Franquias, aprovação nacional

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

O Brasil é o quarto país do mundo em rede de franquias e possui a maior feira de franquias do planeta, que se inicia hoje em São Paulo. Na Expo Center Norte, onde funcionará até sábado. É a ABF Franchising Expo 2012.

 

A feira de Paris, até então a maior, recebeu em março 30 mil visitantes e exibiu 450 marcas, enquanto a paulistana terá 460 expositores e deverá receber um público acima de 50 mil pessoas. Estimativa modesta, pois em 2011 foram 46,5 mil visitantes. Uma das diferenças entre a francesa e a brasileira, além da idade, pois a parisiense tem 31 anos e a nossa 20, é que 17% dos expositores de Paris foram estrangeiros, enquanto em São Paulo a Feira será basicamente nacional . Refletindo nitidamente a configuração do setor, pois apenas 5% das unidades franqueadas no Brasil são estrangeiras, além de apontar uma nova e bem vinda vocação nacional em um mercado forte pelo já expressivo faturamento e pelo potencial de crescimento. Em 2011 dando continuidade a taxa de aumento na ordem de 15 a 20% ao ano, chegamos a mais de 88 bilhões de reais, através de 2031 franqueadores e 93 mil unidades franqueadas. E se olharmos o setor de franquias norte americano, com 2.300 redes e 800 mil unidades, intuimos o potencial de crescimento que poderá advir deste setor em nosso país. Mesmo porque a partir de 2011 o amadurecimento brasileiro começou a se refletir nos números, quando a evolução dos franqueadores passou a ser menor do que o das unidades franqueadas, indicando o fortalecimento das cadeias e uma barreira natural à entrada de franqueadores despreparados.

 

 

Esta invejável posição alcançada pelo Franchising nacional reflete as características predominantes da mão de obra qualificada brasileira. Capacitação para ter marca forte bem posicionada, conhecimento do consumidor alvo, planejamento estratégico e disposição para empreender, do lado franqueador.

 

Espírito e objetividade empreendedora, desejo de mudança e consciência para enfrentar desafios, do lado do franqueado.

 

Para as empresas, uma opção para captação de recursos financeiros e uma forma de escapar da brutal tributação existente.

 

Aos candidatos uma saída mais segura para atuar como empresário, aportando em sistemas já estabelecidos.

 

Que seja em boa hora, a nova vocação nacional.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

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4 comentários sobre “Franquias, aprovação nacional

  1. Lembrando que várias empresas norte-americanas do
    segmento de alimentação buscam parceiros para abrir franquias aqui. Segundo o IBGE o segmento alimentício foi responsável por 31% dos gastos dos brasileiros. E a expectativa é de crescimento nos próximos anos.

  2. Julio Tannus, a presença de grandes cadeias norte americanas é evidente. Mesmo assim temos alguns fenômenos nacionais antigos como o Habib’s e novos como Cacaushow. Em outras áreas, O Boticário, Nobel, etc são brasileiros expandindo em mercados internacionais.
    A área de ensino de linguas, e de informática está agora apontando para o sistema presencial, barateando os custos e os preços de ter uma franquia.
    Isso vai longe. É uma oportunidade de realizar dois sonhos, de empreender e de lidar com antiga paixão, como ter uma loja de autos, ou quiosque de chopp, ou de vender produtos para casa, ou ser um PEREIRÃO. Na Feira deste ano há franqueadores de Pereirões, isto é, consertos gerais para residencias.

  3. Falta uma agência reguladora e uma lei em que, todo franqueador deveria ter um selo de idoneidade empresarial, e, depois de concretizado o negócio, apresentar regularmente seus balancetes e balanços aos seus franqueados. Pois, muitas empresas de diversos setores, mal administradas e deficitárias, usam deste artifício para captação de recursos. E, em casos específicos, a maioria dos franqueados não possui jogo de cintura -como de costume dos que lhes franquearam-, de viver sempre no vermelho: Quebram em pouco tempo e, a franqueadora responde: hein!!!???

    Existem números e motivos pelos quais os franqueados quebraram à cara?

    Eu, quase “comprei” franquia de um negocio que tenho afinidade. Não o fiz porque, além da blindagem contábil, achei que a publicidade genérica não teria efeito na região da minha pretensão. Ou seja, é um negócio bonitinho que, pode se tornar ordinário. A empolgação de quem sonha em ser “empresário”, pode ser fatal! Prudência e caldo de galinha…

  4. O risco tanto do franqueador quanto do franqueado evidentemente existe, mas é nítida a evolução do setor. Devida tanto aos franqueadores quanto aos franqueados, que dispõe inclusive de uma legislação amadurecida. A COF, Circular de Oferta de Franquia, é um documento que protege o franqueado. Disponibiliza toda a vida da empresa franqueadora e abre o acesso aos candidatos para contatar toda a rede existente e que já existiu.
    Evidente que há risco, de ambas as partes, tanto de franqueadores como de franqueados, entretanto já evoluímos bastante, o que é comprovado pelos números apresentados.

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