Ajude-me a construir a nova sede da Cáritas Santa Suzana

 

 

Conheci o trabalho da Cáritas Santa Suzana pelas mãos do Padre Manoel, que reza as missas na Capela da Imaculada Conceição, local que frequento aos fins de semana como já devo ter contato em outras oportunidades neste blog. A ação pedagógica e de formação que os voluntários desenvolvem há mais de dez anos é contagiante. São cerca de 350 crianças de famílias carentes que passam pela instituição e recebem apoio socioassistencial, no bairro Monte Kemel, zona oeste de São Paulo. Muitos desses jovens já foram para a universidade ou encontraram oportunidade no mercado de trabalho, graças ao apoio de empresas que investem neste projeto. Outros tantos, levaram o conhecimento, adquirido nas muitas atividades realizadas, para dentro de suas casas e compartilharam com parentes, amigos e colegas. A obra que se realiza neste espaço é transformadora pois atende jovens e suas famílias que moram em algumas das maiores favelas das zonas sul e oeste da capital paulista, tais como Paraisópolis, Real Parque e Vila Praia.

 

Durante todo esse tempo, a Cáritas recebeu as crianças e adolescentes em conteiners adaptados para serem salas de aula. Agora, chegou a hora de mudar este cenário. Aproveitando o terreno próprio, um grupo de voluntários iniciou trabalho de captação de recursos para erguer uma nova sede, muito mais moderna, confortável e digna, que ampliará ainda mais o alcance deste projeto. As novas instalações terão um edifício principal, com 1.700 m2 de área construída, ladeado por um pátio externo de 1.000 m2, estacionamento multiuso, com 3.100 m2 área construída – que também será fonte de renda para a Cáritas -, e espaços para hortas e jardins.

 

Eu estive no local onde o prédio está sendo erguido e aproveitei para fazer uma transmissão, através do Periscope, oportunidade em que conversei com várias pessoas que assistiram ao vídeo, ao vivo, e enviaram perguntas pelo aplicativo. Um resumo deste vídeo está publicado aqui no blog e você poderá ver que a obra está avançando, principalmente devido a ajuda de um fundo do governo da Itália destinado a projetos de caridade em países do terceiro mundo. Apesar da colaboração, ainda são necessários cerca de R$1milhão para sua conclusão, e você está convidado a nos ajudar com qualquer quantia que estiver ao seu alcance.

 

As doações devem ser feitas em dinheiro na conta bancária da Cáritas Santa Suzana:

 

BANCO BRADESCO
AG 2403-1
CC 28573-0

 

CÁRITAS SANTA SUZANA
CNPJ 64.033.061/0016-14

O ganhador do livro Comunicar para liderar é …

 

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Muita gente bacana e criativa participou do concurso que promovemos no Twitter sobre o livro “Comunicar para liderar” que escrevi com a fonoaudióloga Leny Kyrillos. A ideia foi incentivar as pessoas a publicarem uma frase relacionada ao tema principal do livro que mostra como a comunicação é essencial para quem pretende liderar uma empresa, um grupo de trabalho ou a sua própria carreira.

 

O vencedor do concurso foi Rodolfo Silveira (@RudSilveira), que vai receber em casa um exemplar de “Comunicar para liderar”, graças a seguinte frase:

 

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Recebemos durante esse período mais de 30 frases bem interessantes e houve alguns que nos deram uma baita força compartilhando nossa campanha através de seu perfil no Twitter. Todos esses ganham um cupom de 25% de desconto para a compra do livro no site da Editora Contexto. A palavra-chave vai por mensagem direta no Twitter. Caso você tenha mandado sua frase ou retuitado nossa promoção e não recebeu o cupom, é só me avisar por aqui ou pelo próprio Twitter.

 

Valeu!

Avalanche Tricolor: Geromel e Erazo, zagueiros que conquistaram nosso respeito

 

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Brasileiro – Moisés Lucarelli,Campinas/SP

 

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Em uma manhã na qual abdicamos de jogar bola seja pelo horário, pelo gramado, pelo calor, pela maratona que estamos enfrentando ou, e imagino que este tenha sido um dos principais motivos, pelo próprio adversário, ao qual vencemos poucas vezes na casa dele, vou dedicar esta Avalanche a dois jogadores que têm merecido nossas atenções há algum tempo, mas que, pela correria das vitórias e bons resultados, costumam ficar em segundo plano diante do desempenho de nossos homens de meio de campo e ataque.

 

Geromel, confesso, soube que vestia a camisa do Grêmio, no início do ano passado, quando me atrevi a jogar o Fifa 2015, no Xbox, com os meus meninos . Fui surpreendido com aquele zagueiro recém-chegado ao clube fazendo parte dos titulares na formação automática do jogo eletrônico. O curioso era ver a perfomance dele no meu time. Com escore mais avançado que a maioria dos demais, sempre aparecia em destaque e, inclusive, fazendo gol. Geromel havia se transformado em meu ídolo digital, sem jamais tê-lo visto em campo pelo Grêmio. Naquela época, o defensor, que havia rescindido seu contrato com o Mallorca, da Espanha, e não encontrara lugar no clube ao qual pertencia, o Colônia, da Alemanha, acabara de ser emprestado ao tricolor. Demorou para se firmar como titular e, principalmente, para, no futebol de verdade, me fazer confiar nele tanto quanto confiava no futebol virtual. Às vezes, parecia desengonçado ao despachar a bola para longe. Outras, me dava a impressão de que era muito estabanado na marcação e fazia faltas desnecessárias. Claramente, não era um zagueiro para botar a bola no chão e sair jogando com seus companheiros. Hoje, atua como poucos nesta posição e se transformou no ponto de segurança de uma equipe cada vez mais atacada por seus adversários.

 

Erazo chegou ao Grêmio neste ano. E dele mais havia ouvido falar do que havia assistido jogar. Sabia que deixara o Flamengo porque não passava muita confiança para o torcedor. E do que fazia na defesa do Equador, a única referência era seu apelido: “El Elegante”. Nesse futebol publicitário que temos, convenhamos, os apelidos que acompanham alguns atletas não estão a altura de sua performance. Que o digam os “matadores”, “gladiadores” e “guerreiros” que vestiram nossa camisa. Emprestado ao Grêmio pelo Barcelona de Guayaquil, as primeiras participações dele neste ano não me ofereciam grande expectativa. Seria apenas mais um reserva para Rhodolfo, este sim carregando na braçadeira de capitão todo nosso respeito. Por força das negociações, transformou-se em titular e torcer pelo sucesso dele era o que nos restava. Com uma tranquilidade que causa angústia e precisão que nos oferece confiança, o zagueiro equatoriano conquistou minha admiração. Foi bem no Gre-Nal, foi bem na partida seguinte, e o mesmo se repetiu nos demais jogos, e mais uma vez foi dos melhores do time. Por cima, tira o que pode, por baixo desarma com firmeza. Soube, hoje, que ainda não recebeu cartão amarelo, o que para mim é algo que não combina com a função que exerce no campo, mas se é capaz de fazer tudo que faz e ainda levar consigo esse mérito, que assim seja para todo e sempre.

 

Nossos dois zagueiros titulares, Geromel e Erazo, cresceram com o Grêmio e, hoje, são a garantia de que se as coisas não estiverem muito bem do meio para frente, eles estarão lá atrás para evitar um estrago maior. Foi o papel que cumpriram nesta manhã de domingo ao segurarem o empate que nos permitiu seguir na disputa do título e distante de ser ameaçado no G-4. Minha torcida é que eles sigam nesta evolução, mas que se mantenham como coadjuvantes em um time em que os astros têm de brilhar e voltar a marcar gols.

De fim do mundo

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Tenho vergonha de postar notícias escabrosas do nosso desgoverno federal. Tenho vergonha de postar frases ininteligíveis de gentinha sem a mínima formação moral e cultural, informação e vergonha na cara, mas não consigo me conter.

 

Nunca, em nenhuma fase da minha incrível vida, vi e ouvi o que tenho visto e ouvido. Talvez por falta de costume, de prática, e de traquejo na convivência com o crime, a mentira, a ignorância, o terrorismo e com a sem vergonhice desbragada.

 

Na linguagem “social e integradora” do pedaço de carne humana mais vil que já brotou no Brasil, os pronomes pessoais nós e eles se transformaram em arma preconceituosa contra os que, como meu avô, meu pai e eu, ralamos, estudamos, trabalhamos e escolhemos um caminho honrado e digno de admiração.

 

Meu avô veio da Europa com seus pais, e não puderam trazer nada consigo, porque saíram fugidos da guerra, da escassez, da violência da degradação do ser humano. Vieram em busca das promessas da nova terra, onde plantando tudo dava e onde o céu era mais azul.

 

Vô Pedro, meu amado vovô, inimigos da paz vêm pintando o Brasil de vermelho com o nosso sangue e a cor da nossa vergonha, e eu ando aqui desacorçoada com a bandalheira que tomou conta do país escolhido pelo teu pai, para vivermos.

 

Meu avô não encontrou facilidade alguma. Imigrantes que eram, não tinham condições de conseguir emprego tão bom quanto os locais, mas não recusaram trabalho. Minha bisavó Maria da Luz arregaçou as mangas, prendeu os longos cabelos numa trança, e foi para o fogão. Com suas panelas, sustentou filha, genro, netos e nos abrigou a todos em sua casa. Genro e netos também arregaçaram as mangas e foram à luta. Meu pai começou a vida de trabalhador honrado, aos quatorze anos, o que hoje é considerado crime. Hoje, o jovem que precisa ajudar em casa procura trabalho escuso, que o aceita com muito prazer. E a mesma sociedade que o alija, corre atrás dele para prendê-lo ou matá-lo.

 

Mas voltando ao meu pai, o seu Solla teve seu primeiro emprego na Fábrica de Pincéis Tigre, com o seu Nicolau Jacob Filho. Foi o seu Nicolau quem lhe deu o primeiro par de sapatos novos e o incentivou a aprender, aprender, aprender. E ele aprendeu e trabalhou por mais de sessenta anos na mesma empresa, que passou de pai para filho, o seu Nicolau Jacob Neto. Eram empresários (hoje demonizados) ricos e cultos, e nós frequentávamos a sua casa, como se fôssemos da família.

 

Meu pai, de origem humilde, foi crescendo dentro dos padrões de retidão, esforço e dignidade. Aprendia com quem sabia mais do que ele e era respeitado porque respeitava todos. Não tinha rua em que ele passava, que não se ouvia: Solla! e ele abanava. Solla! e ele corria para atender. Solla! e ele parava para escutar. Tinha eu, menina, a impressão de que ele era o homem mais conhecido e importante do mundo. Meu coração inchava de orgulho. Ele abanava para quem o saudava, e eu, me sentindo importante, com meus olhos mal alcançando o nível da janela do carro, esticava o pescoço, orgulhosa, e abanava também.

 

O objetivo dele foi sempre o de dar à família o que ele não tivera a chance de ter. Cuidou sempre para que eu tivesse a melhor educação formal possível, e em casa a formação social. E era duro: eu pedia sua bênção e a de minha mãe e avós, não falava à mesa de refeições e respeitava todos, sem distinção de raça, credo ou situação financeira. Ofereceu-me o impossível, mudava de bairro e de casa, sempre que minha prima Cirley, a primeira da família a seguir uma formação universitária, o orientava sobre a melhor escola.

 

E é gente como a minha família e eu, que um boçal ignorante qualquer se atreve a chamar de coxinha?

 

O mundo acabou!

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: andava de bicicleta com licença da prefeitura, em Pinheiros

 

Por Silvia Maria Aleixo Araujo

 

 

Bairro de Pinheiros … aquele que a atualidade desconhece.

 

Pinheirense da gema.

 

Nasci no prédio que ainda está lá, no térreo funciona o famoso bar das Batidas, bem atrás da Igreja Nossa Senhora do Montserrat, no largo de Pinheiros. Ali no largo, o bonde que descia a rua Theodoro Sampaio fazia a volta e retornava para a rua Xavier de Toledo, no centro.

 

O grupo escolar era na rua Sumidouro. Arquitetura dos anos 40/50, naquela época sem muros, só jardins, construção que lá permanece livre das obras do metrô e da tal revitalização do bairro que o descaracterizou em nome do progresso.

 

Era um bairro tranquilo, eu andava de bicicleta – ela chegou a ter uma placa de licença da prefeitura – no largo de Pinheiros e na rua Cardeal Arcoverde, onde moravam meus avós, entre a rua Theodoro Sampaio e a avenida Eusébio Matoso, onde hoje é o Shopping Eldorado e naquela época, um campinho de futebol.

 

Trânsito escasso e o respeito entre as pessoas era evidente.

 

No Carnaval, a família, primos e amigos sentavam em cadeiras nas calçadas da rua Theodoro Sampaio para assistir à passagem dos blocos carnavalescos, enquanto brincávamos com lança-perfume e seringas plásticas com ‘sangue de diabo’, um corante vendido em farmácia.

 

Brincadeiras inocentes e crianças felizes.

 


O Conte Sua História de São Paulo tem narração de Mílton Jung e sonorização do Cláudio Antonio. Você pode participar enviando seu texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: José Ricardo Noronha ensina a vender mais, gastando menos e fazendo melhor

 

 

“É importante que a gente desmistifique essa ideia de que não somos vendedores e, mais importante do que isso, que saibamos nos vender, que nos entendamos, claro, entre aspas, como produtos. E quanto melhor for a nossa competência por vender o melhor produto do mundo, que somos nós mesmos, maiores são as chances de a gente atingir o tão sonhado sucesso”. É assim que o consultor José Ricardo Noronha defende a ideia de que todos devem estar preparados para vender e se vender, desenvolvendo estratégias e habilidades essenciais para o progresso na carreira profissional. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, Noronha se propõe a ajudar as pessoas a vender mais, gastando menos e fazendo melhor. Além de vendedor apaixonado pela profissão, ele é autor do livro “Vendas, como eu faço?”, publicado pela Editora Évora.

 

Você assiste ao vivo, o programa Mundo Corporativo, no site http://www.cbn.com.br, todas as quartas-feiras, 11 horas da manhã, e participa com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN).

Encantamento de clientes tem de ir além da propaganda dos bancos na televisão

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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As propagandas dos bancos brasileiros na televisão nos remetem às antigas propagandas de margarina: famílias perfeitas, casas lindas, aquela mesa de café da manhã digna de hotéis de luxo. No caso dos bancos, tentam transmitir a ideia de relacionamento perfeito, agilidade, prestabilidade … “nem parece banco”, dizem os próprios bancos. Na prática, o cenário é bem diferente, mesmo que a instituição tenha foco no consumidor de alta renda.

 

Um exemplo aconteceu comigo, há pouco tempo, em experiência com o Itaú Personnalité: após ser informado, através da fatura, pelo programa de relacionamento do banco, de que 315 pontos iriam expirar, descobri que o “saque” havia sido bem maior. Ao acessar o extrato online, tinham sido retirados 20.874 pontos. Registrei a reclamação no SAC da instituição, sem sucesso. Para o banco estava claro que, desde 2012, os pontos acumulados teriam validade de 36 meses. Reclamei no Banco Central que encaminhou o caso à ouvidoria da instituição na qual sou cliente. Novamente, sem sucesso. Algum avanço surgiu apenas quando registrei a queixa na página do banco no Facebook. Aceitaram devolver 5.822 pontos. Era pouco diante do que havia perdido, por isso solicitei nova apuração. Sobre a reclamação da ouvidoria, a resposta final foi que o banco tem direito, por contrato, de alterar a validade dos pontos no programa de benefícios e eu fui negligente em deixar que estes expirassem.

 

O esforço que alguns bancos têm feito para melhorar a relação com seus correntistas, especialmente quando tratamos das instituições que atuam no segmento premium e luxo, ponto central desta nossa coluna semanal, é evidente. Basta ver o crescimento no número de agências, bem decoradas e privativas, que levam as bandeiras do Bradesco Prime, HSBC Premier, CitiGold, Santander Select e o próprio Itaú Personnalité. Aos clientes de alta renda, são oferecidas vantagens especiais, produtos financeiros mais atrativos, atendimento multicanal personalizado e benefícios supostamente vantajosos. Estratégia que corre o risco de ser desperdiçada no momento em que a instituição deixa de se colocar no lugar do cliente, tampouco oferece a ele qualquer alternativa para amenizar o descontentamento.

 

Atendimento personalizado? Foco no cliente? Relacionamento? Esses conceitos não podem ser esquecidos pelos bancos. Atendentes sem preparo ou noção de como se aproximar do cliente, com falas prontas e lidas na tela de um computador e sem saberem explicar às questões feitas ao telefone, acabam substituindo a excelência apresentada no comercial de TV.

 

No caso específico do Itaú Personnalité, há gerentes de excelente qualidade, que prezam e investem no relacionamento, parte deles trouxe esta cultura do BankBoston, banco americano, comprado em 2006, que investia pesado na gestão de pessoas, formando profissionais altamente qualificados, tanto por conhecerem com profundidade os produtos oferecidos quanto pela sensibilidade para compreender o cliente. Uma lição de que esses aspectos precisam integrar a política geral do banco, caso contrário outros elos do processo fragilizam o relacionamento com os correntistas.

 

No mercado premium e luxo o descuido no atendimento tanto quanto a redução na qualidade de produtos e serviços beiram o inaceitável, pois estes são clientes muito mais exigentes e sensíveis à excelência prestada pela instituição com a qual se relacionam. Aconteceu, por exemplo, com o Bradesco Prime, conforme já conversamos em coluna anterior que você pode ler aqui:

 

Cortar benefícios no cartão é cortar relacionamento com cliente

 

O Itaú Personnalité também já havia, em 2013, mudado a oferta que fazia em seu programa de pontos dos cartões. Até então, cada ponto equivalia a 1 milha das companhias aéreas e hoje é necessário 1,25 ponto Itaú para receber uma milha. São cartões com anuidade que variam de R$360 (Platinum) a R$830 (Black), valores que podem variar conforme a movimentação financeira do correntista.

 

O corte de benefícios e o atendimento impróprio podem se traduzir em um golpe na relação cliente e empresa, especialmente porque a sociedade contemporânea exige que se invista cada vez mais em gestão de pessoas tendo como maior meta atender, entender e encantar – não apenas na publicidade.

 

Aproveito para deixar mais dois artigos escritos aqui no Blog sobre os bancos e o mercado de luxo:

 

O que os bancos no Brasil podem aprender com o mercado de luxo

 

Nos bancos nem tudo está na palma da mão

 

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

A pracinha em frente de casa e o Citroën de cano reto

 

Milton Ferretti Jung

 

Recém havia sentado e preparado o meu computador a fim de escrever o texto para o blog do Mílton, que não é uma obrigação,mas,isso sim, uma satisfação para um pai aposentado cujo único compromisso,nos últimos tempos,é visitar médicos das mais variadas especialidades. Aliás, são tantos que deixo parte da organização dessa tarefa à Maria Helena,minha mulher,filha de farmacêutico, que trabalhou alguns anos na farmácia paterna e é bem mais afeita,por isso, a lidar com os que cuidam da minha saúde. Este escriba de Facebook que,talvez,alguém leia,seja por curiosidade ou amizade,sempre acha assim tempo para redigir esta coluna,nem sempre nas quintas-feiras,conforme minha combinação com o filho,este sim um escritor de verdade. Por falar nisso,recentemente,ele lançou um livro em parceria com a fonoaudióloga Lenny Kyrillos,com este título:”Comunicar para liderar”.Recomendo a sua leitura e não é por corujice paterna,mas porque já o estou lendo e é muito bom.

 

Não era bem este o meu assunto,mas os caminhões que durante um dia inteiro subiram e desceram a rua onde moro. Acontece que os tais caminhões passaram fazendo isso por pelo menos dez dias. Retiravam terra e restos de árvores de um terreno baldio,o último existente, por sinal,na Dr.Possidônio da Cunha, em Porto Alegre. Um pensamento,às vezes,corre atrás do outro ou mesmo dos outros. Este me veio à cabeça ao assistir à azáfama dos caminhões,que chegavam vazios ao terreno que limpavam e saíam carregadíssimos,fazendo um barulho ensurdecedor. Não são eles,porém,os protagonistas da historiazinha que vou contar e da qual me lembrei quando escrevi que os monstrengos ruidosos levavam o que chegou a ser um espaço arborizado e não um simples barral. Ainda,no entanto,tergiverso e,com isso,deixo entrar no que interessa ou pode interessar.

 

Na minha infância e até casar,morei com os meus pais em uma rua que,bem na frente da casa paterna,se unia a outra. A minha era a 16 de Julho,a vizinha dela,Zamenhoff. As duas,por muito tempo,possuíam,entre as suas casas,terrenos baldios. Os terrenos baldios eram os locais onde brincávamos de esconde-esconde e,principalmente,jogávamos as nossas peladas.Para desespero dos nossos pais, chegávamos em casa com os sapatos em pandarecos. Naquela época não haviam ainda inventado sequer as alpargatas e os sapatos não eram baratos. Os espaço livres foram terminando.Recebiam casas modernas e acabavam, principalmente,com o futebol que a gente jogava. A única bola que usávamos – bola de tento – como eram conhecidas,tinha um dono,o Airton Stein. No bom do jogo,a mãe do dono da bola o chamava para tomar café ou dar um pulo no armazém para comprar isso ou aquilo.

 

Escrevi que os espaço livres para se brincar foram,aos poucos,virando casas.Sobrou a “pracinha” que ficava na junção das duas ruas a que já me referi. Em roda da “pracinha”,ficavam as casas mais próximas dela.Volta e meia,a bola do Airton ia parar dentro de uma dessas casas. E a bronca do residente era imediata. Alguns faziam de conta que nos deixariam sem bola.

 

Encontrávamos,entretanto,novos “esportes”. Bola de gude,bolinhas de tênis muito usadas,etc. A “pracinha”,que a prefeitura tentava transformar em praça de verdade, nunca passou do diminutivo. As flores da prefeitura nunca chegaram a crescer e inventávamos,a casa dia ou durante algum tempo,toda a espécie de “esportes”. Jogou-se nela desde futebol,vôlei e até tênis,com rede e tudo.

 

A “pracinha” teve,inclusive,os seus personagens. Um deles,de repetente,sofria um ataque e o remédio era lhe pôr na mão a bola do Airton. O outro menino problemático não jogava. Apenas nos olhava e segurava entre dois dedos folhas de trepadeiras e as sacudia incansavelmente. Era na minha casa que a turma pedia licença para beber água da pena. No Dia de São João,os esportes davam lugar a uma imensa fogueira. Lembro-me que o meu pai enchia de água a banheira,o tanque,enfim,todos os baldes da residência,temendo que a fogueira soltasse fagulhas capazes de incendiar a nossa casa.

 

Crescemos quase todos e continuamos morando nas casas que nossos pais haviam construído. Um vizinho,que morava no fundo da minha casa,numa rua paralela chamada São Pedro,bem mais velho do que eu,tinha comprado um Citroën e colocado nele um cano de descarga reto. Esse fazia um ruído tão encorpado que parecia uma Ferrari.Fiquei doidinho por ter um carro com tal tipo de descarga e consegui convencer meu pai a me deixar imitar o cano do Citroën que ele comprara direto da fábrica, na França e era igualzinho ao do Valnei Law. O cano reto foi um presente por eu ter passado de ano,no colégio. Eu retirava uma tampa da boca do cano reto (o original era mantido e ficava depois de uma curva que deixava a descarga fluir pelo lado esquerdo do carro). O meu pai me emprestava o Citroën para ir às missas dominicais. Nunca fui. Em um desses domingos um carro de praça (assim chamavam os carros de aluguel na época), em um cruzamento perto da minha casa, bateu no paralama traseiro do Citröen. Como não tinha carteira dispensei o taxista e fiquei sem poder dirigir por um bom tempo.

 

Contei todas essas histórias,a partir do dia de hoje e daí para trás por uma razão:não suporto mais ler ou ouvir notícias de crimes,estupros e de mortos por balas perdidas,afora o inesgotável Lava-Jatos e safadeza de políticos.

Avalanche Tricolor: quanto mais treina, mais sorte o Grêmio tem

 

Coritiba 0 x 1 Grêmio
Copa do Brasil – Couto Pereira (PR)

 

Marcelo Oliveira em imagem reproduzida da transmissão da SporTV

Marcelo Oliveira em imagem reproduzida da transmissão da SporTV

 

Ouve-se cada coisa no futebol. Algumas explicam bem o que acontece dentro de campo, outras se distanciam da realidade. A primeira história que lembro nesta Avalanche, aliás, sequer do futebol é, faz parte do folclore do esporte mundial. O protagonista teria sido Michael Jordan, astro do basquete americano, que, consta, falou, certa vez, que quanto mais treina, mais sorte tem no esporte. Teria dito assim – e falo no condicional porque nunca vi a afirmação de fonte oficial – para chamar a atenção para a importância de treinar exaustivamente arremessos à longa distância, o que o levava acertar bolas consideradas impossíveis. Lance de sorte, comentavam alguns. Muito treino, ensinava Jordan.

 

Outra história, bem mais antiga, que lembrei hoje, é de Neném Prancha, roupeiro, massagista e técnico de futebol, chamado pelo jornalista Armando Nogueira de o ‘Filósofo do Futebol” devido as suas frases engraçadas e definitivas. Uma delas surgiu quando tentava ensinar um jogador qualquer a tocar a bola para seus companheiros em lugar de despachá-la de qualquer maneira: “bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”. Na verdade, há quem diga que a frase nunca foi proferida por ele, mas criada por jornalistas que o admiravam. Seja qual for a verdade, o certo é que entrou para a história como sendo de sua autoria.

 

E você, caro e raro leitor deste blog, deve estar me perguntando por que abro esta Avalanche com lembranças do passado se a ideia é falarmos sobre a presente vitória gremista em gramados da Copa do Brasil? Porque as duas histórias me vieram à lembrança enquanto assistia ao Grêmio vencer, fora de casa, a primeira partida das oitavas-de-final da competição.

 

Apesar de o mau desempenho, a dificuldade para nos encontrarmos em campo e a pressão do adversário desesperado atrás de um gol no primeiro tempo, tivemos a sorte de irmos para o intervalo com o empate em zero a zero.
Mais uma vez, foi lá no vestiário que Roger acertou os ponteiros do time, literalmente. Trocou Rocha por Fernandinho, jogadores que atuam como antigamente faziam os ponteiros esquerdos, esses que o tempo aboliu, disparando com dribles pelo lado do campo. E essa troca fez uma baita diferença (aliás, mais uma vez). Que sorte que o Roger fez a mudança, não?

 

Nossa sorte voltou a prevalecer no segundo tempo, assim como a lição de Neném Prancha, pois resolvemos colocar a bola no chão e fazê-la girar com velocidade e precisão, marca deste time armado por Roger. Foi em uma dessas trocas de passe, seguindo a risca o ensinamento do “Filósofo”, que Douglas encontrou Marcelo Oliveira chegando livre, sem marcação e com espaço para disparar um bomba, que resultou no primeiro, único e necessário gol da partida. Pegou bem no pé e colocou a bola distante do goleiro. Um lance de sorte, dirão alguns. Resultado de muito treino, lembrará Oliveira.

 

Por falar em coisas que ouvimos no futebol. Hoje, acompanhei o bate-papo de meus colegas de rádio CBN, Juca Kfouri e Roberto Nonato, no Jornal da CBN 2a. Edição. O primeiro apostou na vitória do Coritiba e o segundo, no empate. Ambos concordaram com a ideia de que o time paranaense teria mais chances por seu bom histórico na Copa do Brasil e a necessidade de se recuperar do fraco desempenho no Campeonato Brasileiro. Erraram os dois, talvez porque ainda não tenham percebido que o Grêmio não segue a lógica do futebol (como, aliás, já escrevi em Avalanches anteriores). Diríamos que o Grêmio é um time de sorte, principalmente quando entende que a “bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”.

A crença na inovação leva shopping center para a internet

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Há 15 anos, a internet atraiu a atenção de muitos setores. O e-commerce começou a tomar corpo. Nesta década e meia dos 200 milhões de brasileiros 91 acessam a web e 61 milhões já compraram pela internet. O vestuário, que diziam ser inadequado para venda sem tocar e provar, é o primeiro da lista. O varejo virtual, tido como adversário do físico, é hoje aliado indispensável onde se configura o “omni channel”, que significa que físico e virtual juntos aumentam a venda.

 

Ao constatarmos essa evolução do e-commerce, no qual surgiram grandes operações, identificamos um contraponto no mundo físico em seu formato de maior sucesso que é o shopping center. Até hoje, nenhum deles apresentou-se na web. É um fato que não encontra explicação pela obviedade da extensão e da compatibilidade. Agravada pela alternativa da compensação da queda de vendas atual no mundo físico e justificada apenas pela acomodação do sistema estabelecido. Diferentemente do que ocorre no novo mundo, onde surgem inovações como podemos ouvir nas entrevistas de Mílton Jung com jovens empreendedores. Eles têm exposto conceitos e atitudes inovadoras. Acompanhe algumas das suas opiniões:

 

João Cristofolini, 25 anos, MBA Empreendedor.com entre outros

”Inovação não é necessariamente criar algo novo. Pode ser uma solução nova. Inovação é a combinação de pontos que já existem de uma forma mais eficiente, seja a melhoria de um processo interno, a melhoria de um produto, ou, até mesmo, algo disruptivo no mercado”.

 

Débora Emm, 29 anos, Inesplorato

”Inovação para mim é provar todos os dias que a gente está vivo, quando a gente para de pensar, de fazer as coisas de uma forma melhor, de evoluir nossas ideias, de evoluir nossos processos de trabalho, significa que a gente não está mais vivo, então, para mim, é como respirar, é o nosso oxigênio, inovar é um exercício diário de provarmos que a gente está acordado e que a gente merece estar aqui vivo”.

 

Artur da Silva, 29 anos, Conta do Lar

”Inovação para mim é uma constante, é romper com o tradicional, para encontrar novas soluções para problemas já existentes”.

 

Embasado nesse espírito buscamos um empreendedor que acolhesse a inovação de colocar na web o seu shopping center físico. E, encontramos. Finalmente, durante os últimos 12 dias estamos trabalhando em Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro, para a implantação do PIRATAS ON LINE, a réplica do Shopping Piratas, que há muito já oferecia acesso por terra, ar e mar. A plataforma é robusta em tecnologia (SOKS) e avassaladora na venda, partindo de um CRM de 42 milhões de consumidores. Ainda assim a adesão à inovação não é de todos. Afinal nem todos são iguais ao João, a Débora e ao Artur, mas todos estão convidados no dia 20 de outubro a acessar:

http://www.piratasonline.com.br

A primeira réplica

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.