Avalanche Tricolor: um abraço monumental

 

Flamengo 1 x 1 Grêmio
Brasileiro – Engenhão (RJ)

 

Abraço ao Olimpico from Fuca79 on Vimeo.

 

Acabo de assistir a mais um capítulo de FDP, seriado da HBO que tem um juiz de futebol no centro da trama, e mais uma vez o Grêmio é lembrado no roteiro de José Roberto Torero. Dia desses apareceu nossa torcida em sua avalanche e hoje um dos alunos, ao ser perguntado para que time torcia, disse que era gremista, único clube fora do eixo Rio-São Paulo a ser citado na sala de aula. As referências ao Imortal Tricolor apenas reproduzem na tela a percepção que temos do Grêmio na vida real, e a mobilização desse sábado, em Porto Alegre, confirma nosso sentimento. Na comemoração dos 109 anos, reunimos cerca de 25 mil torcedores, de acordo com informações do site Gremio.net, para dar um abraço no Olímpico Monumental, estádio do qual nos despediremos este ano. E o abraço foi muito além das expectativas, pois para um dia sem futebol no gramado, nossa torcida mostrou sua força ao comparecer em número que é mais do que o dobro da média de pessoas que têm visto os jogos do Campeonato Brasileiro. Não pude estar lá, mas a família esteve bem representada pelo Christian, Vitória e Fernando que fizeram questão de compartilhar conosco o vídeo acima.

 

Antes do seriado da HBO, assisti ao Grêmio enfrentar o Flamengo e empatar partida na qual tínhamos todas as oportunidades para vencer e encostar nos líderes, preparando o bote final à liderança. Fizemos um golaço após troca de passe que deixou clara a qualidade técnica de alguns de nossos jogadores e nosso potencial. E deixamos de fazer muito mais porque, às vezes, tenho a impressão de que falta uma fagulha para acender a alma de cada um dos que estão em campo. Aquela chama que o torcedor é capaz de provocar quando invade o Olímpico Monumental. Também não quero ficar aqui cobrando de uma equipe que tem se mantido em posição privilegiada nesta competição há muitas e muitas rodadas. Mesmo porque – e já escrevi sobre isso na edição anterior da Avalanche – temos de ter muita paciência para darmos o passo (ou seria o passe?) na hora certa, atingirmos o topo na rodada final, no jogo que marcará a real despedida do nosso estádio, na Azenha, quando, então, daremos um abraço monumental, um abraço campeão.

10 comentários sobre “Avalanche Tricolor: um abraço monumental

  1. O time do Grêmio precisava estar no meio da torcida que abraçou o Olímpico Monumental nesse sábado. Claro que não houve a possibilidade dessa comunhão que deixaria bem claro aos jogadores,se é que alguns ainda não sentiram no seu âmago o que é defender um clube Imortal,que 1 x 0,por exemplo,é resultado que está sempre muito mais próximo de um empate que do segundo gol, quando a equipe dá mostras de haver ficado satisfeita com o escore da partida ainda no primeiro tempo. O time gremista,nesse domingo,”pediu” para empatar e quase saiu derrotado. Pensei que Luxemburgo,no intervaldo,conseguisse revitalizá-lo. Não deve ter sido ouvido.

  2. E essa fagulha poderia ser feita, talvez, pelo Facundo Bertóglio? Quem sabe… O próximo jogo será crucial (todos são, na verdade), mas contra um adversário direto na luta pelo título, na casa dele e sabendo que teve a audácia de derrotar o Grêmio no Olímpico. Chegou a hora de o time de Luxemburgo mostrar o que pretende no Brasileirão, se apenas a vaga na Libertadores, ou se essa vaga virá com o título. Essa é a hora.

    Abs

    • Perfeito, Bruno. Aliás, o boquirroto Pelaipe poderia, em lugar de brigar com segurança, explicar por que Bertoglio até agora não tem condições de jogar, depois do alto investimento que se fez para trazer o jogador de volta.

  3. Acredito que tevemos continuar na cola dos lideres diminuindo a distancia para nas últimas rodadas passarmos a liderança . Pela história do nosso Grêmio na última ou penúltima rodadas,pois o campeão é o lider da última e derradeira rodada. Saudações tricolores. Parabens pelo blog.

    • Airton,

      Concordo com você. Não podemos é permitir o distanciamento dos líderes. O ponto deste domingo foi ganho, apesar da perspectiva da vitória. E, claro, poderá ser melhor ainda se o mesmo Flamengo conseguir “esfolar” o Atlético Mineiro nas duas partidas que tem e o Fluminente, no clássico.

  4. Faltou sim, raça, sangue e imortalidade TRICOLOR para sair com 3 pontos ontem. O porque desta falta, talvez ninguém consegue explicar, mas se tivéssemos jogado como jogamos contra o Palmeiras a alguns dias, aí poderíamos dizer time de ALMA!

  5. Caro Milton, no primeiro tempo tivemos time, vontade e preparo físico para “matar” o jogo, mas faltou qualidade no ultimo passe ou toque. Quando o adversário está entregue e percebia-se isto no Flamengo, tem que matar, como fez o Corinthians contra nós.
    O Flamengo estava entregue, e poderiamos ter caprichado e ter feito mais dois gols, mas os jogadores se “acomodaram” e perdemos a oportunidade de encostar nos líderes.
    Agora não podemos perder no domingo, sob pena de dar adeus ao título. O Atlético MG perdeu seus dois laterais titulares (Marcos Rocha e Junior Cesar), e por onde o time sai com qualidade para o ataque, e isso é uma grande vantagem. Precisamos marcar “colado” o Bernard, e o traira deixa para o Souza. Assim anulariamos as melhores jogadas do Galo.
    Acredito que podemos pelo menos empatar, mas uma vitória seria o pulo para a liderança 3 ou 4 rodadas depois.
    Este periodo de treinamentos em SP espero que dê motivação e garra ao time neste jogo mais importante do ano, e não o “apagão” que o time teve com o Corinthians.
    Rumo ao TRI !!!!
    Luxemburgo agora é a hora de você mostrar toda sua experiência em MOTIVAÇÃO ao grupo para esta GUERRA de domingo.

  6. Estamos precisando de um atacante de velocidade , pois quando tomamos a bola o nosso contra-ataque é muito lento. Além disso , evitar essas faltas desnecessárias perto da área tricolor e vamos tocar prá frente que faltam 13 rodadas e a raça imortal não se perde de um dia para outro.Parabéns aos torcedores que compareceram no abraço ao nosso Olímpico!

    • Julio e gremistas que me dão o prazer de comentar neste blog;

      O Grêmio está correndo uma maratona, e em provas como esta a estratégia é manter os líderes sempre próximos, dar passadas cadenciadas, conservando o fôlego para a reta decisiva quando chegará o momento da “avalanche final”.

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