Paulo Bufalo, PSOL, na entrevista com Governadores

 

CBN SP painelUm beijo gay e uma ficha suja deram destaque inesperado ao nome do candidato do PSOL ao Governo de São Paulo, Paulo Bufalo. O caso do beijo, que apareceu na propaganda eleitoral para mostrar que as pessoas tem opção, incomodou reacionários; o da Ficha, ainda incomoda o próprio partido que corre o risco de ficar fora da disputa antes mesmo da eleição.

Bufalo é o entrevistado desta sexta-feira, na série promovida pela rádio CBN. Ele ainda concorre ao cargo de Governador porque o PSOL recorreu da decisão do TRE que indeferiu o nome do candidato a vice Aldo Santos, condenado por ter usado carro oficial indevidamente quando era vereador em São Bernardo. Como aos olhos da justiça eleitoral a candidatura é indivisível, se a decisão for confirmada Bufalo também perde o direito de disputar o cargo.

A entrevista terá transmissão simultânea no rádio e na internet (com imagens), das 10 e meia às 11 horas da manhã. Ouvintes-internautas participam com perguntas que podem ser enviadas para milton@cbn.com.br, as quais serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que ele possa respondê-las diretamente

Os temas discutidos na entrevista com os candidatos foram sugeridos pelo público, nas duas últimas semanas. O CBN São Paulo conversou também com especialistas nas áreas de transporte, educação, saúde, segurança, meio-ambiente e gestão pública.

A ordem dos entrevistados foi decidida em sorteio com a presença dos representantes das nove coligações que disputam o cargo ao Governo de São Paulo:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)

Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)

Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)

Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni Pinto (PCO)

Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

2 comentários sobre “Paulo Bufalo, PSOL, na entrevista com Governadores

  1. Prezado Milton Yung,

    os candidatos esquecem da educadora paulista, Branca Alves de Lima, autora da cartilha Caminho Suave, que alfabetizou 48 milhões de brasileiros. No ensino primário ( quatro anos), os alunos sabiam: ler, escrever e contar. Alguns se tornavam professores ( os leigos) no interior de São Paulo, somente com o curso primário. Após o primário, havia o curso de admissão, aprovado, ingressava no ginásio, em seguida, clássico ou científico. Os cursos na formação de professores: Curso Normal ( as normalistas, que sabiam alfabetizar, MESMO!). Tudo isso, Milton, de acordo com a LDB nº 4024/61…aí veio a Lei de Atualização e Expansão do Ensino de Primeiro e Segundo Graus, a famigerada Lei 5692/71, com o magistério ( formação de professores): um caos. Com LDBEN nº 9394/96, uma colcha de retalhos. Uma lástima !

    Milton,

    O Brasil não tem uma Pedagogia

    O Brasil não tem uma Pedagogia. Tem várias, sobrepostas, muitas vezes sem conexão umas com as outras. A história da Pedagogia brasileira é uma espécie de colagem de modelos importados, que resulta em um quadro sem seqüência bem definida.
    Não existe uma pedagogia “pura”, ou seja” sem influência de outras pedagogias ou do contexto social em que se desenvolve.
    Última moda é o Construtivismo, que nem é método pedagógico, mas sim um conjunto de teorias psicológicas sobre as estratégias utilizadas pelo ser humano para construir o seu conhecimento.

    O QUE É CONSTRUTIVISMO?

    Mais do que uma Pedagogia, é uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do indivíduo no decorrer de sua vida.
    Surgiu a partir do trabalho do pesquisador suíço JEAN PIAGET (1896-1980), que mostrou que o ser humano é ativo na construção de seu conhecimento (daí o termo construtivismo) e não uma “massa disforme”, que é moldada pelo professor.
    No Brasil essa teoria é também muito influenciada pela argentina EMÍLIA FERREIRO (que estudou como as crianças constróem o conhecimento da leitura e escrita) e do russo L.S.VYGOTSKY (que ressalta a influência dos outros e da cultura no processo de construção do conhecimento). Essas teorias mais recentes costumam ser agrupadas sob a denominação Construtivismo pós-piagetiano.
    Derruba a noção clássica do erro, pois demonstra que a criança formula hipóteses sobre o objeto de conhecimento e vai “ajustando” essas hipóteses durante a aprendizagem – e portanto, o erro é inerente a esse processo. No Brasil, o termo é muitas vezes usado de forma incorreta.

    Abraços,

    Nelson Valente

  2. Caro Milton Jung.
    Fiquei agradecida por poder participar destes debates para governador do Estado. Gostaria de perguntar aos candidatos principalmente para Geraldo Alckmim, oque ele pretende fazer em relação a CPTM. Esta empresa estadual que possue funcionários comprometidos em transportar os cidadãos paulistas com o melhor atendimento possível, apesar de possuirmos uma fraca infra estrutura, nos redobramos para oferecer o melhor de cada um em pró deste Estado.
    A CPTM possue salários super defasados em relação ao Metrô que é da mesma secretaria e prestamos o mesmo serviço dentro das possibilidades que o Estado nos fornece.
    Precisamos ter de volta o orgulho de ser ferroviário, uma profissão que já foi valorizada pelo governo e sociedade. Agora a promessa é a de qualidade de metrô, mas e os salários e benefícios? Também são de qualidade de metrô?
    Obrigado e parabens pelo otimo programa.

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