O tempo passa diferente para algumas pessoas

Por Abigail Costa

Você já se pegou olhando para alguém que não via há algum tempo; olhando e pensando com aquele ponto de exclamação:

– Nossa,  como está envelhecida !

As rugas acentuadas, a pele que já não tem mais aquela rigidez, os fios grisalhos sem disfarce.  “Coisas” dessa tal lei da gravidade.  Isso é o que  os olhos podem enxergar.

Me disse um amigo outro dia:

– O tempo passa diferente para algumas pessoas.

Concordo:  por dentro e por fora.

Uns envelhecem mais rápido; uma dose a menos de vaidade, cá entre nós, também contribui para acelerar o processo,

Um processo absolutamente  compreensível. Nascemos, crescemos, envelhecemos e por fim…. deixa pra lá.

O que a visão não alcança só os mais observadores percebem. Os amigos. E como tem gente que insiste em envelhecer por dentro, quando a insistência deveria ser ao contrário.

É difícil, mas com um pouco de boa vontade dá para mudar aos pouquinhos, como dose de remédio. Se tomar de acordo com a prescrição a tendência é melhorar.

Deixe para trás certas manias. Lá dentro não se permita ser chamada de menina ou de tia.

Onde poucos conseguem chegar,  permita-se ser jovem todos os dias.  O jovem arrisca, erra, perdoa, começa tudo de novo.

Enquanto o controle das rugas para o rejuvenecimento interior não chega, vamos ajudar.

O tempo pode ser um aliado, ou não.  E para andar de braços dados com ele, a escolha é nossa.

Dá para começar hoje.

Abigail Costa é jornalista e as quintas-feiras, aqui no blog,  mostra que sabe como poucas controlar o seu tempo, no corpo e na alma.

Avalanche Tricolor: Gracias a internet !

Maxi faz 2 a 0 na tela do computador

U. do Chile 0 x 2 Grêmio
Libertadores – Santiago

Mal terminava a apresentação do jornal da noite e deixava a redação da TV Cultura, rapidamente, para entrar no carro e ligar o rádio. Corria o dedo pelo dial em busca da emissora que ficasse mais a esquerda do painel. Era lá que conseguiria, em meio a chiados, ouvir uma das rádios do Rio Grande do Sul que transmitia a partida do Grêmio. Fazia um caminho mais longo para casa, pois sabia que ao cruzar a Marginal Tietê em direção a Pinheiros  o barulho diminuiria e a voz do locutor ficaria mais clara. No bairro em que morava, o som desaparecia.

Nem sempre o trajeto ajudava, mas o esforço valia a pena quando ouvia ao fim de um extenso grito que o gol era do Grêmio. Confesso que uma ou outra vez me confundi e tive de recolher a comemoração. Era o preço a pagar em troca do direito de ouvir o meu time em campo. As emissoras de São Paulo, claro, preferiam transmitir as partidas dos clubes da cidade. Não poderia ser diferente. Mas teimavam em não atualizar o placar dos jogos mais importantes do País. Erro cometido até hoje, mesmo pela turma aqui da casa.

A estratégia se fez necessária em boa parte da década de 90. Até que as rádios passaram a ser transmitidas pela internet. Não havia mais razão para comemoração na hora errada, apenas com dois ou três minutos de atraso, dependendo da conexão. É claro que precisava chegar em casa, mas naquela altura do calendário já estava na CBN e meu expediente terminava mais cedo.

A demanda, porém, passava a ser outra: ver – e não apenas ouvir – o jogo do Grêmio. Tarefa que se tornou possível com o pay-per-view. É só assinar o pacote do Campeonato Brasileiro e Gaúcho, preparar o sofá e vibrar. Descontando as rodadas que PFC e NET decidem me deixar na mão.

Foi com esta tranquilidade que liguei a televisão na noite desta quarta-feira. Na Globo, tinha o Corinthians; na Sport TV, tinha o São Paulo; na outra Sport TV, acredite, o Vasco; e no Fx, de novo o São Paulo; na ESPN, sei lá quem jogava pela Copa do Brasil. Ninguém, em meio a 500 canais, transmitiria para São Paulo a partida do brasileiro mais bem classificado na Libertadores. Azar da televisão.

Fui ao computador, procurei o canal Justin.TV e lá estava o meu Grêmio, em três telas, me aguardando. Em parte do jogo ouvi Galvão Bueno repetir que “O Grêmio é Brasil na Libertadores”. Fosse mesmo, o Imortal Tricolor não seria alijado de São Paulo. Por sorte uma queda de sinal me levou para outra tela e a transmissão era da Fox  internacional com narração em espanhol. E foi ali, na língua que o Grêmio sabe jogar, que curti mais uma vitória maiúscula, como diriam os antigos locutores de rádio.

Com gols de Léo e Maxi Lopes, que ressurge no papel de matador, a firmeza de Adílson na marcação, a maestria de Tcheco e a personalidade de Souza, o Grêmio não apenas venceu mais uma. Com duas rodadas de antecedência garantiu-se líder da chave, tem a melhor campanha entre os brasileiros e a segunda melhor contando com os gringos.

Que continuem a desdenhar da importância gremista, assim como o fazem com a capacidade deste time. A internet não nós abandonará, jamais !

Financiar campanha é legal, o problema é o preço cobrado

Recorte de jornais de São Paulo com notícias da Câmara Municipal

O noticiário de três dos principais jornais de São Paulo sobre a Câmara Municipal, nesta quarta-feira, foi bastante rico. Na primeira página do Diário de São Paulo, com direito a foto de plenário vazio, “Câmara de SP: Cem dias sem aprovar  projetos de vereadores”; no alto e em letras garrafais da primeira página da Folha “Imobiliária banca vereador que atua pelo setor em SP”; e nas internas do Estadão “Entidade quer cassar mandato de relator do Plano Diretor”.

Para quem se preocupa com o trabalho no legislativo, sinal de terra arrasada. “Não sabia que até ele estava metido nessa”, disse-me o primeiro que encontrei na redação. “Só tem bandido”, tascou outro mais à frente.

Pé no chão. É preciso pensar antes de mais nada que a ideia de que todos são bandidos, ladrões e corruptos só serve mesmo para os bandidos, ladrões e corruptos – e estes existem, apesar de muitas vezes não sermos capazes de identificar seus nomes ou qualificar seus crimes.

A começar pelos cem dias de trabalho no legislativo municipal, o jornal se antecipou, pois os vereadores apesar de terem tomado posse em primeiro de janeiro, só entraram na Câmara em primeiro de fevereiro. Mesmo que tivessem completado este período simbólico sem aprovar nenhuma proposta de vereadores, é preciso avaliar que os projetos de lei tem trâmite a ser seguido até estarem prontos para serem votados em plenário, em duas votações como prevê o regimento interno.

Mais importante é avaliar outras informações que estão na reportagem do Diário, na qual é possível ver que tipo de projeto de lei cada um deles apresentou. Sinaliza a que vieram. Há quem não tenha apresentado nada até agora, assim como aqueles que deram entrada a projetos sem nenhuma importância. É significativo ver, ainda, o comparecimento deles nas comissões para as quais foram escolhidos.

Do financiamento de campanha, destaque na Folha e Estadão, é preciso estar atento para o fato de que não há irregularidade nenhuma em candidatos receberem doação, desde que registrada no Tribunal Regional Eleitoral. Mesmo que o recebam da Associação Imobiliária Brasileira que a Folha acusa ser testa-de-ferro do Secovi, que se apresenta como Sindicato da Habitação, e repassou R$ 6,5 mi aos vereadores. É claro que quem dá, cobra. Ou pede de volta.

É isto que reforça a desconfiança em relação a atuação desses vereadores, como demonstra a Associação dos Comerciantes da Santa Efigênia que teme pelas decisões do líder do Governo na Câmara e relator do projeto de concessões urbanísticas, José Police Neto (PSDB), na lista dos financiados pela AIB, conforme afirma o Estadão.

Sobre este assunto, aliás, a informação desta tarde é que os comerciantes não entrarão com pedido de cassação contra Police Neto como anunciado no jornal. Querem é pressionar a prefeitura a mudar o projeto que, de acordo com eles, foi levado à Câmara sem discussão prévia. No caso ainda há o “fogo amigo” de parlamentares de olho na relatoria da revisão do Plano Diretor.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL), que foi candidato à prefeitura de São Paulo, e um dos dois únicos a declararem a lista de financiadores antes da eleição, entrou com representação no Ministério Público Eleitoral para que o caso das doações da AIB seja investigado. E faz bem.

Ao cidadão cabe, a partir desta enxurrada de informações, ainda maior rigidez na fiscalização dos parlamentares, monitorando o comportamento deles nos projetos que interessam ao setor que os financia. Um desafio, principalmente, àqueles que se comprometeram com a campanha Adote um Vereador.

São Paulo… É bonita? É gostosa? É cheirosa?

Por Carlos Magno Gibrail

CIdade desde o Parque do Ibirapuera (Foto: Diego_3366 Flickr)

As 230 milhões de pessoas empregadas no turismo correspondem a 8,3% dos trabalhadores globais.  Isto significa que a cada 12 trabalhadores 1 trabalha em turismo.

É a terceira maior indústria do mundo, ficando atrás apenas do petróleo e armamentos. Que o diga a França ou Londres, país e cidade, líderes no ranking a tal ponto que recebem, anualmente, quantidade de turistas superior a sua população.

O Brasil segundo o WTTC Conselho Mundial de Turismo é a 14ª economia do turismo global e a 1ª nas economias que mais crescerão.

São Paulo é a cidade brasileira que mais recebe turista. Durante um ano o equivalente a sua população – 11 milhões.

Tão surpreendente quanto estes dados são o fato de tanto o Brasil quanto São Paulo ainda não tenha executado marketing moderno e agressivo. Para o país um plano de divulgação de produtos e regiões. Para a cidade, uma identidade de marca que a diferencie das demais líderes mundiais, Londres, Paris, New York, Roma, Milão etc.

Do Brasil ainda não se tem notícia de nenhum plano extraordinário para levar a sua marca a produtos pertinentes a suas origens e as regiões naturais exuberantes e únicas.

De São Paulo começam a surgir indícios de trabalho técnico e moderno, o MAPA DAS SENSAÇÕES, que poderá além de contribuir para facilitar as escolhas dos turistas das atrações da cidade, definir a identidade da marca cidade de São Paulo.

Na carona das teorias aplicadas empiricamente nas maiores marcas mundiais no ranking das emoções – Singapore Airlines, Apple, Disney – o Mapa das Sensações foi iniciado através da pesquisa realizada pela São Paulo Turismo.

Visão, tato, paladar, olfato, audição foram exemplificados pelas pessoas relativas à capital paulista.

Do cheiro da mata da Cantareira, passando pelas perfumarias da Daslu, até o olfato usufruído do rio Tietê, vieram notas aromáticas para definir a cidade.

O apalpar das estátuas do Parque da Luz até o Café Photo originaram ligações do tato como reminiscência do “pegar” na capital bandeirante.

Fasano e pastel de feira, como paladar. Interlagos e Sala São Paulo ou ronco de motores e sinfonias de orquestra explicitaram a audição. Ibirapuera, MASP, Luz, Museu do Ipiranga confirmaram o César Maia copiando Vinicius que beleza é fundamental.

De acordo com Caio Luiz de Carvalho, Presidente da SP Turismo, após as 648 pessoas pesquisadas, que indicaram 2.933 referencias aos cinco sentidos, serão trazidos 20 casais para serem monitorados eletronicamente nas emoções que terão ao visitar a cidade.
Enquanto isso, convido a todos a contribuir com a cidade de São Paulo ajudando a SP Turismo na construção do MAPA DAS SENSAÇÕES.

Cite pensando na cidade o que vem na mente sobre os sentidos:

VISÃO

TATO

PALADAR

OLFATO

AUDIÇÃO

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve no Blog do Milton Jung  às quartas-feiras. E o que pensa e diz, faz todo sentido.

Veja outras imagens de Diego_3336 no álbum do Flickr

Canto da Cátia: UNE contra vestibular

Manifestação na Paulista

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) passearam na avenida Paulista pelo fim do vestibular, nesta manhã 14.04. No meio da discussão, a proposta do Governo Federal de substituir o vestibular tradicional pelo “Enem seriado”, em que o exame seria adotado ao fim dos três anos do ensino médio.

A Cátia Toffoletto, além de registrar em foto, conversou com os líderes da manifestação que consideram a proposta ainda tímida. Segundo eles, que defendem o “Enem seriado”, não basta substituir o vestibular tradicional pelo novo Enem. É preciso ir além. Eles foram à Paulista.
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Idec avalia o que fabricante faz com lixo eletrônico

Imagem da Galeria de Marcbraz no Flickr

Abra a gaveta de traquitana da sua casa e veja quantos aparelhos de telefone celular estão jogados lá dentro. Tem também baterias soltas, fonte de todo tipo, mouse estragado e teclado usado. Tem o que não cabe no armário, foi parar no canto de um quartinho qualquer, está amontoado na despensa, muitas vezes atravancando o caminho. Por ano, produzimos 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico em todo o mundo, e a maioria não tem a menor ideia do que fazer com os equipamentos que ficam defasados cada vez em menos tempo. Jogar nos aterros sanitários ou entregar para que o lixeiro resolva este problema não são soluções viáveis nem saudáveis.

As empresas de tecnologia tem responsabilidade sobre os produtos colocados no mercado e teriam obrigação de receber este material de volta, após usado. Para saber como se comportam, o Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – fez levantamento em 20 fabricantes de telefonia móvel, eletroeletrônico e informática. A análise da política de descarte e reciclagem foi feita com base em questionário – apenas metade respondeu – e em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor. Em seguida foram definidos critérios de pontuação e a avaliação foi feita em uma escala de 0 a 5.

Veja o conceito de cada uma das empresas no olhar do Idec:

Classificação segundo Idec

Foram desclassificados por não responderem o questionário Acer, Apple, BenQ, CCE, Lenovo, LG, Nokia, Panasonic, Semp Toshiba e Sony.

Da próxima vez que você for fazer a compra de um celular ou um computador, não deixe de perguntar para o vendedor qual a política de descarte ou reciclagem da empresa. Senão, melhor preparar o puxadinho na sua casa para encostar os equipamentos mais antigos.

A avaliação completa com o desempenho das empresas nas informações divulgadas pelo SAC você lê no site do Idec.

Foto-ouvinte: Cores no luar

Noite de luar

Os automóveis que passavam em alta velocidade pela rodovia Ayrton Senna, em São Paulo, se transformaram em luzes coloridas nas lentes da câmera do ouvinte-internauta e colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias, que miravam o luar na noite de sábado de Páscoa. “Eu voltava para casa, depois de um dia de trabalho. Será que as pessoas encontraram tempo para apreciar a linda noite de lua cheia”, escreve Marcos.

Biarticulado começa a rodar no ABC Paulista

Ádamo Bazani

Ônibus biarticulado B5 577

Com aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, segundo estimativa do IBGE de 2007, o ABC Paulista contará com os primeiros ônibus biarticulados da história da região.

A empresa de ônibus Januária, do Grupo Barão de Mauá, já preparou um destes veículos para fazer linha municipal de alta demanda em Mauá. O ônibus veio da VCD (Viação Cidade Dutra) e faz parte de investimento da empresa para atender aos usuários em horários nos quais nem mesmo os  articulados são suficientes.

Um Caio Top Bus, motor Volvo, está na fase de finalização para começar a trabalhar e um Marcopolo Vialle, também Volvo , ainda está sendo preparado na garagem do grupo, em Mauá, na Grande São Paulo.

As linhas intermunicipais do grupo são operadas pela EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André. A preocupação com a demanda maior em alguns horários também fez com que a empresa investisse em veículos maiores para as linhas.

Pelos menos três carros, que serviram a região Sul do País, estão na fase final de preparação para atender linhas que fazem a ligação entre Mauá, Santo André, São Caetano do Sul e o Terminal Sacomã, com o Expresso Tiradentes (ex-Fura Fila). Entre os destaques estão os modelos Busscar Urbanuss, motor F 94, consideradod um dos mais potentes da categoria.

Adamo Bazani é jornalista da CBN e busólogo. Toda terça conta o que se passou no transporte de passageiros em São Paulo, mas hoje antecipa um capítulo desta história.

A produção legislativa na Câmara dos Deputados

Um boa notícia aos deputados federais que tem azia ao acompanhar o noticiário, a Câmara é dos legislativos o quem tem o menor porcentual de propostas com pouco ou nenhum impacto das 24 casas que permitem – pela forma como publicam seus dados – o monitoramento.

Acompanhe informações destacadas pela ONG Transparência Brasil em seu relatório sobre a produtividade da Câmara dos Deputados:

Na Câmara dos Deputados, o porcentual de propostas com pouco ou nenhum impacto é de 7% (ou 1 211), bastante baixo se comparado com outras Casas brasileiras;

Do total de proposições dos deputados federais, 31% (ou pouco mais de 5 mil) são consideradas “com impacto”. Apesar disso, apenas 1,2% dessas 5 mil propostas foi aprovado;

Por outro lado, 41% das mais de 1,2 mil propostas de baixo impacto foram aprovadas;

Há seis deputados federais que só apresentaram matérias de baixo impacto;

Em contraste, 192 deputados não submeteram nenhuma matéria sem impacto;

Há ainda 39 deputados para os quais não há registro de nenhuma matéria proposta;

Em termos do número de projetos por deputado federal, os mais ativos são os oito integrantes da bancada do Mato Grosso, com uma média de 24,5 iniciativas por parlamentar. Os menos ativos nesse particular são os de Alagoas, com apenas 1,4 proposição por deputado desde fevereiro de 2007;

A bancada que mais aprovou proposições foi a de São Paulo (6), havendo oito bancadas sem projeto aprovado.

A bancada mais eficiente em termos da porcentagem de projetos aprovados em relação ao total tem sido a do Distrito Federal, com uma taxa de 4,2%, seguida do Amapá e do Mato Grosso do Sul;

Saiba mais acessando os relatórios da Transparência Brasil.

A produção legislativa do Senado

Dados divulgados pela ONG Transparência Brasil mostram a produtividade dos senadores com base em projetos registrados na Casa. Dentre os de pouco ou nenhum impacto estão os que propõem homenagens, datas comemorativas e sessões solenes, entre outros. Dos com impacto, a instituição não faz juízo de valor. Portanto, não leva em consideração se o reflexo da decisão tomada foi bom ou ruim. Quando o Senado permite a ampliação para mais sete mil vagas nas Câmaras Municipais este é um projeto considerado de impacto. Se bom, vai depender do que você pensa.

Dos muitos dados que fazem parte do relatório e foram destacados em mensagem enviada pela própria Transparência Brasil, temos:

38% da produção legislativa do Senado (ou quase 22 mil propostas) se referem a matérias com pouco ou nenhum impacto;

Mais de 90% das propostas de baixo impacto foram aprovadas pelos senadores;

Por outro lado, menos de 10% das proposições que versavam sobre temas de impacto (Regulação Política, Tributos, Corrupção e Controle, Educação, Saúde etc.) foram aprovadas;

Os senadores do Rio Grande do Sul são os mais ativos no que diz respeito a proposições legislativas com impacto (372 propostas), seguidos das bancadas do Paraná (162) e Rondônia (161).

As bancadas do Rio Grande do Norte (17), Paraíba (20), Minas Gerais (23), Alagoas (24) e Pernambuco (25) têm sido as menos atuantes no quesito “matérias com impacto”;

Já no item “matérias com pouco ou nenhum impacto” os senadores mais ativos são os do Amazonas (900 proposições), Rio Grande do Sul (137) e São Paulo (103). O senador Arthur Virgílio distorce o ranking (sozinho, o tucano é responsável por 867 propostas desse tipo);

Em termos da taxa de aprovação por bancada estadual (matérias aprovadas em relação ao total proposto), a mais eficiente tem sido a do Acre, seguida por Bahia e Pernambuco;

O estudo completo você acompanha no relatório organizado pela Transparência Brasil.