Avalanche Tricolor: O Grêmio voltou!

 

 

Grêmio 1×0 Atlético PR
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

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Pedro Rocha em mais um lance de ataque, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA
 

 

 

O Grêmio venceu. E isso seria suficiente nesta altura do campeonato. Mas o Grêmio não se limitou a vencer. Venceu e voltou a jogar bem.

 

 

Vimos desfilar na Arena o futebol que fez do Grêmio sensação na primeira parte da competição, que havia sido esquecido em algum lugar qualquer do vestiário a ponto de nos levar a perder Roger, técnico que deixou um legado importante à equipe.

 

 

Há algum tempo não via movimentação tão intensa em todas as partes do campo. A troca de passe veloz, o apuro no toque da bola e o deslocamento de jogadores por um lado e outro reapareceram sob o comando de Renato.

 

 

Já disse algumas vezes, que o futebol bem jogado servia-me de consolo mesmo quando o placar não estivesse a nosso favor. Fazia-me sofrer menos. E temia que a mudança de técnico nos levasse de volta àquele futebol sofrido de garra e determinação – lugar comum nos times de coração, mas sem muito talento.

 

 

A passagem de Roger deixou-me exigente. Queria ver o Grêmio lutador de sempre, mas com o futebol qualificado. Nesta noite, liderado por Renato, parte de meu desejo se fez realidade.

 

 

Michael, Walace, Douglas, Ramiro e Luan trocaram passes com qualidade. E dava prazer ver a bola correndo de pé em pé, às vezes de um calcanhar para outro. Os laterais, especialmente Edílson, apareceram para auxiliar o ataque.

 

 

Dentro da nossa área, Bruno Grassi, Geromel e Kannemann seguraram qualquer tentativa de ataque adversário.

 

 

E aqui um parênteses: Kannemann me parece muito com aqueles zagueiros de antigamente, que tinham um missão a cumprir, despachar a bola para longe de seu gol. E cumpriam do jeito que desse, chutando a bola para o lado em que o nariz estiver apontado. Função que faz com maestria.

 

 

Deixei Pedro Rocha por último nesta lista. E não foi por acaso. Quando tenho a impressão de que vamos desistir dele, o atacante aparece. Seja chutando e provocando o rebote; seja rebotando, como, aliás, fez hoje para marcar o único gol da partida.

 

 

Lembrei de entrevista que fiz com o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, em março deste ano, quando comentei que Rocha perdia muitos gols: “mas ele está sempre lá”, disse o dirigente.

 

 

Rocha estava lá mais uma vez e para resolver a partida.

 

 

O Grêmio voltou a brigar em campo e jogar com talento.

 

 

Com a vitória, cola no G6 e a Libertadores está logo ali.

 

 

O Grêmio voltou!

O melhor caminho para franqueadores

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Brasil com 2.942 marcas franqueadoras é o quarto mercado de franquias do mundo. Atrás apenas da China (4.000), Estados Unidos (3.828) e Coreia do Sul (3691).

 

Ao lado do respeitável tamanho, empregando diretamente 1,2 milhão de pessoas, faturando R$139 bilhões ano, o caso brasileiro tende à maturidade, pois as redes têm crescido 4,5% enquanto as unidades franqueadas aumentaram 10%.

 

Nesse contexto, encontramos franqueados experientes que estão sabendo usar o conhecimento adquirido na ampliação das respectivas operações. O fazem de forma horizontal e, para tanto, escolhendo outras marcas e segmentos, preservando a região de atuação e usando seus pontos fortes.

 

Entretanto, segundo Carla Bruno da “Be Creative Consultoria”, o crescimento do franchising ao lado do sucesso inegável trouxe também uma burocracia que envelhece e encarece os seus agentes como as grandes consultorias, os departamentos de expansão das marcas, as entidades representativas e os meios de comunicação tradicionais.

 

Propõe, então, buscar os franqueados de sucesso diretamente. Um trabalho de “procurar agulha no palheiro” utilizando os shoppings, os corretores de shoppings, os consultores de campo e um portfólio de comunicação com as mídias sociais, Google, e assessorias de imprensa.

 

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Valter Matheus, de São Paulo, é um franqueado típico deste formato. Há seis anos, começou com uma franquia da Chilli Beans. Hoje, possui cinco lojas e três quiosques da marca. Agregou ao negócio, três unidades da Kings Sneakers, franquia de moda jovem. Posteriormente, com a experiência adquirida lançou a Âmbito, marca própria de moda feminina, com vendas também pela internet. Com o irmão e dois filhos, toca atentamente suas lojas, que, segundo ele, devem o sucesso à administração e finanças bem cuidadas e a expertise de estar sempre no ponto de venda na dose certa. Visitas frequentes e assíduas.

 

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Roberto Natan, de Angra dos Reis, toca uma rede de 22 farmácias Drogatur da família, fundada há 22 anos, e duas franquias da Mr. Cat. no sul-fluminense. Procura ainda outra franquia para diversificar seu mix de negócio, ganhando escala na administração das operações.

 

A multimarcas no franchising sempre foi uma opção que agora, com a evolução do mercado, é uma solução para a melhoria do negócio dos empreendedores mais agressivos.

 

A Folha de SP escreveu sobre o tema nesta semana em reportagem com o título “Cresce procura por empreendedores multimarcas no país”

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

4o Beta Jornalismo: a plataforma não é jornalismo; o jornalismo está no conteúdo

 

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Encerrei semana passada, em Curitiba, conversando com estudantes de jornalismo no 4o Beta Jornalismo, promovido pelo curso de jornalismo Escola de Comunicação e Arte da PUC-PR. Levei para o palco do encontro a palestra “Jornalismo em crise? Oba” na qual descrevo inúmeras situações que enfrentamos no nosso cotidiano mas, principalmente, exalto pessoas e veículos que têm buscado soluções para as dificuldades que surgem.

 

A conversa foi longa e produtiva. É muito bom ver estudantes entusiasmados com a escolha da profissão que fizeram e esperançosos de que serão capazes de oferecer soluções para os desafios que aparecem na nossa trajetória, mesmo que diante de muitas incertezas ainda.

 

Fiz questão de reforçar a ideia de que o futuro do rádio e do jornalismo vai surgir a partir das experiências que eles desenvolverem no ambiente universitário ou de um cara qualquer que resolva se debruçar sobre o tema na frente da tela de seu computador e talvez jamais tenha pensado em entrar em uma faculdade de jornalismo.

 

Em virtude da agenda de palestras, respondi apenas algumas das muitas perguntas enviadas à moderadora do encontro, a professora Michelle Thome. As demais recebi por e-mail e aproveito para publicá-las aqui no Blog com as devidas (ou indevidas) respostas.

 

Como pretensão e água benta não fazem mal a ninguém (é esse mesmo o ditado?), espero assim abrir um espaço para dialogarmos com estudantes e profissionais de jornalismo.

 

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Vamos às perguntas. Vamos às respostas:

 

 1) Quando e como você teve a ideia de fazer uma palestra sobre a crise no jornalismo?

 

Minha inspiração foi o livro “Problemas? Oba”, de Roberto Shinyashiki, tema de entrevista realizada no programa Mundo Corporativo da CBN. A ideia de substituir o soluço por soluções diante de uma crise, me pareceu mais honesta com jovens que decidiram seguir carreira no jornalismo. Quando pensei nas crises que tive de encarar desde que me inicie na profissão, percebi que essas dificuldades já nos desafiavam há muito mais tempo: antes mesmo de começar no jornalismo, na década de 80, havia assistido às dificuldades enfrentadas pelo meu pai para manter sua família diante dos problemas econômicos da companhia jornalística na qual dedicou toda sua vida.

 

2)    Você disse que os estudantes devem pensar em radiojornais diferentes daquele que você e outros profissionais fazem. Que tipo de radiojornal você gostaria de fazer se tivesse sua própria rádio?

 

Faço o jornal que gostaria de fazer: abrindo a manhã do noticiário, com equipe de reportagem cobrindo os principais fatos, entradas ao vivo sempre que necessário, amplo e diversificado time de comentaristas, liberdade para tratar dos diferentes temas e em uma emissora que me oferece prestígio e projeção. Dos mais jovens, espero novas ideias e capacidade para me mostrar caminhos diferentes para atuar. Estou disposto a encarar os desafios que me forem propostos.

 

3)    Percebo que, às vezes, eu e os colegas não temos vontade de ir atrás das fontes, evitamos fazer ligação telefônica ou ir até o local… será alguma característica da nossa geração? Como combater essa preguiça?

 

Não é preguiça, é timidez. E timidez é comum. Também tive medo de conversar com outras pessoas, constrangimento em questionar personalidades e dúvida se a abordagem que deveria fazer era a mais apropriada. Pegue o telefone agora e ligue para aquela fonte que você está precisando falar … o tempo nos ajuda a superar essas barreiras, pode ter certeza.

 

4)    O que você acha do jornalista que, além de dar a notícia, faz o papel de comentarista?

 

Isso depende do estilo de apresentação de cada profissional. Alguns são mais adeptos da reportagem, da informação; outros, do jornalismo opinativo. Há espaço para todos eles na programação. E demanda do público, também.

 

É preciso ainda levar em consideração que mesmo o jornalista que supostamente só da notícia também dá opinião na escolha da notícia que dá e na ênfase do fato que relata.

 

Devemos tomar cuidado apenas para não nos transformarmos em falastrões, apesar de este tipo de apresentador fazer sucesso em alguns lugares.

 

5)    Há espaço para a radiodramaturgia hoje em dia?

 

O investimento em documentário de rádio me parece mais viável, um modelo pouco explorado na programação, dada a necessidade de planejamento apurado, roteiro mais bem elaborado e sonorização qualificada – nem sempre encontramos espaço para a produção deste tipo de material na programação. Gostaria, porém, de ver emissoras produzindo documentários. Seria bem interessante desenvolver esta experiência.

 

6)    Tem alguma emissora de rádio – ou programa jornalístico – no exterior que você recomenda que a gente ouça?

 

A BBCNews, em Londres, faz excelente trabalho radiofônico assim como a NPR , nos Estados Unidos. São dois grupos de comunicação que exploram diferentes formatos de programa e o fazem de maneira qualificada.

 

7)    Qual a diferença entre o programa de rádio e o podcast feito a partir dele?

 

Nem todo produto de rádio deve ser transformado em podcast. Porém, todos os quadros, comentários, reportagens e programas especiais produzidos no rádio podem ser oferecidos neste novo formato. E não há necessidade de adaptação. As emissoras podem, também, aproveitar da infraestrutura técnica e da equipe de profissionais que mantém para produzir material exclusivamente em podcast. O desafio é tornar este modelo sustentável. Para se ter ideia: em um mês, os ouvintes da CBN baixam mais de 10 milhões de podcasts produzidos pela emissora.

 

8) Todo mundo pode fazer jornalismo? Plataformas como o Medium ajudam ou atrapalham o trabalho do profissional?

 

Seguindo critérios jornalísticos tais como o respeito a regras básicas, apuração precisa, busca incessante da verdade e a manutenção da hierarquia do saber, todos podem produzir material com características jornalísticas e reproduzi-lo em diferentes meios de comunicação, inclusive (por que não?) no Medium. Vamos lembrar que a plataforma não é  jornalismo; o jornalismo está no conteúdo.

 

9)  Para você, qual o melhor assunto para se cobrir?

 

Os fatos que ajudam a transformar pessoas, independentemente da área em que aconteçam: na política, na economia, na saúde, na educação …

 

10) Você recomenda que o ouvinte entre diretamente com sua voz no ar para passar uma informação relevante, como acidente de trânsito?.

 

Recentemente, durante o furacão Matthew, nos Estados Unidos, colocamos no ar, ao vivo, moradores da região. No triplo acidente – terremoto, tsunami e desastre nuclear – que ocorreu no Japão, há cinco anos, também usamos esse recurso. Já ocorreu de fazermos uso dos ouvintes para relatar situações críticas nas cidades como dificuldades no transporte público.

 

O ouvinte é uma fonte de informação que deve ser respeitada e levada em consideração na cobertura dos fatos. Lembre-se, porém, que a responsabilidade pela informação publicada ainda assim é do jornalista. Portanto, podemos usar essa estratégia mas com comedimento e responsabilidade. Deve ser exceção e não regra.

 

11) Quais suas técnicas para agilizar o processo de busca de informações?

 

Formar uma boa rede de fontes, que são pessoas e serviços que tenham um nível de informação acima da média nas mais diferentes áreas. Jamais esqueça, porém, que um dos desafios na nossa função é equilibrar agilidade e precisão. Nunca sobrepor uma a outra.

 

12) Como manter a credibilidade com a fonte quando ela pede para não ser identificada?

 

Não identificá-la, sem dúvida.

 

Antes disso, porém, entender quais os interesses que levariam aquela determinada fonte a passar uma informação e não querer que sua identificação fosse revelada. Lembre-se que não existe OFF sem interesse.

 

E não esqueça: preservar o sigilo da fonte é um direito do jornalista, mesmo que ações recentes da Justiça tenham tentado quebrar essa relação de confiança.

 

13) O que uma boa cabeça de matéria de rádio deve conter?

 

Primeiramente, um texto simples, direto e objetivo; escrito para quem vai ouvir e não para quem vai ler; capaz de instigar a curiosidade do ouvinte sem contar toda a história. Erro comum no rádio: repetir na cabeça o texto de abertura da reportagem. Elimine essa prática.

 

14) Seu pai trabalhou anos em rádio. O que ele te ensinou sobre esta profissão?

 

Aprendi muito assistindo e ouvindo meu pai na locução das sínteses noticiosas que apresentou, nos programas que participou e nos jogos que narrou. Alguns aspectos me chamaram mais atenção: a precisão na pronúncia dos nomes e descrição dos fatos, a correção no uso da língua portuguesa e, especialmente, a humildade diante do microfone e a honestidade frente aos colegas e empresa.

 

15) É possível fazer estágio na CBN São Paulo?

 

A rádio CBN, assim como todas as emissoras que integram o Sistema Globo de Rádio, em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, realiza programa de estágio para contratação de estudantes de jornalismo. Neste momento, estão abertas as inscrições para alunos que se formarão em dezembro de 2017. Não perca esta oportunidade.

 

A seguir, alguns posts sobre jornalismo publicados neste blog:

 

Sete características essenciais para ser jornalista

 

Jornalismo pragmático esquece o ser humano

 

O desafio que a união do rádio com a internet impõe aos estudantes de jornalismo

 

Entrevista: o rádio, o jornalismo e o jornalista na era da internet

 

No jornalismo nem tudo é relativo

“A Girl Like Her”: para refletir sobre o bullying e nossas crianças

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“A Girl Like Her”
Um filme de Amy S. Weber
Gênero: Drama
País:USA

 

Jessica e seu melhor amigo resolvem gravar tudo o que se passa com eles e fazem isto até ela tentar suicidio por não aguentar o bullying de Avery, a garota popular…

 

Concomitante a isto, uma equipe de cinegrafistas está fazendo um documentário e escolhe alguns ”personagens” para ajudar a contar o dia a dia desta escola pública que acaba de ser eleita “escola modelo”.

 

Por que ver:

 

Nunca, em tempo algum, achávamos que o bullying fosse tomar as proporções que está tomando nesta era digital…

 

Antigamente,quando sofríamos com isto, era tudo mais brando, mais humano, se é que dá para falar sobre isto nestes termos…

 

Além do assunto ser de extrema relevância, o filme tem uma narrativa interessante que mistura algumas linguagens de câmera tais como: documentário, blog, câmera escondida…Achei diferente…Um diferente bom, e bem pensado. Pontos para a direção.

 

Como ver:

 

Indiquei este filme para a reitoria da escola de meu filho. Acho obrigatório a qualquer escola que queira abordar o tema sem meias palavras…Recomendo fortemente que pais e filhos assistam a este filme juntos também. Bom para quem sofre bullying, ensinamento para quem o faz.

 

Quando não ver:

 

Não recomento para crianças com menos de 8 anos (a censura diz que é para 13), tirem suas conclusões quanto a maturidade de seus filhos, e assistam antes de mostrar aos menores.

 

Pena que é forte para menores pois percebo que crianças na idade do meu filho(5 anos) já praticam bullying!!! Pasmem!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Adote um Vereador: que voltem sempre e tragam novas ideias!

 

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Um hacker quer ajudar.

 

Ex-candidatos apareceram por lá.

 

E cidadãos novos, também.

 

No primeiro encontro do Adote um Vereador, em São Paulo, após a eleição municipal, a mesa estava cheia de gente tanto quanto de entusiasmo.

 

A Gabriela e o Bruno, já eram voluntários do Adote há algum tempo, e decidiram concorrer à eleição pelo PT e pelo PV, respectivamente. A busca deles não foi por votos, pois sabiam da dificuldade para se fazerem vereadores. Queriam a experiência de uma eleição por dentro do partido. E perceberam que para as agremiações cada candidato tem seu peso. O deles era peso leve, pois não tinham trabalhado bases eleitorais nem construído relações que lhe dessem influência na sigla. Ambos saíram das urnas vitoriosos pelo conhecimento adquirido.

 

O Francisco apareceu pela primeira vez no grupo e também foi candidato novato. Concorreu pela Rede, aos 28 anos, e dá sinais de que gostou da discussão política que surgiu a partir da sua decisão de concorrer a uma vaga na Câmara de Vereadores. Quer continuar colaborando com a política e pensa nas diferentes formas de participação que o cidadão tem disponível. Uma delas é se juntar a grupos como o Adote.

 

Na mesa havia uma expectativa e otimismo em relação ao que Pedro Markun, outro candidato da Rede, propôs na semana após não se eleger. Quer mobilizar sua rede de hackers e criar um gabinete virtual que abrigaria cidadãos dispostos a fiscalizar o trabalho dos vereadores eleitos e interferirem nas decisões da Câmara (saiba mais aqui).

 

A solução que buscam pode ser o caminho para se superar um dos desafios que se tem no Adote desde sua criação, em 2008: o engajamento do cidadão. Assim como nesta primeira reunião pós-pleito, sempre surgem novos interessados, mas poucos levam à frente a tarefa de acompanhar a política da sua cidade de forma sistemática.

 

O modelo em que o Adote foi criado talvez justifique a baixa adesão. Insistimos sempre que somos uma ideia e não uma organização. Não existe um diretoria ou hierarquia. Estamos todos no mesmo nível. Não há voz de comando. A liberdade de atuação é uma das metas. Cada voluntário compromete-se consigo mesmo.

 

Uns vão à Câmara e discutem nas comissões. Uns assistem de casa e interferem pelas redes.

 

Uns atuam em conselhos de subprefeituras e de bairro.

 

Uns preferem aparecer no Café do Pateo apenas para compartilhar suas indignações.

 

O surgimento de uma plataforma digital que institucionalize a forma de adoção e atuação pode colaborar para um novo impulso do Adote e a esperança de todos aqueles que estão nesta há algum tempo.

 

O Alecir, voluntário desde os tempos da criação do Adote, gostou do que viu e ouviu e mandou o seguinte recado:

 

“Foi uma bela tarde, como sempre, assuntos diversos e relativos ao resultado das eleições. Gente nova: quatro novatos prometeram voltar no próximo mês. Na saída, encontramos mais duas pessoas que ficaram de aparecer no próximo encontro. Vamos convidá-los”.

 

Além do Alecir e dos já citados acima, estiveram com a gente o Rogério, a Silvia, o Vitor, a Lucia, a Eliana, a Rute, a Norma, a Silvia, o Moty, o Evandro, a Ana Regina e a Nina.

 

Que voltem sempre!

Quintanares: O cisne

 

 

Poesia de Mário Quintana
Interpretação de Milton Ferretti Jung

 

O cisne que estava imóvel sobre o piano
desliza agora sobre as águas negras
ao som da valsa
que eu tocava a quatro mão
uma menina Gertrudes
se fosse ao menos uma Gertrudes Stein

 

o nome da valsa não me lembro
seria o cúmulo se fosse aquela sobre as ondas
que se tocava tanto no fim do mundo
e o pior de tudo
é que as visitas aplaudiam sinceramente
que menino inteligente

 

oh, tempos
oh, gente
a menina Gertrudes era enjoada e pretensiosa
como suas calças de babado.
e olhava-me com ares de quem sabia coisas
de que eu não entendia nada
é que as meninas sabem mais do que sabem

 

e havia um velho
que me parecia mais velho do que todos os retratos da sala
e que dizia sempre naquela sua voz de molas de relógio
ai, que Catitas,
ai, que catitas

 

e com as palmas das visitas
nem se ouvia o rumor das águas infinitas
que vinham subindo, subindo

 

 

Quintanares foi ao ar, originalmente, na rádio Guaíba de Porto Alegre

Conte Sua História de SP: a saga deste povo soteropaulistano

 

Por José Dilson Cavalcanti

 

 

Viemos de longe, somos Pernambucanos, Paraibanos, Cearenses, Alagoanos, somos todos Nordestinos. Mas, em São Paulo, somos Baianos.

 

Lá , na terra natal, muitas vezes e a maioria das vezes, nem conhecemos nossa Capital, por isso, adotamos essa cidade como símbolo de adoração e respeito. E a tratamos como Capital do Nordeste, pois ela serve para todo mundo que nasceu lá.

 

Para trás, deixamos famílias, amores, sonhos perdidos e parte da alma natal.
Viemos buscar, nessa serra pelada de concreto e automóveis, a chance que ficou no caminho, por causa da falta d’água e do trabalho.

 

Buscamos, no final desse arco-íris, o pote de ouro prometido.

 

Viemos para ajudar nesse desenvolvimento, construindo estradas, escolas, casas, prédios, metrô, pontes e criar avenidas. Foi isso que nos coube quando chegamos, pouco estudo, vontade de trabalhar, essa mão-de-obra rápida e barata, e ajudar os que ficaram lá. Ainda assim, tínhamos que agradecer, pois tirávamos o sustento.

 

Ajudamos a construir essa cidade, inquieta, exigente, transformadora e moderna.
Trouxemos a comida, os costumes, as crenças e a musicalidade, que são a energia necessária para misturar à cultura paulista e dar sentido à nossa vida nessa cidade, que tem potencial de País.

 

Somos todos lutando por uma única causa, a causa maior e mais justa das causas, a Felicidade. Esta cidade nos acolheu, do jeito que deu, não podemos dizer que foi fácil, deu oportunidade e certa dignidade.

 

Tivemos que ser bravos e perseverantes, para podermos educar os filhos e alimentá-los. No total não dá para se queixar, caso contrário, não estaríamos aqui a viver, se emocionar, a amar.

 

Não pensamos em agradecimento, em nenhum momento, pensamos somente em sermos lembrados, uma espécie de crédito por produção.

 

Fizemos dessa Terra Prometida nossa Canaã, outra espécie de nação de alma e coração, pois foi construída com sangue, suor, determinação e amor dos nossos irmãos.

 

Somos os carpinteiros, pedreiros, serventes, peões, cozinheiras, empregadas domésticas, jogadores de futebol, músicos, atores, pessoas comuns etc…

 

Só temos a agradecer por essa cidade existir e existirmos juntos, nessa cidade.
Somos filhos dos filhos.
Somos filhos dos Baianos.
Somos todos “soteropaulistanos”

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10h30, no CBN SP. Tem sonorização do Claudio Antonio e narração de Mílton Jung

Mundo Corporativo: Nancy Assad fala de como usar o marketing de conteúdo

 

 

“Quando você faz propaganda é meio que você está empurrando para o teu consumidor, o teu produto o teu serviço; quando você faz o marketing de conteúdo é como se fosse um namoro, então você se aproxima, você envolve, você engaja, é você presta um serviço, você dá alguma coisa que ele precisa, então é muito mais respeitoso”. A opinião é de Nancy Assad, especialista em comunicação corporativa, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ela é empresária na área de comunicação, diretora da N.A. Comunicação e Marketing e autora do livro “Marketing de Conteúdo – como fazer sua empresa decolar no meio digital”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, no site http://www.cbn.com.br, quartas-feiras, 11 horas, e também na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.

“Stranger Things”: um terror, uma declaração de amor e está no Netflix

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Stranger Things”
Uma série original Netflix dirigida pelos Duffer Brothers
Gênero: Terror/suspense,drama
País:USA

 

Quatro garotos, no melhor estilo ”Goonies”, são amigos inseparáveis. Um belo dia, um deles som, e estranhos acontecimentos assustam moradores da cidade. Um detetive determinado a resolver o caso misterioso envolvendo uma importante central de pesquisa nos conduz a uma trama inteligente .

 

Por que ver:

 

A série é uma declaração de amor à decada de 80, além de evidentes referências cinematográficas e literárias da época como Stephen King, Spilberg ,Amazing Stories, Conta Comigo e, provavelmente, outras que eu  não tenha “pescado”.

 

O elenco é muito carismático, bem dirigido e as atuações muito dignas de nota, em especial a menina que faz o papel da “Eleven”.  Ela se chama Millie Bobby. Que loucura os tempos de interpretação desta criança! Perfeita, maravilhosa! Corro o risco de dizer que é a mini Meryl Streep!

 

O roteiro sem monotonia cativa do primeiro minuto ao último.

 

Como ver:

 

À noite, no melhor clima “terror”possível. Não é aquela pegada “O Exorcista” que envolve espíritos na trama, pois aí eu não teria visto: morro de medo!

 

Quando não ver:

 

Não recomendo para crianças. As chances de pesadelo são enormes!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

 

Markun propõe “gabinete hacker” para cidadão adotar vereador, em São Paulo

 

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O hacker Pedro Markun se candidatou pela Rede, como independente, uma oportunidade aberta pelo partido, nesta eleição municipal. Apesar de não ter conseguido votos suficientes para se eleger – pouco mais de 4 mil -, quer aproveitar a plataforma que havia proposto nas eleições para incentivar outros cidadãos a acompanhar e fiscalizar o trabalho dos vereadores eleitos.

 

Hoje, em entrevista para Fabíola Cidral, no CBN SP, da qual participei, Markun propôs a implantação do Gabinete 56, em alusão aos 55 gabinetes dos vereadores de São Paulo. O projeto pretende que cada um dos usuários adote um vereador e crie um processo comum de fiscalização, baseado nas tecnologias e redes sociais.

 

Segundo Markun, a ideia é que exista uma plataforma onde a pessoa possa escolher o vereador que quer adotar e, a partir daí, receba ferramentas que ajudem a acompanhar o mandato e um espaço para publicar essas informações.

 

Pedro Markun também vai participar pessoalmente do projeto. Ele disse que gostaria de escolher um vereador que tenha sido beneficiado com a sobra de votos da Rede, que recebeu 70 mil votos e não atingiu o quociente eleitoral.

 

A entrevista completa, você acompanha aqui:

 

 

O trabalho de Markun e demais “ativistas digitais” pode dar novo impulso e sustenção ao projeto do Adote um Vereador, que se iniciou em 2008, com a intenção de motivar o cidadão a se aproximar e interferir na política da sua cidade.

 

A propósito: neste sábado, voluntários do Adote um Vereador estarão no café do Pateo do Colégio, no centro de São Paulo, das 14h às 16h, no encontro presencial que realizam mensalmente.