Que tal Corinthians, vai encarar?

 

Carlos Magno Gibrail

 

 

Os recentes acontecimentos de Ururu na Bolívia, envolvendo o Corinthians, talvez leve à saga alvinegra, como bem lembrou Juca Kfouri, o pioneirismo de banir dos estádios a violência de marginais.

 

A rapidez da Conmebol punindo, surpreendente até certo ponto, pois é sabido que sempre foi mais fácil fazê-lo em português do que em espanhol, pode ser precursora de uma nova fase da questão das torcidas organizadas.

 

A morte do boliviano Kevin deverá servir de marco exemplar para rompimento de uma perversa cobertura que os clubes têm dado às organizadas. O futebol ao mesmo tempo em que é o esporte mais popular também é um dos mais retrógrados em administração, regras e sistemas. Mesmo pessoas brilhantes ao adentrar neste mundo de paixões, perdem o brilho e ficam obscuras. O economista Belluzzo, do topo da universidade e da militância na Economia e também na política, ao chegar ao futebol, estimulou a turba da Mancha Verde com um grito de guerra digno de um irado e inconsequente chefe de gang. Depois disso , nenhum “bambi” foi assassinado, conforme pedira o notável economista, mas jogadores do próprio Palmeiras foram perseguidos e ameaçados.

 

Os ingleses, e os outrora temíveis “hooligans”, foram protagonistas e réus do episódio de 1985 na Bélgica. Liverpool e Juventus disputavam a Copa da UEFA, quando uma tragédia de responsabilidade dos torcedores britânicos gerou 39 mortos e centenas de feridos. O time do Liverpool foi excluído por 6 anos da competição e os demais clubes ingleses por 5 anos. Como sabemos, hoje, o futebol inglês é um dos mais espetaculares em público por jogo e também pelo comportamento de seus torcedores.

 

Que tal Corinthians, vai encarar?

 

Ou lutará para que o incidente gere uma punição “para inglês ver”?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

9 comentários sobre “Que tal Corinthians, vai encarar?

  1. Carlos,

    Somos torcedores também responsáveis pelo comportamento dos clubes, porque temos, na maior parte das vezes, opinião influenciada pela paixão futebolística. Difícil buscar discernimento, e o debate em torno do envolvimento do Corinthians com a atitude de alguns de seus torcedores mostra a forma enviesada como muitos analisam o assunto. A responsabilização do clube, por mais cruel que possa parecer, é a forma de tornar os demais torcedores cúmplices da segurança nos estádios e do controle dos atos das Organizadas.

    Neste caso específico, a Conmebol que aceita estádios em péssimas condições, não impõe medidas de segurança mais rígidas e se as impõe não as fiscaliza nem pune, deveria ser responsabilizada, também, como organizadora do evento.

    O Corinthians poderia liderar um grande movimento nacional, influenciando os clubes sul-americanos, também, usando de sua fama internacional conquistada com o título Mundial, que levasse a imposição de condições mínimas para a realização dos jogos na Libertadores e no Brasil. Infelizmente, seus dirigentes não tem se mostrado à altura deste papel, haja vista a lamentável declaração de incompreensão à punição que sofreu, a medida que outras torcidas também usam sinalizadores, etc … e no caso do Corinthians o único problema foi que um jovem morreu (?)

  2. Milton, acho importante o caso do Liverpool, pois pelo que acompanhei dos hooligans, que tiveram filme e livros narrando os inacreditáveis embates entre torcidas, a situação era muito grave, mas com a suspensão por cinco anos punindo os clubes o problema se resolveu.
    A Conmebol por sua vez é culpada realmente por permitir absurdos de todas as espécies.
    Concordo com o Nei Franco quando disse ontem pela TV que a Conmebol está atrasada 10 anos em relação ao Brasil.
    O Brasil, como sabemos está atrasado da Europa a bastante tempo.
    Quanto ao Corinthians, sua diretoria está agindo de forma proporcional ao tamanho da sensatez que lhe é peculiar. O que não difere da maioria dos colegas de outros clubes.
    Pobre do Rico futebol brasileiro!

  3. Os times brasileiros precisam brigar juntos. Os times brasileiros sofrem quando jogam lá fora. Além da altitude, os torcedores jogam de tudo no campo. Lembro quando o Neymar ia bater escanteio, até os guardas se protegiam com escudos. Teve um que acertaram o Neymar com pedra ou pilha. Poderia sofrer uma lesao grave no olho e ter que abandonar o futebol. Não há segurança e os tims do Brasil nunca sequer reclamaram ou entraram com ação na Conmebol. A Libertadores sem os times do Brasil perde muito. Mas parece que os times brasileiros cada um quer resolver o seu problema. Ja imaginou se os times daqui do Brasil exigissem segurança ou abandonariam a competição. Mas isso nunca vai ocorrer. Na hora todos assinam o regulamento e pronto. Tanto é que deixam os campeonatos regionais, estaduais em segundo plano para darem prioridade a Libertadores. Então, os times brasileiros alimentaram a vida toda um dinossauro pequeno chamado Conmebol e agora esse dinossauro cresceu e ta mordendo a quem o alimentou. Mas agora não adianta chorar. Passado essa confusao, todos vao disputar a Liberta como se fosse o titulo mais importante do Planeta. É uma pena.

  4. Prezado Daniel, concordo plenamente com a força que teriam se agissem juntos. Veja entretanto o que aconteceu com o clube dos treze. Veja também a negociação com a TV Globo que passou a ser individual, dando força para a TV e apenas para os dois times de maior torcida.
    Mesmo dentro dos clubes há uma oposição canibalesca. O Palmeiras é o exemplo mais recente. Ainda ontem o Jesus Lopes, diretor do SPFC quase desestabiliza todo o elenco dando declaração pública altamente depreciativa do time que deveria prestigiar. Se fosse um diretor de empresa privada, a equivalência seria uma declaração de que tem vergonha do produto de sua empresa. Imagine se algum consumidor iria então comprá-lo.Bem faz o tênis, onde quem manda são os jogadores, através de sua própria associação, a ATP.

  5. Me desculpe senhores mas, os times não sofrem quando vão jogarem em outros paises. O unico sofrimento que eu vejo, quando vão jogarem na Bolivia,Chile, Peru, etc, é por causa da altitude. Ao ver, o resto ocorre tudo bem.
    Agora os baderneiros que vão pra lar tocer achando que nesses paises são igaul no Brasil que não tem lei e tudo termina em pizza, deram com os burros no atoleiro. Embora esse paises são mais pobres do que o nosso, mas, la, a lei funciona. E esses baderneiros que foram para achando que podia pintar o sete e tudo bem, deram-se mau. Tem que que ver o sol nascer quadrado sim, tem que pagar pelo que fez e serve de exemplos para os outros.

    Att,

    JS.

  6. José Sinval, a ultima vez que tive conhecimento de um tratamento especial do anfitrião para o visitante, foi quando o Brasil ganhou da Suécia em 1958. Os suecos prepararam o gramado ao gosto do Brasil.
    De lá para cá, sempre se ofereceu ao visitante o pior vestiário e a condição mais adversa de estádio e de campo. Até mesmo na elegância do tênis, os países sedes da Davis procuram acentuar as características da quadra para beneficiá-los ou até mesmo para prejudicar os visitantes.
    O Atlético Mineiro contra o SPFC descartou o MIneirão para poder jogar num estádio bem menor e usufruir do “alçapão” .
    Para abolir as altas altitudes na Libertadores somente usando a força dos clubes brasileiros em conjunto e se possível do uruguaios, paraguaios e argentinos. É bom lembrar a lição que o Maradona teve que “engolir” quando defendeu a altitude e a seguir viu seus conterrâneos perderem de 5 na mesma altitude que pouca antes defendera.

  7. Meu caro Carlos essa situação acntece até no nosso país. Não ver a situação de gramados nos estados inclusive em SP! O que eu quero dizer que eu não vejo as pessoas tripudiando emcima dos times brasileiros la fora não. Exceto a rivalidades jogadores argentinos/brasileiros/chilenos/brasileiros e até mesmo uruguaios. Agora com relação a torcida, isso, não ocorre.
    Vejam o que os torcedores corintianos fizeram na apuração das escolas de samba e nada aconteceu com eles. Em SP, tanto eles como os palmerenses, são paulinos pintam e bordam e nada acontece. Eles matam pessoas, quebram bens publicos e ficam por isso mesmo. De quando em vez um desses gaiatos vão para cadeia. Porem por pouco tempo.
    Então eles tem que pagar.

    Att,

    José,

  8. José Sinval, o que os ingleses demonstraram depois de anosde violência extrema, é que a solução é punir os clubes quando as torcidas geram desmandos.
    Principalmente aqui, que como se sabe muitas organizadas são ajudadas financeiramente pelos clubes.

  9. Meu caro Carlos o time do palmeiras /corintians foram maltratados onte no Mexico/Argetine! Não! Quem foi fazer M la, foram oa palmerenses. Veja nós vivemos correndo atras do rabo e fazer serviços de pedreiro. Vivemos tampando a M de quem não presta.

    Abr,

    JS.

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