial de São Paulo Alencar Burti disse que a proposta é populista e prejudica o setor. Ouça a entrevista completa que foi ao ar no Jornal da CBN.

Trânsito – Sinalização, educação e punição são três dos caminhos que a cidade deve adotar para reduzir o número de pessoas que morrem no trânsito de São Paulo. A avaliação é do doutor em planejamento de transportes e logística pela Universidade de Illinois Paulo Resende que comentou estudo da Fundação Seade sobre a violência na capital. Em 20 anos, 150 mil pessoas morreram vítimas do trânsito. Morrem, em média, 20 pessoas por dia. Ouça a entrevista de Paulo Resende

Sinal de descasoTrânsito – A falta de sinalização ou a sinalização precária foram assuntos em reportagem de Cátia Toffoletto que esteve vistando pontos da cidade onde o problema ocorre há algum tempo. A falta de faixas horizontais nas pistas prejudica o tráfego e pode provocar acidentes de trânsito. Cátia chamou atenção, também, para bueiros que estão sem tampa e podem causar prejuízos aos motoristas. Ouça a reportagem da Cátia

Foto-ouvinte: Engarrafamento de bicicleta, São Paulo tem

 

Congestionamento na ciclovia

Poderia ser visto como sinal do sucesso, mas é de desorganização, mesmo. Inaugurada há menos de duas semanas, a ciclocia do rio Pinheiros tem apenas duas áreas de acesso e em uma delas houve congestionamento de bicicletas, neste domingo. De acordo com o ouvinte-internauta Ivson Miranda os ciclistas tiveram de esperar quase meia hora para sair da ciclovia pela passarela da Estação Vila Olímpia, na zona oeste. “É isso que acontece quando uma obra é inaugurada com pressa e sem uma boa consultoria técnica”, reclamou por e-mail.

Agora o outro lado

O presidente da CPTM Sérgio Avelleda explica que o congestionamento na saída da ciclovia, no fim de semana, se deu pelo grande número de ciclistas – mais de 3 mil, segundo ele – e apenas no horário de pico, mais próximo do meio-dia. Ele entende que com a inaguração de mais acessos – o próximo será na estação Santo Amaro, em 15 dias – a situação não se repetirá.

Ouça a entrevista de Sérgio Avelleda ao CBN SP

São Paulo sofre a Síndrome de Estocolmo

 

Por Carlos Magno Gibrail

Capa Folha SP

De “Uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”, segundo os jesuítas, ao lema ufanista “São Paulo não pode parar”, da locomotiva que despontava antevendo a formação de uma das maiores metrópoles do mundo na década de 50, à atual acomodação da cidade, é um processo desconcertante e incoerente. Com a história e seus protagonistas.

O paulistano gasta 41 dias por ano dentro do engarrafamento de trânsito. É o resultado da pesquisa do IBOPE feita para o Movimento Nossa São Paulo. São 2h43min diários dentro de algum veículo.

Até aí nada de novo. A questão é que o homem que vive hoje em São Paulo, é mais acomodado com a situação caótica urbana do que os de Belo Horizonte, Rio e Porto Alegre. Pesquisa realizada pela fundação Dom Cabral do Núcleo de Estudo em Infra-estrutura e logística, constata que 61% dos paulistanos estão acomodados e conformados com a atual situação dos congestionamentos na cidade.

As soluções pouco lhe interessam. Um em cada dez usa transporte coletivo, cinco para um que dá carona, a quase totalidade abomina ferozmente a possibilidade do pedágio urbano e cinco para três que estão ficando em casa por causa dos congestionamentos.

É a síndrome de Estocolmo adaptada ao trânsito. O raptado passa para o lado do raptor. Pelo menos no sentido do encarceramento, do cerceamento da liberdade.

Dentro dos carros 30% escutam notícias, 27% ouvem músicas, 16% estudam, 11% trabalham e 10% olham o trânsito. Alguns até se formam.

Desconfio até que foi daí que a Marta Suplicy deve ter cunhado a famosa observação que aconselhou a “relaxar e gozar”. Se for para sublimar, que pelo menos haja satisfação sexual, mesmo que virtual.

E foi o que alguns dos pesquisados informaram, além do prazer estranho, mas explicável do isolamento social. O que para alguns psicólogos indica ruptura no tecido social.

A jornalista Samantha Lima na Folha de domingo, analisando a Pesquisa ressalta uma das falas de Paulo Resende, um dos autores: “Ouvi pessoas que se diziam satisfeitas ao constatarem que tinham no carro um tempo livre para fazerem outras coisas, enquanto estavam retidas. Elas não percebem”.
Civilidade falta de cidadania, alienação política, ignorância, miopia, egoísmo?

Essa situação só não é mais preocupante quanto ainda tivermos a natureza enviando 45 dias ininterruptos de chuva. Fato que de alguma maneira poderá contribuir, embora tardiamente, para estimular a reação dos cidadãos paulistanos contemporâneos. Tal qual a situação que a revista Veja bem lembrou, que alguns historiadores sustentam que não fosse um rigoroso inverno na França de 1789 e Maria Antonieta não teria sido decapitada.

A guilhotina contemporânea é o direito adquirido através dela inclusive. É o voto. Sem a síndrome de Estocolmo.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e pelo que escreve às quartas no Blog do Mílton Jung não está nada acomodado

Motorista é multado por não usar cinto na moto

 

Motorista de carro ser multado por não usar capacete já havia noticiado (é só confirmar aqui). Multado por dirigir moto sem cinto de segurança, foi a primeira vez. Aconteceu com o paulista Luiz Zini que não bastasse ser punido por algo impossível, ainda o foi em lugar que jamais passou: Barra Mansa, Rio de Janeiro.

Para completar a comédia do absurdo, ainda será obrigado a quitar a dívida para depois fazer a reclamação.

Leia a história contada por ele:

A CBN,

Parece mentira mas não é, fui multado em Barra Mansa, no estado do Rio de Janeiro, local que jamais estive, por não usar cinto de segurança em uma motocicleta. Dois absurdos ao mesmo tempo. . .

Para que eu possa recorrer fui instruído pelo Detran a pagar a multa para depois recorrer e ver se será deferido o meu pedido de ressarcimento!, imaginem só, ser multado em um lugar que jamais estive, por não usar um equipamento que não existe em motocicletas, e tenho que pagar e depois pedir reembolso, é simplesmente inacreditável.

O que se espera de um órgão público que emite multas e punições, é que no mínimo o sistema não emita uma multa absurda como essa, é o mesmo que multar um motorista de automóvel por não usar capacete. Sou favorável as multas, infelizmente é um dos poucos métodos que funcionam e inibem os infratores, mas o mínimo de cuidado deveria ser tomado.

Enfim, nesse pais temos que provar que não somos culpados para não sermos punidos, até de um caso claramente equivocado como esse.

Abraços
Gini”

Não tem mais como escapar de pedágio na Castello

 

Para chegar a capital paulista pela rodovia Castello Branco não tem mais como escapar do pedágio. Ou não terá mais, a partir de domingo quando será inagurada a nova praça de cobrança no único trecho em que ainda era possível sair, por exemplo, de Barueri e chegar a São Paulo sem precisar botar a mão no bolso.

A Viaoeste, concessionária responsável pela rodovia, se esforça para convencer os motoristas de que a maioria não vai pagar mais para rodar na Castello, pois haverá mudanças nos valores cobrados nas diferentes praças de pedágio. Os maiores prejudicados serão aqueles motoristas que deixam a região de Barueri e faziam um retorno de aproximadamente 6 quilômetros para não usar as faixas pedagiadas – sim, o neologismo passou a ser usado quando a concessionária criou as pistas marginais na Castello.

Há outra situação complicada: o motorista que sai da região de Alphaville ou Tamboré, onde há condomínios residenciais e comerciais, para chegar ao Rodoanel será obrigado a pagar os R$ 2,80 do pedágio da Castello, apesar de usar apenas alguns poucos quilômetros da pissta, e depois vai pagar mais R$ 1,50 para sair do Rodoanel em qualquer outra rodovia que acessar.

Ouça as explicações do presidente da Viaoeste José Brás Ciofi, na entrevista ao CBN SP

Pra se pensar

“Se a pessoa que não tem carro é obrigada a pagar um pedágio (com nome de tarifa de ônibus) para chegar de um ponto a outro, não vejo justificativa de não cobrar nada das pessoas que tem carro”
(De André Pasquilini, nos comentários deste post)

A caçamba da discórdia

 

Na caçamba

Estadão e prefeitura discutem há dois dias sobre infração de trânsito gravíssima cometida por Gilberto Kassab (DEM) ao andar, ao lado do Secretário Municipal dos Transportes (e dos Serviços), Alexandre de Moraes, sobre a caçamba de uma picape, em visita no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo. A assessoria do prefeito inventou até uma “autorização especial” que Kassab teria recebido da autoridade de trânsito (no caso, Moraes) para se comportar daquela maneira.

Gilberto Travesso do blog Notinhas de São Miguel, contra-atacou e reproduziu foto na qual repórteres fotográficos e cinegrafistas andavam sobre a caçamba de outra picape para registrar imagens de Kassab na mesma visita.

Faz de conta que o assunto é importante. O fato é que nos dois casos, se houve alguma irregularidade de trânsito, a multa vai para a Defesa Civil, proprietária das picapes usadas pelas equipes do prefeito e dos jornalistas.

Foto-ouvinte: Motorista profissional (?)

 

Ônibus comete infração (Foto Antonio Sobrinho)

O motorista deste ônibus que faz linha municipal cometeu ao menos duas irregularidades em poucos metros, às 11 da noite de terça-feira (04.01), próximo da estação Ana Rosa do Metrô, em São Paulo. A primeira ao cruzar a rua Vergueiro e tentar uma conversão proibida na rua Joaquim Távora (foto 1). Ficou atravessado na pista, insistiu uma, duas vezes e teve de manobrar e retomar o caminho pela Vergueiro, sentido bairro. Logo em seguida, nova infração: parou o trânsito para entrar à esquerda na Carlos Petit – o que é proibido – e retornar pela Vergueiro, sentido centro (foto 2).

Após atrapalhar o tráfego, colocar em risco outros motoristas e pedestres e cometer infrações injustificáveis para um motorista profissional, ele seguiu em frente. O ouvinte-internauta Antonio Sobrinho acompanhou tudo, fez as fotos e anotou o número de registro do ônibus: 3 9778.