Brasil: primeiro e terceiro mundo?

 

Por Carlos Magno Gibrail

Fenômenos naturais e sociais desagradáveis, antes, distantes de nossa terra, mas comuns em países centrais, começaram a surgir sem maiores explicações em território brasileiro.

Tornados, abalos sísmicos, assassinatos em escolas. Fatos indesejáveis de primeiro mundo que se misturam a outros típicos de terceiro mundo, como a censura à imprensa, a tentativa de proibir comerciais, as corrupções em ministérios, as propinas pagas a políticos em frente a câmeras, e as mortes no trânsito, numa escalada jamais vista até então.

Até mesmo o surgimento de uma imprensa que não deve nada aos escandalosos e arbitrários tablóides ingleses. Rafinha Bastos foi além dos britânicos e das grosserias do Pânico na TV. Não satisfeito em protagonizar a insolência e o desrespeito a uma mãe e seu bebê por nascer, manda a Folha de São Paulo, que o criticou, para aquele lugar. Do qual, aliás, a maioria acha que ele deveria ficar para sempre.
Nesta semana tudo indica que teremos a recompostura. Ronaldo Fenômeno, que vinha mantendo uma relação participativa com o programa, já rompeu com o CQC, enquanto a direção da TV Bandeirantes estará afastando Bastos.

No aspecto corrupção, a Presidenta Dilma, levou a faxina até Bruxelas. O alvo desta vez não é nenhum ministro, embora possa até sobrar para alguém do andar de cima, como diria Élio Gaspari. A FIFA quer que o Brasil suspenda o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso e o Estatuto do Torcedor. Dilma na segunda feira respondendo à jornalista Mônica Bergamo já tinha antecipado a sua posição perante a Joseph Blatter e a Jerôme Valcke: “Minha querida, isso é uma lei brasileira”. “E não pode mudar. Não é uma questão de querer ou não querer.”

Clovis Rossi confirmou ontem na Folha, em seu artigo Bombeiros, que Dilma não abrirá mão da soberania da lei brasileira. Muito melhor do que andaram fazendo governo e município de muitos estados e cidades, como São Paulo, que se curvaram a gana investidora de Valcke, Teixeira e Cia.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

10 comentários sobre “Brasil: primeiro e terceiro mundo?

  1. Rafinha Bastos, ficou bobinho. Se “achão”. O tal. Não soube impor limites ao trabalho que precisamos numa democracia. Pena. É talentoso. Talvez um “gelo” a ele seja necessário.
    Não entendo essa defesa da “postura ética” de Dilma. Nada mais que a obrigação. Mas me respondam: se houve corrupção, caso das demissões, cadê o dinheiro?Porque ela não cobra essa devolução. Jogo de cena, apenas. Dilma é tão incompetente como seu partido e essa oposição horrorosa que hoje temos, ou alguém sabe dizer do paradeiro do Serra?

  2. Politicos, CBF, FIFA & Cia Ltda.
    Gananciosos
    Egoístas
    Venais!
    Por isso tudo é que o Brasil se encontra nesta calamitosa e triste situação.
    Terra sem lei, sem ordem, sem progresso(para o povo)
    Tudo pela copa de 2014, nem que tenha que fazer o povo passar fome, ficar doente, etc.

  3. João Andrade, comentário 1
    No momento em que vemos ato criminoso gravado e absolvido, ou por motivo de anterioridade ou por motivo de gravação ilegal, uma presidenta confrontando uma das entidades mais poderosas do mundo para cumprir a lei, é atitude diferenciada.
    Por isso o apupo e o aplauso.

  4. Armando Italo, comentário 3
    Nesta hora vem a lembrança de Rui Barbosa :
    “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.
    Mas, ao mesmo tempo a morte de JOBS traz a lembrança da força do lado bom dos homens. Genialidade, criatividade, perseverança, etc

  5. Carlos

    Todos nós possuimos virtudes.
    As boas e as más.
    Assim é a dualidade das coisas, na vida.
    Infelizmente as virtudes dos nossos politicos são as piores.
    Como disse um dia, só um bom psiquiatra pode explicar as atitudes, conduta dos nossos politicos.
    A cada dia que passa, fico mais convencido que são doentes mentais.
    Tapam o sol com a peneira, se acham que estão nos mais altos patamares.
    Quanta ilusão!
    Steev Jobs?
    Bill GAtes?
    Será que nossos politicos teriam coragem de espelharem-se nestes genius que só fizerram bem para a humanidade, com suas inteligências facilitaram a vida de todos?
    Ao contrario dos politicos que são eleitos somente para dificultar e tornar a vida de todos sofrimentos, desapontamentos.

  6. Boa tarde Carlos,

    Uma palavrinha sobre o primeiro comentário. Muito me incomoda que para tudo no Brasil exista apenas uma palavra, uma interpretação, uma verdade absoluta.
    Maniqueísta demais, resumido demais.
    Não dá margem a que ninguém participe de uma discussão qualquer sem que os ânimos sejam exaltados e as ofensas tomem o lugar do argumento saudável. O pior é que isso fere e provoca reação desmedida. Mea culpa, já cai nesta armadilha.
    Concordo contigo e puxo o o traço por minha conta:
    Os ditos bons por vezes passam dos limites e os maus, bem estes, alguma vez também podem acertar e tentar colocar ordem na bagunça que é tão democrática por estes lados do Equador.
    Abraço

  7. Armando Italo, comentário 7
    Eles sabem nadar.Mas, sabem mentir profissionalmente, a ponto de chegarem ao ridículo de negarem a verdade acreditando na própria negação.
    Você vê a propina sendo recebida mas eles desmentem a própria imagem.
    A novidade mais recente é o calendário do roubo. Se for corrupto antes da eleição passa a não ser corrupto.

  8. Sérgio, comentário 8
    Os limites sempre começam a preocupar quando há exageros. Concordo com as suas considerações.
    No caso da propaganda é curioso que a Gisele é que manipula , o poder é dela no filme e na vida real. A Dilma usa o poder que outros não usaram, portanto é obrigação que a maioria não cumpriu. A censura ao Estadão é uma aberração do poder judiciário. A corrupção que rouba e denigre o Estado, deveria ser punida com o sequestro do valor roubado. As ofensas morais se complicam quando após o fato ao invés de desculpas há mais ataques e menos pudor.
    Veja que são extrapolações do aceitável.

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