Velhos e elegantes

 

Por Dora Estevam

Homens velhos e com estilo

Homens velhos e com estilo

É tão bom quando você anda pelas ruas ou passeia pelos corredores dos shoppings e encontra homens maduros bem vestidos. Não é por que envelheceram que vão vestir roupas ultrapassadas, surradas, chinelos com meias esgarçadas e blusas cheias de manchas do tempo, que se confundem com as rugas da face.

A elegância do homem mais velho ao se vestir está acima do calor ou do frio. Ele tem obrigação em mostrar todo brilho da idade. Mesmo porque as senhoras mais velhas tendem a andar elegantes, bem vestidas e maquiadas. Não é tipo “mocinha” que me refeiro. É elegância, mesmo. Sobriedade.

Eu, particularmente, não gosto de ver mulheres mais velhas e fora do peso vestindo roupa de homem, ficam masculinizadas. Outro dia assisti à cena na qual a atriz Aracy Balabanian, na novela Passione, da TV Globo, vestia camisão, calça comprida e sapato sola grossa.

Gente! Ela já faz papel de dona nervosa, com aquele conjunto então… Corra!

Bem, voltando aos homens: ser um velho elegante é como aproveitar a vida sem cair em contradições. Conforto e simplicidade se bem aproveitados só levam alegria e divertimento para amigos e parentes.

Lyndall e Ginna, maturidade na elegância

Lyndall e Ginna, maturidade na elegância

Gitta Lee é uma senhora londrina que foi modelo há 50 anos e agora está voltando para a publicidade. Ela foi fotografada pela Time Out Magazine. No encontro entre Gitta e o repórter, a modelo se referiu à campanha como uma inspiração ao envelhecimento: ”Uma foto de uma senhora elegante e velha em uma campanha publicitária acrescenta qualidade e elementos atemporais na história”.

Outro destaque da moda avançada é Lyn Dell, proprietária de uma loja na Broadway. De acordo com o site Advanced Style, ela é uma fashionista tão querida e glamourosa que até a Vogue Itália fez editorial com a velhinha.

Realmente, não estamos acostumados a ver idosos em campanhas de publicidade de uma maneira mais elegante. É sempre aquela imagem de velhinho e tal.

Também por aqui são muito comuns homens mais velhos se vestirem como se fossem menininhos de 15 anos (ok, as mulheres também não fogem disso). É deselegante e desnecessária esta exposição. O mundo não precisa ver isso.

Basta ter estilo pessoal e roupas que se adaptem perfeitamente ao clima e ocasião. Não precisa sair gastando toda a aposentadoria nas marcas de cada estação, apenas que ter alguns modelos práticos. Os acessórios são complementos que podem ser trocados de acordo com a estação.

O retrato de um homem velho e elegante resulta da combinação de belos acessórios e cores, além da sutileza de saber envelhecer positivamente se adequando aos tempos.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung

10 comentários sobre “Velhos e elegantes

  1. Harmonia,coerência, pertinência. É isso aí, vale para todas as àreas.
    Pegando carona e focando as eleições, a Dilma precisa largar as calças compridas. É só dar uma volta ao mundo e verificar se alguma mulher em cargos elevados, a começar pela familia real britânica, usa calça comprida.
    O exemplo da PASSIONE é bom, a Aracy parece um estivador. Só que no papel que representa é coerente, mas no caso de postulante a presidenta do Brasil…

  2. Meu avô era velho aos 50 anos, quando já passeava dentro de casa de pijama; meu pai ficou velho aos 60, com aquelas calças de elástico na cintura. Não foi, porém, a roupa que os envelheceu, mas a ideia de que a vida útil deles havia se encerrado.

  3. Ai os “coroas da hora” Dora!

    Discrição, simplicidade, bom gosto no vestir.
    O homem de calça jeans, uma camisa social, um blazer e pronto!
    As mulheres idem, chics, belas, charmosas.

    Por outro lado o que vemos de “emergentes” ou os new richs, andando pelos corredores de shoppings da moda, vestidos como palhaços não é brincadeira.

    Nada combina com nada, parecem carros alegóricos prontos para sairem no sambódromo.
    E olha que as vestimentas na maioria dos casos são grifes, das mais famosas, mais caras.

    tem também “uns corôas” ridículos, que adooooooooooooram dar uma de gatinhos, super gel no que restou de cabelos, com uma baita de uma barriga que mais parece um tonel e mesmo assim usam camisa social que vai até os joelhohos, bufantes, por fora das calças jeans, super apertadas

    Quanto aos jovens, êles criam os seus estilos.

    Bom findi

  4. Particularmente gostaria de ver idosos vistosos e elegantes em educação, visto que encontramos na sociedade alguma elegância, mas muita falta de educação e rabugentisse.

    Procuro envelhecer primando com o sorriso e a afabilidade

    • E por falar em idosos, dia 17 de agosto, estarei na Bienal mediando debate com dois autores de livros que tratam da relação entre jovens e idosos na sociedade brasileira. Um debate com muita elegância, lógico.

  5. Aí Milton

    “Tô nessa”

    Abçs
    Armando Italo

    Oi Ezequiel.

    Você tocou num ponto sobre certos idosos, deveras importante, interessante que nos leva a analisar certos aspectos.

    Se me permite cara Dora fugir um pouquinho só do seu magnífico tema de hoje por favor.

    Em todos os lugares sempre encontraremos “idosos” educados, mal educados, elegantes, deselegantes, rabugentos. os dispostos, alegres, tristes, os menos dispostos por razões óbvias, os saudáveis, os menos saudáveis, os que já estão entando na faze de demência típica que acomete muitos idosos infelizmente, e por ai por diante.
    Que tristeza o mal de Alzheimer e as suas consequencias sobre vários aspectos.
    Vemos também muitos jovens agindo da mesma forma dos idosos acima descritos.
    Ricos e pobres.
    Porquê será que alguns idosos tornam-se rabugentos?
    Para muitos jovens, são até são chatos e as pessoas querem mais e distância dos idosos?
    Seria talves, porquê a vida de alguns idosos chatos, rabugentos foi dura demais, cobrou demais, os seus filhos lhes deram muito trabalho quando crianças, adloscentes, jovens, e quando “chegam na velhice” os s pais agora idosos não estão lhes dando a devida atenção, carinho, respeito a os seus cabelos brancos, onde cada fio de cabelo embranquecido pelo tempo representa uma experiência de vivida, porquê a sociedade os discriminam por terem cometido “o crime de chegarem e passarem dos sessenta anos”, e todas as portas parecem que estão sendo fechada a medida que caminham para um futuro sabe-se lá qual?
    E para completar os nossos governantes ao meu ver querem também distância dos idosos.
    Basta ver as filas de idosos, a maioria carentes, aguardando desde as três, quatro, cinco, seis horas da madrugada, pare tentarem serem atendidos pelo menos com um minimo de dignidade e respeito nos Hospitais publicos.
    O INSS, que paga uma verdadeira miséria de aposentadoria depois que se aposentam e assim não tem o direito de serem um pouco mais elegantes ao se vestirem.
    A velhice as atitudes, no decorrer da vida não está na idade cronológica e sim na mente na cabeça de cada um.
    Idosos e jovens também!
    Envelhecer é realmente uma arte!
    E não é para qualquer um não!

    Abraços
    Armando Italo

  6. Milton, com certeza os livros vêm na hora certa, pois como sabemos a relação de jovens e idosos em nosso país não é nem de longe da qualidade da japonesa, por exemplo.
    Haja vista o preconceito com a idade que grande parte dos brasileiros demonstram.
    Esconder a idade é quase universal em nossa terra.
    Qualquer melhora nesta relação será contribuição para a elegância nas relações, que certamente terá um debate elegante na forma e no conteúdo.

  7. Armando, concordo. É de lastimar os serviços prestados a quem tanto trabalhou por nós num determinado período de vida. Saber envelhcer é uma dádiva, mas o mais importante é saber qual é o sentido da vida. Estamos ficando maduros para saber qual é esse sentido ?

    Não gosto de falar da vida alheia, mas só prá sacanear:

    Imagina o Milton Jung daqui a algum tempo com o seu Grêmio dando tantas alegrias a ele do jeito que esta dando. Coitado.

  8. Ola Ezequiel
    Desculpe-me por favor responder somente agora.
    Creio que num ditado popular que diz:

    “Cada cabeça é uma sentença”

    Ai entra o fator “amadurecimento de cada um” sobre vários aspectos.
    Morais, materiais, filosóficos, na saúde fisica e mental, profissional” etc.

    Então podemos concluir que, a idade cronológica, obviamente dentro de parâmetros e limites, não importa.

    Temos “velhos de idade, porém dotados de mentes e corpos jovens.
    E vice versa!

    Não basta somente querer entender, mas o compreender é mais importante.

    Tudo no universo está em constante movimento e aquele que não acompanha o movimento universaL, jovem e velho, não quer acompanhar porque esta acomodado, se achando velho para a realização de certas deliberações, proposições decisões e ações, este fatalmente estará “fora da realidade”, da vida.

    Parece “meio complicado” o que estou escrevendo aqui.
    Parece coisa sem pé nem cabeça.
    Coisa de maluco de pedra mesmo.

    Mas uma coisa tenho certeza:

    Que o espirito se alimenta de filosofia e a ciência caminha junto aos dois.

    Abraços
    Armando Italo

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