Comissão especial aprova redução da maioridade penal para crimes hediondos

 


Por Milton Ferretti Jung

 

Nossa Presidente e o PT, ultimamente, estão “levando uma fumada”por dia,como se dizia nas  antigas.  Agora, perderam, ao menos parcialmente, a guerra que faziam para evitar a vitória dos defensores na questão da maioridade penal. Unidos, o presidente da Câmara,Eduardo Cunha e o PMDB,conseguiram convencer os que ainda resistiam,querendo que somente dos 18 anos em diante o sujeito fosse considerado maior. Isso acontecerá para quem tiver 16 anos e cometer crimes hediondos (como latrocínio e estupro), homicídio doloso (intencional), lesão corporal grave, seguida ou não de morte, e roubo qualificado. Pelo texto aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados, jovens entre 16 e 18 anos cumprirão a pena em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos adolescentes menores de 16 anos. Decisões que ainda precisarão passar pelo plenário da Câmara e do Senado e serem sancionadas pela Presidente antes de virarem lei.

 

Se já estivesse em vigor a diminuição,nos moldes que foi aprovada em comissão, lembro o que vi na televisão nessa quarta-feira. O Datena,cujo programa na Band trata de escabrosos assuntos,pôs o foco nos assassinatos de jovens,em uma cidadezinha do interior de Terezina. As mocinhas, depois de estupradas,eram jogadas em uma pedreira. Uma delas, com ferimentos gravíssimos no rosto e em outras parte do corpo,não resistiu. Imaginem a dor dos familiares dessas mocinhas,principalmente o sofrimento do pai da jovem, que ele acompanhou no hospital até morrer. 

 

Não consigo pensar nas pessoas que defendem a permanência da maioridade penal em 18 anos e,para tal, são padrinhos dos “coitadinhos”,sem dar-se conta de que também podem,mais dia,menos dia,ficar à mercê dos facínoras mirins. Não só esses cometem os mesmos crimes praticados pelos adultos (os de 18 anos para cima),sem dó nem piedade,como descobriram que havia outros meios de ferir e matar. Os bailes “funks”,normalmente um divertimento para pessoas de todas as idades,em especial no interior dos estados,onde o policiamento é precário ou inexistente,transformaram-se em locais escolhidos pelos bandidinhos e os seus “professores”,mais velhos e espertos. Inúmeros desses bailes deixaram famílias órfãs ou pais de filhos que perderam os seus nas brigas pós bailes.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai – o que não significa que ele concorde com as minhas opiniões. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele – o que não significa que eu concorde com as suas opiniões)

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