Um centro sofisticado, limpo e chique. É o que se recorda Cynira Casado, que nasceu em São Paulo, em março de 1935, em pleno Carnaval. Veio ao mundo pelas mãos de uma parteira, em casa, ao som do bloco de que passava pelas ruas de Campos Elísios, na região central. Filha de paulistas, descendentes de imigrantes de espanhóis e italianos, Cynira conta que a mãe era artesã, e o pai mecânico eletricista, o que na época rendia um bom dinheiro. Por 12 anos eles viveram em um casarão, no bairro do centro, que, tinha um ar nostálgico do campo, e ao mesmo tempo, requinte e sofisticação. Ali naquele casarão, em diferentes cômodos, viviam tios, tias, primos e avós. Mas um dia a família teve que deixar o local. Era o progresso chegando com os grandes edifícios que começavam a ser contruídos.
No depoimento gravado pelo Museu da Pessoa, Cynira lembra cada um desses momentos e do cenário que tinha diante de sua janela, muito diferentes do atual. Havia lindos passeios públicos, lojas sofisticadas, um clássico cinema e uma praça espaçosa, com a igreja de Santa Cecília:
Conte você também sua história de São Paulo. Envie um texto para milton@cbn.com.br ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoira@museudapessoa.net.
Amigas e Amigos,
Desde que me vi Parkinsoniano, tento ser um poeta…
Poeta de paz, que busca o resgate do Amor através
dos versos. Por isso fico muito triste com qualquer ato terrorista,
seja contra a pessoa, a Natureza ou o Patrimônio, Público ou Privado.
Nessas horas, fico também favorável ao uso da energia da força policial, para que não aconteça isto:
\"Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo
o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.”
(Obs: atribuído a Vladimir Maiakóvski)
“SÃO PAULO NÃO MERECE…”
Alceu S. Costa
cambuci