Por revanchismo, vereadores mudam nome de avenida em Porto Alegre

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Duvido que exista em São Paulo – refiro-me à capital – quem não se preocupe, um pouquinho que seja, com o Adote um Vereador.A ideia partiu da cabeça do Mílton. Quem lê o blog inserido no site da CBN sabe que se trata do meu filho. Acho tão importante o trabalho que a turma do Adote realiza – e hoje é bem grande – que não tenha encontrado seguidores em outros municípios brasileiros,nos maiores,pelo menos,porque quanto maior a cidade,mais vereadores elege. Não pensem que,em São Paulo,os representantes dos munícipes sejam policiados. Podem ser,isso sim,cobrados por aquelas pessoas que os puseram na Câmara,caso não façam o esperado pelos seus eleitores.

 

Estou tentando saber o que o povo votante da minha Porto Alegre pensa,agora que a eleição está tão próxima, de um projeto que passou pela nossa Câmara:refiro-me à troca de nome de uma avenida da cidade. Alega o prefeito José Fortunati que a comunidade porto-alegrense não foi consultada sobre a alteração que a Câmara aprovou.E fez bem. Talvez surja quem entenda que o chefe do município,como não vetou nem sancionou a lei,teria ficado em cima do muro. O texto da lei voltou para os vereadores. A Casa,no momento,está sendo comandada por um presidente em exercício – o petista Mauro Pinheiro. Este terá de sancionar a lei. O titular do cargo,Professor Garcia,peemedebista,está licenciado.

 

Não esclareci para quem não é porto-alegrense e,por porventura,esteja lendo o meu texto,qual é a via,importante porque é por ela que se sai da capital gaúcha,cujo nome está provocando a polêmica:Castelo Branco é o atual;Avenida da Legalidade e da Democracia,talvez venha a ser o novo. Como não poderia deixar de ser,Fernanda Melchionna e Pedro Ruas,ambos do PSOL,se surpreenderam com a posição de José Fortunati. Eles são autores do projeto. Para mim,a ideia de troca tem cheiro de revanchismo rançoso. Não lembro de ter notícia de avenida que mudou de nome por razões eivadas de politicagem.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

A notícia que está na editoria do “Deus, eu não acredito!”

 

Para comemorar os 23 anos da rádio, a CBN abriu o seu microfone aos ouvintes-internautas, que foram convidados a fazer perguntas aos comentaristas, repórteres, âncoras e toda a nossa equipe de jornalistas. Muitas mensagens foram enviadas nos últimos dias, as perguntas foram selecionadas e, hoje, durante todo o dia, na programação da CBN, nós ouvimos os ouvintes que, assim, pautaram as discussões, interferiram nos temas e influenciaram na produção de nosso trabalho. Fui contemplado com a pergunta de Ademar Matsuoka, de Valinhos, interior de São Paulo, que estava interessado em saber qual a notícia que eu gostaria de anunciar e qual anunciei e disse: “Deus, eu não acredito!”

 

Em 30 anos de jornalismo, imagine a quantidade de notícia que eu já transmiti. Só de CBN são quase 16 anos. Uma pergunta como essa exigiu um exercício de memória e, durante o Jornal, desta quarta-feira, pedi ajuda aos ouvintes para que eles dissessem qual notícia gostariam de um dia ouvir na rádio. A maioria sugeriu o anúncio da cura de doenças graves como o câncer, vacinas para prevenir da AIDS, evitar o EBOLA. Muitos, embalados pela discussão eleitoral, sonham com o fim da corrupção. E eu concordo que qualquer uma delas seria excelente notícia. Até fiz agreguei mais uma sugestão: o desenvolvimento de um remédio do bom senso que impediria boa parte das barbáries que temos no mundo.

 

Como tudo isso é muito utópico, aproveite a pergunta do Ademar para relembrar uma notícia que adorei contar para o público, na época em que trabalhava como narrador esportivo da Rede TV!.

 

A pergunta do Ademar e a minha resposta, você confere a seguir:

 

Datafolha pesquisa o Minhocão e gera confusão

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Somente 7% da população da cidade de São Paulo aprovam a demolição do Minhocão, enquanto 76% são contra, e 53% querem mantê-lo como está. Estes dados foram publicados na terça feira, 23, pela Folha ao divulgar pesquisa Datafolha. A partir daí a difusão da notícia rapidamente se espalhou pelos canais de comunicação, que lembraram ainda que a desativação do Minhocão está contida no recém-aprovado PDE Plano de Desenvolvimento Estratégico da cidade. Restando apenas a decisão entre a demolição e uma nova ocupação.

 

A alta velocidade de propagação da pesquisa foi inversamente proporcional à análise que deveria ocorrer junto com a notícia, antes de sua divulgação. O Datafolha não diferenciou no resultado os usuários, os usuários frequentes, os não usuários, e os moradores. O jornalista Dimenstein, por exemplo, em entrevista na CBN se preocupou em defender a manutenção na forma de um parque, mas não questionou o levantamento do Datafolha.

 

Já era sabido que os moradores tinham se manifestado em audiência pública na Câmara cobrando a demolição, pois não querem nem o parque. Na origem, em 1971, data da inauguração, o Minhocão destruiu bens e qualidade de vida de 200mil pessoas. Fato não menos cruel é que o número de usuários é menor do que o número de habitantes afetados negativamente. Além do que, aqueles passam e vão para suas casas, deixando o ônus para os que ficam.

 

Ainda bem que o jornalista Leão Serva redimiu o veículo que serve, abordando segunda-feira em sua coluna na Folha: “O Minhocão e seus vizinhos”, cujo subtítulo denunciava “Pesquisa sobre temas urbanos devem identificar grupos de interesse e suas opiniões específicas”.

 

Milton Jung nesta mesma segunda dizia em seu post que os jornalistas não devem temer os meios eletrônicos como fonte de notícias. É verdade. Se algum temor caiba, que seja de si próprio.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Jornalista não deve ter medo da informação em rede, deve respeitá-la

 

#eSTAS2012: Redvolution, el poder del ciudadano conectado. The power of connected citizens

 

A multidão tem seus braços voltados para a cena que se desenrola ali na frente e na ponta dos dedos manipula o celular captando a imagem que será compartilhada imediatamente com um sem-número de pessoas. São centenas de imagens sendo registradas ao mesmo tempo e espalhadas para diferentes pontos até onde sua rede social alcança. A verdade ainda não é conhecida, o que não impede que comentários se multipliquem para diversas plataformas ajudando a construir a opinião pública (o que é mesmo que está acontecendo ali?).

 

O acesso simplificado à tecnologia e a facilidade com que nos conectamos em rede permitem que o cidadão conte os fatos a partir de seu ponto de vista e construa sua própria história, influencie pensamentos e se transforme em fonte da informação. Uma quebra de hierarquia em sociedades que se acostumaram a ter nos meios de comunicação o monopólio da notícia. Este empoderamento, que democratiza os debates e mobiliza a sociedade, não significa que o cidadão é um jornalista. Ele seguirá cidadão, mais forte e influente, e o jornalista permanecerá com seu papel de cobrir os assuntos, levantar as mazelas, cobrar mudanças, identificar exemplos e buscar a verdade que se constrói na investigação e não apenas no primeiro olhar. Tem obrigação de mediar as forças envolvidas, encontrar o equilíbrio que ajuda a esclarecer e assumir a responsabilidade da publicação, respondendo pelo que diz, mostra e escreve.

 

Jornalistas e jornalismo devem respeitar a força da informação em rede, estruturada pelo somatório de fatos registrados pelos cidadãos em diferentes meios, mas jamais temê-la. Quem souber melhor dialogar com esta sociedade, usufruir desta massa de informação à disposição e ofereccer a ela conteúdo qualificado e diferenciado vai se sobressair. Esta fórmula funcionará seja nos meios tradicionais de comunicação seja nos novos formatos que estão para surgir. Nada impedirá que o jornalista seja autor e autoridade, pois também não dependerá exclusivamente desse veículos para transmitir seu conhecimento. Formas de financiamento compartilhado já existem para sustentar a realização de reportagens e coberturas. E mais uma vez, independentemente de toda tecnologia desenvolvida, o que fará diferença é a credibilidade. Enquanto soubermos cultivá-la com nosso trabalho, o jornalista e o jornalismo persistirão. E o cidadão estará ainda mais fortalecido.

 


A imagem deste post é do Flickr da Fundacion CiberVoluntarios

Avalanche Tricolor: lances que explicam o time de Felipão

 

Botafogo 0 x 2 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Maracanã

 

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Faltavam poucos minutos para se encerrar a partida, resultado praticamente decidido pois Barcos já havia marcado seus dois gols. O adversário ainda ensaiava alguns ataques, apesar da segurança da defesa gremista durante todo o jogo. Uma escapada pelo meio, porém, se transformaria em ameaça ao nosso time, o atacante deles apareceria na entrada da área sem marcação. Ou quase. Pois, o nosso atacante, Barcos, aquele mesmo que já havia marcado seus dois gols, surgiria para despachar a bola para fora e colocar a casa em ordem.

 

Um pouco antes ou depois, já não lembro mais, foi nossa vez de contra-atacar pelo meio, com o trabalho de articulação de Alan Ruiz, que havia entrado no segundo tempo. O gringo encontrou livre pela esquerda, dentro da área, Mateus Biteco, que também acabara de entrar. O volante, que era o homem mais avançado do Grêmio naquele momento, percebeu a chegada em velocidade de Zé Roberto. Nosso lateral camisa 10 já havia participado do início da jogada lá na defesa e mesmo depois de correr quase 90 minutos se apresentava no ataque.

 

Descrevo os dois lances acima, que talvez não apareçam nos melhores momentos que a televisão vai mostrar nos programas de esporte amanhã, porque os considero significativos. Revelam parte do sucesso alcançado pelo Grêmio desde que Luis Felipe Scolari assumiu o comando há pouco mais de dois meses. Cada jogador em campo, comece como titular ou entre no decorrer da partida, está comprometido com as ideias defendidas pelo treinador. Defendem e atacam independentemente da posição para a qual estão escalados. Entregam-se de corpo e alma, mesmo quando há limites técnicos. Sabem que nosso objetivo está no topo da tabela e têm perseverança nesta busca, pois estão cientes de que o caminho é longo, ainda faltam 13 rodadas, são 39 pontos em disputa e um tremendo de congestionamento de times.

 

A vitória deste domingo, além de nos manter nessa caminhada, nos oferece outros sinais animadores. O Rio de Janeiro é praticamente nossa casa, estamos há dois anos e 20 jogos sem perder para times cariocas. Neste campeonato, alcançamos a nona partida seguida sem derrota e completamos 810 minutos sem tomar gol – fato, aliás, que me faz lembrar mais um lance no Maracanã: com apenas um minuto do segundo tempo, instante em que o adversário parecia motivado a mudar o rumo do jogo após praticamente não tocar na bola no primeiro tempo, o ataque deles chega de forma perigosa, faz assistência de letra, completa com um sem-pulo mas se frustra ao ver Marcelo Grohe desviar com a mão esquerda. Nosso goleiro impediu o gol com movimento que levou milésimos de segundo, o que também explica nosso sucesso até aqui.

 

De Grohe a Barcos, sem exceção, todos sabem seu dever e estão prontos a servir. Assim é o Grêmio de Luis Felipe Scolari e quem não acreditar nisso que pegue suas convicções e vá torcer em outra freguesia.

Conte Sua História de SP: o telefone tocou e meu sonho se realizou

 

No Conte Sua História de São Paulo você vai conhecer Diego Christiano Pila. Ele nasceu em São Carlos, em 1978, viveu parte da sua infância num sítio na zona rural. Aos 15 anos morou com os avós para continuar os estudos. Ingressou na faculdade de Relações Públicas na Unesp, de Bauru. E sempre sonhou em trabalhar na cidade grande. Após três anos de formado, a oportunidade chegou. Mas por muita sorte. Além de Diego ter conseguido passar para a quarta e última vaga de um concurso para a Petrobras quase perdeu a data do recrutamento. Esquecera de avisar à empresa que havia mudado de endereço. O telegrama que o informava sobre os procedimentos para inscrição nunca chegou até ele.

 

Os trechos que você vai ouvir desta história foram gravados pelo Museu da Pessoa:

 

 

Diego Christiano Pila é pesonagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode registrar suas memórias em áudio e vídeo, marcando uma entrevista pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Pode também escrever sua história e enviar para mim: milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Rosângela Souza fala de pensamento estratégico

 

 

Para desenvolver um pensamento estratégico, é preciso identificar o que importa na sua empresa, a sua missão, a sua visão e o seu posicionamento. Em resumo, a empresária Rosângela Souza recomenda: “é preciso saber o que você é”. Professora de estratégia da FGV e especialista em gestão, Rosângela Souza foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Com base na experiência desenvolvida no comando da Companhia do Idioma, empresa da qual é sócia-diretora, ela fala sobre gestão de desempenho e sistemas de remuneração.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às 11 da manhã e pode ser assistido, ao vivo, pelo site da Rádio CBN. A participação dos ouvintes é pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Ernesto Foschi.

A importância do conhecimento no mercado do luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Grifes de prestígio, joias, glamour, perfeição: palavras que vêm à mente ao pensarmos em mercado do luxo. Essa expectativa de que no setor há um mudo perfeito à nossa disposição vai embora, porém, quando se percebe que mesmo marcas renomadas pecam no atendimento, em alguns casos.

 

São comuns os problemas comportamentais, mas se identifica também a falta de conhecimento sobre produtos, a história e os valores da marca. Muitas vezes os profissionais de atendimento esquecem que é necessário ouvir cada cliente para entender o que é o luxo para ele, quais são as suas necessidades e perfil de consumo. É essencial que o cliente AAA sinta segurança nas informações que recebe, independentemente do tipo de produto e serviço que está sendo oferecido: bolsa, carro, imóvel ou mesmo aplicação financeira, cada um com sua característica, exige olhar (e ouvido) apurado por parte do vendedor.

 

Fatores como a falta de conhecimento de conceitos sobre o luxo em si, o mercado, o DNA da marca dificultam ao profissional de vendas lidar com a experiência esperada pelo cliente, além de acarretar situação desconfortável no ponto de venda, na relação marca versus cliente.

 

Na atualidade, com a concorrência e globalização, o departamento responsável pela gestão de pessoas deve se ver como fonte fundamental de vantagem competitiva e capacitar suas equipes, motivá-las e ter uma gestão estratégia de Recursos Humanos para qualificar e reter talentos.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Personagens da semana: gatos, gatunos e carrões

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Sempre que não encontro inspiração para escrever o texto das quintas-feiras,compromisso que venho mantendo de longa data com o Mílton,procuro assunto no jornal Zero Hora. E encontro. Já estava quebrando cabeça quando resolvi apelar para a ZH e fui virando as páginas do fim para o começo. É um velho hábito. O futebol,em primeiro lugar,para ver o que se passa com o Grêmio e,como não,com o Inter. Aqui, no Rio Grande amado,Grêmio e Inter fingem que se odeiam. Na verdade,porém,são bem mais do que coirmãos:um não vive sem o outro. Creio que não sobreviveriam se não fosse assim. Dificilmente,no entanto,descubro assunto nas páginas dedicadas aos esportes,apesar da maioria deles. Só deixo minhas opiniões sobre aquele que cheguei a chamar,idoso que sou,de “esporte bretão”.

 

Passo agora para as matérias que me chamaram a atenção na Zero Hora,começando por uma lida na segunda-feira,22 de setembro (que bom reencontrar a primavera). A manchete é uma pergunta,coisa rara: “Comércio de animais deveria ser proibido?”. Lê-se abaixo que “ativistas estão elaborando projeto de lei e recolhendo assinaturas para tentar proibição da venda de cães e gatos em lojas especializadas”. Quando topo com qualquer coisa que parte de “ativistas” – que me desculpem pela desconfiança com a qual encaro o termo – mas temo pelo resultado.Esses, poucas vezes são satisfatórios.

 

Eu começaria a tirar os gatos da parada. Tenho uma gata preta cujas fotos enfeitam,volta e meia,o meu Facebook. Micky,é o nome dela, esteve fadada a ser um animal sem dono.Era o que aconteceria se eu e Maria Helena,minha mulher,não a tivéssemos achado, ainda bem pequena,miando baixinho,debaixo de uma cerca viva. É nossa desde 2007. Gatos a cães sobrevivem mesmo que não tenham quem os cuide. Os bichanos,todavia,fazem apenas o que lhe dá na telha,ao contrário dos cães,bem mais dependentes do seus donos. Seja lá como for,eu me pergunto qual é o problema desses dois animais serem vendidos em lojas especializadas,onde são bem tratados para agradar aos que se interessam por os ter como “peta”. “O animal não existe para o uso”,afirma Lidvar Schulz,coordenador do grupo de libertação animal. Não sei o que esse senhor quer dizer com isso. Não tenho conhecimento de que cachorras sejam confinadas submetidas a cruzas forçadas,mas se isso ocorre,tem que ser combatido por quem de direito e não por essas ONGs sem eira nem beira.

 

Da ZH,igualmente,saiu o meu segundo assunto. Os exemplos de ganância que levaram quem sofre desse terrível mal a virar notícia nas páginas policiais dos jornais e da mídia,em geral,são inúmeros. Não fazem,entretanto,que os gananciosos se corrijam. Eles seguem em frente como se tivessem um escudo que os proteja de serem flagrados pelos agentes da lei. Um deles teve a sua foto postada nos jornais dessa terça-feira e é um gaúcho acusado de fraude milionária envolvendo ações da antiga CRT. Jamais imaginei que essas ações produzissem tanta grana.O doutor Maurício Dal Agnol que o diga.Preso em Passo Fundo,ele esperava poder fugir da Polícia Federal,mas acabou ao sair do seu escritório portando uma sacola repleta de dinheiro e um passaporte com visto dos Estados Unidos. Triste engano. Não bastasse ser ganancioso ao extremo,era um homem de maus bofes,eis que,além da fraude,sua prisão foi agravada por porte de armas,entre elas,um fuzil.

 

Bem mais amena e saudável é a notícia que a Zero Hora publicou,também nessa terça-feira,Porto Alegre deve passar com carros elétricos para alugar. Neste sábado,os engenheiros Cezar Reinbrecht e Lucas de Paris,em evento acerca de mobilidade urbana promovido pela UFRGS,em parceria com a ONG Net Impact Porto Alegre,essa sim uma Organização Não Governamental que vale a pena,vão apresentar o projeto Sivi – Sistema Veicular Inteligente. Sei que os meus filhos Mílton e Christian,são fãs de biciclestas,mas duvido que não venham a adorar os carros elétricos.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: para o alto e avante!

 

 

Fluminense 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Maracanã

 

 

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Atendendo à convite da TV Cultura, participei na noite de ontem das comemorações dos 45 anos da emissora pública de São Paulo na qual trabalhei por oito anos e forjei parte da minha visão sobre jornalismo e cidadania. Foi divertido principalmente rever personagens e programas infantis que marcaram época e divertiram a mim e meus filhos. A cerimônia que destacou o trabalho de muita gente competente que passou por lá e mostrou alguns talentos que ainda se apresentam com qualidade foi no Teatro Bradesco, que fica ao lado de onde está sendo construído o novo estádio do Palmeiras, o Allianz Arena. Foi o mais próximo que consegui ficar do futebol em noite de importante rodada do Campeonato Brasileiro, pois não me atrevi a acessar o telefone celular durante evento para conferir o desempenho gremista. Não seria de bom tom, apesar da ansiedade em saber o que estava acontecendo no Maracanã.

 

 

A noite de festa se encerrou quase ao fim da partida. Pelo aplicativo da CBN ainda consegui, no carro, ouvir a transmissão do Evaldo José e os comentários do Álvaro Oliveira, diretamente do Rio, sobre o empate que estava em andamento. Eles ressaltavam que o resultado não seria bom para nenhum dos dois times. Soube também que nosso ataque havia acertado o poste no primeiro tempo e o travessão no segundo, além de Barcos ter protagonizado bela virada que obrigou esforço redobrado do goleiro adversário. No pouco tempo que ouvi, nenhum risco para Marcelo Grohe que já teria feito antes algumas defesas importantes completando 715 minutos sem levar gols (e pensar que quase perdemos este jovem talento para investir em um veterano). Ao fim e ao cabo, na combinação de resultados, percebi que estava chegando em casa no início da madrugada e com o direito de dormir no G4, este seleto grupo no qual, parece, temos cadeira cativa.

 

 

Ou seja, o empate foi um bom resultado, seguimos invictos faz oito jogos, esquecemos a última vez que tomamos um gol e seguimos para o alto e avante, como diria Buzz Lightyear, anti-herói da série Toy Story – outro personagem com quem me diverti muito, apesar de jamais ter sido transmitido na TV Cultura. Entre personagens de desenho animado e do nosso futebol, dormi muito bem, obrigado.