Expressividade: a representação correta de seu papel transmite credibilidade.

 

Acompanha hoje mais um trecho do capítulo “Santo de casa não faz milagre, mas tem expressão”, escrito para o livro “Expressividade — Da teoria à prática” (Revinter), organizado pela fonoaudióloga Leny Kyrillos, em 2005. É minha homenagem a fonoaudiologia e em referência ao Dia Mundial da Voz, comemorado em 16 de abril:

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A LINGUGAGEM DO CORPO

 

Como já vimos, comunicação não é o que eu digo, mas o que você entende. Para que a mensagem seja compreendida em sua plenitude é importante usar todas as ferramentas que temos à disposição. Sobrancelhas, olhos, bocas, gestos, mão são elementos que complementam este processo, mesmo porque a linguagem do corpo é considerada mais fiel por ser inconsciente.

É fácil mentir com as palavras, difícil é confirmá-las com a mímica.

Para ser bem recebido pelo telespectador, fala-se com o corpo inteiro mesmo que apenas seu rosto esteja aparente. Os pés dividem com a coluna a responsabilidade de dar equilíbrio e, portanto, devem estar colocados de forma firme no chão, mesmo que você esteja sentado. Ter consciência da sua postura colabora para o pleno desempenho da sua função.

 

Aproveite o gravador abandonado no fundo da gaveta e grave a leitura de um texto sem movimentar as mãos, de preferência estático. Grave o mesmo texto marcando a fala com gestos e o corpo relaxado. Preste atenção no resultado final.

Atuar naturalmente tanto quanto falar de forma coloquial criam cumplicidade entre os agentes da comunicação.

Usar as mãos e o corpo é preciso, mas sem exagero. Os acenos, o movimento da cabeça ou a expressão facial devem antecipar a notícia que se vai dar. Algumas vezes acontecem simultaneamente. Jamais depois da mensagem porque não transmite confiança. Por normais que sejam estas ações, não podemos esquecer que diante das câmeras ou do público —- que pode ser formado por centenas de pessoas, dezenas de colegas ou apenas algumas unidades de desconhecidos — encaramos uma situação diferente da fala espontânea.

 

O apresentador de televisão quando transmite a notícia utiliza-se de equipamento eletrônico, o teleprompter. Ao ler textos escrito por um redator, tem de transformá-lo em mensagem falada. Conversa com a máquina como se falasse para cada uma das pessoas que formam sua audiência. Assim, age como ator diante das câmeras. Este fenômeno é que torna a tarefa jornalística um desafio à medida que o profissional atua mentindo, mas apresentando a realidade. A representação correta de seu papel será traduzida em credibilidade.

 

Os textos do capítulo “Santo de casa não faz milagre, mas tem expressividade”, publicados até agora, você tem acesso, na ordem decrescente, clicando aqui

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