Defenda SP diz que Plano Diretor vai acabar com áreas residenciais

 

Publicado na área de comentários do Blog, abro post para dar mais destaque a informação e preocupação de Heitor Marzagão Tommasini, conselheiro do Movimento Defenda São Paulo, em relação ao andamento do Plano Diretor de São Paulo e o impacto que pode ter nas áreas exclusivamente residenciais da capital paulista, prejudicando toda a cidade:

 

Hoje no programa Caminhos Alternativos teve uma matéria da ONG Resgate Cambui e outra realizada com a médica Thais Mauad que mostram a importância da cidade saudável e a saúde dos moradores. Aqui em São Paulo, os moradores dos bairros exclusivamente residenciais lutam para manter a qualidade de vida, mas o Plano Diretor condena as áreas residenciais a desaparecerem. Isso porque existe um pensamento ideológico e sistemático da atual governança simplesmente contrário às Zonas Exclusivamente Residenciais, e as autoridades, de forma irresponsável, estão retirando, do novo texto do Plano Diretor, artigos da atual legislação que protegem essas áreas .

 

Simplesmente desaparece o texto do artigo 156 da lei 13.430/02, que diz o seguinte “preservação e proteção das áreas estritamente residenciais” e outro que também desaparece é “manutenção do zoneamento restritivo dos bairros estritamente residenciais com a definição precisa dos corredores de comércio e serviços”.

 

É um retrocesso imensurável na legislação protetiva de áreas essenciais reconhecidas cientificamente e a proximidade de dano irreparável à cidade e à saúde da população desses bairros e da cidade como um todo, eis que os bairros exclusivamente residenciais prestam serviços ambientais significativos ao território.e ao meio ambiente.

 

São dezenas de entidades regularmente constituídas que protocolaram documentos e se manifestaram de diversas formas para a proteção desses bairros e a governança simplesmente desconsidera essas organizações e mantém postura antidemocrática e nociva à cidade, eis que, repetem que os bairros residenciais estão protegidos quando na verdade retiram dispositivos que hoje protegem esses bairros.

 

Hoje, sábado, 14 de junho, tomei conhecimento da última versão do projeto substitutivo do Plano Diretor que está sendo elaborado pelo Vereador Nabil Bonduki, o qual, mesmo com o constante pedido técnico das entidades e com demonstração da necessidade de preservação dessas áreas, a governança mantém postura “atécnica” e danosa, desprotegendo os bairros exclusivamente residenciais e que, por efeito sinérgico ao longo do tempo, vai produzir danos à toda cidade e seus moradores.

 

Lamentável mesmo.

 

42 comentários sobre “Defenda SP diz que Plano Diretor vai acabar com áreas residenciais

  1. Milton, o risco que a cidade está correndo é realmente muito grande. Temos alertado neste espaço sobre todos os aspectos danosos desta intromissão comercial e especulativa sobre as ZERs. Tudo indica que precisamos cerrar atenção total nos próximos dias, chamando a atenção de todos sobre mais uma manipulação politico-imobiliária para atender interesses comerciais de grandes grupos corporativos.
    Como acabamos de ver hoje, Inglaterra e Itália jogando em Manaus com mais de 60% de umidade relativa do ar e temperatura de 32o C , a politica é capaz dos mais variados absurdos.

  2. Pode vir qual for plano diretor e estes sempre estarão de alguma forma" favorecendo o grande e poderoso loby da especulação imobiliária, formado pelas construtoras, incorporadoras, maiores financiadores de politicos.
    Estão se lixando para nossa cidade, pela qualidade de vida, se tal bairro, zona se tornará ou não mais uma zona hiper adensada, impermeabilizada, mais uma zona de calor, se matas, flora, fauna serão dizimadas a exemplo do novo aeroporto que pretendem a todo custo construir em Parelheiros nos pés da Serra do Mar, mananciais, da Represa do Guarapiranga, dizimando a fauna e mata atlântica.
    Todos sabemos que muitos politicos são "grandes amigos, parentes ou até então, disfarçadamente donos de construtoras e incorporadoras.
    Como podemos ver caros amigos e leitores deste tão conceituado Blog, ad eternum São Paulo estará nas mãos destes poderosos que não dão a minima importancia para que nossa cidade volte a ter qualidade de vida a muito deixou de existir sobre vários aspectos.
    Só que nos dias de hoje a população paulistana parece que está acordando, assim como em outros aspectos politicos, não mais permitindo mais desmandos e abusos, ou seja, construturas acabar de vez com nossa cidade que um dia foi bela, bucólica, saudável, limpa, clara, ventilada.
    Vejam por exemplo, tentaram vender para a ganância imobiliária o quarteirão da saúde no Itaim Bibi, contendo equipamentos publicos para a população poder desfruta-lo, a historica Escola Estadual Martim Francisco, a mansão dos Matarazo na Paulista e sua vegetação, jardins para dar lugar mais um horrendo predio e mais um shopping center.
    A cidade está ainda em vias de perder para o lobby das construtoras mais uma enorma área verde na Rua Augusta e Marquês de paranaguá.
    Ao lado da Marginal Pinheiros vizinho ao parque Bourle Max e Pananby, existe ainda, perdura um pouco do que restou de mata nativa, matlântica que também podera ser devastada pelas mesmas construtoras pretendendo construir inumeras torres, com mais de vinte andares!
    E assim nossa cidade São Paulo va a cada dia de forma voraz e assustadora perdendo sua identidade, seus imóveis historicos, áreas verdes, predios de seis, sete andares sendo adquiridos pelas construtoras em ruas, vilas e quarteirões tranquilos, para dar lugar a mais torres, agredindo e adensando mais ainda o meio ambiente, destruindo definitivamente lençóis freáticos, tornando a vida de todos um verdadeiro caos por causa do intenso trâsnsito que sera formao, poluição ambiental, sonora, mais perda da tão necessária para a humanidade, a qualidade de vida.
    Sou paulistano e me entristece em ver nossa cidade sendo destruída dia a dia pelas construtoras, com anuência do poder publico, políticos, vereadores principalmente.
    Aos poucos vou caindo na certeza, de que viver em São Paulo com um mínimo de dignidade, respeito por parte dos politicos, com qualidade de vida, lazer natural e não trancafiados em apartamentos, shoppings, restaurantes, espremidos entre monstros de concretos está se tornando um sonho.

  3. A indústria imobiliária esgotou seu estoque de terrenos em São Paulo e agora mira para às Zonas Extritamente residenciais. Com os altos valores e lucros envolvidos, não importa se a população paulistana vai perder qualidade de vida e do ar, ou se a cidade vai ter mais enchentes e poluição com perda da vegetação e da permeabilidade do solo.

  4. Armando Italo, a questão agora é mais grave, porque o que foi preservado está sendo ameaçado. Ou seja, vamos regredir em termos de preservação, e progredir em especulação e esculhambação da qualidade de vida.
    Andre faz uma análise sucinta e concreta. Aliás concreto é tudo que esta classe gananciosa entende.

  5. A matéria sobre o trabalho da ONG Resgate Cambuí ganhou grande destaque no programa Caminhos Alternativos. O que essa ONG faz em Campinas, trabalho de grande importância, é o que várias entidades de bairro fazem na cidade de São Paulo, pela preservação das zonas residenciais, que conservam áreas arborizadas e por isso são reguladores de temperatura, umidade e ajudam a circulação do ar, criando condições de salubridade para a população. Mas, aqui em São Paulo, o que ganha espaço na mídia é exatamente o trabalho contrário que tem sido feito por alguns vereadores agora na revisão do Plano Diretor: o de destruição das zonas residenciais. Assim certamente teremos uma cidade pior para todos nós. A CBN prestaria um relevante serviço público se fizesse e divulgasse matéria sobre o assunto com entidades aqui da cidade.

    • Renata,

      Por favor, me encaminhe um e-mail com as informações para milton@cbn.com.br para que possamos pautar o tema. Aproveito para lembrar que o as discussões sobre o Plano Diretor e suas nuances têm sido tratadas na programação da CBN em especial no programa CBN São Paulo, apresentado pela Fabíola Cidral.

  6. Concordamos com o artigo e ponto de vista.
    Parabéns!
    A governança pública precisa ser revista.
    Parece que o interesse comunitário inexiste diante de tanta pressa
    para refazer uma lei que vai contra a cidade e maioria dos cidadãos…

    Lamentável. Precisamos fazer algo…!?

  7. Este plano diretor e totalmente dirigido não só ao mercado imobiliário mas também aos movimentos sociais de esquerda.
    Já e difícil manter a ordem e sobreviver neste caos que São. Paulo se transformou,como ficará no futuro?

  8. O que se vê na cidade de São Paulo é um movimento de destruição das zonas residenciais, exatamente aquelas que têm arborização e condições de conferir alguma sustentabilidade e salubridade à cidade.
    Não se sabe a quem isso interessa, mas aos moradores da cidade não é.

  9. Prezada Renata, a CBN tem feito especial cobertura deste tema. Além do programa CBN São Paulo, o Milton que é âncora do principal programa da CBN , tem entrevistado autoridades envolvidas no processo do Plano Diretor de São Paulo. Registro isto, porque tenho comentado com o Sergio Reze, Diretor do Defenda São Paulo, que sinto falta de maior participação das pessoas vinculadas as entidades de bairro no contato com a mídia, através de comentários participativos. Da mesma maneira que no ultimo evento para a discussão do plano diretor o comparecimento esteve em torno de 100 membros.
    Agora mesmo, neste artigo que estamos comentando é uma chance rara de ação maciça com a contribuição e apoio de todos os membros das entidades de bairro. Inclusive postando opiniões , anseios e sugestões.

  10. É evidente que o Plano Diretor em discussão na Câmara Municipal tem como um de seus objetivos o de se acabar com as Zonas Residenciais da Cidade de São Paulo. Se vários estudos técnicos comprovam a importância ambiental dessas zonas, quais motivos seriam mais importantes que este para que o Plano Diretor pretenda mudanças em sentido contrário?

  11. Existe um documento assinado por mais de 50 associações de bairro onde está demonstrado porque os zonas estritamente residenciais (ZERs) são importantes para a manutenção da qualidade de vida de toda a cidade: ajudam na qualidade do ar, evitam ilhas de calor, melhoram a drenagem do solo etc.
    Por que não acatar o que os cidadãos destes bairros querem, se é para o bem de todos?
    As ZERs representam apenas 4% do território da cidade e estão distribuídas em 22 das 32 subprefeituras da cidade, o que tambem demonstra que estão espalhados por toda São Paulo e não só nos bairros ricos, que é o que se argumenta sempre.
    Este Plano Diretor parece feito sob encomenda para o setor imobiliário e não para o bem da cidade!

  12. De: Antônio Cunha

    Conforme me manifestei na última “audiência”: srs. vereadores, os senhores não têm nada de mais importante para fazer do que acabar com a única coisa que deu certo no planejamento urbano de São Paulo: as ZERS? Estas representam 4% (!) do território do município, enquanto que os outros 96%
    são a cidade-CACARECO, isto é, toda torta, toda bagunçada, toda anarquizada, toda badernada, etc. que, sob o ponto de vista freudiano deve explicar o “amor” que a nossa admirada e conspícua Câmara quer destruir;
    como é a prova da total mediocridade e incompetência de nossa intelejumência política em consertar a cidade, vão acabar com elas para “terminar o serviço” alcaponicamente, i é, igualá-las à encantadora cidade-CACARECO que com tanto denodo e dedicação conseguiram construir.
    À luz da ideologia dominante, trata-se de um caso clássico de transtorno obsessivo-compulsivo de natureza ideológico-casca de ferida que, baseado em um simplismo ideológico ginasiano, pretende acabar com o símbolo da opressão burguesa: as ZERs. Aconselho a procura de um psicoanalista para descobrir que medos traumático-inconscientes provocam as ZERs que determinam essa ojeriza raivosa e espumante-salivar.7

  13. A Associação Preserva São Paulo ajuizou ação civil pública contra a Câmara Municipal em face de diversas irregularidades na tramitação do projeto do Plano Diretor, sendo que a Justiça concedeu uma liminar que está sendo simplesmente desobedecida pela Câmara.
    Esse projeto é uma grave ameaça ao futuro da cidade e à qualidade de vida da população, sendo que por trás de um verniz supostamente progressista o que se esconde é um conteúdo que beneficia essencialmente os principais doadores das campanhas de quase todos os politicos de São Paulo – as grandes construtoras.

  14. Além dos comentários relevantes já citados em relação ao “compromisso” que nossos representantes tem com a qualidade de vida da população, lembro que muitas das áreas exploradas pelos incorporadores, “incorporam virtualmente as áreas verdes dos bairros residenciais e agregam valor aos empreendimentos”.

    As áreas verdes residuais dos bairros residenciais estão se transformando em anexos aos referidos empreendimentos, onde quem mora de fato nas áreas verdes residenciais, cuida, preserva, paga altos impostos e luta para manter e morar em locais onde urbanistas do passado se debruçaram para construir bairros onde parâmetros como insolação, dimensionamento de tubulação para esgotos e, outros, foram civilizadamente planejados. O irônico é que quem teve este papel de cuidar, preservar, pagar e lutar sequer é ponderado neste processo. Tudo em vão.

    Lembro ainda que um dos objetivos do Plano Diretor é ORGANIZAR o desenvolvimento da Cidade. A proposta generalizada de zonas mistas DESORGANIZA tudo o que foi naturalmente assentado nas áreas residenciais, como, por exemplo, as caminhadas frequentes de pessoas de várias faixas etárias que estes bairros abrigam, as aulas de auto escolas, os passeios com crianças, animais, etc,…e que pessoas de bairros vizinhos vêm desfrutar…Além disto, zonas mistas em bairros com restrição do loteador desrespeitam restrições de uso e ocupação do solo.

    As mudanças propostas pelo novo Plano Diretor, agregam, mas não o valor HUMANO! Uma pena! Um retrocesso….

  15. É com tristeza e indignação que tenho acompanhado o desmonte da legislação
    que protege e preserva as zonas residenciais durante o processo de revisão do plano diretor em curso . Como cidadão tenho testemunhado, ao longo das audiências públicas, a participação de inúmeros moradores e entidades representantes desses bairros , dos mais diversos locais de nossa cidade, que apresentaram- além de seus legítimos pleitos pela preservação da identidade e das características de suas comunidades- estudos com argumentos técnicos , ambientais e jurídicos que comprovam a importância desses locais ,principalmente pela contribuição na regulação ambiental que realizam para a cidade como um todo. É importante lembrarmos que foi o plano diretor atual -elaborado entre 2002 e 2004 durante a gestão da Prefeita Marta Suplicy ,sob a relatoria do vereador Nabil Bonduki – que determinou as regras de proteção , preservação a até mesmo de criação de zonas residenciais . As mesmas regras que hoje estão ameaçadas por motivos políticos e oportunistas . Assim perderá a cidade e perderão os cidadãos que acreditaram no bom planejamento , nas regras e no seu cumprimento e sobretudo na participação cidadã !

  16. O Novo PL é um absurdo desrespeito a cidade . Muda o Zoneamento e preve adensamentos nos Eixos sem qualquer controle e respeito as áreas onde estão sendo projetados, Ambientalmente não respeita áreas de proteção e a qualidade de vida da população. Um Plano Irresponsável…

  17. O PL coloca ZEIS em ZER mudando o Zoneamento, desrespeita as ZERS e
    suas restricões de loteamento. Projeta Zeis em áreas de Manancial. Um desastre Urbanístico e Ambiental.

  18. No caso aqui da Aclimação já no Plano Diretor em 2006 áreas no entorno do Parque da Aclimação que eram estritamente Residenciais e Z2 foram transformadas em Z3 e logo em seguida tivemos o evento da tentativa de construção de um empreendimento da Construtora Camargo Correa colado ao Parque da Aclimação.Pressão Popular conseguiu a proteção do envoltório do Parque e conseguiram barrar este empreendimento e desde então estamos lutando sempre para manter o Pq.da Aclimação protegido mas tem sido muito difícil diante do Poder das Construtoras.Agora tivemos a criação forjada de um corredor de ônibus próximo ao Parque e os moradores de imóveis colados ao Parque da Aclimação já receberam propostas de uma Construtora para venda.E continuamos como Z3 ZOna MIsta de Alta Densidade.Usam o Parque para vender os imóveis mas simultaneamente estão promovendo a sua destruição e a do bairro.Fica o alerta!

  19. Depois de todas as mais de 50 entidades representando bairros estritamente residenciais e entidades com interesse na qualidade de vida da cidade se manifestarem , incluso arquitetos de renome , não estamos sendo ouvidos.A cidade já esta saturada.o ar ,a água ,o solo,as leis da própria natureza não estão sendo respeitadas.So não enxerga quem tem interesses financeiros e pessoais. Vamos sim lutar por uma lei que proteja o cidadão com qualidade de vida digna , uma cidade que queira o bem estar da população ,pensando em escolas , parques ,hospitais ,creches com áreas de lazer .Esses itens são os itens que precisamos adensar e nos preocupar

  20. O que mais precisamos fazer para ter voz? Foram feitos mais de 50 assinaturas de entidades representando os moradores e pessoas com preocupação na qualidade de vida dos moradores da cidade de São Paulo . Essa preocupação e principalmente com a impermeabilidade do solo, a necessidade de áreas verdes para a qualidade do ar e a memória histórica da cidade .nos faz crer que a preocupação e basicamente financeira . A cidade precisa e de áreas verdes, escolas ,creches e hospitail . O plano diretor não vai dar certo se não pensar no macro que e uma cidade sustentável,com dignidade para todos os seu moradores ..

  21. Penso que a sociedade democrática se construa por pensamentos diversos . A obrigatoriedade de conduta geral se caracteriza em ditadura e é isso que a prefeitura atual do PT,está fazendo. Contrária as gestões do mesmo partido, vide Erundina e Marta, governos de acesso irrestrito a população . Estão polarizando a sociedade, talvez desejando aqui uma nova Venezuela . Destruir locais arborizados , pequenos , de grande alívio para uma cidade caótica, poluída e barulhenta, é burrice.

  22. acompanhei uma das poucas e tardias audiências públicas, onde fica claro o lobby das construtoras em liberar áreas estrita/e residencias para construção. aqui no butantã, há um resquício de mata atlâtica ainda preservado pela lei do zoneamento, q seria prontamente devastada. áreas q serviriam para os tão discutidos corredores verdes na cidade, áreas aonde ainda pode se caminhar na rua cedendo lugar a prédios sem preparação da infra-estrutura o bairro para receber tantos mais carros. triste ver, ainda mais uma vez, políticos descumprirem suas promessas q fizeram antes de eleitos. para regularizar comercios ilegais nessas areas, alguns vereadores não tem receio em mudar todo um zonea/e em favor a quem se intalou equivocadamente. e assim seguimos, regularizando invasões em áreas de reserva, regularizanod comercios em áreas residencias, e asim vai. a destruição do bem estar e da qualidade de vida na cidade dando lugar a mais poluição e caos.

  23. Milton, esse assunto é muito sério. Nem vou falar da questão ambiental, da qualidade do ar que respiramos, etc…
    Há uma questão moral que ultrapassa o momento atual , ao ensinar à população que leis não precisam ser respeitadas. Que é tolo quem as respeita, pois o que se faz à revelia da lei, pagando “contribuições” a quem tem o dever de fiscalizar o cumprimento das regras, é , pela própria lei , “premiado” pelo descumprimento.
    delas. Tolo de quem as cumpre!
    É isso que queremos ensinar às gerações futuras?
    O executivo não fiscaliza o cumprimento das regras ( é seu dever de ofício) o legislativo não fiscaliza nem pune a omissão do executivo( é seu dever de ofício) e nossa cidade caminha para um caos cada vez maior. As ZERs são as únicas porções do território que ainda respeitam alguns parâmetros de qualidade de vida urbana.
    Pretendem acabar com esse pouco que resta para atender comércios irregulares e a ganancia do mercado imobiliário. Pobre cidade!

  24. É um absurdo o que a bancada de vereadores (muitos financiados por incorporadoras) está querendo fazer com as ZERs. Se aprovado o Plano Diretor como proposto, bairros preservados ao longo de décadas, principalmente por iniciativa dos moradores, podem simplesmente desaparecer para atender à especulação imobiliária. Me parece que a lógica envolvida é a de que, uma vez que o poder público não tem competência para melhorar o que está ruim, estraga o que está bom para mostrar serviço.

  25. Milton,
    Extremamente preocupante o que está acontecendo em relação e este Plano Diretor Estratégico (PDE) para a cidade de São Paulo. Como morador de uma ZER, tenho acompanhado este tema, participando inclusive de várias audiências públicas observando o enorme esforço do setor imobiliário para tomar conta deste cidade já tão sofrida. E alguns vereadores mudam de opinião assim como trocamos um canal de TV. É lamentável o descaso do Poder Público para com os interesses do povo. Claro que acho que todos devemos ter direito à uma moradia digna, mas avançar nas áreas residenciais protegidas é de uma cara de pau sem limites. Acho muito legal você ter se inteirado do que acontece e dar-nos uma mão, colocando a opinião de seus leitores/ouvintes no ar.
    Forte abraço!
    Luiz Guilherme Bender

  26. Logo chegará o dia em que prefeitos, secretários e vereadores só tratarão São Paulo como espaço para se fazer negócios e não para morar. Aos poucos querem transformar todo o município em zona de uso misto. Paz, silêncio e vegetação só nas casas de fim de semana só nas casas de veraneio que todos eles certamente têm fora da cidade. Não vamos deixar.

  27. Quando comprei meu imóvel optei por adquiri-lo em um bairro residencial e paguei um preço por isso. Para ter qualidade de vida, estar próximo do verde, do silêncio, da segurança de ter apenas o movimento de moradores do bairro, de poder andar na rua com cachorros e crianças, ter qualidade do ar, não ter poluição sonora nem visual de mil placas de publicidade. Não quero abrir mão desse mínimo privilégio que ainda nos resta, para trocar por supostas probabilidades de ruas movimentadas por ônibus, metrôs, trens, comércio e todo tipo de poluição que roubam toda nossa saúde ambiental e que trazem “interesseiros”, se é que podemos chamar assim, pois tem intenções danosas contra as áreas populosas e supostamente “desenvolvidas”, pensando apenas em tirar proveito próprio.

  28. Excelente o comentário da Renata.

    À matéria do Caminhos Alternativos do último sábado, agregaria outra, veiculada no programa retrasado, sobre a importância de cuidar bem das nossas árvores. Diz a reportagem: árvore na calçada evita doenças respiratórias de quem mora na casa em frente, embeleza a paisagem, faz sombra, minimiza os efeitos da ilha de calor urbana e aproxima o ser humano da natureza.

    Moro num bairro em que há uma quantidade de árvores acima da média paulistana. A maioria delas foi plantada pela associação de moradores na década de 1970. Hoje, no entanto, as que caem ou precisam ser removidas nem sempre são substituídas por mudas novas. Há moradores que chegam a tapar a cova, transformando-a em calçada! Para eles, a sujeira das folhas, a sombra no poste de luz e a necessidade de podas são piores do que os benefícios citados. Lembro, apenas, que os trabalhos para resolver esses “problemas” dependem de esforço humano, enquanto os benefícios são obra única e exclusiva das árvores.

    Gostaria muito de unir os vizinhos em torno dessa causa, mas não sei como fazer. Sinto uma apatia geral.

  29. Não é nenhuma novidade, mas ainda surpreende a facilidade com que argumentos falaciosos conseguem convencer os vereadores. Argumentos técnicos em defesa da ZER e da conservação ambiental da cidade – e portanto, do bem-estar de toda a população – são ignorados, mas o discurso que tenta justificar a defesa de interesses particulares de alguns poucos "sensibilizam" nossos edis.

    A ameaça à ZER na discussão do novo PDE nasceu de um grupo autodenominado "São Benedito Legal", que ocupa irregularmente cerca de 30 imóveis na Rua São Benedito, uma rua arborizada em ZER no Alto da Boa Vista, em Santo Amaro.

    Inconformados com as notificações recebidas pela irregularidade, esses infratores optaram por "seduzir" autoridades do executivo e do legislativo, alegando que é bom para os moradores ter serviços perto de casa (embora esses usos já sejam permitidos a um quarteirão, na Av. Adolfo Pinheiro); que a efetivação das multas – leia-se o cumprimento da lei – resultaria na falência dos "empresários" do grupo; que haveria milhares de pessoas desempregadas; que a ZER seria protegida por esses usos, blá, blá, blá. Alegam que a rua já não tem características para moradia – embora abrigue centenas de famílias em residências unifamiliares e em edifícios residenciais.

    O curioso é que, logo à primeira notificação, alguns "infratores" reconheceram a ilegalidade e simplesmente mudaram-se para outro endereço. Portanto, além da absurda tentativa de destruir o que está bom, os vereadores que apoiam a retirada do Artigo 13 estão debochando daqueles que optaram pelo cumprimento da lei, e, paternalmente, premiam os infratores, oferecendo por lei uma anistia que desmoraliza as normas que eles próprios aprovaram, e que estão em vigor.

    Mas não é só: caso seja aprovada, essa condescendência com a ilegalidade manda uma mensagem clara e animadora para outros infratores: ocupem, invadam, deixem de lado o interesse coletivo, cuidem apenas do seu umbigo, façam da cidade o que quiserem… Depois se dá um jeito.

    Dois dos maiores problemas de nosso país são a corrupção e a impunidade.
    Neste ambiente sem ética, sem respeito pelos valores democráticos, no qual os interesses particulares se sobrepõem aos direitos de todos – e pior, com a conivência escancarada das autoridades -, corremos mais uma vez o risco de ver ganhar quem tem a caneta na mão. Leis, ora, as leis… Para quê?

  30. Gostaria de acrescentar um dado muito relevante no que se refere ao potencial ambiental que as Zonas Residenciais de menor densidade têm e que contribuem para melhoria do ecossistema urbano como um todo. Além da comprovada capacidade de redução do efeito das ‘ilhas de calor’ que as áreas mais vegetadas possuem, devemos citar outro aspecto muito relevante e que está presente nas mais recentes e contemporâneas discussões sobre drenagem urbana e minimização das enchentes, a RUGOSIDADE das superfícies urbanas. Quanto maior a rugosidade de uma superfície maior capacidade de redução da velocidade de escoamento das águas superficiais o que retarda as águas e evita a sobrecarga dos gargalos minimizando enchentes. Além disso, a água escoando em menor velocidade tem maior condição de infiltrar no solo e tem menor força para carregamento de material evitando, então, erosão e assoreamento dos corpos d’água.
    Toda essa questão da rugosidade das superfícies é fortemente promovida pelas extensas áreas vegetadas e arborizadas das ZER de São Paulo. Em resumo, as nossas Zonas Estritamente Residenciais funcionam com grandes ‘espojas’ que retém as águas e diminuem sua velocidade de escoamento. A supressão ou diminuição dessas áreas certamente terá impacto desastroso sobre toda a questão hídrica da cidade que já é historicamente complicada. O Plano Diretor está a ponto de promover uma mudança que terá impacto direto sobre o meio ambiental futuramente e não podemos permitir que isso aconteça sem nos manifestar.
    Para entender, a questão é só permanecer embaixo de uma árvore durante uma grande chuva e perceber o tempo que a água leva para chegar ao solo, esse intervalo de tempo às vezes e o tempo necessário para a que a vazão dos gargalos de conta do recado e não tenhamos acúmulo de água.
    A situação contrária, é aquela que acontece nas regiões desérticas onde não há vegetação e o solo seco e liso permite que as chuvas escoam livremente e em grande velocidade nas chamadas, enchentes relâmpago ou trombas d’água. São grandes massas de água que devastam tudo que está pela frente.
    Os números aponta que estamos em São Paulo reproduzindo os climas desérticos, e sem a proteção das áreas vegetadas das ZER vamos ratificar essa condição. Sinceramente, assustador…

  31. Exatamente!
    A atual gestão, a exemplo do que estão fazendo na Venezuela é tornar a cidade uma grande favela
    Vejam por exemplo o centro da cidade que acabou virando uma grande favela verticalizada, com total anuencia e participação da especulação imobiliaria.
    O paulistano tem e deve manifestar-se contra os desmandos, abusos, interesses politicos partidários.

  32. Eliminar essas pequenas e poucas ZERs de SP é escancarar para os paulistanos que esse governo não está nem um pouco preocupado com suas pessoas, que não quer saber de agregar qualidade de vida aos seus municipes, e que não tem compromisso algum com planejar uma cidade melhor. Antes de mais nada, eu queria ler os estudos que fundamentam / justificam cada uma das loucuras propostas. E além de tudo, há todo um patrimônio arquitetônico e histórico nesses bairros que seria colocado em risco.

  33. Necessitamos da legitimidade dos documentos assinados por mais de 50 associações de bairros, pedindo a manutenção das Zonas Residenciais da Cidade de São Paulo, pois estas zonas são responsáveis por uma boa parcela de áreas verdes da cidade e espalhadas por toda a cidade, ou sejam devem se preservadas. Qual o parecer de nossos vereadores a respeito?

  34. Precisamos compreender a importância da preservação das poucas ZERs que ainda restam na cidade de São Paulo. Além de proporcionarem uma boa qualidade de vida, de preservarem o patrimônio arquitetônico local , ainda são responsáveis por boa parte das áreas verdes que controlam o fluxo das águas durante as enchentes. Esperamos que esse plano desrespeitoso seja repensado com ponderação.

  35. Vejo nos comentários publicados uma cidadania voluntária em defesa da cidade e das áreas saudáveis e o egoísmo do homem público e de setores governamentais, econômicos e especulativos que querem todo o território da cidade para colocar tudo e qualquer coisa em qualquer lugar. Desde áreas de mananciais até as áreas exclusivamente residenciais, estas que são hoje protegidas, com sua vocação já definida e deve ser protegida e resguardada contra a degradação.

    De fato, se mesmo com a legislação atual há degradação dessas áreas, é porque o poder público falha, é omisso e incompetente. Não faz o controle pela fiscalização, e que como todos sabemos, é ineficiente por culpa da negligência da máquina administrativa que é corrupta e improba.

    E, para regularizar a própria corrupção e ineficiência, propõe alterações permissivas na lei, numa espécie de acomodação providencial entre corruptos e corruptores, evitando a punição dos infratores comuns nas espécies, que respiram então aliviados.

    Isso se verifica por todo o lado. É a cultura do “jeitinho!”! Uma patologia social que a cidadania voluntariosa não consegue remediar.

    Todo mundo sabe que atividades econômicas são indutoras de transformação no entorno. Atraem pessoas, trânsito, consumidores, tráfego de mercadorias. Atraem mais outros usos em outras áreas do entorno, e que, caso se não possam se instalar, tornam-se clandestinos e irregulares, mas produzem os mesmos impactos.

    Atraem violência, abusos, transformação da paisagem, especulação, cortam árvores, rebaixam toda a guia da testada, concretam os jardins, colocam placas.

    Produzem resíduos, odores, ruídos distintos e incômodos à população moradora do entorno.

    Proteger e defender as poucas Zonas Exclusivamente Residenciais é prioridade, é política pública que não pode ser protagonizada por defensores dos próprios umbigos e de interesses particulares, e ainda mais se for por irregulares e transgressores da norma urbana, porque a discussão de políticas públicas tem que ter plataforma ética e legal.

  36. Importante lembrar o quanto as ZERs ajudam a amenizar a temperatura, o quanto são um respiro no meio da selva de pedras que infelizmente é a nossa cidade. Além disso, proporcionam um refugio para a avifauna que se utiliza dessas áreas para pouso e alimentação.
    Não sou contra o modelo de cidade compacta e do adensamento em áreas centrais, muito pelo contrário, mas esse adensamento deve ser muito bem planejado e é fundamental que se considere a relevância ambiental das ZERs e que se pense na cidade de maneira integrada na hora de seu planejamento.

  37. Mais que notorio e evidente, quem se candidata para governar a cidade de São Paulo visa somente os interesses politicos.
    Principalmente a gestão atual.
    São Paulo sempre foi a galinha dos ovos de ouro, o final do arco iris.
    povos de todas as partes do pais vem para São Paulo na busca de um lugar ao sol, etc, por não encontrarem “vantagens” oferecidas” em seus estados, também por questões politicas.
    Soma-se a especulação imobiliária, a ganância do poderoso lobby formado pelas construtoras e incorporadoras.
    O resultado só poderia terminar em caos absoluto, interminável como o paulistano vive nos dias de hoje.
    Porquê a periferia paulistana, cortiços, crescem asustadoramente por toda a cidade?
    Porquê pobre dá voto!
    Essa é somente uma das regras dos politicos.
    E assim, “o resto” vai sendo empurrado com a barriga de gestão em gestão.
    A cada dia esta se tornando mais insuportável viver em São Paulo!
    E a tendencia será piorar ainda mais em curto espaço de tempo.

  38. Falta à atual gestão capacidade para melhorar a qualidade de vida dos bairros periféricos, então promove a degradação das ZERs por dois motivos: Diminuir a discrepância entre os bairros para parecer mais justo e igualitário e, a pior intenção, “vingar-se” da população que, historicamente, não têm se alinhado com o PT. Quanto à primeira: É um grande erro de avaliação, pois destruir o que está dando certo, ao invés de estimular, é atestado de incompetência. Com relação à segunda: É burrice, pois o PT, que perde em números absolutos, nessas áreas, tem uma boa votação relativa (cerca de 40%) e, com isso, vai minando esse importante apoio.
    O respeito à diversidade é diretamente proporcional à evolução da sociedade.

  39. Na história da humanidade há o mais perverso conflito: Dinheiro vs o resto. O poder nada mais é do que uma forma de se conseguir dinheiro de uma maneira mais rápida ou conseguir aquilo que se conseguiria com o dinheiro. O PT optou pelo dinheiro das empreiteiras e pela caça de votos nos nichos mais prolíferos em detrimento de uma administração planejada para o bem comum.

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