Por Carlos Magno Gibrail
À guerra desencadeada pelos bandidos na área do Morumbi e demais localidades limítrofes, os moradores resolveram responder com a paz que dificilmente se vê nestes momentos.
A manifestação que acompanhei foi dentro de um tom que jamais tinha presenciado em protestos de mais de 3000 pessoas. Do som, das palavras, das atitudes, era civilidade total. Nem a tentadora passada na frente do Palácio dos Bandeirantes, que poderia atingir o duplo objetivo de acordar o governador, foi realizada. Para evitar exatamente problemas de segurança.
Aqueles 90 minutos pareceram virtuais ao ver jovens, adultos, velhos, crianças numa interação de cordialidade extrema, inclusive com policiais, funcionários da prefeitura e corpo médico. Até os pequenos apitos não geraram um apitaço, e o som mais alto foram de aplausos à causa defendida.
Ter ido valeu principalmente porque a mídia não deu a perspectiva que constatei, pois ao lado de reportagens superficialmente descritivas vimos alguns preconceitos.
Helena Sthephanowitz na Rede Brasil Atual intitula a sua matéria como o “Protesto de ricos contra gente diferenciada”. Gente diferenciada segundo ótica própria da autora são os moradores de Paraisópolis.
O jornalista Paulo Sampaio, do Estadão, dentre tantas unanimidades encerra sua reportagem com uma desnecessária opinião de alguém de passagem: “Era para ser um panelaço, mas a patroa não sabe onde estão as panelas, e a empregada está de folga”.
O movimento era contra a violência, e preconceito também o é, de forma que parece que a carapuça serviu mais além.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

Caro Carlos, parabéns pela excelente matéria, estive lá presenciando e sentindo o mesmo que você. Infelizmente existem pessoas que são inescrupulosas e que fazem de tudo para se promover. Vamos em frente que a Luta pela PAZ continua.
CArlos
Certamente morar no Morumbi nos dias de hoje não é fácil diante da avassaladora criminalidade as soltas
O pais inteiro esta nas mesmas situações, parece que estamos vivendo em uma guerra civil.
a criminaliodade mata mais no Brasil do que a guerra do Iraque!
Mesmo assim nossos politicos “suavisaram o codigo penal”
E este são os resultados.
Acabamos sendo nós presidiarios em nossas prioprias casas.
população que trabalha, paga impostos escorchantes
Se a uma Deputada foi absolvida ontrem da cassasção, juizes, autoridades, contra o crime sendo cassados pela bandidagem mesmo com provas cabais metendo a mmão na grana, quem dira o resto a quantas andam.
Muito bacana a materia que retrata na integra o que foi a passeata.
É uma pena que gestos pacíficos ainda não sejam valorizados e respeitados ; A nossa cidade está inundada de violência e ruído e ainda está difícil para grande parte das pessoas ouvir gritos no silêncio . O comentário deste jornalista além de desnecessário foi grosseiro em oposição com a gentileza e profundidade da manifestação. Tenho esperança que pessoas assim evoluam e passem a respeitar a não-violência.
Estão de parabéns os organizadores do evento. Mostraram que para reinvidicar algo não precisam atrapalhar o próximo, como obstruindo ruas, etc. e parabéns pelo comentário.
Acredito realmente que foi tão pacífico o protesto porque essas pessoas que agora se veem importunadas com a violência, jamais pensaram em mover suas nádegas em prol de um BEM COMUM, como a Segurança Pública, já que também, não o fizeram, desta RARA vez, porque saíram de suas casas reivindicando segurança somente para sí. Não vi, em cobertura jornalística alguma, nenhuma menção a extensão do “convite” para a participação, nessa “passeata”, dos moradores de Paraisópolis, que, de modo geral, se tornaram tão vítimas quanto eles, – do preconceito. Quem sabe a solução não esteja, pelo menos, na busca da convivência norteada pelo respeito e visualização de todos como iguais.
Mas, como os moradores do Morumbi se acham MAIS humanos e MAIS necessitados de Segurança Pública que o resto da cidade: REFORÇO que foi passeata de RICO sim e que não foi um “panelaço” porque realmente não encontraram as panelas…!!! (LAMENTÁVEL).
Brilhante e fiel ‘a essencia do movimento pela paz e seguranca publica do Grupo Moradores do Morumbi e’ o retrato que pinta Carlos Magno Gibrail em seu post “Guerra e Paz no Morumbi”.
O protesto SOS Morumbi, organizado pelo Grupo, foi de fato um exemplo de cidadania, e deu exemplo ‘a cidade.
Justo e direto, Gibrail tambem apontou de forma correta e digna a injustica de duas coberturas (unicas excecoes preconceituosas e desinformadas entre dezenas de materias mais profissionais na midia), a mais assustadora sendo de Paulo Sampaio do Estadao. em uma demonstracao de mais puro preconceito.
Parabens, Gibrail e Jung: voces nos mostram e nos inspiram para a ideia de que ativismo comunitario, civismo e civilidade nao sao mutuamente excludentes!
JÁ NÃO PODEMOS MAIS FICAR EM CASA DE BRAÇOS CRUZADOS ASSISTINDO A BANDA PASSAR. DEVEMOS SIM REINVINDICAR MELHORIAS PARA TODA A SOCIEDADE. DO JEITO QUE AS COISAS ESTÃO NÃO DÁ PARA FICAR. ACREDITO QUE EM SP TEM MUITO MAIS GENTE DO BEM DO QUE DO MAL. DEVEMOS SIM COBRAR DOS POLITICOS SOLUÇÕES SÉRIAS E CONCRETAS. NÃO DÁ MAIS PARA OS POLITICOS BRINCAREM DE GOVERNAR ENQUANTO PESSOAS DO BEM MORREM A TODO DIA.
Depois que uma Deputada que foi pega recebendo dinheiro, filmada, etc e mesmo assim seu pedido de cassação foi negado esta comprovado que “o crime no Brasil compensa”
Por isso estamos nas mãos da sorte somente
Carlos, que confortante e maravilhosas suas palavras pois voce conseguiu entender o real objetivo do nosso movimento e o descreveu de forma simples, você esteve lá, e percebeu o sentimento de todos.Muito obrigada!
Fabio, comentário 1
Ao sair pensei se estava na Suíça ou Suécia, mas era apenas uma classe que finalmente resolveu tomar posição.
Armando Italo, comentário 2
É o mesmo tipo de político que deixa ocupar terras e expandir moradias ilegais para ganhar votos. E depois de formada a favela continua a não tomar providências para organizá-la, deixando toda uma comunidade à mercê de bandidos.Área ideal para refúgio e venda de drogas.
Roberta Menezes Caldas, comentário 3
Quando o espetáculo é bom facilita a descrição.
Rosangela Mascarenhas de Mendonça, comentário 4
É o mesmo que ir cobrir um Congresso e entrevistar alguém que não está no contexto do assunto e pedir opinião.
Melhor que tivesse entrevistado algum dos bandidos, pelo menos restaria o espírito jornalistico e não o preconceituoso. O curioso é que esta não é a linha editorial do Estadão.
Vera Lucia, comentário 5
Só incomodou quem deveria incomodar. Os preconceituosos.
Fernanda comentário 6
Concordo quando diz que foi passeata de rico, mesmo porque seria preciso muita miopia para não identificar a elegância “CASUAL” de todos. Na postura, na vestimenta, na fala, etc.
Qual o problema ?
A participação e a preocupação com a segurança é ruim se for dos ricos?
Miguel Caldas, comentário 7
Pelo visto o espetáculo de domingo escancarou um sub-produto excelente sobre o aspecto comportamental. Ficou claro que há uma enorme discriminação por parte de pessoas que segmentam as atitudes pela aparência.
Daniel Lescano, comentário 8
Você tem razão. Veja que a classe média e a classe média alta sempre foram renitentes quanto à participação em movimentos coletivos.
É efetivamente tempo de todos participarem, mesmo defendendo interesses de classe. É ou não é democrático?
Armando Italo,comentário 9
É revoltante este procedimento.
Já não bastasse as estrepolias sobre a COPA 14 , temos neste episódio uma imagem da Roriz recebendo propina e seus pares a absolvem.
Quando vi que em São Paulo o Tripoli do PV votou a favor do Itaquerão, tive um choque.
Agora, é repugnante.
Silvia Telles, comentário10
Aproveito a oportunidade para cumprimentá-la e seu grupo pela ideia e execução do movimento.