Diesel mais limpo: Justiça protege lucro de fabricantes

A Justiça negou liminar que impediria a venda de veículos a diesel com níveis excessivos de emissão de enxofre alegando o prejuízo que as montadoras sofreriam prejuízos econômicos com a medida. O juiz Marcus Vinícius Kiyoshi Onodera, da 2ª Vara da Fazenda Pública, justificou que se atendesse o pedido do Ministério Público Estadual haveria uma onda de demissões e recessão no setor. A solicitação do promotor de justiça do Meio Ambiente José Eduardo Lutti tinha como objetivo evitar o prejuízo à saúde pública e ao meio ambiente provocada pela frota a diesel que circula na Grande São Paulo devido ao não cumprimento de resolução do Conama que obrigava a Petrobrás e as montadoras a se adaptarem para a produção e utilização do Diesel S-50, mais limpo ou menos poluente do que o queimado pelos carros, ônibus e caminhões na maior parte do Brasil.

Ouça a entrevista do promotor de justiça do Meio Ambiente José Eduardo Lutti, ao CBN SP

Importante salientar que está em vigor Termo de Ajustamento de Conduta promovido pelo Ministério Público Federal com a Petrobrás, os fabricantes de motores e entidades públicas que prevê uma espécie de parcelamento do cumprimento da resolução do Conama.

Leia parte da justificativa do juiz juiz Marcus Vinícius Kiyoshi Onodera, da 2ª Vara da Fazenda Pública:

“O deferimento da tutela implica em evidente risco inverso à ordem econômica no caso de deferimento da tutela. A História afasta a urgência da medida, pois, bem ou mal, a economia mundial foi e é intimamente lastreada na indústria automobilística. Aqui, milhões de pessoas dependem dos empregos daí gerados. Nesse contexto, a última e recente crise econômica afetou de forma profunda esse setor da economia. Não fosse o já vultoso e altamente criticado empréstimo feito pelo governo dos Estados Unidos da América à matriz da General Motors Company, recente declaração de seu porta-voz tangenciou a possibilidade de falência, conforme notícia disponibilizada ontem, 22.4.09, no site do New York Times1. No mesmo sentido, a Chrysler. Some-se a isso à redução da margem de lucro de quase 70% da matriz da Toyota, noticiada em novembro último nos principais jornais do Japão.

Consequência clara disso será a provável e infeliz onda de demissões e recessão. E, na exata medida em que as medidas drásticas pleiteadas pelo d. Ministério Público estadual irão comprometer a comercialização de considerável frota já produzida e ocasionarão, portanto, agravamento do já debilitado orçamento das montadoras, não há como se deferir, em cognição sumária, qualquer medida nesse sentido. Mais do que a economia das empresas, deve-se proteger, ao menos por ora, o emprego dos milhares de funcionários e de suas famílias. Ou seja, ao menos por ora, no cotejo entre a externalidade noticiada – na lição do Ministro Eros Grau – e do certo e imediato agravamento do risco ao emprego dos funcionários que ainda não foram demitidos das montadoras, tenho que o último prevalece sobre o primeiro. Não que um provimento jurisdicional dessa natureza não possa ser concedido. Mas para isso, em tese, haveria necessidade do contraditório pleno e análise exauriente de todas as questões postas.

O deferimento da tutela de urgência, implicaria, também, em necessidade de alocação imediata de recursos volumosos da Administração, limitada por rigorosas regras orçamentárias.

‘Cidadão é bem atendido’, diz diretor do Hospital Campo Limpo

A constatação de que pacientes que necessitavam ser transferidos para a UTI não encontravam vagas, crianças com problemas respiratórios estavam em observação em macas colocadas no corredor, um equipamento de tomografia está quebrado há mais de seis meses e há falta de médicos para atender a demanda de uma das regiões mais populosas de São Paulo não foram suficientes para o diretor do Hospital Campo Limpo admitir que o cidadão é mal atendido. Para o doutor Marcelo Gusmão, os cerca de 1 milhão de moradores da região, na zona sul de São Paulo, recebem um bom serviço na unidade de saúde do município.

O mesmo não pensa parte da Comissão de Saúde da Câmara Municipal que esteve na instituição, na manhã de quarta-feira, e encontrou problemas no atendimento aos pacientes. A presidente da Comissão, vereadora Juliana Cardoso (PT), disse que levará a situação deste e outros hospitais mantidos pelo município para discussão na Câmara Municipal, quarta-feira que vem, quando o grupo se reúne.

Ouça a entrevista da vereadora de São Paulo Juliana Cardoso (PT), presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, ao CBN SP

Ouça a entrevista do diretor técnico do Hospital Campo Limpo, dr. Marcelo Gusmão, ao CBN SP

O egoísmo do bem

Por Abigail Costa

Passamos boa parte da infância ouvindo frases do tipo:
– Não seja egoísta!  Deixe seu irmão pegar seu brinquedo!

Mais tarde,  outras frases com a mesma palavra soam mais duras:
– Que egoísta! só pensa nele.

E-GO-ÍS-MO = Apego excessivo a si mesmo(a).

E agora? Vai dizer que nunca ninguém  a aconselhou a pensar mais em você; a aprender a dizer não; a se cuidar primeiro,  depois os outros; e por aí vai.

A história é  que ouvimos de um jeito, mas a interpretação pode e deve ser outra. Se não fosse assim,  na escritura sagrada  não haveria entre outros mandamentos:
– Amarás o teu próximo, como a ti mesmo.

Essa é a minha parte preferida. Aquela que, sem remorso, levanto e volto pra cama com a sensação de dever cumprido. Cuidei de mim, antes de… Fiz isso por mim,  apesar de…. Me olhei primeiro.

Tem alguém no mundo que sabe mais de você, do que você mesma ?

Claro, estamos rodeados de gente adorável, mas falo de conhecimento íntimo, daquele de mim pra mim mesma.

Repare que quando nos tornamos egoísta, quando aprendemos a nos ver, o reflexo exterior é quase que imediato.

É como se uma luz, dessas de pisca-pisca, sinalizasse boas novas. As pessoas percebem que aconteceu algo.

A interpretação disso não é cada um por si e Deus pra todos. Não é dessa forma. É saber até onde se pode ir sem se machucar, e perceber até quando se pode ajudar sem faltar a si mesma.

Um egoísmo do bem. Sem prejuízos a terceiros.

No máximo, de vez em quando um estrago no cartão de crédito. No caso de querer  muito, mas muito,  agradar a si mesma !

Esta parte final  da conversa fica para uma outra quinta.

Até mais !

Abigail Costa é jornalista e, sem egoísmo, fala de si mesma para todos nós toda quinta-feira no Blog do Milton Jung

Avalanche Tricolor: Anarquistas, graças a Deus !

 

Festa dos Imortais (imagens reproduzidas da SporTV)

U.San Martín 1 x 3 Grêmio

Libertadores – Lima/Peru

 

Há quatro jogos sem treinador, o Grêmio alcança sua quarta vitória consecutiva e volta para Porto Alegre com a classificação às quartas-de-final praticamente garantida. Uma conquista que se iniciou na perna direita de Souza que com o lado de fora do pé driblou a violência e com o peito do pé esquerdo fechou a bela jogada.

 

A confirmação do bom resultado surgiu nas cabeçadas certeiras de Maxi Lopez, atacante que redescobriu o caminho do gol ao vestir a camisa do Imortal. Já está contaminado.

 

Com o jogo resolvido, a TV peruana decide fechar a imagem no banco do Grêmio e mira em Mauro Galvão, dos grandes zagueiros que o País teve, gesticulando para o time que tocava bola no gramado. Alguém deve pensar que errou o diretor de TV pois supostamente o técnico é Marcelo Rospide que já havia aparecido gritando alguma coisa qualquer, um pouco antes.

 

Verdade é que o Grêmio talvez esteja implantando um novo sistema de gestão esportiva, o Anarquismo. Ideia política que surge lá por meados do século 19 desvirtuada mais à frente. Hoje, há quem tenha no anarquismo sinônimo da falta de ordem. Ledo engano. Prega-se é a falta de coerção, a eliminação total de governos compulsórios. A união dos jogadores, o abraço na comemoração de cada gol, a vibração do grupo dá sinais de que não se deve descartar esta possibilidade.

 

Estarei delirando ? Bem provável, mas por que não acreditar.

 

Sem a mão pesada do técnico, o Imortal Tricolor supera seus adversários um atrás do outro, consagra-se com a melhor campanha da Libertadores, faz mais gols do que todos os demais, leva muito menos e se classifica com antecedência. Chega a enganar os críticos que até aqui subestimaram nossas vitórias.

 

Enquanto todos disputam jogos de Libertadores, “e sabemos que Libertadores é diferente” (dizem os fanáticos pelo lugar-comum), os adversários do Grêmio “não tem expressão, são fracos, de pouca qualidade”. É o que ouço. Pelo menos, é o que mais ouço.

 

Que continuem a olhar com desdém este time que me faz dormir esta noite um pouquinho mais próximo do seu terceiro título sul-americano.

Tucano critica “Adote um Vereador”, em São Paulo

Adote um VereadorIncomodado com o monitoramento feito pelo “padrinho” Angel Brizante que aderiu a campanha Adote um Vereador, o tucano Souza Santos usou seu tempo no plenário da Câmara para criticar a ação cidadã. Leia a bronca do vereador no texto transcrito do site do legislativo:

Souza Santos (PSDB) disse não concordar com a campanha “adote um vereador”, pois, em sua opinião, “se querem o ‘adotar’ que venham conhecer o seu trabalho”. E mais: “não adianta me criticar pela internet sem saber o que faço aqui dentro. Venha ao meu gabinete, conheça o meu trabalho antes.”

O que deve ter causado tal irritação no vereador foi a avaliação publicada no Blog Adotei Souza Santos na qual Angel Brizante informa que a partir de consulta no Diário  Oficial do Município e o site da Câmara “verifiquei que o vereador NÃO APRESENTOU NENHUM PROJETO de lei no mês de Abril…..Também nas atividades parlamentares: Nenhum pronunciamento, nenhum requerimento. Ou seja: Nenhuma Produção Legislativa … mas os gastos… devem ter acontecido… aguardo a publicação p/ comparar!”.

A prevalecer a ideia de Souza Santos na próxima eleição só votará nele o eleitor que comparecer na Câmara e visitar o gabinete dele. Os demais não terão capacidade para avaliar a produção legislativa.

Vai faltar voto, vereador.

Prefeito e 83% dos vereadores tem conta irregular

Adote um VereadorA varredura feita pelo Ministério Público Eleitoral nas contas dos candidatos eleitos na campanha municipal do ano passado constatou irregularidades nas prestações do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e de 46 dos 55 vereadores da Câmara de São Paulo. Todos correm o risco de se tornarem inelegíveis para as próximas eleições.

Notas frias, sequenciais, com informações incompletas ou emitidas por empresas que estavam impedidas de doar dinheiro para campanha fazem parte da lista de irregularidades constatadas pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1a. zona eleitoral da capital paulista.

Uma entidade que não teve seu nome revelado teria aceitado acordo com o Ministério Público no qual indicaria quanto transferiu de dinheiro para cada um dos partidos ou candidatos e assinaria termo de conduta se comprometendo a não repetir esta prática em troca de escapar de punição prevista em lei.

Recentemente, o jornal Folha de São Paulo denunciou que o Secovi de SP teria repassado verba às campanhas de boa parte dos vereadores paulistanos através da Associação Imobiliaria Brasileira. Não há porém confirmação de que a AIB seja a entidade em negociação com o MP.

Vereador da mansão será denunciado pelo MP

O vereador Kamia (DEM-SP) será denunciado por falsidade ideológica, na 2a feira, pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo. O valor de uma mansão construída na Serra da Cantareira, zona norte da capital, não seria compatível com a declaração de renda feita pelo parlamentar à Justiça eleitoral, onde registrou apenas R$ 198 mil de bens. Apesar de ter sido convidado pelo MP para justificar a diferença entre os gastos dele e a declaração oficial, Kamia não compareceu ao depoimento, segundo informou o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes.

Ouça a entrevista com o promotor Maurício Lopes, ao CBN SP

E o Senado não é mais aquele…

Por Carlos Magno Gibrail

Senado e Câmara na imagem de Rafael Lopes

Palmas para ele!

A cláusula que abordaria a questão do IPI para os exportadores, que os interessados não conseguiram incluir na votação na Câmara dos Deputados, também não teve acolhida no Senado.

É o que nos garantiu a assessoria do relator da Medida Provisória 449, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), na palavra atenciosa de Ana Paula Azevedo Carvalho.

Afinal de contas estariam envolvidas quantias de R$ 250 bilhões ou R$ 53 bilhões de reais, dependendo do lado, isto é, Governo ou FIESP.

Na Câmara, segundo notícias divulgadas, não houve acordo entre os lobbies e deputados, tal o valor exigido.

E a pretensão da FIESP e de grandes empresas interessadas na liberação dos 15% do IPI devido nas exportações, envolve  significativas empresas de Consultoria.

Como se costuma dizer no pugilismo competitivo, pesos pesados.

E influentes, Belluzzo e Associados e LCA Consultores. Nada menos que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, notável no meio econômico, além da proximidade com o Presidente Lula e recém agregada no currículo a presidência da Sociedade Esportiva Palmeiras. Outro notável é o economista Luciano Coutinho, ex-Unicamp, ex-LCA e atual presidente do BNDES.

O Diretor de Comércio Exterior da FIESP Roberto Gianetti, baseado nos estudos da Belluzzo Associados e LCA Consultores, contratadas pela entidade, argumenta que a decisão via STF causará grande prejuízo a União ou acarretará a inviabilização de boa parte do setor exportador. Daí a sugestão de acordo no Congresso utilizando o mecanismo da compensação de créditos-prêmios e outros.

O Senado momentaneamente sob a luz dos refletores refugou o assunto, que melhor será tratá-lo no Executivo, embora sua origem venha de 1983. A União corre o risco de assumir um enorme prejuízo se o Executivo não tomar a rédea da negociação, evitando levar ao Poder Judiciário a decisão, ou deixar para os lobistas atuantes na Câmara, que é para onde volta a MPV 449. Além da obrigação de precaver-se da interferência dos “de casa” principalmente os consultores aparentes e ocultos.

Deixar o tempo passar só irá piorar a situação. Rapidez e transparência são ingredientes fundamentais para uma solução justa, neste que é:

“O maior encontro de contas feito na história do país”, de acordo com o próprio Gianetti.

Curioso é que tal quantia em pauta não tivesse cobertura na mídia após a votação no Senado. Não encontrei nenhuma reportagem que trouxesse esta informação da não inclusão na  MPV 449 do caso dos R$ 250 bilhões ou R$ 53 bilhões. Banalizamos os bilhões?

Mas, se a imprensa não informou você pode contatar diretamente o Senado Federal e surpreender-se da facilidade de comunicação e atenção que irá receber. O Senado é 0800 612211; o gabinete do relator, Senador Francisco Dornelles é 61 33034229. Mais fácil que falar com qualquer empresa privada ou prestadora de serviço. E, não há maquinas, apenas pessoas.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e às quartas escreve no Blog do Milton Jung sem nunca perder a noção de quanto vale 1 bilhão

Conheça o trabalho fotográfico de Rafael Lopes

Dê o seu voto: Senado decide futuro de Ficha Suja

Oportunidade e tanto para você ligar para o seu senador, em Brasília. Hoje, a partir das 10 da manhã, eles se reúnem na Comissão de Constituição e Justiça para analisar o projeto de lei 84/2008 que proíbe o registro eleitoral de candidatos que respodem a processo na justiça, o Ficha Suja. A proposta é do senador Pedro Simon (PMDB-RS) e teve opinião favorável do relator Demóstenes Torres (DEM-GO).

O telefone do Senado é 0800-612211. Ligue agora ou mande um e-mail para o Senador Federal e dê a sua opinião.

Clique no link abaixo e conheça o texto do projeto e a justificativa do senador Simon para a proposta:
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Deficiente: emprego, sim; consciência, ainda não

A lei de cotas para deficientes existe há 18 anos, e apesar de o número de empresas que atendem a legislação ter aumentado consideravelmente, ainda falta consciência por parte dos empregadores e mesmo dos colegas de trabalho. A constatação é de João Ribas, cadeirante, coordenador do programa de empregabilidade com pessoas com deficiência da Serasa.

Passa de 87 mil o número de pessoas contratadas pela lei que criou cota para deficientes, no Estado de São Paulo. É cerca de 80% das vagas criadas a partir da lei 8213/91 no Brasil. Toda empresa com 100 ou mais empregados é obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com trabalhadores reabilitados ou com deficiência.

Ribas citou a experiência britânica que será apresentada nesta quarta-feira, em seminário promovido pela Serasa-SP, pela CEO do Employer’s Forum on Disability, Susan Scott-Parker, que cobra responsabilidade dos empresários com o tema. Para ele, no Brasil já necessidade de se construir um comprometimento dos empregadores para que os avanços não fiquem na dependência de ações pontuais da Delegacia Regional do Trabalho.

Na segunda-feira, Cid Torquato, comentarista do Cidade Inclusiva, lembrou que a baixa escolaridade dificulta a contratação de deficientes. No ensino superior encontramos apenas 0,1% das pessoas com deficiência. Para comparar: lá estão 23,7% das pessoas sem deficiência. As empresas tem substituído o Estado na capacitação desses profissionais. Ideia defendida por Ribas, como você pode constatar na entrevista a seguir:

Ouça a entrevista de João Ribas, da Serasa, ao CBN SP

O Cidade Inclusiva vai ao ar, segundas, às 11 da manhã, no CBN SP.