Pacaembu ‘corinthiano’: Plebiscito, sim e não

Ouvir o paulistano em plebiscito para saber se a prefeitura deve promover a concessão do estádio do Pacaembu para o Corinthians foi a proposta do economista e atual presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, um dos entrevistados sobre o tema no CBN São Paulo.

O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, claro, defendeu o negócio e aceita explorar apenas o estádio de futebol, deixando o Museu e o clube esportivo por conta da cidade ou qualquer outras solução que apresentem.

Já Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu, segue firme no discurso contrário a exploração pelo Corinthians. A entidade luta há muito tempo para impedir a ampliação das atividades futebolísticas, culturais e religiosas no estádio, devido ao transtorno que estes eventos geram à vizinhança.

Nessa terça-feira, voltaremos ao tema com o secretário municipal de Esportes Walter Feldmann

Ouça as entrevistas de hoje e deixe a sua opinião:

Entrevista de Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu (SOU CONTRA)

Entrevista de Luiz Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians (SOU A FAVOR)

Entrevista de Luiz Gonzaga Beluzzo, presidente do Palmeiras (MUITO ANTES PELO CONTRÁRIO)

7 comentários sobre “Pacaembu ‘corinthiano’: Plebiscito, sim e não

  1. Mudanças e mutilações

    Vivemos num mundo em mudanças permanentes, entretanto há preservações necessárias aos bons costumes culturais e patrimoniais.

    No âmbito empresarial privatizar empresas públicas e de serviços sempre é discutivel.
    A Vale é um exemplo sempre usado pelos capitalistas para provar a propria tese.

    No aspecto não patrimonial, discute-se mudar titulos de campeonatos passados, tais como considerar Rio São Paulo como campeonato brasileiro.
    Absurdo e desrepeitoso com a História. É coisa de comunistas antigos.

    O Pacaembu é patrimonio público e além de propor entregar para o Corinthians ainda se cogita de segmentá-lo, separando piscina, quadras esportivas e museu do futebol do estádio.
    É um transplante com efeitos diretos e colaterais negativos.

    Que se faça então o plebiscito, principalmente nas áreas diretamente afetadas, isto é, na região onde o Corinthians vive hoje e no Pacaembu.

    Carlos Magno Gibrail

  2. Oi Milton,

    sou a favor, com certeza Pacaembu torna-se-á o Estádio mais Público, Popular e Democrático do Brasil ! !
    Principalmente porque a melhoria e conservação não dependerá somente dos dirigentes corinthianos, haverá uma pressão muito maior do povo e da mídia !!

    beijos, Rô

  3. Só mesmo quem não reside no bairro do Pacaembu e adjacências é que pode aprovar essa medida discriminatória, de conceder um espaço público a uma entidade privada. Acredito que seria mais lógico e ético esse grande e tradicional clube que é o Corinthians Paulista construir seu próprio estádio onde poderá acolher todos os seus torcedores num local préviamente planejado para não causar os transtornos que atualmente vem sendo provocados sempre que ocorrem os jogos.

  4. Curiosas as opiniões de um modo geral. Temos duas questões fundamentais envolvidas: o uso e a administração. Uma preocupação de quem vive nas proximidades é se o uso for alterado, não alterando seu uso, não há o que reclamar. Quanto ao segundo, é sabida a incapacidade do poder público de gerir adequadamente tal espaço, sobretudo por ter outras e maiores preocupações que gerir uma praça esportiva, majoritariamente destinada a profissionais, não exatamente à população como um parque, por exemplo. Preferível, então, que a iniciativa privada, seja lá qual for ela, fique encarregada dessa administração, como já ocorre em tantas outras áreas (exemplo: concessão de rodovias). Dito isto, basta se construir um bom edital, definindo claramente as regras de uso (benefício para a população mais as melhorias necessárias) e administração (mais investimentos mínimos obrigatórios). Em tese, qualquer empresa poderia concorrer, seja um clube ou uma empresa administradora de imóveis (e que nada tenha a ver com clubes). Fico triste quando vejo representantes de associações tomado por paixões clubísticas e postura arrogante nessa discusão. Por fim, viva o Beluzzo!!! Ah, a propósito, sou Corinthiano, mas acho isso o menos importante nessa discussão.

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