Mundo Corporativo – Nova Geração: Rui Leal fala como os jovens devem se preparar para o mercado de trabalho

 

 

“Aquilo que a escola esta formando, não é o que as empresas estão buscando, tem uma gap e não tem nada a ver com o conteúdo técnico que as escolas estão passado, o que a empresa está buscando, além do conhecimento acadêmico que eu chamo de conteúdo técnico, o jovem precisa ter um conteúdo comportamental, é aí que a coisa pega.” O alerta é de Rui Leal, supervisor-geral do Instituto Via de Acesso, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, na estreia de Mundo Corporativo – Nova Geração. Leal é especialista na orientação de estudantes e formandos que começam a dar seus primeiros passos nas organizações e autor do livro “Jovens Digitais – Aprendizes, estagiários e Trainees”(Editora Integrare).

 

Mundo Corporativo – Nova Geração é uma série de entrevistas que você assiste no último sábado do mês, no Jornal da CBN. A ideia é abrir espaço para discutir temas relacionados aos jovens que se preparam para iniciar-se em uma carreira profissional e empreender. A chegada desta geração no ambiente organizacional tem causado mudanças de comportamento e se transformado em desafio para os gestores.

 

Colaboraram com este quadro Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Debora Gonçalves.

Avalanche Tricolor: só não foi atípica aquela coisa-que-você-sabe-bem

 

Grêmio 1×2 Vitória
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Roger tenta acertar o time, em foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA

 

Há 34 anos e 17 jogos nosso adversário não vencia da gente em Porto Alegre, ouvi agora mesmo, ao fim da transmissão da partida pela SporTV, se é que meus ouvidos não me traíram por ainda estarem sob o impacto da derrota de quinta.

 

Um resultado atípico em um jogo atípico.

 

Como foi atípico o lance, aos 34 minutos do primeiro tempo, em que o árbitro – parece-me que é da Fifa, não é? – sinalizou o pênalti que não apenas nos deixou com um jogador a menos em campo como permitiu a ampliação do placar.

 

Um erro definitivo e marcado com convicção pois estava diante do lance e mesmo assim entendeu que houve falta em um momento em que Bressan apenas tirou o corpo para não tocar no atacante, que se jogou no chão e foi beneficiado.

 

Por falar em atípico, como definir o erro de Luan aos 45 minutos do segundo tempo, quando escapou livre em direção ao gol, ficou diante do goleiro, escolheu o canto onde colocaria a bola e chutou para fora?

 

Luan é dos melhores jogadores em atividade no Brasil; é o melhor jogador do Grêmio; decidiu partidas incríveis; dribla como poucos e tem desequilibrado os jogos a nosso favor. Jogar aquela bola para fora é atípico, eu não tenho dúvida.

 

Só uma coisa não foi atípica na partida, e esta aconteceu aos 25 minutos do primeiro tempo, veio pelo alto, saiu da lateral, passou por boa parte da nossa defesa e teve como ato final o cabeceio do atacante adversário. Aquela coisa-que-você-sabe-bem e sobre a qual prefiro nem dizer o nome. A coisa que, torço muito, Roger ainda haverá de acertar.

 

No mais, é lembrar que a vida segue em frente como nós seguimos no terceiro lugar e há apenas alguns passos atrás dos primeiros colocados, ou seja, em condições de alcançá-los em breve, apenas tendo que recuperar os pontos perdidos nesta partida atípica.

 

E lutar pelas nossas conquistas, mesmo em desvantagem, não tem nada de atípico na nossa história.

A ingerência do Legislativo no Executivo

 

Por Marcia Gabriela Cabral

 

Prefeitura

 

Os Poderes da República, segundo a teoria (Constituição Federal, art. 2º), são independentes e harmoniosos entre si.

 

Segundo a prática, os Poderes aos quais seus membros detêm mandato eletivo – Legislativo e Executivo – são totalmente “dependentes” entre si.

 

Isto advém devido ao fato da existência da influência dos membros do Legislativo nos órgãos da Administração Pública, sobretudo, por meio dos cargos comissionados, aqueles de livre nomeação e exoneração e que são destinados exclusivamente às atribuições de direção, chefia e assessoramento (CF, art. 37, V).

 

As pessoas que ocupam estes cargos são os famigerados comissionados. A maior parte trata-se de meros cabos eleitorais. São aquelas pessoas que trabalharam na campanha do candidato, que em troca do apoio, recebe um emprego, quando o seu candidato se torna eleito. Outras são agraciadas por serem amigos, conhecidos, parentes de outros políticos (nepotismo cruzado).

 

Em uma conversa informal com uma especialista em direito eleitoral, a mesma disse que “não existe cargo comissionado sem indicação política”, portanto, esta é a regra do jogo.

 

No plano local, o domínio dos vereadores se mantém há décadas. Me lembro quando era criança, que no meu bairro tinha um vereador que dominava a então Administração Regional, hoje Subprefeitura. Ele era conhecido como o “dono do bairro”. E isto no tempo em que Paulo Maluf era prefeito de São Paulo.

 

Portanto, a vereança paulistana indica os subprefeitos desde sempre. De tal modo, a subprefeitura que tem seu chefe indicado por um vereador, passa a ser o “gueto” deste parlamentar. Nesta região, o vereador é o “dono do pedaço” e com isto se articula tranquilamente perante a população, a fim de obter sua reeleição.

 

Uma das funções do Poder Legislativo é fiscalizar o Poder Executivo. Contudo, diante do contexto em comento, com qual isonomia atua o Legislativo na fiscalização do Executivo, já que aquele, de forma indireta, atua de maneira a extrapolar sua competência ao usurpar a função administrativa?

 

A cidade de São Paulo tem 32 subprefeituras, e sabemos que a vereança paulistana é composta por 55 vereadores, deste modo, é impossível agradar a todos, se bem, que em regra os cargos de subprefeitos são distribuídos aos vereadores da base de apoio do chefe do Executivo.

 

Todavia, para conseguir agraciar a todos os “apadrinhados” políticos, há uma rotatividade intensa na ocupação deste cargo, o que causa um efeito colateral na execução e continuidade dos serviços públicos, ocasionando a descontinuidade administrativa, devido ao jogo de interesses que predomina no loteamento dos cargos de subprefeitos.

 

O atual prefeito, à época de campanha, defendeu que iria nomear para o cargo de subprefeito apenas “técnicos”, advindos dos quadros do funcionalismo público. Entretanto, a prática demonstrou que os escolhidos, embora fossem servidores públicos de carreira (concursados), tinham ligação/filiação partidária. Assim, a barganha política permaneceu.

 

Em relação a isto, o prefeito recentemente, alegou que esta “confusão do Legislativo com o Executivo é prejudicial para a sociedade”, além de ser “invencível” a pressão dos vereadores para terem os subprefeitos.

 

Além disso, há os casos em que os próprios vereadores (membros do Legislativo) se tornam secretários (membros do Executivo). Isto é extremamente interessante aos parlamentares, uma vez que eles apenas se licenciam do mandato para atuar no Executivo e podem reassumir seu mandato quando bem entender.

 

Citamos acima exemplos no plano local por entender que a municipalidade é a esfera mais próxima dos cidadãos, ademais, esta ingerência e “empréstimo” de parlamentares ao Executivo, não é exclusividade dos municípios, isto se dá em todas as esferas de governo.

 

Os políticos alegam que se faz necessário os cargos comissionados em razão de tratar-se de “cargos de confiança”, isto é, cargos ocupados por pessoas vinculadas aos agentes políticos, contudo, nota-se que toda a sua assessoria, também, é composta por comissionados para garantir a tal da “governança”.

 

Novamente, mencionamos a descontinuidade da prestação da função administrativa, pois a “dança das cadeiras” é algo constante, também, em relação aos assessores comissionados. Além do mais, questiona-se a qualificação das pessoas que assumem estes cargos em comissão, pois na sua grande maioria são funcionários despreparados para a função que lhe atribuíram, pois a pessoa é alocada para determinado órgão independentemente de ter conhecimento técnico relativo àquela pasta.

 

Por exemplo, a Secretaria de Saúde já esteve sob o comando de um engenheiro e o atual secretário dos Transportes é formado em História. Óbvio que o fato da formação profissional ser divergente a temática da Secretaria não é um empecilho para que atue na mesma, mas convenhamos que se a pessoa detém um conhecimento específico no assunto o seu rendimento provavelmente será melhor.

 

O mesmo ocorre nos cargos comissionados do 2º escalão, uma vez que os membros da assessoria “técnica” não possuem conhecimentos específicos, pois vemos constantemente, pessoas desqualificadas atuando de maneira descompromissada, até por que, geralmente, elas “caem de paraquedas” naquele cargo e sabem que não permanecerão ali por muito tempo.

 

A título de conhecimento, na Prefeitura de São Paulo, atualmente há cerca de 6 mil comissionados ativos e 3 mil comissionados inativos, totalizando quase 9 mil cargos em comissão, conforme informação abaixo, obtida em resposta a pedido de informação com base na Lei de Acesso à Informação:

 

Qual é o número de comissionados na Prefeitura?

 

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Esta influência afronta o princípio da separação dos Poderes. Muito embora seja o ato de nomeação destes cargos, de livre discricionariedade por parte do administrador público, é notório que diversas nomeações ocorrem por meio da troca de favores entre os membros dos Poderes envolvidos.

 

O Executivo, em alguns casos, se vê acuado frente ao Legislativo, pois precisa que seus Projetos de Leis sejam aprovados pela casa legislativa. Daí decorre a “dependência” de um Poder com o outro, é o famoso “toma lá da cá”, acerto de contas, troca de favores, como queira nomear.

 

No entanto, isto vem ocorrendo cada vez em escala maior, o que deveria ser combatido, pois a influência política é prejudicial ao interesse público.

 

Marcia Gabriela Cabral – Advogada, especialista em Direito Constitucional e Político, Conselheira Participativa Municipal e integrante do Adote um Vereador.

Carol: denso, ardente e não deve ser ignorado

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Carol”
Um filme de Toddy Haynes
Gênero: Drama
País:USA

 

Duas mulheres se conhecem acidentalmente em uma loja de departamentos. Carol está comprando um trenzinho para sua filhe e Therese é a vendedora da loja. Dali, um romance proibido, começa a aflorar. O filme se passa por volta de 1950. Carol e Therese enfrentam problemas por serem homossexuais a ponto de colocar um possível fim ao romance.

 

Por que ver:
Brilhante é a palavra que melhor descreve este filme.
O cenário perfeito, a fotografia impecável, a atuação de duas geniais atrizes nos conduzem por uma história sem exageros, crível e sedutora. Um filme denso, ardente que não deve ser ignorado.

 

Como ver:
Em casa, só ou acompanhado por alguém com tenha intimidade.

 

Quando não ver:
Acompanhado de parentes (pai, mãe, tios, primos…), crianças e “amigos sem benefícios”

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Vêm aí mais 14.500 anúncios para sujar o Programa “Cidade Limpa”

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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foto de Maro Aurelio Nogueira no Flickr de Mílton Jung

 

As bancas de jornal, desde sua regulamentação ocorrida nos anos 1940 pela ditadura Vargas, quando se preservou os direitos dos imigrantes e pioneiros italianos e se garantiu a participação aos brasileiros idosos e menores, vem desfrutando a atenção que a sua importância tem requerido.

 

O italiano Carmine Labanca criador da primeira banca e inspirador da denominação banca ao formato do novo comércio e o prefeito Jânio Quadros que regulamentou a formatação hoje existente, fazem parte desta história, que hoje se encontra num processo de mudança devido às novas tecnologias.

 

É exatamente em cima deste negócio de venda de jornais e revistas que o Prefeito de São Paulo escolheu para propor a desfiguração da lei da “CIDADE LIMPA”.

 

Fernando Haddad tinha vetado, em 2014, o projeto do vereador José Américo Dias PT que propunha autorizar a propaganda nas bancas para compensar a queda nas vendas de jornais e revistas. Haddad alegou então o privilégio a uma categoria profissional.

 

José Américo, nomeado secretário municipal por Haddad, apresentou em maio o Projeto de Lei do Executivo (236/2016) chamado de “Banca SP”, que autoriza as bancas a venderem propaganda e sem licitação.

 

Com 4.500 bancas e três faces liberadas, teremos 14.000 anúncios, número bem superior aos 4.000 autorizados em pontos de ônibus e relógios, que por serem concessões obrigam a licitação.

 

Em breve, o Projeto estará em plenário em última fase de votação, tocado a extrema velocidade, que permite deduzir o interesse em usá-lo para as próximas eleições. Como vantagem competitiva e pecuniária.

 

Regina Monteiro, a “arquiteta” da lei da “CIDADE LIMPA”, consultada a respeito pelo Blog do Mílton Jung, nos disse que se for para mudar a ocupação destes espaços cedidos como permissão de uso que seja para cafés com flores e jamais como “mini-shoppings” como estão se transformando as bancas. E, muito menos sujando a “CIDADE LIMPA” com propaganda.

 

Regina aproveitou a oportunidade e transmitiu um apelo aos qualificados leitores e ouvintes de Mílton Jung: participem do movimento contra esta nova lei, comparecendo às chamadas na Câmara Municipal ou fazendo presença em comentários na mídia social, inclusive pelo Facebook onde tem se manifestado.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Moradores de Bento Rodrigues querem garantir o direito à vizinhança

 

Fotos produzidas pelo Senado

Bento Rodrigues destruida pela negligência Foto: RogérioAlves/TV Senado

 

Bento Rodrigues já havia completado 317 anos quando a negligência de uma empresa que explora a região causou o maior desastre ambiental do mundo envolvendo barragens de rejeitos. Apesar dos mais de três séculos de vida, o subdistrito de Mariana com cerca de 600 moradores somente foi apresentado para a maioria dos brasileiros após a Samarco despejar toneladas e mais toneladas de lama sobre casas e pessoas.

 

A Tragédia de Mariana foi em cinco de novembro de 2015 e mesmo com o passar do tempo a empresa não só é incapaz de impedir que a lama siga escorrendo como também não tem demonstrado competência para solucionar o drama das famílias.

 

Hoje cedo, na programação da CBN, ouvi mais uma reportagem com os moradores do antigo Bento. Gente de voz humilde que teve sua história atolada no descaso da Samarco e agora tenta a reconstrução da sua vida.

 

Um dos habitantes pedia que a empresa respeitasse a arquitetura do povoado e reconstituísse o ambiente em que viviam, mantendo a mesma divisão territorial.

 

O que os moradores pedem é que a casa do Zé seja construída ao lado da casa do Pedro e esta construída ao lado da casa do João, como era no Velho Bento. Que a venda da Maria esteja no quarteirão seguinte e a Igreja um pouco mais à frente. Os vizinhos querem continuar vizinhos, não perder seus laços. Querem o direito de poder sentar na calçada e receber os parentes que moravam em frente, como sempre foi.

 

Desde o início desta tragédia, a Samarco, assim como a Vale e a BHP, que são as donas da empresa enlameada, têm revelado incompetência para gerenciar a crise. Erraram no trabalho de preservação, erraram na contenção, erraram na comunicação, erraram no atendimento dos cidadãos e parece que vão continuar errando.

 

Ao acompanhar a reportagem que foi ao ar na CBN, fiquei imaginando a oportunidade que a empresa e seus controladores estão desperdiçando. Já que causaram este drama humano e ambiental, deveriam ser corajosos e criativos na oferta de solução.

 

Respeitando o espaço de cada família e mantendo o mesmo desenho urbano, poderiam investir nas mais avançadas tecnologias ambientais, transformando o Novo Bento em um exemplo para o mundo.

 

Começariam pela escolha do material de construção, privilegiando os de baixo impacto ao meio ambiente.

 

No meu cenário ideal, as casas teriam telhados cobertos por placas fotovoltaicas e produziriam a própria energia. Todos os dejetos e resíduos orgânicos seriam coletados por tubulação e transferidos para uma usina que transformaria este material em biogás para uso residencial. Resíduos sólidos seriam reciclados. E a água, reaproveitada.

 

Diante do custo mais elevado desta reconstrução, a Samarco poderia mobilizar empresas que desenvolvem esses sistemas e equipamentos, que fariam de Bento Rodrigues vitrine dessa tecnologia verde.

 

Um delírio da minha parte, sem dúvida, pois a empresa não estaria cumprindo sequer o mínimo que se comprometeu como contratar mão de obra local para execução dos serviços de manutenção e reconstrução de áreas atingidas, como reclamou dia desses o prefeito de Mariana, Duarte Eustáquio Gonçalves Junior.

 

Que ao menos devolva o direito à vizinhança para o Seu Zé, o Seu Pedro e o Seu João de Bento.

Avalanche Tricolor: fizemos a lição de casa com elegância e muito frio

 

Grêmio 2×0 Cruzeiro
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Douglas comemora com o time o segundo gol, em foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA

 

Um jogo de aparente tranquilidade no qual a bola esteve quase sempre sob nosso domínio. E quando não esteve, foi logo recuperada por uma marcação eficiente que impediu riscos de gol.

 

Até demoramos para chutar, mas quando o fizemos fomos definitivos, como no fim do primeiro tempo no cabeceio de Luan que abriu o placar após cruzamento preciso de Everton, em jogada, aliás, iniciada pelo próprio Luan.

 

No segundo tempo, sequer foi preciso aquecer muito, pois aos seis minutos já havíamos ampliado para 2 a 0 após mais uma jogada de muito talento com a participação de Luan e conclusão de Douglas, também de cabeça.

 

Até a sorte esteve ao nosso lado, pois o pênalti marcado com atraso pelo árbitro, na rara oportunidade de gol do adversário, foi para fora.

 

Com a vitória na mão, a troca de passe foi ainda mais segura sem jamais perder a elegância. O torcedor deu-se até o direito de ensaiar um olé … fazia tempo que não ouvia este grito.

 

Com todo o respeito que o adversário e sua tradição merecem, nesta noite de domingo o maior desafio foi enfrentar o clima. O termômetro marcou de seis a sete graus celsius e uma forte névoa embaçou a imagem durante todo o jogo.

 

E foi o frio, pelo que pude perceber, que impactou a condição física de nossos jogadores e nos levou a perder Geromel, Walace e Michael, todos lesionados e jogadores que podem fazer muita falta nas próximas partidas, especialmente em um momento no qual estamos beirando a liderança.

 

A despeito das lesões, o importante é que fizemos a lição de casa e seguimos na briga pelo título do Brasileiro.

Quintanares: Quando a luz estender a roupa nos telhados

 

 

Poesia de Mário Quintana
Publicada em A Rua dos Cataventos 1940
Narração de Mílton Jung

 

XXVII

 

Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,

 

Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados…
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de vôos encantados!…

 

E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê…
Até os cegos, os entrevadinhos… E

 

Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!

 

Conte Sua História de SP: o passeio com meu filho ao centro da cidade

 

Por Mario de Salles Oliveira Malta Junior
Ouvinte da Rádio CBN

 

 

Na semana passada, meu filho João Pedro me pediu para tirar o título de eleitor, uma vez que completou 16 anos recentemente. Ao invés de simplesmente orientá-lo em direção ao Centro da cidade, decidi acompanhá-lo. Talvez por intuição de minha parte, senti que poderia ser um revival de meus 4, 8 ou 16 anos de idade, rumo retroativo a 1955 em diante.

 

O ônibus articulado nos deixou atrás da Catedral, onde antes eu descia do CMTC da Linha 16, que ia da Rua Machado de Assis à Rua Cardoso de Almeida. Dependendo da direção que seguia, o trolebus assim se chamava. Quando eu o tomava, descia justamente na Praça João Mendes ou no Instituto de Educação Caetano de Campos, situado mais adiante na Praça da República. Mas essas são histórias para outras oportunidades…!

 

Contei ao João que as lojas de artigos para umbanda e, acima delas, o Bilhar do Seu Martins, sempre chamaram minha atenção, me impressionavam. Se fisicamente não mais estão ali na esquina com a Quintino Bocaiúva, ao menos na minha memória permanecem. Como também estão registrados os odores sentidos por milhares de transeuntes que iam e vinham por ali. Do Bilhar, os odores eram de frituras, pedidas pelos frequentadores. Imagino: será que “Carne Frita” veio desse local? Com Rui Chapéu, foi um dos maiores.

 

Nossa caminhada nos levou ao Largo da Misericórdia, que leva consigo minhas mais profundas recordações. Ali, no 12o. andar de um prédio ainda muito estiloso, acompanhava o bisavô e o avô do João Pedro ao trabalho. Aliás, ouvia deles a frase “…vamos trabalhar…” e assim me julgava fazendo durante toda a manhã quando lá ficava. Tenho aqui em casa a máquina de escrever, o furador de papéis, grampeador da época. Para mim, verdadeiras relíquias.

 

Decidi dar uma parada mais longa ao redor da Praça do Patriarca. Contei ao João rápidas passagens sobre a Casa São Nicolau, que era o point do Natal e mostrava na vitrine brinquedos inconquistáveis para a maioria. Bastava vê-los e imaginá-los em casa…!

 

Também lhe mostrei que, nessa ou naquela janela, funcionava o consultório do Dr. Dácio, meu pediatra. Profissional competente e simpático, que uma vez me diagnosticou com anemia e me mandou para Poços de Caldas, alimentado basicamente com fígado na chapa e no liquidificador!

 

Fui então com o João ali quase na esquina com a São Bento: e a Casa Califórnia, como não mostrá-la a ele? Ainda está lá, desde 1920 ou ao redor disso. E os lanches, muitos são basicamente iguais. Dei a saída nos pedidos: sanduíche de calabresa com suco de laranja, pois era isto que sempre peço por lá desde 1954. E o João, para não contrariar a mim nem ao bisavô nem ao avô, adivinhem o que pediu???

 

Enfim, fomos em direção ao que viemos. Atendimento excelente no posto do TRE, rápido e cortês. Mais incrível para mim, o João Pedro gostou das histórias, disse querer voltar ao Centro com mais calma, levando o irmão mais novo conosco. Também me pergunto: será pelas histórias de São Paulo ou pelo sabor dos sanduíches?

 

Quero crer que seja pelos 2 motivos!!!

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, no CBN SP. Os ouvintes podem enviar seus textos para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Theunis Marinho ensina a escalar o Everest Corporativo

 

 

“Tudo na vida deve começar com um sonho, o difícil é você fazer aquele sonho tornar-se realidade, que é o trabalho, que é a luta, que o planejamento; mas se você não sonha você não sabe onde quer chegar”. A afirmação é de Theunis Marinho, que já foi presidente da Bayer Polímeros, trabalha como coach e é especialista em recursos humanos. Ele foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung no Mundo Corporativo, da CBN, e falou sobre o livro “Sonhar alto, pensar grande – lições de um brasileiro que enfrentou os obstáculos e tornou-se presidente de uma multinacional” (Editora Gente). Marinho faz uma analogia entre a caminhada para uma carreira promissora e a escalada de uma montanha alta e apresenta dicas sobre como se deve enfrentar o que ele chama de “Everest Corporativo”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com este Mundo Corporativo Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.