Poluição visual na Marginal: um susto e uma esperança

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A utilização da parceria com as empresas privadas para financiar melhorias para a cidade sempre foi um tema destacado na fala de João Doria, como candidato e como Prefeito de São Paulo.

 

Esta proposição, dada a competência empreendedora do prefeito e de sua facilidade em aglutinar os mais destacados empresários do país, poderia criar uma expectativa mercantilista na administração de Doria. E até ameaçar a Cidade Limpa.

 

Entretanto, logo que assumiu, a Administração Doria lançou a bandeira da Cidade Linda. Tão louvável quanto a Cidade Limpa. Foi uma importante sinalização em termos de preservação e de preocupação com o meio ambiente paulistano.

 

Surpreendentemente agora o Prefeito vem a público para referendar a notícia de que irá flexibilizar a Lei Cidade Limpa, para efetivar as reformas necessárias e as melhorias devidas nas Marginais.

 

Um susto e tanto se considerarmos que a Lei Cidade Limpa é hoje um marco na imagem de São Paulo. Tanto no âmbito nacional como internacional, tendo se alinhado como um modo paulistano de tratar o visual urbano. E que tem sido copiado por cidades até fora de nossas fronteiras.

 

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Imagens publicadas na revista VejaSP comparando antes e depois da Cidade Limpa

 

De outro lado, se considerarmos a competência do Prefeito em sensibilizar os grandes empresários, a implantação desta parceria terá significativa adesão, o que aumenta a apreensão.

 

Nesta altura, fui até a idealizadora da Cidade Limpa, a arquiteta Regina Monteiro, e, do susto, passei à esperança.

 

Regina Monteiro é hoje Assessora do Presidente da SPUrbanismo e está incumbida de fazer o Plano Diretor da Paisagem de São Paulo. Cargo e função que recebeu recentemente do Prefeito João Doria ao procurá-lo e externar a sua preocupação com a cidade neste aspecto de paisagem urbana.

 

Mérito para Doria que soube atribuir importante cargo e função a quem já mostrou que sabe idealizar e realizar leis e obras para beneficio de São Paulo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

4 comentários sobre “Poluição visual na Marginal: um susto e uma esperança

  1. Muitos gestores tem essa visão equivocada sobre a publicidade. Pensam que a publicidade é uma panaceia que vai resolver problemas quando muitas vezes só os aumenta.

    São Paulo sofre por ser a mais cobiçada das cidades brasileiras. Todos querem extrair o máximo possível de riquezas da cidade como se aqui fosse uma gigantesca Serra Pelada. Porém as pessoas que aqui habitam tem uma saude mental a zelar. A lei Cidade Limpa é um marco histórico na proteção da paisagem urbana e da saude mental das pessoas.

    • Muito bem colocado. Agora é apostar e torcer que Regina Monteiro tenha o poder suficiente para executar o trabalho de qualidade que realizou na gestão Kassab.

  2. Curioso é que a cidade de SP é prova concreta desta transformação, inclusive com impacto econômico. Com a restrição, totalmente absorvida pelo comércio, e sem perder devido a isto, valorizou-se os espaços publiciitários da cidade, tais como pontos de ônibus e relógios de rua,

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