Quintanares: É outono. E é Verlaine…o Velho outono

 

 

Poesia de Mário Quintana
Publicado em A Rua dos Cataventos, 1940
Interpretado por Milton Ferretti Jung

 

XXXI [É OUTONO. E É VERLAINE… O VELHO OUTONO]
XXXI

 

É outono. E é Verlaine… O Velho Outono
Ou o Velho Poeta atira-me à janela
Uma das muitas folhas amarelas
De que ele é o dispersivo dono…

 

E há uns salgueiros a pender de sono
Sobre um fundo de pálida aquarela.
E há (está previsto) este abandono…
Ó velhas rimas! É acabar com elas!

 

Mas o Outono apanha-as… E, sutil,
Com o rosto a rir-se em rugazinhas mil,
Toca de novo o seu fatal motivo:

 

Um quê de melancólico e solene
─ E para todo o sempre evocativo ─
Na frauta enferrujada de Verlaine…

 

Quintanares foi produzido e apresentado, originalmente, na rádio Guaíba de Porto Alegre, nos anos de 1980

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