Avalanche Tricolor: vamos subir a Serra

Grêmio 1×0 Juventude

Copa do Brasil — Arena Grêmio, Porto Alegre RS

Isaque comemora; foto: LUCAS UEBEL/GRÊMIO FBPA

 

Jogo de um só lance —  foi o que pensei assim que a partida se encerrou. E o lance que lembrei foi aos oito minutos do primeiro tempo em uma jogada na qual Isaque conduziu a bola com velocidade, atraiu a marcação de três adversários, passou para Pepê que em dois toques deixou Isaque no caminho do gol. O gol da vitória.

Dali para frente, nos entusiasmamos com alguns dribles de Ferreirinha, daqueles que ficam bonitos no DVD (ainda fazem isso para vender jogador para o exterior?). Um com o calcanhar quase na linha de fundo. Outro em que passou no meio de dois marcadores dentro da área com dois tapas na bola. Teve mais algumas ameaças aqui e acolá. Mas lance de gol mesmo, nem a estatística da televisão mostrou.

Se o entusiasmo foi pouco lá na frente, os riscos cá atrás também. Nossa defesa teve méritos: Geromel, Kannemann e Lucas Silva abateram a maior parte das tentativas de ataque.

Vanderlei se resumiu a cortar alguns cruzamentos a partir do escanteio; e no mais assistiu à partida. No único lance em que teve de se esforçar mais foi vencido pela bola, e o goleador adversário fez o impossível que era jogar para fora. 

Não é nada, não é nada, não é nada mesmo. Mas fechamos a primeira rodada das oitavas-de-final como o único time mandante a conquistar uma vitória. E vamos para o segundo jogo com a vantagem do empate.

Verdade que a maioria de nós preferiria logo um daqueles resultados acachapantes, que nocauteiam o adversário, deixam o cara nas cordas e quando ele acorda, a segunda partida já terminou. Mas aí, amigo, até parece que você não conhece o Grêmio. 

Com a gente costuma ser no limite, na bola na trave, no desvio da barreira, no chute errado do goleador e na defesa inacreditável. É tensão até o último minuto, risco de gol, unha carcomida pelo nervosismo e um tal de pede para  um santo, bate um bumbo para o outro e mais uma sequência de salamaleques.

Vamos buscar a classificação na Serra Gaúcha, na semana que vem, do jeito que a gente gosta: sem jogo resolvido e fora de casa. Ë assim que a gente forjou cinco Copas do Brasil. É assim que sempre encontro esperança de um futebol melhor: na história do Grêmio e na de Renato, também.

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