Futuro: Laser para proteger pedestre

 

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Um muro feito com feixes de laser e reproduzindo a imagem de pedestres que atravessam de um lado ao outro da rua é a ideia criada pelo designer sul-coreano Hanyoung Lee para reduzir o número de atropelamentos nas faixas de segurança. A imagem surge no momento em que o semáforo está em atenção (cor amarela) para alertar os motoristas e impedir que eles cruzem ou invadam a faixa dos pedestres.

Foi o ouvinte-internauta José Carlos Valle quem encontrou a proposta divulgada pelo site Gajitz e gostaria de ver esta tecnologia em defesa dos pedestres implantada nas cidades brasileiras.

Congestionamento: não saia de casa com ele

 

Por Carlos Magno Gibrail

http://www.flickr.com/photos/olhopreto/

O Movimento Defenda São Paulo, o prof. Cândido Malta e o vereador Ricardo Teixeira, tem idéias e sugestões semelhantes sobre um dos problemas principais da cidade de São Paulo. Para resolvê-lo só falta combinar com os russos.

Os russos são os cidadãos paulistanos e os governos Municipal e Estadual.

É o que depreendemos da entrevista de Ricardo Teixeira, que não é o da CBF, mas do PSDB, dada ao jornalista Milton Jung, e da conversa que tivemos com o arquiteto Cândido Malta e a arquiteta Lucila Lacreta do MDSP.

Teixeira insiste no benefício aos alternativos meios de transporte, depois de punir os automóveis com dois dias de rodízio. Última medida que efetivamente reduziu o congestionamento.

– Reescalonamento de horários; transporte solidário, faixas exclusivas para motocicletas melhorando as 600 mil viagens diárias; faixas exclusivas para bicicletas nas 300mil viagens diárias, incluindo estacionamento; tarifas mais baixa para táxis.
– Proibição de estacionamento para automóveis e aumento do rodízio de um para dois dias da semana.

Lucila enfatiza a posição do MDSP que mira nos transportes coletivos, na continuidade dos planos tipos corredores de ônibus e transportes em trilhos, bem como na desistência das obras paliativas que ignoram a demanda reprimida.

O Professor Malta lembra o trinômio problemático da cidade, ou seja, o congestionamento, as enchentes e a habitação. Além de interdependentes, bem atual, na medida em que ontem tivemos colossal paralisação da cidade revertendo no final do dia a zero km de congestionamento, graças a tragédia anunciada mais uma vez da enchente que viria e mataria mais alguns paulistanos. Enquanto Prefeito e cidadãos, míopes ou estrábicos dirigem as análises para dispersas soluções. A busca de votos por um lado e a ignorância pela ilusão de ótica e pelo egoísmo leva a uma necessidade de conscientização da população ludibriada pela propaganda do carro e dos candidatos. Senhores absolutos.

Cândido Malta enfático sobre a impossibilidade da solução pelo transporte individual traz o seguinte raciocínio aritmético usado pelos técnicos: dado os 600mil veículos vendidos anualmente na cidade e considerando 5m para cada carro, precisaríamos de 125 avenidas Paulista com quatro faixas para abrigar esta quantidade. A demanda reprimida coloca apenas 25% destes carros na rua e ainda assim precisaríamos de 31 avenidas Paulista.

A limitação é inevitável, pois o número de carros é maior do que a oferta de espaço. A solução está menos nos números que são irrefutáveis mas que por razões emocionais ou mesmo de desconhecimento não estão sendo digeridos pela população.

O pedágio urbano uma das alternativas é veementemente rechaçado pelos cidadãos que insistem no direito de ir e vir, de carro. Como se este estabelecimento democrático tivesse sido criado na época do automóvel, ou como nascêssemos de carro.

No momento em que a Economia brasileira e a paulista dão sinais de força e crescimento não é admissível apostar apenas no tempo de maturação para que população e governo se dêem conta de que congestionamentos de trânsito podem brecar o progresso. Precisamos de ordem, ordem e progresso.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, às quartas escreve no Blog do Mílton Jung e sabe que o congestionamento custa bem mais caro que o pedágio.


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Foto-ouvinte: Motoqueiro fantasma (?)

 

Colagem de fotos de moto

Uma moto surge abandonada em meio a congestionada 23 de Maio, em São Paulo. Os motoristas e motoboys passam no entorno dela, são obrigados a reduzir a velocidade, buzinam sabe-se lá para quem, e levam um susto quando de repente o dono corre em direção a ela, monta e sai acelerando. A sequência foi registrada pelo ouvinte-internauta Luis Fernando Lis do alto do viaduto da rua Cubatão e apesar dele ter acompanhado todos os movimentos até agora está sem entender o que aconteceu. O que teria feito de tão urgente o motoboy ‘estacionar’ no meio da avenida ?

Câmara discute em audiência dois dias de rodízio

 

Dia Mundial Sem Carro na 23 de Maio 1Impedir que você circule de carro no centro expandido da cidade por sete horas em dois dias na semana é a ideia do projeto que será discutido em audiência pública, hoje, na Câmara Municipal de São Paulo. Atualmente, a proibição é para duas placas, por dia, e por seis horas. A proposta do vereador Ricardo Teixeira (PSDB) retiraria 40% da frota paulistana nos horários de pico dos dias úteis.

Em relação ao horário do rodízio, os automóveis não poderiam circular pela manhã das 7 às 10 horas, como atualmente, e das cinco da tarde às nove da noite – hoje a proibição é até às oito da noite. No projeto, outros aspectos como o aumento na restrição de estacionamento em vias da cidade são contemplados visando a melhora no fluxo de carros na capital paulista.

Teixeira disse ao site do Movimento Nossa São Paulo que “o projeto promove grande mudanças na cidade, mudanças polêmicas, e é natural que se queira debater mais o assunto.” Hoje, a Comissão de Finanças e Orçamento discutirá o tema na segunda audiência pública, o que abre a possibilidade de o assunto ir para o plenário.

Apesar de líderes dos partidos terem dito ao site do Nossa São Paulo que dificilmente haverá consenso neste ano para a votação do tema, os vereadores enfrentam um dilema. É praxe que pelo menos um projeto de lei proposto pelos parlamentares seja aprovado a cada ano, mesmo que o assunto não seja de agrado da maioria.

Se a tradição persistir neste fim de ano, os vereadores terão de aprovar o projeto de lei de Ricardo Teixeira que foi o único apresentado pelo parlamentar. E caberá ao prefeito vetar.

Em setembro, o Ibope fez pesquisa com cidadãos paulistanos na qual 52% disseram ser favoráveis à ampliação do rodízio para quatro dias, enquanto 42% foram contra. O maior problema nesta proposta está no fato de que os dias em que haveria restrição para circulação de carros mudaria de uma semana para outra. Um dos motivos do sucesso do rodízio – além da própria fiscalização – é o fato de os dias de restrição permanecerem o mesmo, facilitando a organização da agenda do motorista.

Dirigir em São Paulo dá medo

 

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Trânsito congestionado, motorista violento e ameça de assalto tem provocado o aumento no número de pessoas com medo de dirigir na cidade de São Paulo. Algumas dessitem de guiar, outras temem entrar em um carro até mesmo para andar de carona. Esta a constatação da psicóloga Cecilia Bellina que em suas clínicas tem atendido cerca de 900 pessoas que sofrem desta fobia, mais do que o dobro de pacientes que tinha há cinco anos.

A psicóloga chama atenção, também, para o fato de a preparação dos motoristas ser ineficiente para as condições enfrentadas nos grandes centros urbanos, devido ao ensinamento oferecido pelas auto-escolas.

Ouça a entrevista da psicóloga Cecilia Bellina, ao CBN SP

Demanda reprimida, muito prazer !

 

Por Carlos Magno Gibrail

Ponte das Bandeiras

Se ainda não conhece, em março quando o trecho sul do Rodoanel, novas pistas da marginal Tietê, a extensão da Avenida Jacu-Pêssego, primeira fase da linha 4 amarela do metrô, extensão da linha 2 verde do metrô Vila Prudente e a ampliação das restrições aos caminhões forem implantadas, você certamente irá conhecer. Enquanto a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado esperam o maior impacto positivo no trânsito da cidade desde 1997, eis que a demanda reprimida poderá desapontar o “pacote de março”. E todos provarão este fenômeno tão conhecido dos economistas e muitas vezes intencionalmente desprezado por alguns engenheiros de tráfego.

Surpreendendo ou não, a demanda reprimida poderá reverter a expectativa deste conjunto de intervenções, cujo gasto chegará a 9,8 bilhões de reais. Enquanto se espera que caminhões sejam retirados das ruas, que a velocidade do tráfego aumente em vias importantes e melhoras na estrutura do transporte coletivo sejam  efetivadas , o volume de carros particulares em circulação certamente aumentará.

Flamínio Fichmann, consultor de tráfego, ex-técnico CET: “A frota registrada no DETRAN não caberia nas ruas nem a pau. Mas há uma demanda reprimida. Sempre pode piorar. É por isso que, em dia de greve no transporte coletivo, os congestionamentos aumentam tanto”.

Segundo Carlos Eduardo P. Cardoso, engenheiro da CET, mestre em engenharia de transporte apenas 1,5 milhão de veículos particulares da frota de 4,5 milhões vai para as ruas.

A estimativa do engenheiro Carlos Cardoso está concentrada nos automóveis particulares e não abrange, por exemplo, táxis, motocicletas, veículos de empresas prestadoras de serviços ou aqueles de fora da Grande São Paulo. Não é à toa que, oficialmente, a companhia divulga um cálculo médio de 3,5 milhões de frota circulante na capital paulista – o número representa 53% do total registrado no Detran.

Outro especialista, Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transportes, em entrevista ao jornalista Vagner Magalhães no portal Terra, acredita  que o sufoco que o paulistano vai viver até fevereiro do próximo ano, após o fechamento de cinco pontes da Marginal Tietê  para obras, trará uma recompensa pequena quando estiverem prontas. Para ele a obra de ampliação da Marginal Tietê, que ganhará três novas faixas de rolamento em cada sentido, estará saturada rapidamente.

“É uma política equivocada. Se você tem uma moto, vou te dar uma faixa exclusiva. Se você comprar um carro, vou te dar novas faixas. E para o transporte coletivo, nem um metro está sendo feito”, afirma. Segundo Figueira, com o aumento do espaço para os carros, veículos que hoje não trafegam pela Marginal vão passar a fazê-lo. “A demanda reprimida é muito grande. Quando começar a andar um pouco, muita gente vai passar a usar o veículo e fica de novo tudo parado”, afirma.

“De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a ocupação média dos veículos em São Paulo é de 1,4 passageiros por veículo. A capacidade de cada uma dessas faixas, por hora, é de mais menos 1,5 mil veículos. Ou seja, se passarem nove mil veículos nas seis faixas por hora, eles vão transportar cerca de 12,6 mil pessoas nesse intervalo. Uma hora de pico corresponde a cerca de 10, 12% dos que passam ali o dia todo. Vamos usar 10 para a conta ficar mais simples. Serão pelo menos 126 mil usuários transportados diariamente pelas novas faixas. Se dividirmos o valor da obra pelo número de beneficiados, serão cerca de R$ 10 mil por cliente atendido diariamente nesse sistema. Qualquer corredor em um sistema nos padrões da marginal, sem semáforos, com ônibus bi articulado, utilizando paradas com ultrapassagem, seria capaz de transportar 21 mil pessoas por sentido a cada hora, no pico. Isso utilizando apenas uma faixa. Um corredor desse tipo poderia ser implantado a um custo de até R$ 400 milhões. Vamos imaginar o seguinte, em setembro, tudo operando. Os caminhões não rodam na marginal. Estou sendo utópico. As dez faixas – incluindo as que já estão em operação – vão transportar no máximo 21 mil pessoas por hora. Ou seja, custa 10 vezes mais por passageiro atendido e ocupa 10 vezes mais espaço para transportar a mesma quantidade de seres humanos. A pergunta que eu faço é: Que cidade a gente quer?”

O “pacote de março” evidentemente tem o objetivo de coincidir com a data para a decisão de Serra de se apresentar candidato.

O que a cidade quer é uma política liberta dos lobbies e para isso precisamos de eleições com voto facultativo e com patrocínio público. Sem obrigatoriedade do voto e com divórcio das forças que hoje dominam a Câmara Municipal, onde mais da metade dos eleitos receberam dinheiro das construtoras e incorporadoras.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve no Blog do Mílton Jung.

O perigo da ciclofaixa desativada no domingo, em SP

A campanha publicitária é intensa, seja da prefeitura que a usa para fazer de conta que incentiva o uso da bicicleta na cidade, seja pelo Bradesco que investe na imagem positiva que a iniciativa trará. Apesar disto, a ciclofaixa que liga três parques da cidade de São Paulo voltará a ficar fechada neste domingo. É a segunda vez, desde que foi criada há pouco mais de dois meses. Pela primeira experiência, o risco é enorme.

Os avisos de que uma corrida neste domingo impedirá a utilização da ciclofaixa são tímidos, insuficientes para bem informar o cidadão que planejava por o pé no pedal e usufruir do benefício gerado pelos 5 km de pista exclusiva para as bicicletas na cidade. É bem possível que muitos levem a família para passear entre os parques do Povo, Ibirapuera e das Bicicletas e se deparem com os carros ocupando a faixa.

O cicloativista André Pasqualini pedalou durante a Virada Esportiva quando a ciclofaixa foi desativada pela primeira vez: “Muitos ciclistas com crianças na cadeirinha, ou escoltando seus filhos em bicicletas de rodinhas, se aventuraram na ciclofaixa na cara e na coragem”. Quanto aos carros, muitos respeitavam o direito de quem pedalava nas avenidas, mas havia aqueles que jogavam os veículos sobre os ciclistas e ainda berravam pela janela: “Está desativada”. Uma espécia de propaganda boca a boca.

Dois pontos a serem considerados:

1. Mesmo que a ciclofaixa esteja desativada, o ciclista tem o direito – garantido por lei – de pedalar na rua e avenida;

2. A partir de 2010, é recomendável que a prefeitura reavalie o percurso das provas de ruas (atividades importantes para a cidade, também) ou o volume de publicidade informando que a ciclofaixa estará desativada.

Leia aqui a avaliação de André Pasqualini no site CicloBR de onde, aliás, “roubei” a foto que ilustra este post

Carros vão rodar a 30km/h. Calma ! É na Espanha

 

Os prefeitos de cidades espanholas estão sendo desafiados a reduzir o número de acidentes de trânsito e de vítimas com uma medida que deixaria os brasileiros de cabelos em pé. A Direção Geral de Tráfego propôs que os municípios restrinjam a velocidade máxima de circulação de carros em 30km por hora em 80% das ruas, segundo informou o jornal El Mundo.

De acordo com o especialista de trânsito Andrés Monzóm, a possibilidade de se sobreviver a uma acidente quando os veículos circulam até 30km por hora são muitas e as de evitar um atropelamento são “muitíssimas”. A maior ocorrência de atropelamentos está nas ruas de pouco tráfego, onde os pedestres andam mais confiantes, explicou.

Para justificar a ideia das “Zonas 30”, como é chamado o projeto proposto pela DGT, Monzóm é definitivo: “As ruas não são dos veículos, são dos cidadãos, dos pedestres, dos que andam”. A diretora do Observatório Nacional de Segurança de Tráfego Ana Ferrer completou: “o veículo tem de saber que é o último da fila”

Leia a reportagem completa no jornal eletrônico El Mundo.es

Se ninguém faz, ela faz

 

O nome não se sabe, mas a consciência que ela tem do seu papel na sociedade fica evidente no flagrante feito por Devanir Amâncio da ONG EducaSP, colaborador do Blog do Mílton Jung. Essa mulher preocupada com o risco provocado pelo enorme buraco na avenida Nove de Julho decidiu fazer o que as autoridades esquecem. Com alguns pedaços de pau e papelão sinalizou o enorme buraco, perigo para pedestres e motoristas. Simples como seu ato, explicou a atitude: “É para evitar acidente”.