2009 – Uma odisseia no espaço aéreo

Este filme foi realizado em 1968 pelo cineasta Stanley Kubrick. Com 139 minutos de filme e apenas 40 de diálogo, analisa a evolução do Homem, desde os primeiros hominídeos capazes de usar instrumentos até a era espacial e para além disso. Um dos personagens principais do filme é o computador inteligente HAL 9000, uma das máquinas mais famosas da história do cinema.

Desde a “Aurora do Homem” (a pré-história), um misterioso monólito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século 21, uma equipe de astronautas liderada pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monólito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.

A aviação, aeronaves, naves espaciais, sistemas de gerenciamento de voo, avançados e sofisticadíssimos computadores de bordo que “chegam até falar com a tripulação”, o GPSW, sistemas de auxílio a navegação o GPS, Global Position System, ao longo dos tempos, vem se desenvolvendo de forma assustadora desde o 14 Bis.

As previsões feitas por Júlio Verne e Leonardo da Vinci parecem que estão sendo cumpridas e realizadas! Ou não?

Nos primórdios da aviação, início do século 20, os arcaicos e rústicos “aeroplanos” eram considerados como “máquinas voadoras”, pássaros de metal. Assustavam quem ainda nunca tinha visto um, com o ronco dos seus potentes motores, chamavam a atenção de povos moradores de cidades distantes, muitas não constavam nem nos mapas.

Cartas aéreas? Nem existiam!

Voava-se então com auxílio do VOR – “Voando Olhando o Rio” -, muitas vezes o piloto tinha que ficar ciscando, picando o nariz do avião entre buracos das nuvens para que pudesse ver e ter uma noção por onde estava sobrevoando, que lugar, que região.

Aeroplanos “dos antigamentes”, nas Grandes Guerras Mundiais ainda são encontrados em museus aeronáuticos, alguns tendo passado por reformas voam e são usados em acrobacias, como o modelo Bücker de asas duplas.

Quatro instrumentos totalmente mecânicos e analógicos, “relógios”, bússola, altímetro e velocímetro compunham o rústico painel, fabricado artesanalmente com acabamento em madeira nobre, eram mais que suficientes para levar o piloto e seus passageiros a distantes e desconhecidos locais.

Com o tempo a aviação e afins evoluíram dentro do possível, das condições materiais, tecnológicas e financeiras que os fabricantes possuíam. Os recursos eram poucos em comparação com os dias de hoje ou muito aquém. As aeronaves eram fabricadas também artesanalmente, com um misto de madeira, metais e tecidos.

As longarinas das asas, fuselagem, célula, estabilizadores eram cobertos com um tipo de tecido semelhante a lona, não muito resistente ao tempo, a luz e as intempéries, impermeabilizado com um produto denominado dope.

A medida que os aeroplanos ganhavam velocidade, autonomia e altitude de voo, motores a explosão foram aperfeiçoados, assim como o design e materiais empregados na fabricação das asas, da fuselagem, os processos aerodinâmicos, novos instrumentos auxiliares para melhor performance e se tornar então mais precisa a navegação e o voo.

Com o avanço tecnológico e de fabricação começaram a surgir e serem fabricados os mais poderosos e velozes, os que voavam mais alto, os clássicos bimotores, trimotores os Junkers, os Aerostars, os Douglas DC2 e DC3, os C47, os Curtis Commanders, Convairs, Scandias, voando no máximo a 10.000 pés de altitude ou 3.000 metros.

Os quadrimotores turbochargers que chegaram no Brasil em meados da década de 40 e 50 operaram no Brasil até o início de 60, os Douglas DC4, DC6 , DC7, os famosos, moderníssimos, confortáveis transcontinentais quadrimotores L-049 Constelattions e os Super H da Real Aerovias Brasil.

Chegou um tempo em que as grandes aves de outrora, impulsionadas por motores a pistão, foram dando espaço aos mais rápidos e que podiam voar mais alto, primeiros aviões pressurizados, os turboélices, a exemplo dos versáteis Avros, YS11 de fabricação Japonesa muito utilizados pela VASP, os Dart Herald da extinta Sadia, depois Transbrasil, os quadrimotores barulhentos com motores Dart, os Viscount da VASP, os super-seguros, confortáveis e silenciosos quadrimotores ElectrasII da VARIG que operaram e voaram por anos a fio na ponte aérea Rio São Paulo sem sofrerem nenhum tipo de acidente grave. Novos instrumentos foram incorporados nos painéis das aeronaves de acordo com a necessidade e tecnologia disponível.

Chegamos então no fim da década de 50, início dos anos 60, quando começa a era dos jatos puros e barulhentos, que voavam acima dos 2.0000 pés de altitude, com velocidade pro volta de 0.70 mach, pressurizados.

Os primeiros jatos puros que iniciaram as suas operações foram, o Caravelle, De Havilland Comet, Douglas DC8, Convair 880, Boeing 707, BAC One Eleven, Boeings 737 100/200, 727 100 e os super 200, com turbinas apelidadas no meio da aviação como charutos, barulhentas, tremendas bebedoras de combustível e fumacentas. Os instrumentos do painel eram ainda e até então analógicos.

Até ai os pilotos tinham que, literalmente, pilotar essas aves de alumínio, com as grandes cartas e mapas aéreos “sobre as pernas” pois os recursos e tecnologia de automatização praticamente não existiam em comparação com os dias de hoje.

O piloto tinha que vestir o avião!

A partir da década de 80, começaram a chegar novas e mais modernas aeronaves comerciais fabricadas pela Boeing, Airbus Industries, Mc Donnel Douglas, Lockheed, Bombardier, Aeroespatiale, De Havilland, e a nossa querida EMBRAER. Aeronaves com diversidade de materiais compostos por ligas leves e resistentes, econômicas, velozes, e instrumentos digitais. Os analógicos davam lugar aos fabricados em telas de LCD os EFIS, com mais automatização.

E assim foi, até que chegamos nos dias de hoje, quando é possível, logicamente depois de treinar e estudar muito os atuais sistemas, pilotar uma aeronave com simples apertos de botões, os switches, semelhante ao que fazemos em nossos computadores pessoais. Aperta-se a tecla “enter” e a aeronave voa por si só, sob comando dos computadores.

Planos de voo, procedimentos de saída após decolagem (SIDs), de chegada (STARs), waypoints, marcações imaginárias constantes nas atuais cartas de voo (ERC), aerovias, trechos, ajustes de altitude e de velocidade, pouso, de combustível, check lists. Tudo possível de ser inserido no banco de dados dos gerenciadores de voo (FMC/FMS).

Assim, de acordo com a velocidade da evolução da tecnologia na aeronáutica, dos acontecimentos, da pressa, da dinâmica dos negócios, da necessidade premente, as viagens aéreas “bate e volta” passaram a ser constantes, mais rápidas , o que exigem mais segurança.

Podemos então questionar:

Diante de tamanha aceleração tecnológica e necessidade do ser humano em se deslocar pelos céus em aeronaves mais parecidas com naves espaciais, voando acima dos 40.000 pés, a velocidades ultrapassando a mach 0.80 chegando a 0.90 ou até acima da velocidade do som, os supersônicos, seria possível atender esta demanda com mais segurança e rapidez ?

Seriam os pilotos da nova safra apenas gerenciadores de voo, como dizem os aviadores mais antigos ? Ao confiarem plenamente nos sistemas digitais e auxiliares à navegação aérea, permitindo que os computadores dominem as enormes aeronaves, não estariam copiando a ficção científica de “2001 Uma odisseia no espaço” ?

Até o nosso próximo vôo.

Armando Ítalo Nardi é comandante e ouvinte-intenauta do CBN SP

24 comentários sobre “2009 – Uma odisseia no espaço aéreo

  1. Grande amigo, vou me atrever a dar uma complementada no seu brilhante texto. Tavez o HAL esteja mais próximo que se imagina. Está previsto para 2010 o inicio de uma pane nos satélites que controlam o GPS, podendo eles errarem desde uma pequena porcentagem até uma absurdamente grande para os padrões GPS. Devido à falta de manutenção do governo Bush, alguns satélites de GPS já estão em sobrevida. O problema é que foram lançados sequencialmente, então provavelmente eles irão pifar sequencialmente, como lampadas de uma árvore de natal. Imagina o caos que será , se houver um erro de 3% já teremos colisões em vias aéreas, já que foi-se adotado o sistemas de “corredores” para os aviões. O governo (congresso) americano acabou de destinar uma verba emergencial para o GPS somente. Agora basta saber se construirão os stélites à tempo ou conseguirão mandar os ônibus espaciais retificarem tais objetos. Será que teremos de voltar à voar em cartas no colo? Além disto, sinceramente, acredito que muitos “gerenciadores de vôo” não estão habilitados, pois só viram muito de leve o vôo por cartas, arcos dme, etc.; pergunto, se a pane ocorrer de uma hora para outra, o que acontecerá com os aviões em vôo? Estarão preparados? Mas isto não será só nos aviões, será em tudo que depende de GPS… Já se cogitam usar outros GPS , como o europeu e russo, ambos atualmente para fins militares. Ainda tem a China que quer durante este ano e 2010 criar em um ano e meio seu próprio GPS.
    Ás vezes temos de aprender usar a calculadora, mas nunca esquecer as 4 operações! 😉
    Como voce sabe, sou fascinado pelos aviões de “charutos”; tudo bem que poluem, mas que a fumaça com cheiro de querosene queimada, aquele barulho grave como um tambor batendo fundo no corpo e principalmente no nosso peito, que aos poucos vai-se tornando um trovão em mescla com um assovio que vai-se tornando estridentemente agudo durante uma decolagem é inesquecível.
    Agora os aviões com suas decolagens sem graça, silenciosos, eu diria de um silencio asséptico do tipo hospital. Levei meu afilhado de 4 anos para ver pela primeira vez as decolagens aqui no Afonsão, depois de ter mostrados vários vídeos de decolagens que tinha no meu computador de “charutões” e de ver várias vezes eu decolando do meu FS, cujas caixas estremeciam minha sala, ele falou:
    – “Que sem graça! Os aviões do seu computador são muito mais legais. Quando vai chegar um?”

    O que responder?

    Acho que todo ser humano tem seu lado agressivo, bárbaro, do mal. Precisamos dele, pois é o nosso lado do mal que nos indigna não passivamente, a uma cena de violência contra inocentes. Este mesmo lado nos garante que lutemos, tenhamos fibra diante de uma adversidade. Sem ele, nos tornamos cordeirinhos. E isot que os dirigentes da HUMANIDADE estão nos ceifando. No próximo será nossos sentimentos. Quem puder, assista o filme EQUILIBRIUM.
    Estamos nos tornado refratários e assépticos. Do jeito que eles querem. Como disse o comandante do Concorde da BA quando perguntaram sobre o fim de uma era de travessia supersônica:
    – “Logo haverá outro Concorde, por mais que tentem acabar com esta beleza. Imagine a cena: o neto com o vô em um voo entediante de 8 horas ente N.Y. e Londres, o neto reclama das longas horas e o vô rebate: Na minha época, pegávamos o Concorde, criado nos anos 60, e em uma velocidade de 2,1 vezes a velocidade do som, estávamos no mesmo destino em um pouquinho mais de 3 horas. Iámos mais rápido que a rotação da terra, uma verdadeira máquina do tempo.”

    Imagine a cara do neto…

    Ainda berm que nasci nos anos 60-70.

  2. Pois é meu carissimo amigo Martin_CWB
    Você falou “tudo e mais um pouco”
    É de dar medo sobre os satelites, excesso de tecnologia, e por ai vai
    Veja so os cumputadores, os nossos pcs caseiros “os paus que dão”
    Só este pequeno exemplo.
    Arquitetos, engenheiros, desenhistas, atualmente para agilizar os projetos, desenhos utilizam programas CAD
    E a arte de desenhar não mão, com lapiseira, prancheta, esquadro, escalimetro, o traço artistico, praticamente deixou de existir.
    Seria saudosismo de nossa parte?
    Abração
    Armando Italo

  3. Armando Italo, sim e não. E não é resposta de cima do muro.
    Sempre haverá o navegador nato, como Amyr klink que começou nas canoas individuais de Paraty.
    É a velha dicotomia entre cultura e erudição.
    Bastante Interessante é o aproveitamento desta tecnologia de ponta para o consumo trivial.
    Segunda feira a noite , proxima passada ,se não fosse o GPS ,não chegaria a tempo ou não chegaria mesmo ,no Centro Universitario Senac, Campus Santo Amaro.
    Obra magnifica, ecologicamente perfeita, aproveitamento da antiga fabrica Walita. Entretanto sem sinalização urbana compativel com a sua qualidade arquitetonica.
    GPS,CAD,eBOOK, não invalidam placas urbanas,desenhistas de talento, livros reais.
    O melhor é sermos CENTAUROS, consumidores reais e virtuais sem preconceito. Ou pilotos de kart e de F1 com usando talento e tecnologia.

  4. Ola Mestre Carlos Gibrasil
    A tecnologia tem os dois lados da historia
    Uma faca de dois gumes.
    Ao usá-la, todo cuidado é pouco.
    Se o mais perfeito computador “pode falhar” que é o cérebro humano, quem dirá……………………………
    Abraços
    Armando Italo

  5. Boa noite, Comandante!

    Atrás daquela serra passa boi, passa boiada,
    também passa aquela menina,
    que será minha namorada.

    Ops! errei o post (risos). Na verdade aqui o assunto é outro.

    Pois bem, meu Comandante, essa história dos satélites relatada pelo Comandante Martin Afonso é de arrepiar, nunca soube desse descaso do governo americano.

    Como foi dito antes pelo mestre Carlos Magno a tecnologia nos brinda com maravilhas que fica difícil, hoje, ficar sem elas.

    Concordo com você que não podemos confiar de olhos fechados, mesmo porque falhas já aconteceram e pessoas pagaram com suas vidas, pelo excesso de confiança.

    Como foi mesmo aquela história do piloto do Pará que me parece olhou um marcador sem o devido cuidado, mesmo percebido e alertado pelo co-piloto, não atendeu suas considerações. Acho que foi isso, não?

    Naquele desastre aéreo e nesse do Legacy, me parece que as falhas foram humanas, más toda a tecnologia existente não foi capaz de evitar tais desastres, penso eu, que o ser humano deve estar atento sempre.

    Devemos usar a tecnologia para nos favorecer ganhando tempo e conforto, más nunca deixá-la decidir por nós, que a criamos.

    Portanto será sempre falha.

    Obrigado pela viagem de hoje. Cavok sempre!

  6. Meu carissimo Sr Dr Claudio.
    Não estou bem lembrado do acidente no Pará, preciso voltar a fita.
    Quanto ao Legacy X 737800 da GOL, o assunto é complexo e bem extenso.
    Todo trafego voa do sul, sudeste, ate Brasilia em nivel impar, ex 37000 pés, após sobrevoar, na vertical de Brasilia deve voar em nivel par.
    Passou Brasilia para Manaus, para ingressar na UZ6, aerovia de mão dupla, deve subir ou descer para o nivel par.
    O trafego que vem de Manaus a Brasilia permanece no nivel impar ate Brasilia e depois de Brasilia desce ou sobe para o nivel par.
    Neste setor informam que é comum acontecer com certa frequencia buracos negros nos sinais de radarXtransponder vice versa por uma série da razões.
    Abração
    Armando Italo

  7. Bom dia, Comandante!

    Se não me engano após um pouso no Pará o comandante se enganou na hora de registrar em um aparelho, tipo bússola, a viagem para Belém e a aeronave foi sentido Mato Grosso.

    Acho que foi isso. Parece que o co-piloto percebeu o erro e tentou avisar o comandante, que não teria lhe dado ouvidos.
    Ouvi comentários que a auto confiança do piloto e experiente não deixou ele ouvir o novato.

    Não me lembro direito.

    Bom domingo amigo.

  8. Bom dia grande Claudio!
    Agora lembrei-me do acidente no Para.
    Você esta se referindo ao acidente com o Boeing 737200 da VARIG voo 254 que literalmente se perdeu na selva amazônica por ter o comandante digitado equivocadamente a proa errada no sistema do avião, FMC e ao decolar de Marabá ao invés de curvar a direita para Belem na proa 0.27 curvou a esquerda para a proa 270 sem saber para onde estava indo.
    Realmente o “eximio e experiente comandante” foi avisado do erro cometido até por um passageiro, também experiente piloto nos garimpos do norte e nordeste, mas mesmo assim, insistiu no erro e preferiu ir pela sua cabeça até o combustivel o 737 se esgotar e ter que pousar nas copas das árvores bem longe do destino.
    Muita coisa aconteceu de errado na cabine do 737200.
    Veja a gravação da caixa preta do coo 254
    Para quem não está acostumado, este tipo de gravação é um tanto assustador.
    Ouça quantas desculpas o comandante alega via rádio a outras aeronaves
    de bússola, de sistema!!!

    Abração
    Armando Italo

  9. Ao delinear com objetividade uma breve história da aviação e ao introduzir o elemento de ficção que se torna realidade, Armando nos remete ao bom debate. Chegamos em um momento em que novos pilotos são chamados de gerenciadores de aviões e isto não deixa de ser verdade. Do osso lançado pelo homenídeo (na presença do monólito) à aparelhagem controlada por HAL (também sob vigilância do monólito), sobrou à humanidade apertar botões de máquinas cada vez mais sofisticadas. Mas no filme, HAL (indicado como acrônimo de IBM — composto pelas letras anteriores) é desligado manualmente por um humano com uma simples chave. Não que devamos esquecer o passado, porém só com o avanço tecnológico será possível colocar cada vez mais aeronaves nos céus do planeta. Penso que em futuro próximo somente os “gerenciadores de aviões” é que estarão no comando dessas máquinas cada vez mais sofisticadas.

  10. Me caro e respeitável amigo da Ilha da Magia.
    Luiz Faraco.
    É vero!
    Os americanos já tem a disposição e em vôo uma pequena aeronave chamada de “Predador”
    Somente para fins bélicos, vigilância, etc.
    Não utiliza tripulação para pilotá-la.
    Voa “por controle remoto”, tipo flght simulator com pequenas câmeras instaladas a bordo, onde “o piloto” a distância pode ver tudo o que acontece como se estivesse no cockpit.
    Pelo visto, “e pelo andar da carruagem” não estamos muito longe da possibilidade de aeronaves comerciais e cargueiras voando da mesma forma que o Predador
    Abração obrigado pelos seus nobres comentarios.
    Armando Italo

  11. Grande Cmte. e Amigo Armando,

    Como em quase tudo na vida temos um relativismo que para muitos é motivo de medo, pois, nem tudo é absoluto.
    E na aviação não poderia ser diferente. Creio que o desenfreado crescimento tecnológico que hoje enche de recursos as nossas aeronaves, são utilizados pelos nossos cada vez mais jovens pilotos, com uma confiança natural, mas, desmedida. Remeter a uma máquina informatizada e automatizada todo o processo de cálculo de peso, velocidades, performances, correção de deriva, etc, é algo extremamente perigoso (BUG’s acontecem). Claro, que é de encher os olhos, dispormos de tanta tecnologia, e vermos concretizado os mais aureos sonhos do idealismo de VERNE, DA VINCI, etc.
    Voar por VOR, NDB, executando procedimentos, como a nossa maravilhosa SID MARICA1 com suas diversas transições, enche-nos de satisfação pessoal, dizemos para nós mesmos: ‘sabemos voar isso !’, porem, quando imaginamos a quantidade cada vez mais crescente de aeronaves, quando imaginamos na magnitude de certas metropoles e seu crescente trafego aéreo, temos que acreditar em duas coisas para podermos dormir: que a tecnologia que nos cerca, é confiavél e de que nossos pilotos são capazes e proeficientes no que fazem.
    O filme ‘2001 uma odisséia no espaço’, é, foi e será para sempre uma obra digna de apreciação e estudo.
    Nós, pilotos ou não, temos nessa ficção cientifica a verdadeira expressão do que temos hoje voando pelos céus : Máquinas e Homens tecnologicamente avançados.

  12. Ola capt Assis do Longínquo e lindo Acre.
    “As coisas” acontecem com tamanha velocidade nos dias de hoje, que não podemos mais ficar sem a ajuda tecnologia atual.
    Seria por causa da Ressonância Shulmann?
    Os numeros, os resultados, a pressa, a voracidade não podem esperar.
    Abração
    Obrigado por comentar
    Armando Italo

  13. Meu carissimo Armando,

    Creio que faltou justamente o contraponto, no meu comentário anterior.
    Que sou a favor da tecnologia, que realmente necessitamos dela, e que pelo dinamismo da Aviação, sempre serão bem vindas as inovações tecnologicas.
    Voar por VOR e NDB como disse anteriormente, é prazeiroso, assim, como também programar todos os atuais recursos de navegação e vê-los corretamente funcionando.
    Abração.

  14. Meu caro Capt Assis
    A tecnologia veio para nos ajudar neste ritimo frenético que vivemos dos dias de hoje.
    Quem não acompanha ou não acompanhou a evolução tecnologica certamente será deixado para trás
    Vsja a informátic por exemplo.
    Sem computadores, sem internet, celular, ficamos desligado do mundo.
    Os sistemas de gerenciamento de vôo existentes nas moderníssimas aeronaves de hoje, o EFIS, FMC. FMC, GPS etc são extremamente importantes e úteis, principalmente em se tratando de países com dimensões semelhantes as do Brasil.
    Tudo é muito longe e os problemas, compromissos tem e devem ser solucionado na velocidade de um supersonico.
    Em quanto as aeronaves voam “sob os cuidados” dos computadopres de bordo ou gerenciadores de voo, os tripulantes podem realizar outras tarefas.
    Só nos resta saber nas mãos de quem estão e estarão os sistemas de voo, computadores em fim toda esta tecnologia presente nos dias de hoje.
    Todo cuidado é pouco
    Abração e boa semana
    Armando Italo

  15. Comandante pensei mais de 24 horas e só consigo digitar:

    Que tremenda ESTUPIDEZ desse comandante ou seria ignorante.

    Pior de tudo é não ser homem o suficiente. para assumir o erro. (pensei outra palavra, más.)

    Valeu pelos detalhes dessa história trágica, que só aconteceu, por causa desse imbecíl.

    Abraços.

  16. olá comandante: italo como todas as outras,essa matéria veio bem a calhar, com tudo o que está acontecendo na aviação, é bem verdade que a tecnologia chegou para ficar e não poderia ser diferente,com todo esse crescimento da demanda não da para voltar no que éra em tempos passado,porem o que pressisa e deve ser pensado ou parar para pensar,por parte tanto dos fabricantes, como pelas empresas que contrata um tecnico em aviação ou seja um piloto é investir não só na tcnologia embarcada,más em preparar melhores esses proficionais,de forma à acompanhar o que a maquina está fazendo,pronto para assumir e tomar dessisoes assertada caso nessessário,não penssar,não pressiso me preocupar com nada,pois a maquina faz tudo. vejá numa aproçimação de um aibus por exemplo,o piloto não tem que preocupar nem com a redução de veloçidade,quando ele entra na rampa de descida, na medida que ele vai perdendo altura o computador entende e vai reduzindo a velocidade até o limite para o toque,e tambem o piloto não pressisa aredondar a aeronave no pouso,se o piloto deixar no auto flair.más eu vejo a nessessidade de que o piloto acompanha a cada passo como se fosse ele que estivesse pilotando. um grande abraço
    cmt:cavalli.

  17. Meu caro amigo de fé Cmte Cavalli
    Deixar a cargo dos sistemas o controle “total” de uma aeronave nos dias de hoje necessário certamente, mas não podemos nos esquecer de pilotar as aeronaves na mão quando necessár4io for.
    Temos que acompanhar a evolução.
    Abração obrigado pela sua mensagem.
    Armando Italo

  18. Caro amigo e irmão A.Italo e amigos irmãos comentaristas,

    Creio que minhas palavras, somente virão somar-se aos comentários e pensamentos acima transcritos. Não é de hoje que a arte copia a história e a história copía a arte. Todos acredito eu, se recordam dos desejos da “Familia Jetsons” e obviamente, riamos da possibilidade de vermos como realidade, uma família morando em um arranha céu cercado de robôs e aparelhos supermodernos. Bom… que eu me lembre, um desses aparelhos éra o celular, provido de uma câmera onde os interlocutores mantinham contato visual. Outra, seria o automóvel movido a propulsão etc. e, pasmem, dia desses, recebi um e-mail com um tal de “Shark – o futuro do carro sem rodas”, que trata-se de um veículo que utiliza um sistema de movimentação sobre um bolsão de ar, de autoria de um turco, Kazim Doku. aparentemente, um projeto da AUDI (não posso atestar a veracidade da informação), mas imagens do bólido, já podem ser avaliadas nos blogs da vida. Quanto ao HAL 9000, o filme nos permite ao menos, ter um pouco de cuidado para não deixar que nossas vidas tornem-se escravas da automação. Não digo isso relacionando a atitude da “máquina” mas, digo, em relação a não deixarmos que tudo na vida, seja feito pelas máquinas e que deixemos de utilizar as técnicas adquiridas através de muito estudo e pesquisas. Talves, analogicamente, seja esta a figura da escravização pelas “máquinas” afinal, ao limitarmos os nossos raciocinios a simples inserção de dados, deixaremos de alimentar nosso cérebro com os choques e conflitos de idéias. Que venham novas quebras de paradigmas, mas que o homem, não se esqueça que ele foi feito por Deus e que as máquinas, são feitas por nós. .

  19. Caros amigos e irmãos Cmte Cavalli e Cmte Zero
    Lembro de um seriado que passava na TV por volta de 1958 o Comandante Jet Jacksom, que utilizava um comunicador semelhante aos que os tripulantes da Interprise utilizavam também e hoje temos o telefone celular.
    Recentemente, observando um aluno da minha mulher que está no terceiro ano do ensino medio, ao fazer um trabalho para escola, simplesmente utilizava o CtrL+C e o Ctrl+V no computador, copiava os textos e colava depois os imprimia.
    Pronto!
    O trabalho estava feito para a professora analisar e dar nota.
    Um amigo comandante de um B777 nos disse recentemente que “não se voa mais” não se pilota mais aeronaves
    Um A320 faz com ajuda do computador de bordo o Flair!
    Arredonda e pousa!
    Será que os nossos cerebros estão começando a atrofiar por falta de uso com tantas facilidades tecnologicas?
    Um grande abraço
    Armando Italo

  20. Meu carissimo amigo virtual claudio Vieira
    Dentro de um cockpit de uma aeronave não se admite erros.
    Os tripulantes tem e devem estar cem por cento atentos a tudo e a todos.
    Lá atraz podem estar mais de duzentas pessoas a bordo e cá embaixo mais alguns milhoes de pessoas.
    Mesmo assim, estatisticas comprovam que mais de 50% dos acidentes aéreos são causados por falha humana.
    O que o comandante do voo 254 cometeu foi simplesmente um ato totalmente infaltil e irresponsável.
    Tiveram outros casos semelhantes.
    Um grande abraço
    Armando Italo

  21. Excelente matéria para variar Italo. Realmente a modernidade e o excesso de eletronica a bordo em alguns momentos pode virar uma faca de dois gumes. Um lado seria até o excesso de precisão por exemplo numa aerovia. Elas tem limite lateral, porém as aeronaves hoje voam exatamente na radial X do VOR X… e todos voam sempre no centro das aerovias. Esse é um dos exemplos, temos também o “delay” de algumas aeronaves para o piloto “desativar” os computadores e ter as aeronaves na mão, assunto esse que não vem ao caso e não devemos aprofundar.

    Por outro lado, os pilotos de uma forma geral acabam gerenciando melhor o voo, claro sempre checando com as cartas e auxilios se tudo está evoluindo da forma correta sobrando mais tempo para por exemplo no caso de uma pane resolve-la da melhor forma. Devemos sim alias a tecnologia para uma pilotagem mais segura respeitando sempre os padrões que devem ser seguidos e o que aprendemos na instrução no aeroclube. Gosto sempre de frizar que a SEGURANÇA DE VOO e o PADRÃO deve estar sempre acima de qualquer coisa na aviação. É isso que faz o numero de pousos ser sempre igual ao numero de decolagens. Sem vida não existe emprego, não existe patrão. É hora de repensar e tentar tornar as operações no Brasil mais seguras, principalmente melhorando as condições de operação em aeroportos ao longo desse país. Os orgãos competentes devem fiscalizar mais as empresas cobrando a manutenção correta das aeronaves e por aí vai. Abraço, e manetes à frente sempre.

  22. Bom dia Cmte Sebe
    quem não acompanhar os avanços tecnologicos poderá ficar de fora.
    Porém, não podemos nos esquecer dos procedimentos utilizados no passado, por sinal muito bem exposto por você nos seus comentarios.
    Obrigado pela sua participação e comentarios
    Abração
    Armando Italo

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