Vamos discutir a cidade de São Paulo

Post publicado no Blog Adote São Paulo da revista Época São Paulo

 

Nesta semana, a revista Época São Paulo que “abriga” este meu blog e a coluna Adote São Paulo me ofereceu excelente oportunidade para falar da nossa cidade ao participar do Hangout 100, promovido pelo Google +. Pela página da revista na rede social do Google, conversei por vídeo com leitores e os colegas jornalistas, Camilo Vanucchi e Daniel Salles e respondi a perguntas sobre propostas para termos uma cidade melhor e expectativas em relação a campanha eleitoral que se aproxima.

 

A coordenadora da entrevista, Soraia Yoshida, que cuida do site da Época São Paulo, de cara pediu para que eu apontasse pontos positivos e negativos da cidade. Para mim, o gigantismo de São Paulo é sua maior fragilidade, pois torna difícil a implantação de soluções que beneficiem todos seus moradores. Ao mesmo tempo é a partir deste caos provocado por suas dimensões que encontramos saídas criativas e possibilitamos melhorias em alguns setores. Por exemplo, se a prefeitura não é capaz de estender a coleta seletiva para toda a cidade, os moradores de uma rua ou condomínio se organizam e buscam pontos para entrega do material reciclável. Ou se caminhões tem circulação restrita nas vias da cidade, as empresas e os caminhoneiros desenvolvem estratégias alternativas para atender seus clientes, mesmo que isto torne o processo mais caro.

 

Apontei a área de saúde como o tema que poderá centrar o debate eleitoral, pois este é o setor que tem aparecido com mais frequência entre as preocupações dos paulistanos nas pesquisas desenvolvidas pelos principais partidos, apesar de acreditar que, mais uma vez, se tentará nacionalizar a discussão na capital. O esforço para tornar a eleição municipal em trampolim para a disputa nacional dois anos depois não me parece que terá sucesso. Vitória na capital paulista não significa vitória nacional, como ficou claro na última eleição à presidência quando o ex-prefeito José Serra não teve sucesso, apesar de ter vencido as duas eleições anteriores (para a prefeitura e para o Governo do Estado).

 

A segurança pública também foi destaque na conversa, a medida que recentemente minha casa foi alvo de assaltantes. Não estou entre os que entendem que o bairro do Morumbi se tornou mais perigoso do que outros que temos na capital. Os assaltos à residência tem ocorrido com preocupante frequência em vários distritos da cidade e as soluções não podem focar apenas um bairro. Migrar tropas para o Morumbi e esvaziar outras regiões pode ser tarefa arriscada e midiática. É preciso aumentar o serviço de inteligência e ampliar o número de homens na polícia preventiva.

 

Outros assuntos foram tratados, mas deixo o vídeo à sua disposição para continuarmos debatendo a cidade de São Paulo:

 

3 comentários sobre “Vamos discutir a cidade de São Paulo

  1. Milton Jung, se o próximo prefeito eleito tiver a mesma análise de São Paulo que você, a cidade pode dormir tranquila.
    Parece que o ponto problemático é que a política é o entrave.
    De qualquer forma, acredito que o trânsito hoje é crucial para que os moradores vivam melhor.
    Esperamos que os jornalistas possam focar melhor nos problemas e solução da cidade , evitando temas privados em detrimento dos públicos.

  2. Uma cidade como SP tem tamanhos, numeros e proporções maiores que muitos países… pensar SP e o seu futuro requer muito tato e visão de futuro.
    A cidade sofre muito com a falta de planejamento (e o descumprimento do que foi planejado), além do sucateamento da estrutura administrativa – servidores recebendo reajustes de 0,01% (há 8 anos), terceirizações de serviços e falta de manutenção de equipamentos básicos – e da defesa de interesses particulares ao invés de pensar na população. Reconheço que algumas coisas melhoraram, mas, em se tratando de SP, muito mais e muito melhor tem para ser feito. (0,01% de reajuste de novo? é brincadeira!)

  3. A cidade sofre sobretudo com a falta de identidade que seus moradores tem em relação a ela. E não estou falando da São Paulo romântica nos dias de grandes eventos de rua. Me refiro aos demais dias do ano em que a população majoritariamente busca proteção trancando-se cada um nas suas individualidades.
    Acredito que a solução, se é que existe alguma isolada, passa invariavelmente por entendermos que toda ela é de propriedade da coletividade e que as áreas comuns em quaisquer condomínios tem que ser do lado de fora, nunca em pequenos espaços dentro deles. Ainda que em escala, o espaço pequeno e privado, não seja tão pequeno assim.

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