Conte Sua História de SP: moradora e turista da nossa cidade

 

Por Adriana Yamamoto Christofolete
Ouvinte-internet da CBN

 

Sou uma paulistana que aprendeu a ver nossa Sampa com olhos de turista. Cresci na região Oeste de São Paulo, no bairro do Bonfiglioli. Vivi até os 21 anos nessa região, a vi crescer e passei grande parte da adolescência passeando no meu quintal: a USP. Naquela época era aberta ao público, andava de bicicleta pela FAU, perto do MAM, empinava pipa, fazia yoga e namorava comendo pipoca com queijo na Praça do Relógio. Fazia parte do Grupo Escoteiro Paineiras que tinha sua sede dentro do campus. Não tinha ideia de como era um privilégio estar nesses espaços!

 

Ouça este texto que foi ao ar no CBN SP e sonorizado pelo Cláudio Antônio.

 

Em 1991, quando entrei na psicologia do Mackenzie – apaixonei-me pelos prédios de tijolinho aparente. Adotei o campus do Mackenzie e seu entorno, onde conheci meus melhores amigos e meu marido, passei a frequentar e conhecer mais a região do centro e da Avenida Paulista. 

 

Em 1993, casei e passei a viver na Móoca, meu! Nunca tinha imaginado que o bairrismo fosse tão forte. Fui adotada pela Moóca e pelos mooquenses, com os quais  criei meus filhos passeando pelos Parques do Piqueri, Ibirapuera e do Carmo.

 

Contudo, em 2004, tivemos que ir embora para a cidade de Bertioga, litoral de São Paulo. E, além das saudades de todos e dos lugares cotidianos, passamos a sentir falta de algo que é tão óbvio para quem nasceu e vive em São Paulo desde sempre: ter de tudo à mão, desde um simples café expresso a qualquer hora até a enorme diversidade cultural. É quase absurda, mas até a visão do traçado de luzes dos carros, à noite, na Marginal, faz falta! Sem falar no acolhimento dos prédios por toda a cidade. E o pôr de sol nas tarde de outono? Devido à poluição é um vermelhão lindo! Fazer o quê nem tudo é perfeito!

 

A angústia do afastamento, nos fez, nos últimos anos, passear mais em São Paulo. Sempre que podemos, visitamos nossos amigos e familiares. Aproveitamos a variedade gastronômica para todos os bolsos (pastel de feira, coxinha na padaria, jantar na Rua da Consolação, almoçar em Cantina na Moóca, comida mineira, japonesa ou árabe no shopping, ou comida chinesa delivery. Fizemos quase todos os roteiros do TurisMetrô, só se paga o bilhete da passagem e somos guiados por pontos turísticos e históricos de nossa cidade, inclusive parques e museus; frequentamos o da Língua Portuguesa, o do Futebol, o da Imagem, o MASP, o MAM, o MAC, a Pinacoteca, o Centro Cultural do Banco do Brasil, a Sala São Paulo junto à Estação Julio Prestes, o Pátio do Colégio,o Mosteiro São Bento, o prédio do Banespa, os teatros FAAP, Tuca, entre tantos outros. Sou associada ao SESC e curtimos suas instalações e maravilhosos shows e peças teatrais a preços acessíveis. Ou, simplesmente, viemos caminhar pelas avenidas Paulista e São João para tomar um sorvete, café, comer quebra queixo ou pamonha numa tarde de domingo!

 

Atualmente, moro e trabalho em Bertioga e São Paulo, mas não abro mão de passar os fins de semana por aqui. Definitivamente, minha alma é paulistana!

 


Você pode participar do Conte Sua História de São Paulo enviando um texto para milton@cbn.com.br ou marcando uma entrevista, em áudio e vídeo, no site Museu da Pessoa.

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