O rádio onde narrei minhas primeiras partidas de futebol

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Aldo,meu irmão, não faz muito,postou no Facebook a foto do rádio que substituiu o Wells na casa dos meus pais. Esse,produzido nos Estados Unidos,foi o primeiro receptor que conheci. Traz lembranças que,aos poucos,o tempo vai engolindo.

 

Christian, meu filho mais moço,guardou-o com muito carinho. Graças a ele,que adora lidar com antiguidades e coisas do tipo,do alto de uma prateleira,o Wells nos espia. Como funcionava com válvulas e ninguém,creio eu, possui para vender velharias do tipo destas, o rádio,hoje, é apenas motivo de curiosidade dos que visitam a casa na qual o velhíssimo aparelho dorme o sono dos inesquecíveis objetos colecionados pelo meu caprichoso caçula. Não fosse um rádio valvulado que, como já disse,era o que o fazia funcionar em ondas médias e curtas,falta-lhe somente um botão,cuja função não recordo.

 

O Wells Radio não era usado apenas para que se ouvisse música. Na mocidade, os meus avós, que moravam conosco -a vó Luiza e o vô Adolfo – usavam-no para realizar um trabalho interessante: eles controlavam – imagino que para a Rádio Farroupilha,mas posso estar enganado – os comerciais que a emissora punha no ar durante parte do dia. Se não fossem ao ar, os meus avós informavam à emissora, que não podia deixar de veiculá-los. Confesso que não sei quem os contratou, mas ponho a mão no fogo por eles: ouviam a rádio com muita atenção.

 

Já contei isso no blog do Mílton. Permitam-me repetir.A rua onde a gente morava – a 16 de Julho – à certa altura, se reunia com a Zamenhoff. A conjunção se dava bem na frente da casa paterna, por meio de uma pracinha. Bem antes de passar muito tempo ouvindo o Wells, jogávamos no triângulo que unia as duas ruas, todas as espécies de jogos. Bom era que nenhum dos vizinhos reclamava. Aproveitávamos também, ao ficar um pouco mais velhos,a brincar com as meninas,antes mal vistas. Houve até quem namorasse e, bem mais tarde, claro,acabasse casando com uma das moças. A preferida de todos os rapazinhos era a Valderez. Essa acabou casando com um piloto da Força Aérea, nosso vizinho. Ele veio a ser comandante do 5º Distrito da Aeronáutica,em Canoas.

 

Depois dessa digressão,volto ao assunto rádio. Após brincar de locutor nas quermesses da igreja que frequentávamos, na que chamávamos de Voz Alegre da Colina, porque ficava no alto de um morro que, no futuro, seria a nossa paróquia. Foi então que o menino que ouvia rádio desde pequeno, que fazia de conta que transmitia futebol narrando jogos de botão, após descobrir que podia falar por meio de um fone de ouvido acoplado ao Wells. Isso tudo era brincadeira de adolescente.

 

Tudo, porém, mudou rapidamente quando, ouvindo uma rádio nova, que chamava para testes com quem se achasse capaz de ser locutor, arrisquei-me e fiz o teste. Três passaram. Fui um deles. Não imaginava que trabalharia em rádio 60 anos. Talvez pensasse que me eternizaria como Correspondente Renner, narrador de esportes e várias outras funções que exerci durante este mundão de tempo.

 

Quando visito o Christian, não deixo de dar uma boa olhada no Wells Radio para agradecer-lhe por ter, de certa forma, me levado ao Rádio. Não posso esquecer também que minha primeira emissora foi a Canoas. Essa, depois de conseguir licença para instalar uma FM, mudou de nome e virou Rádio Clube Metrópole.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai e, pela história que conta, “culpado” por me fazer gostar tanto de rádio. Toda semana, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: a caminho do G4 e além!

 

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Grêmio 1×0 Palmeiras
Brasileiro – Arena Grêmio

 

Já sinto o cheiro do G4. É pouco para nossas pretensões, mas era onde poderíamos chegar neste fim de semana. E chegamos. Isso é o que importa. Chegamos depois de um primeiro tempo sem muito futebol e menos ainda inspiração. Tudo compensado no segundo, quando fizemos o gol.

 

Até começamos bem, em jogada do centro para a direita, antes de o relógio completar 1 minuto. O chute de Marcelo Oliveira, porém, foi para fora. Depois, ensaiamos uma jogada aqui e outra acolá. Nada que empolgasse e a maioria das vezes parando no nosso passe errado. Houve um lance em que Pedro Rocha teria sofrido pênalti mas a televisão não o mostrou direito na origem nem o repetiu com a necessária frequência para eu ter certeza de que ele foi derrubado (ainda dedicarei uma Avalanche a esses senhores do apito).

 

Se algo ficou dos 45 minutos iniciais foi a disposição do time em marcar próximo da área adversária, o que reduziu os riscos lá atrás. Até fomos ameaçados, mas nada de grave.

 

A conversa no vestiário parece ter sido boa. O time voltou com a mesma escalação e disposição mas se movimentando melhor em campo e com passe mais preciso. Isso fez com que o futebol fluísse. Verdade que lá atrás corremos mais riscos, mas Tiago, outra vez, deu conta do recado. Que baita goleiro esse menino, não?

 

O gol foi resultado de tudo o que o Grêmio levou a campo.

 

A jogada se iniciou após nossa marcação ter recuperado a bola à frente da defesa adversária. Fomos para a esquerda com dribles e troca de passe e tentamos o gol. A luta para recuperar outra bola que parecia desperdiçada lá pelo lado direito, forçou o adversário a errar de novo. E mais uma vez, nos movimentamos, trocamos passe com qualidade, em bela participação de Giuliano e Luan, e concluímos com um chute belíssimo de Maicon.

 

Marcação firme, troca de posições, passe mais preciso e chute qualificado. A combinação desses fatores nos faz um time melhor. O segredo está em aumentar a frequência com que isto ocorre durante a partida e repetir este desempenho a cada jogo (e fora da Arena, também). Nessa passada, mais do que sentir o cheiro do G4, estaremos nele. E depois de chegarmos lá, é claro, queremos ir além.

 

De partidos partidos 2015

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Olá, “caro e raro leitor”,

 

este texto foi escrito e publicado aqui no blog do Mílton Jung, em novembro de 2007. Foi publicado novamente aqui em abril de 2014, e eis que insiste em voltar, e volta lindo, leve e jovem como se tivesse sido escrito ontem.

 

Triste, né?

 

Tem-se discutido muito, e acaloradamente, sobre partidos e parlamentares e o fato de esses trafegarem por aqueles, ao aceno da mínima vantagem. Ser de direita, ou de esquerda, não é mais uma questão de sentar-se à esquerda ou à direita do plenário, como em idos tempos. Os partidos por sua vez querem que o mandato e o parlamentar lhes pertençam para terem munição(estamos em guerra e não percebi). De todo modo, fica claro que se foi o tempo de convicções e de construção da democracia. Romântica e femininamente, imagino um tempo em que alguns governavam (trabalhavam) enquanto outros fiscalizavam. De olho, implacáveis. Ao menor deslize, a turma no comando pulava miúdo. Mas se houve esse tempo, durou até que alguém percebesse que, do outro lado ca cerca era possível dar menos duro e ganhar mais mole.

 

E foi como água mole em pedra dura que a idéia fixa dessa meta se infiltrou e se alastrou feito praga, por todos os lados. A gente, então, começou a vender os próprios pensamentos, a entregar as paixões, crenças e a própria identidade, em troca de não viver, já que isso dá um trabalho danado. Ficou anestesiada de tanto fingir que estava tudo bem, para não sair do conforto da poltrona. E a coisa foi crescendo tanto, e tão velozmente, que se romperam os diques, e a lama transbordou, nos cobriu e sufocou. E a gente? Acostumou.

 

Nosso país é de terceiro mundo, somos pobres, não temos água, luz, estradas, transporte, saúde pública, educação e comida para todos. E o que fazemos? Mantemos aparências esfarrapadas com uma criadagem (políticos) despreparada, sem experiência, sem cultura nem educação, que oferece, em bandejas de plástico, migalhas aos seus patrões (nós, e mais modernamente: nós e eles), e nós os tratamos a pão-de-ló, com água mineral e bebida importada, servidas por copeiros em bandeja de prata, mesa farta, carro de luxo, um batalhão cada vez maior de subalternos, e avião importado.

 

Minha sogra abominava o tipo de gente que comia mortadela e arrotava peru, como ela dizia. Pois é, dona Ruth, parece que nossa nação não anda bem de digestão.

 

Enquanto isso, países de primeiro mundo, com população mais rica, com pleno acesso a educação e saúde, e onde nem se imagina o que seja a dor de passar fome, têm muito menos empregados (políticos, employees) do que nós.

 

Mas voltando aos partidos, eles também geram aberração e mensalão. É o tal do cada um por si, do salve-se quem puder, coisa de republiqueta de quinta.

 

Portanto, enquanto nós, viventes do mesmo chão, continuarmos a contratar a corja (maus políticos), ela continuará oferecendo privilégios e benesses aos que estão abaixo, acima, à direita e à esquerda, para eternizarem a farsa e o assalto miúdo às nossas carteiras e à nossa dignidade, as quais temos entregado de bandeja, como se nada valessem. Não é para isso que supostamente evoluímos como seres humanos, e que somos considerados cidadãos.

 

Pensa nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: a advogada negra que a cidade escolheu para ficar

 

Por Graça Barbosa
Ouvinte-internauta da CBN

 

 

É até difícil de começar… porque quando no Nordeste estava, só ouvia falar de São Paulo como uma cidade de assaltos, violência, … confesso que muito temia, mas a minha euforia de conhecer acabou sendo maior que o medo!

 

Meu pai me trouxe dizendo que lá em Pernambuco, em um município de nome Mariana ou Manari, não tinha futuro pra mim. Eu já nem morava lá! Coisas de pai.

 

São Paulo me aguardava com muitas alegrias e também dores e, com certeza, tive alguns amores, uns felizes outros não… mas aqui estou desde 26 de Janeiro 1996.

 

O primeiro acontecimento foi a morte trágica dos Mamonas Assassinas e os temporais de verão, que naquele janeiro destelhou o barraco da minha irmã. Isso, sim, foi um grande trauma. Queria voltar no dia seguinte para o nordeste, pois lá eu tinha uma casa segura para dormir, mas meu pai não deixou. Bendito seja o meu pai por não me deixar voltar!

 

Acabei me apaixonando por tudo aqui. Vivi momentos de muitas alegrias por onde passei e, também, muitas tristezas, mas aqui estou.

 

Já trabalhei de tudo desde que cheguei: empregada doméstica; lojas de CD, onde conheci meu segundo pai que me ajudou muito aqui em São Paulo e agora está em outro plano: viva, João Gordo!

 

Há dois anos fui até despejada, mas como um milagre fui admitida para trabalhar em uma universidade e ganhei 100% de bolsa de estudo. Hoje estou matriculada e daqui cinco anos São Paulo terá a advogada negra que ela escolheu para ficar.

 

Graça Barbosa é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também a sua história de São Paulo. Escreva para milton@cbn.com.br e leia outros capítulos da nossa cidade no meu blog miltonjung.com.br

Mundo Corporativo: Roberto Grosman, da agência F.biz, fala de comunicação integrada

 

 

“Com a internet, e a internet a gente fala no singular, mas é uma multiplicidade de plataformas, cada um tem um formato novo, uma forma nova de você conversar com as pessoas, de levar sua mensagem para as pessoas, então isso faz com que o número de opções se torne muito maior, muito mais complexo e, também, que tenha muito mais oportunidades para se falar com seus públicos”. A opinião é de Roberto Grosman, co-fundador da F.biz, agência de comunicação integrada, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Grosman fala da necessidade de se integrar a comunicação das empresas e negócios nos ambientes online e offline e saber como se comportar diante das múltiplas oportunidades oferecidas pela internet

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, a partir das 11 horas da manhã, no site da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem as colaborações de Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

Comissão especial aprova redução da maioridade penal para crimes hediondos

 


Por Milton Ferretti Jung

 

Nossa Presidente e o PT, ultimamente, estão “levando uma fumada”por dia,como se dizia nas  antigas.  Agora, perderam, ao menos parcialmente, a guerra que faziam para evitar a vitória dos defensores na questão da maioridade penal. Unidos, o presidente da Câmara,Eduardo Cunha e o PMDB,conseguiram convencer os que ainda resistiam,querendo que somente dos 18 anos em diante o sujeito fosse considerado maior. Isso acontecerá para quem tiver 16 anos e cometer crimes hediondos (como latrocínio e estupro), homicídio doloso (intencional), lesão corporal grave, seguida ou não de morte, e roubo qualificado. Pelo texto aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados, jovens entre 16 e 18 anos cumprirão a pena em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos adolescentes menores de 16 anos. Decisões que ainda precisarão passar pelo plenário da Câmara e do Senado e serem sancionadas pela Presidente antes de virarem lei.

 

Se já estivesse em vigor a diminuição,nos moldes que foi aprovada em comissão, lembro o que vi na televisão nessa quarta-feira. O Datena,cujo programa na Band trata de escabrosos assuntos,pôs o foco nos assassinatos de jovens,em uma cidadezinha do interior de Terezina. As mocinhas, depois de estupradas,eram jogadas em uma pedreira. Uma delas, com ferimentos gravíssimos no rosto e em outras parte do corpo,não resistiu. Imaginem a dor dos familiares dessas mocinhas,principalmente o sofrimento do pai da jovem, que ele acompanhou no hospital até morrer. 

 

Não consigo pensar nas pessoas que defendem a permanência da maioridade penal em 18 anos e,para tal, são padrinhos dos “coitadinhos”,sem dar-se conta de que também podem,mais dia,menos dia,ficar à mercê dos facínoras mirins. Não só esses cometem os mesmos crimes praticados pelos adultos (os de 18 anos para cima),sem dó nem piedade,como descobriram que havia outros meios de ferir e matar. Os bailes “funks”,normalmente um divertimento para pessoas de todas as idades,em especial no interior dos estados,onde o policiamento é precário ou inexistente,transformaram-se em locais escolhidos pelos bandidinhos e os seus “professores”,mais velhos e espertos. Inúmeros desses bailes deixaram famílias órfãs ou pais de filhos que perderam os seus nas brigas pós bailes.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai – o que não significa que ele concorde com as minhas opiniões. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele – o que não significa que eu concorde com as suas opiniões)

Um filme para quem já se divertia com “Sabrina”

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA
“50 Tons De Cinza”
Um filme de Sam taylor.
Gênero: Amor.
País:USA

 

Todos no planeta terra e arredores devem ter ouvido falar na trilogia de livros “50 Tons de Cinza”. Esse filme é correspondente ao primeiro deles. Conta a história de amor entre um sadomasoquista, multitalentoso e bilionário com uma menina inocente e sem muitos atrativos. Assim foi no livro, assim é no filme.

 

Por que ver:
É um romance chocolate com pimenta… Bom, já é melhor do que água com açúcar, né? Para quem leu o livro, vai se decepcionar um pouco, pois no livro as coisas se encaminham para um soft pornô o que não acontece no filme… Um grande e poderoso freio foi acionado nas horas picantes, que na verdade são o atrativo do livro, pois virtuosismo literário passa longe do mesmo. Mas, para quem já se divertia com o “Sabrina”(alguém lembra destes livrinhos?) está mais do que ótimo.

 

Como ver:
Com parceiro/a, pois apesar de “tranquilo”em termos pornográficos, ainda gera desconforto ao ser assistido com amigos e parentes.

 

Quando não ver:
Se no seu imaginário, assim como no meu, o Ian Somerhalder é o Cristian Grey.Este Cris não convence! Achei sua atuação fraca, e sua beleza inferior a do livro… Outro fato que incomoda, é que no filme fica mais evidente ainda a discrepância entre possibilidade e o que foi mostrado em relação aos multitalentos do Cris. Na boa, o cara tem tantos talentos que está no filme errado… Ele precisava ser o Edward Cullen (vampiro com 159 anos) do “Crepúsculo” para ter tido tempo de aprender a tocar piano, pilotar helicóptero, planador, ter a barriga tanquinho e ainda ficar bilionário…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve sobre bonas e maus filmes no Blog do Mílton Jung

Mercado de carros de luxo no Brasil cresce apesar da crise no setor automotivo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Mundos opostos: o mercado automotivo no Brasil vive um momento difícil com a crise econômica no país. O aperto no financiamento, principalmente para consumidores de carros populares, diminuiu ainda mais a fatia das principais gigantes do setor – General Motors, Fiat, Volkswagen e Ford. O resultado é que fabricantes estão parando sua produção e demitindo funcionários como se percebe no noticiário. Por outro lado, o mercado de carros de luxo está em pleno crescimento, alheio à crise.

 

De acordo com dados do jornal O Estado de São Paulo, BMW, Audi e Mercedes-Benz, que juntas dominam 70% do mercado automotivo de alto padrão no Brasil, venderam cerca de 14 mil unidades de janeiro a abril, o que representa um crescimento de 18% somente nesse período. São veículos com preços que variam de R$ 96 mil a R$ 960 mil reais.

 

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Com tantas incertezas que vive o país, muitos devem se questionar: quem são esses consumidores?

 

O mercado de luxo lida com um público de altíssimo poder aquisitivo, a princípio não atingido por crises econômicas ou, certamente, em menor escala.

 

É essencial ressaltar que há um questão comportamental muito importante que comanda boa parte desse consumo. Quem vive a experiência do luxo há algum tempo tende a ter um comportamento mais sutil na busca por novos produtos, principalmente em tempos de crise.

 

Ao mesmo tempo, cresce cada vez mais o número de milionários no Brasil, criando uma demanda de compradores ávidos por novidades, pelo consumo, por usufruir de seu poder aquisitivo relativamente recém conquistado. E automóvel é uma paixão nacional. Sonho de consumo de muitos brasileiros. E símbolo de status.

 

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Uma vez que parcela desses consumidores adquire condição privilegiada pode por prática esse sonho e comprar automóveis de marcas prestigiosas como BMW, Audi, Mercedes-benz, Volvo, Land Rover, Porsche ….

 

E você, com qual carro você sonha ainda possuir?

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP, MBA em Marketing pela PUC-SP e MBA em Gestão do Luxo na FAAP. É autor do Blog Infinite Luxury e escreve, às sextas-feiras, no Blog do Mílton Jung.

Marcas de clubes brasileiros crescem 81% em cinco anos e valem R$ 8,32 bilhões

 

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Apesar de não ser a especialidade deste blog (aliás, temos alguma?), volto a tratar do futebol e, por raro que seja, não irei me referir especificamente ao Grêmio, figura central dos textos publicados sob o selo da “Avalanche Tricolor”, mesmo porque o artigo, desta vez, tem muito a ver com o mundo corporativo.

 

Hoje, trago informações que nos dão ideia mais clara sobre o tamanho deste negócio que gira em torno da bola. A consultoria BDO Sports Management acaba de divulgar estudo no qual identificou que, nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 81% no valor das marcas consolidado dos 30 maiores clubes brasileiros, chegando a R$ 8,32 bilhões.

 

Pela primeira vez, desde 2011, o Corinthians perde o primeiro posto do ranking, sendo superado pelo Flamengo que vale, agora, cerca de 1 bilhão e 243 milhões de reais. O time paulista apesar de ter se valorizado de um ano para o outro, ficou um pouco abaixo do seu concorrente direto e vale 1 bilhão e 241 milhões. Na sequência, aparecem mais dois clubes paulistas: São Paulo (R$ 878,1 mi) e Palmeiras (R$ 651,2 mi).

 

O primeiro clube fora do eixo Rio-SP a se destacar no ranking é o meu Grêmio (RS) que se mantém como a quinta marca mais valiosa entre os clubes brasileiros, segundo a BDO. Em 2015, a marca Grêmio passou a valer R$ 590,1 mi, pouco acima do seu rival, o Internacional (RS) , que aparece em sexto lugar, e vale R$ 580,7 mi.

 

Neste ano, o Cruzeiro (MG) assumiu o sétimo lugar do ranking, passou a frente do Santos (SP) e se distanciou do Atlético (MG).

 

Confira a posição e o valor da marca do seu time:

 

Valor das Marcas

 

Para chegar a este valor, a BDO coleta informações tais como os dados financeiros dos clubes, perfil e hábitos de torcedores, dados de marketing esportivo, além de informações econômicas e sociais dos mercados nacional e local em que atuam.

 

Os clubes brasileiros têm excelente oportunidade de se valorizarem ainda mais nos próximos anos com a reorganização da modalidade, a partir de mudanças na CBF (o que parece mais próximo dada a crise que a entidade se envolveu) e do enquadramento deles na lei de responsabilidade fiscal do esporte, que faz parte da MP do Futebol.

 

Nessa quarta-feira (dia 17/06), deve ser votado o relatório do deputado Otávio Leite (PSDB) sobre a medida provisória que trata entre outros temas do refinanciamento das dívidas fiscais e trabalhistas dos clubes de futebol profissional. A MP cria o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), um instrumento de refinanciamento que exige dos clubes que aderirem o cumprimento de exigências de responsabilidade fiscal e gestão interna.

 

Ao se adaptarem as novas regras, a tendência é que os clubes sejam geridos de forma mais transparente e profissional, fatores que oferecerão confiança aos investidores.

 

“É proibido proibir” ganha de goleada

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Brasil, sétima economia do mundo, é de extremos. Impedíamos a moderna história nacional proibindo a publicação de biografias não autorizadas, enquanto países desenvolvidos mantinham uma abertura absoluta, permitindo edições de toda espécie.

 

Há uma semana, o STF mudou tudo. “Cala a boca já morreu” disse a ministra Carmen Lúcia, relatora do processo que derrubou a exigência de autorização prévia para biografias. Nessa longa batalha, a vitória unânime não foi a única vantagem, pois vilões e heróis foram identificados.

 

“Roberto Carlos em detalhes” foi recolhido por ação do “Rei”, que alegava intromissão na sua vida e no seu bolso. Certamente mais no bolso porque o livro de Paulo Cesar de Araujo não apresenta nenhuma faceta negativa. É como se fora escrito por um fã.

 

Caetano Veloso, o autor de “É proibido proibir”, impediu a publicação de sua biografia após sete anos de elaboração. Além disso, deve ter sido consultor da ex-mulher para através do “Procure Saber”, após reunir Chico Buarque, autor de Cálice, Gil e o próprio Caetano, todos vítimas da censura e exilados durante o período ditatorial, saírem a público com Roberto Carlos em defesa da proibição às biografias não autorizadas.

 

A biografia de Mick Jagger na edição brasileira não contém a parte do canil, por exigência da apresentadora Luciana Gimenez.

 

Lily Safra conseguiu no Brasil o que não obteve na Europa. Proibiu a publicação de sua biografia.

 

Livros

 

Paulo Coelho, o mais bem sucedido escritor brasileiro de todos os tempos, talvez o mais criticado, e dono do melhor exemplo, pois abriu a Fernando Morais a sua vida, não gostou da biografia feita, mas liberou-a, se posicionou em relação aos 9×0 na Revista Época:

“Depois que Roberto Carlos conseguiu o que quis, largou o grupo. A culpa ficou com os chamados progressistas. Porque, do Roberto Carlos, todo mundo esperava uma atitude assim, mas ninguém esperava do Caetano, do Gil, do Chico. Os artistas que apoiaram o cantor na luta pela proibição de biografias não autorizadas caíram numa “armadilha de quinta categoria, como patinhos”

 

Será que é a credulidade apontada por Paulo Coelho que explica os “progressistas” ou seria a ganância?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.