Mundo Corporativo: Rodrigo Cogo fala de storytelling e a importância dos funcionários na memória da empresa

 

 

A memória registrada pela experiência dos funcionários ajuda na construção da história da própria empresa. Esse conjunto de narrativas tem o potencial de encantar o outro, aproximar as partes e criar um diálogo que pode diferenciar sua empresa das demais, em um cenário no qual o público é bombardeado de informação. Rodrigo Cogo, pesquisador no tema do storytelling no contexto da comunicação empresarial e das relações públicas, explica como as empresas podem usar esta técnica de maneira estratégica, em entrevista ao jornalista Milton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Cogo é gerente de inteligência e mercado da Aberje – a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial e autor do livro “Storytelling, as narrativas da memória na estratégia da comunicação” (Aberje Editorial).

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Alessandra Dias, Wagner Guimarães e Débora Gonçalves.

A informante: na tela, um escândalo da ONU

 

Por Biba Mello

 

 

 

FILME DA SEMANA:
“A Informante”
Um filme de Larysa Kondracki
Gênero: Drama
País:Alemanha e Canada

 

Baseado em fatos reais. Fala a respeito de um dos maiores escândalos envolvendo a ONU.

 

Kathy é uma policial super esforçada que, para ganhar um dinheiro extra, aceita uma missão complicada de pacificadora na Bósnia, em sua reconstrução pós-guerra. O que ela não espera, é dar de cara com uma quadrilha que envolve toda corporação, até o mais alto escalão da ONU. O filme fala de tráfico humano e exploração sexual, que beneficia esta rede criminosa.

 

Por que ver:

 

Além do assunto ser de extrema relevância, trata-se de uma história real que muitas vezes nos parece tão distante. Mal percebemos que tais atrocidades podem estar acontecendo no nosso quintal…

 

O roteiro e atuação são impecáveis, precisos.

 

É um filme forte! Esteja preparado.

 

Como ver:

 

A noite, com ou sem amigos…É um filme soturno e denso… Dolorido. Como estava me recuperando daquela travada absurda na coluna, foi perfeito, me achei a pessoa mais sortuda do globo e parei de reclamar da sorte…rsrsrsrsr

 

Quando não ver:

 

Quando estiver em uma vibe alegrinha…Vai ser um tapa na cara da felicidade…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: pragmático, óbvio e classificado à semifinal da Copa do Brasil

 

Palmeiras (2)1×1(3) Grêmio
Copa do Brasil – Allianz Parque

 

 

img_6375

Jogadores comemoram classificação (reprodução da TV)

 

“Quando a gente tá com a bola ataca, quando não tá, defende”…

 

Assim Renato explicou como o Grêmio deveria se comportar em campo, ao responder pergunta feita pelo repórter da televisão, um minuto antes de se iniciar a partida dessa quarta-feira à noite, em São Paulo.

 

Foi simples, direto e objetivo, como ensina o mantra da boa comunicação.

 

Foi óbvio, também! Talvez porque tivesse como meta, naquele momento que antecedia a decisão, apenas se livrar da conversa com o jornalista, afinal o que interessava mesmo é o que viria a acontecer em seguida no gramado – no ruim gramado do Allianz Parque.

 

Por mais simples que tenha parecido a explicação do técnico gremista colocar a ideia em prática seria extremamente complexo, como se viu ao longo do jogo.

 

Nem sempre quando a bola esteve com o Grêmio, conseguimos atacar; muitas vezes tropeçamos nas nossas deficiências de movimentação e, em outras, na eficiência da marcação.

 

Nem sempre quando a bola estava com o adversário, conseguimos marcar; muitas vezes deixamos mais espaço do que deveríamos e a bola chegava com perigo dentro da área. Nos safamos de algumas boas quando só nos restava contar com a sorte e a coragem. E coragem não faltou a nossos defensores que se atiravam de qualquer maneira para evitar o gol.

 

Sem colocar em prática a obviedade proferida por Renato, torcíamos para que o relógio andasse mais rápido do que nosso toque de bola, já que o empate nos bastava. Chuleávamos para que em um lance fortuito conseguíssemos fazer um gol, o que nos levaria a respirar um pouco mais.

 

O gol saiu, mas não foi do nosso lado. Foi contra nós, e pelo alto, como sempre.

 

O resultado já não nos interessava mais. O relógio que parecia bater em um ritmo lento, começou a rodar com rapidez. E o nosso futebol não andava lá essas coisas, apesar de algumas chances criadas.

 

Isso não quer dizer que havíamos desistido de lutar … afinal, ainda assim, nos bastava apenas um gol, não mais do que isso para a vaga estar garantida.

 

Foi, então, que aos 15 minutos do segundo tempo, Renato mais uma vez usou a lógica e colocou em campo aquele que não nos tem faltado nas últimas partidas: Everton.

 

Nosso atacante foi o personagem da classificação: foi dele o lance que resultou na expulsão que fragilizou o adversário, assim como foi dele o lance que desnorteou a defesa, deslocou o zagueiro e abriu espaço para fazer o gol.

 

Everton entrou em campo e cumpriu a ordem de Renato: quando a gente tá com a bola, ataca. O que permitiu que o restante do time fizesse a outra parte: quando a bola não tá, a gente defende.

 

Com o pragmatismo de Renato, a dedicação do time e o talento de Everton estamos na semifinal da Copa do Brasil, mais próximos da Libertadores e de um tão desejado título.

Outlet, o sexto elemento

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

st-louis-premium-outlets-06

 

O varejo, atento às vantagens do canal total (omni-channel), também está inserido no formato de Outlet, que vem crescendo acentuadamente.

 

Os brasileiros que já estiveram nos Estados Unidos sabem bem das vantagens dos Outlets, embora talvez não saibam por que não há aqui as mesmas condições.

 

Lá, os Outlets, que correspondem apenas a 1% da área disponível do varejo, recebem 10,9% do público consumidor. Essa relação positiva remete a uma produtividade invejável, expressa pelos US$ 45 bilhões alcançados em 2015, transformando a venda de seis anos antes em irrisórios US$ 19 bilhões.

 

Globalmente, embora concentrado em poucos países, os Outlets passaram em curto período de 435 unidades para 540, com ABL (área bruta locável) de 12,5 milhões para 16,3 milhões.

 

O Brasil, que inaugurou o primeiro Outlet em 2009, com o Premium da Senpar Empreendedores, somente agora começa a acompanhar o ritmo. Dos 10 existentes hoje, em três anos estaremos com 20 unidades.

 

Estamos pagando a imaturidade do varejo, quando ainda anunciamos liquidações de 70% e colocamos a palavra “até” em minúsculas, além de apresentar dentro da loja raras peças com descontos máximos.

 

Estamos pagando também pelos pequenos descontos que algumas marcas ainda insistem em oferecer em lojas de Outlet.

 

Soma-se a isso a inadequação de empreendedores que apresentam custos de ocupação inadequados a operação de Outlet, que exige custos mínimos para que os produtos tenham máximas vantagens.

 

André Costa, um dos executivos responsáveis pela implantação do primeiro Outlet do Brasil, hoje é proprietário da ABOUT – Agência Brasileira de Outlets, empresa gestora de implantação, execução e administração de Outlets, que responde pela gestão de seis empreendimentos na área, relata:

 

“Está havendo uma evolução, tanto no aspecto dos descontos reais, quanto na operação, havendo marcas que estão produzindo exclusivamente para Outlets, como se faz nos Estados Unidos”.

 

“Quanto ao custo de ocupação, há uma falta de adaptação por parte de alguns SHOPPEIROS, isto é, empreendedores de Shoppings convencionais, que insistem em modelos similares e não conseguem reduzir condomínios e alugueis de acordo com as necessidades de lojas com alto custo benefício”.

 

André estima que ainda vamos precisar de pelo menos mais cinco anos para chegar ao nível ideal de um Outlet. Com ofertas que façam jus ao quilômetros  necessários ao acesso.

 

Ps: quais são os seis elementos?: 1.Loja própria 2.Revenda, porta a porta 3. Loja multimarca 4.Loja franqueada 5.E-commerce 6.Outlet

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

Fontes:

 

André Costa é autor do libro “Outlets made in Brazil, a história por detrás dos bastidores”, editado pela Amazon
ICSC International Council of Shopping Centers – fonte
VRN Value Retail News – fonte

Jornalismo de rádio: ética e técnica têm tudo a ver

 

 

A pedido de um estudante de jornalismo, que está realizando trabalho baseado no livro ‘Jornalismo de Rádio’ de minha autoria e publicado pela Editora Contexto, gravei vídeo no qual falo de ética e técnica. Como ele já usou o material em seu estudo, aproveito para compartilhar com você um trecho do que penso sobre o tema:

 

A discussão sobre a ética no jornalismo passa pela técnica … pois está diretamente relacionada ao modo como apuramos ou editamos os fatos que transformaremos em notícia.

 

Mesmo que não haja má-fé, uma reportagem mal-apurada fere a ética, este compromisso que devemos assumir como cidadãos e não apenas porque somos jornalistas.

 

Investigar o tema, ouvir pontos de vista divergentes, a busca incessante pela verdade, ou as verdades que compõe aqueles fatos … tudo isso compõe a apuração, a investigação. Temos de usar o saber do outro, como me disse certa vez Zuenir Ventura: “quando você faz uma matéria tem uma hierarquia do saber, você se informa sobre a matéria, procura ouvir quem sabe mais do que você”.

 

E um detalhe importante: a velocidade com que as informações são processadas não pode ser justificativa para erros éticos. Cabe ao jornalista equilibrar-se, em seu cotidiano, entre a velocidade e a precisão – sempre que abrimos mão da precisão em nome da velocidade pagamos com o que há de mais caro na nossa vida: a credibilidade … e isso tem tudo a ver com a ética

 

Para saber mais sobre o tema, convido-o a conhecer o livro “Jornalismo de Rádio”que pode ser encontrado no site da Editora Contexto.

Avalanche Tricolor: os nossos “alternativos” mandaram bem, na Vila

 

 

Santos 1×1 Grêmio
Brasileiro – Vila Belmiro SP/SP

 

 

29679478364_f0c18ef7b4_z

Renato em foto do arquivo no Flickr de LUCASUEBEL/GREMIOFBPA


 

 

Havia quem esperasse pouco do time escalado para jogar neste domingo. Eu, por exemplo. Você, talvez. Quero acreditar que o próprio Renato não apostaria todas suas fichas em um resultado positivo.
 

 

O time era o alternativo, como repetiu o repórter de campo durante a transmissão da televisão. Não sei se no rádio disseram o mesmo. Chamou-me atenção porque no meu tempo costumávamos dizer que este era o time reserva.
 

 

Bem que gostei da ideia de batizá-lo como alternativo. Creio que isso seja coisa do Renato e os jornalistas estejam apenas levando à frente. Nos dá um olhar diferente sobre os jogadores que estão em campo. Não os impõe a pecha de segundo escalão, apenas de diferentes.
 

 

E foram diferentes em campo. Surpreendentes, eu diria.
 

 

Além de se fecharem bem na defesa, sem vergonha de admitir a diferença em relação ao adversário, usaram o contra-ataque como poucas vezes vimos na competição. Capacidade que se revelou logo no início da partida com gol que surgiu de jogada na qual Everton soube combinar sua velocidade com domínio de bola e precisão no chute. Coisa rara de se ver no futebol.
 

 

Conter a pressão de um time pouco acostumado a derrotas em seu campo seria tarefa das mais complexas. Por isso, o gol que tomamos de cabeça parece que já estava mesmo na nossa conta. E veio para ratificar que se a zaga principal parece ter se ajeitado por cima, a alternativa ainda tem o que melhorar.
 

 

O segundo tempo, apesar de nosso gol não ter saído – e foi por detalhe -, voltamos a surpreender. A marcação foi mais alta, na saída de bola do adversário, e isso desorganizou a chegada do ataque deles. Mudança, com certeza, que teve o dedo de Renato.
 

 

Estivemos sob fogo cruzado boa parte do jogo, mas vimos nossos defensores se multiplicarem para segurar o empate. Em alguns casos chegamos a ter dois jogadores marcando a mesma bola. Houve aquilo que a turma gosta de chamar de entrega total em campo.
 

 

Ao fim da partida Maicon definiu o empenho da equipe: “se não vai no entrosamento, vai na vontade”.
 

 

Os nossos alternativos demonstraram muita vontade e estão de parabéns, pois neste domingo, jogando pelo Campeonato Brasileiro, seguraram a onda da turma que descansou para, na quarta-feira, “jogar a vida” na Copa do Brasil.

Quintanares: Ser e estar

 

 

Poesia de Mário Quintana
Interpretada por Milton Ferretti Jung

 

A nuvem, a asa, o vento,
a árvore, a pedra, o morto…

 

tudo o que está em movimento,
tudo o que está absorto…

 

aparente é esse alento
de vela rumando um porto

 

como aparente é o jazimento
de quem na terra achou conforto…

 

pois tudo o que é está imerso
neste respirar do universo

 

– ora mais brando ora mais forte
porém sem pausa definida –

 

e curto é o prazo da vida

 

e curto é o prazo da morte.

 

O programa Quintanares foi ao ar, originalmente, na rádio Guaíba de Porto Alegre.

Conte Sua História de SP: do sobradinho geminado às margens do Pinheiros

 

Por Alice Ribas Cabete

 

 

Nasci em Santos.

 

Em 1935, com o falecimento de meu pai, minha mãe veio morar em São Paulo, alugamos um sobradinho geminado na Rua Rússia esquina da Av. Europa, final da linha do bonde Jardim Europa, até pouco tempo os sobradinhos ainda estavam lá.

 

O bairro Jardim Europa estava começando a surgir. Depois do final do ponto do bonde, a Av. Europa continuava até a Marginal do Rio Pinheiros com poucas casas e muita árvore. A maioria dos moradores era alemã. Foi na casa de uma família alemã que vi pela primeira vez uma árvore de natal.

 

Aos domingos, eu e algumas meninas da vizinhança caminhávamos entre as árvores até o Clube Germania, hoje Clube Pinheiros, que se estendia até as Margens do Rio Pinheiros, onde os sócios do clube costumavam remar e nadar.

 

No caminho, havia uma igrejinha isolada no meio das árvores, acredito ser hoje a Igreja de São José.

 

Algumas vezes pegávamos o bonde e íamos ao cinema, na Rua Augusta.

 

No Carnaval, alugávamos um carro aberto para fazer o corso na Av. Paulista.

 

Sinto muitas saudades de São Paulo daquela época e sou feliz por participar da história de São Paulo.

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10h30, no CBN SP, com sonorização de Cláudio Antonio e narração de Mílton Jung

Mundo Corporativo: César Souza diz como aplicar a “clientividade” na sua empresa

 

 

“Grande parte dos casos em que a empresa perde o cliente, não é só por problemas do pessoal de marketing, comercial e venda, não. Perde o cliente porque o pessoal do back-office, do entorno, que não lida diretamente com o cliente não sabe tratar adequadamente; por exemplo, o cliente fica inadimplente aí o que é que acontece? …. o jurídico manda aquela carta extremamente ofensiva para o cliente .. o pessoal de logística promete e não entrega no prazo”. A afirmação é do consultor César Souza, presidente da Empreenda, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Para Souza, “o cliente infelizmente não está no centro (do negócio), tá ainda na periferia”. Com a intenção de mudar esse cenário encontrado na maioria das empresas, ele criou o conceito “clientividade” que alerta para a necessidade de se desenvolver estratégia para se conquistar e fidelizar cliente de forma constante e rentável. Ele é autor do livro “Clientividade – como oferecer o que o seu cliente quer” (Ed BestBusiness).

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com este quadro: Alessandra Dias, Wagner Magalhães e Débora Gonçalves.

Tolerância e humildade, por Flávio Gikovate em 14 tuítes

 

giko_650x365

 

Flávio Gikovate morreu aos 73 anos, nessa quinta-feira. Esteve com a gente na CBN até bem pouco tempo, enquanto a doença permitiu. Fazia um programa inovador dentro de uma emissora que se dedica a transmitir notícias: tornava público seu divã e, a partir dele, atendia a centenas de solicitações de ouvintes, que abriam coração e alma para compartilhar suas angustias.

 

Mesmo internado, no Hospital Albert Einstein, seu conhecimento ainda encontrava espaço para chegar até o público que o admirava, através de seu perfil no Twitter. Nas últimas horas, escreveu em 14 tuítes sobre a intolerância, e eu tomo a liberdade de dividir com você os pensamentos do médico, psiquiatra e colega de rádio CBN.

 

Uma boa definição de pessoa humilde consiste na real disposição de ouvir e de aprender sempre, inclusive com aqueles que sabem menos que ela

 

 

Tolerantes são os que conseguem se irritar muito pouco com a parte desagradável presente em suas atividades e nas pessoas com quem convivem.

 

Ser tolerante é enorme vantagem, pois lidar bem com quem não nos agrada facilita a vida social e o encontro daqueles que consideramos legais

 

A tolerância tem a ver com a capacidade de respeitar diferenças de pontos de vista e de estilo de vida. Não ser pessoa crítica ajuda muito.

 

Por vezes tem a ver com a humildade: não se achar pessoa tão especial cria condições favoráveis para um convívio diversificado.

 

Muitos se fazem de tolerantes apenas com o intuito de seduzir e cativar seus interlocutores. São falsos e movidos por interesses duvidosos.

 

Pessoas intolerantes sempre passam uma imagem de arrogância e superioridade, de quem se impacienta e se aborrece com as “tolices” que ouve.

 

Não é raro que os mais intolerantes se considerem (e alguns sejam) mais inteligentes e cultos que seus colegas. O sucesso não passa por aí!

 

Uma pessoa humilde de verdade tem ciência de que seu saber é limitado e que a arrogância e altivez intelectual corresponde a um grave engano.

 

Quem é intelectualmente arrogante se acha portador de um saber inquestionável: ao ser contestado, não ouve o interlocutor com real respeito.

 

As pessoas que acham que sabem muito se afastam da “porosidade” psíquica: seus diálogos visam apenas fazer prevalecer seus pontos de vista.

 

A pessoa arrogante não se interessa pelo que o outro diz: ao ouvi-lo, só está se municiando de argumentos para desqualificar seu raciocínio.

 

A humildade corresponde a um estado de alma em que predomina o respeito pelas outras pessoas: pelo modo como vivem, pensam e se comportam.

 

Uma boa definição de pessoa humilde consiste na real disposição de ouvir e de aprender sempre, inclusive com aqueles que sabem menos que ela.