Paulistano quer prioridade para ônibus

 

Agilidade no atendimento nas unidades de saúde e pontualidade dos ônibus, duas das reivindicações feitas pelo paulistano na consulta pública “Você no Parlamento”, mostram o descontentamento do cidadão com a prestação de serviço na capital paulista. Foram ouvidas 33.340 pessoas no trabalho organizado pela Rede Nossa São Paulo e a Câmara Municipal que pretende pautar a atuação do parlamento na construção do Orçamento, apresentação de projetos de lei e fiscalização da prefeitura.

Ouça a entrevista com Oded Grajew, da Rede Nossa SP, ao Jornal da CBN

Os resultados completos da consulta pública serão entregues aos 55 vereadores de São Paulo, hoje às três da tarde, em audiência aberta a participação do cidadão. Acompanhe algumas informações antecipadas pela Rede Nossa São Paulo e Câmara:

De acordo com os resultados relativos à saúde, 75,24% dos paulistanos consideram que o poder público deveria priorizar medidas para agilizar o agendamento e a realização de consultas e exames. Como as pessoas que responderam o questionário podiam assinalar até cinco opções relacionadas à área, a segunda prioridade escolhida, com 72,98%, foi a ampliação da rede de Unidades Básicas de Saúde (UBS), Assistência Médica Ambulatorial (AMA) e de Especialidades (AMAE), Prontos Socorros e Hospitais.

No tema transporte e mobilidade, o desejo da grande maioria dos paulistanos é que o poder público priorize o transporte coletivo (ônibus e corredores de ônibus) no sistema viário, para diminuir o tempo de espera e instituir a pontualidade nos terminais e pontos de ônibus. Esta alternativa foi assinalada por 77,41% dos consultados.

A redução do preço das passagens do transporte público, com 58,95%, e a implantação de ciclovias e todas as regiões da cidade, com 48,84%, ocuparam respectivamente a segunda e terceira opções mais votadas pelos paulistanos.

Informações complementares:

A consulta pública foi realizada entre os dias 15 de junho e 30 de setembro deste ano. Por meio de um questionário – respondido pela internet ou em material impresso –, os cidadãos participantes puderam opinar sobre quais as medidas mais importantes para melhorar as áreas de saúde, educação, meio ambiente, transporte e mobilidade, habitação, cultura e transparência e participação política, entre outras.

No total, 18 temas importantes para a qualidade de vida dos moradores da cidade foram abordados na consulta, que teve como base os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município – IRBEM, elaborado pela Rede Nossa São Paulo.

Sinalizador ajuda cegos a pegar ônibus, em Londrina

 

Placas que lembram os sinalizadores usados antigamente pelas equipes de fórmula 1 têm ajudado pessoas com problemas de visão a pegar ônibus, em Londrina, no Paraná. A ideia foi do presidente da Adevilon – Associação de Deficientes Visuais de Londrina, Antônio Carlos Ferreira, virou lei na cidade e está valendo desde a semana passada, leio em post do Blog Ponto de Ônibus, do colega Adamo Bazani. Foram distribuídas até agora 100 dessas placas feitas de papelão, divididas em três filetes, presos em espiral e com letras e números convencionais e braile. O equipamento serve para as pessoas que têm dificuldade de identificar o número da linha de ônibus que está chegando no ponto. Assim que ouvem um ônibus se aproximando, estendem a placa com o código da linha e o motorista para facilitando o embarque. Até então, era necessário contar com a ajuda dos demais passageiros ou parar todos os ônibus quando se estava sozinho no ponto.

Leia a reportagem completa no Blog Ponto de Ônibus

Nossa SP faz Seminário na Semana da Mobilidade

 

A proximidade da primavera, marca a chegada da Semana da Mobilidade, destinada a discutir os mais variados temas relacionados ao transporte público, o respeito ao pedestre e a necessidade de uma revisão de políticas públicas que privilegiam o automóvel. Reproduzo texto da Rede Nossa São Paulo que chama a participação do cidadão em eventos que começam no dia 16 de setembro, nesta sexta-feira:

A mobilidade é uma questão central em todas as cidades do mundo – está diretamente ligada ao acesso à cidade e aos serviços públicos, ao meio ambiente e à saúde da população. Neste sentido, organizações de várias cidades do mundo decidiram dedicar uma semana – de 16 a 22 de setembro (quando é comemorado o Dia Mundial Sem Carro) – para refletir, debater e promover ações para melhorar a mobilidade.

A Rede Nossa São Paulo está no quinto ano consecutivo de atividades pela Semana da Mobilidade / Dia Mundial Sem Carro. O objetivo é juntar forças para a construção de uma agenda única e com poder de interferir em políticas públicas. Esta é uma grande oportunidade de chamar a atenção da sociedade civil para o tema da mobilidade urbana e dos problemas decorrentes da poluição do ar gerada pelos veículos motorizados.
Em 2011, a Semana da Mobilidade começa no próximo dia 16/9, sexta-feira. A primeira atividade será o seminário “Os modais não motorizados: pedestres e ciclistas”, que dá sequência à série “Mobilidade e Transportes Sustentáveis – Soluções Inovadoras para a cidade”. A iniciativa é do Grupo de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo e o coletivo de mobilização para o Dia Mundial Sem Carro/ Semana da Mobilidade.
O objetivo, agora, é tratar do tema fazendo uma avaliação e balanço sobre a atual situação das vias e calçadas da cidade, a sinalização para os pedestres e ciclistas, levando em conta a situação das pessoas com deficiência e idosos e comparando o Plano de Metas e os indicadores.

Entre os debatedores estarão: Asuncion Blanco, coordenadora do GT Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo; João Ribas, coordenador de área de Diversidade & Inclusão da Serasa Experian; Sérgio Faria, consultor de inclusão e coordenador de projetos de TI da Accenture; Carlos Aranha, coordenador de participação pública da Ciclocidade; Patricia Gejer, do CESVI Brasil e representante do Movimento Chega de Acidentes. Evento gratuito.

Serviço:
16/9, das 9h30 às 12h30 – Seminário “A mobilidade urbana e os modais não motorizados – pedestres/ciclistas”.
Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo – Viaduto Jacareí, 100 – 8º andar – Bela Vista.

SP ganha trólebus moderno e silencioso

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Novo trólebus da Himalaia (foto Marcos Galesi/Blog Ponto de Õnibus)

Nunca entendi direito porque se trata com tanto desdém o investimento em ônibus elétricos, aqui no Brasil. O impacto ambiental provocado por estes veículos de tão baixo mereceria discussão mais apropriada, no momento em que se fala de transporte sustentável. Imagino que isto aconteça pela falta de pressão popular, afinal a imagem dos trólebus ficou bastante prejudicada na capital paulista dado o sucateamento desta frota. As quebras constantes, os cabos que soltam da fiação, a falta de manutenção da rede elétrica levam muitos paulistanos a ver estes veículos como um transporte velho e barulhento. Reclamam do trólebus quando deveriam criticar os administradores da cidade que abandonaram este sistema.

Li nesta semana, no Blog Ponto de Ônibus, escrito pelo colega jornalista Adamo Bazani, porém, que a cidade, em breve, receberá um trólebus capaz de mudar a visão dos paulistanos. Na terça-feira, dia 6 de setembro, chegou a garagem da Himalaia Transportes, única a operar estes veículos na cidade, que atua na zona leste, uma versão mais moderna destes ônibus elétricos. De acordo com a descrição feita por Marcos Galesi, do Movimento Respira São Paulo e colaborador do Blog, os novos carros com 12 metros de comprimento, além das vantagens já conhecidas, como emissão zero de poluentes, se destacam pelo nível de ruído muito baixo. Internamente também têm avanços com mais conforto, corredores que permitem melhor circulação interna de passageiros, saídas de emergência mais práticas, controles mais modernos para o motorista e espaço para cadeira de rodas e cão guia.

Leia mais no Blog Adote São Paulo, da revista Época SP

Quando Kassab aposentar o helicóptero

 

Na revista Piauí que causou tanto espanto pelas afirmações do todo-poderoso da CBF Ricardo Teixeira, a reportagem de capa é dedicada ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (“O Político apolítico”). O texto é assinado pelo jornalista Plínio Fraga e tem passagens bem interessantes sobre a carreira e o cotidiano do Grande Líder do PDS – perdão, PSD. Algumas hilárias e próprias de repórter observador. Uma das que me chamaram atenção e me divertiram não se refere ao prefeito, mas a um vereador que foi visto em conversa com ele, Dalto Silvano, ex-PSDB e futuro Sabe-Se-Lá-O-Quê:

“Camisa fora do jeans, cabelos longos e encaracolados, Silvano nem precisava dizer que seu ídolo é o cantor Roberto Carlos: está na cara”

A reportagem completa você lê na Piauí (não está disponível no site). Mas reproduzo aqui o parágrafo final que reflete bem o quanto distante São Paulo ainda está das grandes metrópoles mundiais e da ideia que o próprio Kassab pretende transmitir ao mundo de que vivemos em um ambiente urbano desenvolvido e sustentável. Fraga fala do encontro dos prefeitos das maiores cidades mundiais que ocorreu mês passado, na capital paulista:

“Depois do almoço, (Kassab) seguiu para Vila Euclides, embarcou de helicóptero e voltou a São Paulo. Durante o encontro dos quarenta prefeitos, Bloomberg (NY) disse que vai trabalhar de metrô. A vice-prefeita de Paris, Anne Hidalgo, falou que prefere ir de bicicleta”

Quando Kassab ou seus sucessores passarem a ter o transporte público e a bicicleta como boas, seguras e confiáveis opções para o deslocamento na cidade teremos, sim, alcançado o estágio de cidade avançada e criativa como a propaganda oficial tenta nos convencer.

Foto-ouvinte: Congestionamento de passageiros

 

 

Congestionamento na CPTM

Recado e foto de Antonio Marcos Souza, ouvinte-internauta do Jornal da CBN:

Sei que o assunto é recorrenrte mas, infelizmente, não tenho alternativa se não tentar denunciar este “câncer” do transpote público paulistano chamado CPTM. Hoje, novamente, esta empresa proporcionou aos usuários da linha Esmeralda ( Calmon Viana – Brás) mais um espetáculo de incompetência, descaso e desrespeito ao passageiro, ao cidadão e ao ser humano.

Resposta da CPTM publicada na área de comentários do Blog (publicado às 17h03):

Nos horários de pico há grande concentração de usuários em todos os meios de transporte, e na Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana) não é diferente. Além disso, parte do aumento da demanda crescente na CPTM, que em 2005 transportava 1,4 milhão de passageiros/dia e hoje 2,4 milhões/dia, também se deve às melhorias já realizada no sistema, que acaba atraindo mais usuários.

Todas as seis linhas da CPTM estão sendo modernizadas. As obras abrangem troca dos sistemas de sinalização, telecomunicações, rede aérea e via permanente (trilhos), além da readequação de estações. São essas obras que permitirão que os 105 trens novos que já estão sendo entregues para a frota, tenham um melhor desempenho, resultando na redução do intervalo e no aumento da oferta de lugares.

Para recapacitar o sistema sem interromper a prestação de serviço, a CPTM vem fazendo um grande esforço para adequar o cronograma de obras, sem paralisar a operação de trens, priorizando sempre o atendimento aos usuários.

Minha bicicleta Centrum era mais bonita e segura

Por Milton Ferretti Jung

Os pais, que têm condições financeiras, mais cedo ou mais tarde acabam dando uma bicicleta ao seu filho. Custei, mas também ganhei minha “magrela”. Ao contrário do que ocorreu com minha irmã, cujo comportamento era considerado melhor que o meu, mesmo sendo mais moça, foi a primeira a ser agraciada com uma Monark. Obrigava-me a pedir a dela emprestada enquanto aguardava o almejado presente paterno. Recebi-o, não, porém, no Natal, época apropriada para tal tipo de mimo. Foi quando passei, em segunda época, num exame de matemática,o que não chegou a ser surpreendente na minha vida de estudante. Surpreendente, isso sim, foi a qualidade da bicicleta. Tratava-se de uma Centrum,de fabricação sueca, raríssima naquele tempo, com pneus tipo balão, tamanho 28, guarda-lamas e aros de alumínio, uma jóia. Até hoje ela está com meu filho Christian e ainda roda, se ele quiser usá-la.

Por falar em naquele tempo, lembro-me que realizei com ela vários e longos passeios. Ir de bicicleta ao centro da cidade de Porto Alegre, que para quem ainda não sabe, é de onde posto meus textos, não representava perigo. Bastava a gente tomar, é claro, alguns cuidados. O espelho retrovisor, que não vinha com a bicicleta, talvez porque os suecos já então respeitavam este tipo de transporte, era indispensável. Os veículos motorizados estavam longe de ser ameaça para quem pilotava a prima pobre movida por pedais e que não poluía o meio ambiente.

Agora tudo mudou. O trânsito é pesado e a bicicleta é a menos respeitada das conduções sobre duas, quatro ou inúmeras rodas, como a do caminhão que provocou a morte de vinte e sete pessoas. Na época a que me refiro ninguém imaginaria que Porto Alegre desse mote para uma notícia que seria veiculadas no mundo inteiro. O leitor que ligou o meu assunto desta quinta-feira – bicicleta – já deve ter imaginado que lembrei o passado para chegar ao episódio ocorrido no dia 25 de fevereiro, no qual o motorista de um Golf atropelou pelas costas um grupo de ciclistas que participava de protesto contra a carência de ciclovias na capital gaúcha. A reivindicação é justíssima. A cidade se ressente da ausência de faixas pelas quais ciclistas possam se deslocar com segurança. Sei que em São Paulo as ciclovias também não preenchem as necessidades da cidade.

Fiquei, outro dia, apavorado quando descobri que o responsável por este blog – meu filho, por sinal – iria se deslocar, de bicicleta, de casa até a CBN, ida e volta. Felizmente, afora o cansaço natural, passou ileso pela rota que escolheu. Mas retorno ao acidente, que acredito ser inédito na batalha entre quem pedala bicicletas e dirige veículos motorizados. Sabe-se que os que protestavam não possuíam licença para obstruir o trânsito. A reação do motorista, todo o modo, foi completamente desproporcional. Se em algum momento ele teve razão, perdeu-a ao investir sobre os ciclistas. Os nossos colégios deveriam preocupar-se mais com a educação no trânsito. Esta é mais importante, porque custa vidas, que outras matérias que recebem mais cuidados dos educadores.

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Mobilidade sofre de esquizofrenia urbana

 

Estação Brás da CPTM

O metrô está mais lento em São Paulo, os congestionamentos maiores no nordeste e o sistema de ônibus funciona de maneira precária no Brasil. Desde a semana passada, temos sido bombardeados por uma quantidade enorme de análises e informações que escancaram a falta de infra-estrutura do ambiente urbano, não bastasse o choque de realidade que a catástrofe fluminense provocou.

O aniversário da maior cidade do País, na terça-feira, dia 25.01, induziu muito dos trabalhos apresentados, como a divulgação do IRBEM pela Rede Nossa São Paulo que mede indicadores de bem estar na cidade e capta a percepção de seus moradores.

E a mobilidade está por trás de boa parte da insatisfação do paulistano.

Líderes comunitários de Capela do Socorro e Cidade Ademar, bairros do extremo sul da capital, que apresentaram os piores índices de satisfação, apenas 4,5, disseram que a carência no transporte influenciou a opinião do cidadão. “Como grande parte da população local não trabalha na região, as pessoas precisam de um transporte coletivo de qualidade, o que não existe”, disse Vania Araújo Correia, integrante da Pastoral da Juventude e do Fórum Social da Cidade Ademar e Pedreira, em artigo do jornalista Airton Goés, no site da Rede Nossa São Paulo.

O Jornal da Record publicou série sobre a crise no transporte público com enfoque na Região Metropolitana de São Paulo. No momento em que o jornalismo passa a observar a vida das pessoas a reportagem ganha alma; e ficamos impressionados com a mãe que madruga e desperdiça boa parte do seu dia dentro de ônibus e metrô para dar tratamento digno ao filho com câncer; ou a outra que apenas os vê acordado nos fins de semana, pois de segunda à sexta para chegar ao trabalho precisa levantar antes do amanhecer e retorna tarde da noite.

São cidadãos que passam mais tempo viajando na própria cidade do que produzindo ou amando, um direito que já foi extirpado de muitas famílias.

Dados do Sistema de Percepção Social (Sips), feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que acompanhei em reportagem da CBN, revelaram que na Região Sudeste onde mais da metade da população depende do transporte público está concentrado, também, o maior percentual de pessoas insatisfeitas com ônibus, trem e metrô (45,9% dizem ser “ruim” e “muito ruim”).

O trabalho do Ipea mostra, ainda, que reclamar de congestionamento não é privilégio de paulistano em fim de férias escolares. Independentemente da região onde moram, 66% dos brasileiros sofrem em engarrafamentos. E, para espanto de muitos, as maiores reclamações estão na Região Norte, onde a percepção do motorista é bem pior do que em áreas como Rio de Janeiro e São Paulo.

Na dúvida, sobre o que leva o morador de Manaus a reclamar mais do trânsito do que o de São Paulo, lembrei-me de artigo assinado pelo doutor em marketing Carlos Magno Gibrail, aqui no Blog:

Pesquisa realizada pela fundação Dom Cabral do Núcleo de Estudo em Infra-estrutura e logística, constata que 61% dos paulistanos estão acomodados e conformados com a atual situação dos congestionamentos na cidade.

É a síndrome de Estocolmo adaptada ao trânsito. O raptado passa para o lado do raptor. Pelo menos no sentido do encarceramento, do cerceamento da liberdade

Se em São Paulo somos reféns do carro, Norte e Nordeste também passam por processo de adaptação aos problemas de mobilidade. Nestas regiões, a motocicleta é o segundo meio de transporte, logo depois do ônibus e acima do automóvel.

Quem não se adapta às demandas urbanas são as prefeituras.

Apesar de termos um dos mais modernos sistemas de ônibus do mundo, o Bus Rapid Transit – BRT , implantado em Curitiba, acreditamos pouco no potencial dos corredores exclusivos.

Na capital paulista, em seis anos de gestão Serra/Kassab foram entregues apenas dois: o Ibirapuera (2006) e o Expresso Tiradentes (2007). Nos últimos três anos, somente promessas.

Pior do que isso, apesar de 84% das viagens serem feitas na superfície, a prefeitura paulistana preferiu colocar dinheiro no metrô que avança de forma mais lenta devido a complexidade da execução da obra. Sem contar que este sistema está sufocado pela incapacidade de diálogo com as linhas de ônibus e o excesso de passageiros.

Os trens do metrô em São Paulo reduziram a velocidade em 7% ano passado se comparado com 2009, período em que houve enorme investimento no plano de expansão. Gastou-se mais dinheiro e se anda mais devagar.

Não por acaso, para cada ônibus novo que começou a rodar nas cidades, surgiram 52 automóveis.

O país vive uma espécie de esquizofrenia urbana.

Texto escrito para o Blog Laboratório de Temas

Foto-ouvinte: Por R$3,00 não tem direito a abrigo

 

Sem-ponto de ônibus

A cadeira de plástico e o guarda-sol não estão incluídos no preço da passagem de ônibus que está mais cara desde essa quarta-feira, na cidade de São Paulo. Os R$ 3,00 que o paulistano passou a pagar não dão direito a ponto de ônibus com cobertura e assento, apenas um pedaço de pau enterrado na calçada. A imagem foi flagrada na avenida das Cerejeiras, Jardim Japão, zona norte da capital, pelo ouvinte-internauta Daniel Lescano.

Na Austrália, já roda ônibus a energia solar

 

Ônibus a energia solar

O primeiro ônibus movido a energia solar está rodando nas ruas de Adelaide, na Austrália, desde fevereiro. O motor é elétrico e recarregado através de um sistema de células fotovoltaicas que estão na estação central. E tem capacidade de viajar cerca de 200 quilômetros entre as recargas.

A informação foi enviada pelo ouvinte-internauta e geofísico Frederico Sosnowski (@fredrski) depois de ouvir questão apresentada por outro ouvinte-internauta do CBN SP, Claudio Vieira (@AlmirVieira), no programa dessa quinta-feira.

O ônibus fabricado pela empresa Designline International, da Nova Zelândia, transporta até 40 passageiros e foi batizado Tindo – palavra aborígene que significa “sol”. De acordo com o governo local, desde que começou a operar, o veículo já rodou 55 mil quilômetros e teria economizado mais de 14 mil litros de diesel. Calcula-se que em um ano, o ônibus movido a energia solar teria evitado que 70 toneladas de CO2 fossem jogadam no meio ambiente.

Para conhecer melhor o veículo entre no site Adelaide City Council.