De nada

 

Por Maria Lucia Solla
De nada

 

Tem vezes que nem dá tempo de sentar para escrever, que uma cachoeira de ideias se atira

 

louc
a busca
ndo
olhar a
tento
ou
vido a
finado
cor
ação
a
berto

 

E quem é que não está em busca de olhar, ouvido e coração… cada um do seu jeito, na medida do momento, mas é o que buscamos. Sermos vistos, ouvidos e reconhecidos.

 

no
fundo
e na
superfície
é a oportunidade de nos reconhecermos
olhando no sentido inverso

 

Tem vezes que a inspiração preenche o vazio deixado pela expiração do que não dava mais para segurar

 

e
tem vezes que é assim
plenitude
de vazio
nada
a dizer.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

4 comentários sobre “De nada

  1. Adoro quando você se diz pouco inspirada. Nessa hora dá pra ver claramente a cumplicidade que as palavras tem com você, certamente em retribuição ao tratamento que recebem. Aí elas correm em seu socorro e saem apressadas, “vamos meninas, Maria Lucia está em apuros!”, e vão cirandando, cedendo pedaços uma à outra, deixando sílabas pra trás, até formarem um lindo ramalhete pra vc colher. Bom de ver! Parece um balé. Adoro essa “falta de inspiração”. Ótima semana, Maria. Bjim goiano.

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