Prêmio Comunique-se de Rádio, é nosso!

 

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Recebi na noite de terça-feira, o Prêmio Comunique-se na categoria “Âncora de Rádio”, durante cerimônia que marcou a 12a. edição do evento, em São Paulo. Na verdade, quem recebeu por mim foi a amiga Rosana Jatobá que no ano passado já havia subido ao palco ao ganhar o troféu na categoria jornalismo de sustentabilidade. Jatobá foi colega aqui no blog, depois seguiu em seu voo solo, construiu site próprio, escreveu livro e comanda programa e coluna sobre o tema na Rádio Globo. Na premiação, ainda estava escalada para ser mestre de cerimônia na abertura do evento. Portanto, percebe-se que eu estava muito bem representado. Minha ausência, justificada em texto lido por ela, deu-se por dois motivos: um prático e outro sentimental. Acordo de madrugada para fazer o Jornal da CBN e foi graças a este trabalho que tive meu nome destacado entre tantos profissionais, portanto nada mais justo do que agradecer a escolha com aquilo que tenho de melhor a oferecer: meu trabalho. Não comparecer ao evento me impediu, também, de repetir o choro que me dominou quando fui premiado pela primeira vez, em 2009. Ouvir a Rosana foi menos constrangedor.

 

A pedido de ouvintes, que carinhosamente escreveram para parabenizar-me, explico que o prêmio é organizado pelo Portal Comunique-se, plataforma que reúne jornalistas e comunicadores. São os próprios jornalistas que fazem uma primeira seleção de dez nomes, em seguida abre-se a votação pela internet pelos inscritos no portal, saem três finalistas e uma terceira etapa é realizada para a escolha do vencedor. Calcula-se que 100 mil pessoas votaram nesta etapa. O prêmio reúne gente consagrada e muitos colegas de redação já foram agraciados com o troféu. Alguns se repetem, comprovação de seu talento, como Miriam Leitão, Juca Kfouri, Carlos Alberto Sardenberg, Gilberto Dimenstein entre outros tantos que me acompanham pela manhã no Jornal da CBN.

 

A propósito, não tenho dúvida de que minha escolha está diretamente ligada a esta relação de talentos que me cerca na rádio CBN. São eles e mais uma equipe de jornalistas, que muitas vezes não aparecem (ou falam), que oferecem condições para que meu trabalho se sobressaia. Tenho convicção de que radiojornalismo não se faz apenas com ícones e âncoras. Somos dependentes de repórteres, editores, produtores e redatores, além de profissionais da área técnica, que ambientam nosso trabalho e interferem na produção, e do setor de internet, afinal temos de estar em todas plataformas. Uma gente criativa e responsável que encontro na rádio CBN desde que iniciei meu trabalho por lá, em 1998. E de quem tenho muito orgulho pelo que fazem.

 

Prêmio Comunique-se de Rádio, é nosso!

Aborto e pensão: é prá já a indagação

 

Por Carlos Magno Gibrail

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A fragilidade com que as mulheres são vistas pela nação brasileira no caso do aborto e das pensões alimentícias é flagrantemente desatualizada. Se a equiparação de fato e de direito entre homens e mulheres ainda não foi alcançada, é visível que evoluímos bastante na busca da igualdade. Tudo indica inclusive que teremos por mais quatro anos uma mulher como presidente, atestando que o sexo feminino no Brasil não precisa mais de tratamentos especiais e preconceituosos. Portanto, é chegada a hora de dar ao sexo feminino as condições adultas, deixando as decisões pessoais ao seu arbítrio na questão mais íntima da gravidez. E revendo também a função do provisionamento do lar. Afinal a mulher de hoje não tem nada a ver com aquela que foi base para a lei da pensão alimentícia.

 

Não é possível continuarmos a conviver com 600 mil a 700 mil mulheres criminalizadas anualmente por causa dos abortos. Tampouco prender indiscriminadamente maridos desempregados e algumas vezes idosos, por falta de pagamento de pensões alimentícias. Como sabemos a lei não discrimina sexo, mas na realidade as prisões convergem nos homens.

 

No aborto, uma legislação consistente irá tirar da marginalidade uma situação de alto risco, trazendo-a para controle oficial. Certamente o acompanhamento estatístico e a análise médica identificarão as resultantes. De acordo com Levitt e Dubner, autores de Freakonomics, Ceausescu proibiu o aborto quando na Romênia seu índice era de 20%, e foi vítima dos bebês nascidos indevidamente. Enquanto nos Estados Unidos a legalização do aborto foi o melhor de todos os métodos para a diminuição da criminalidade. Fato que Giuliani se beneficiou em New York.

 

No pagamento da pensão é irreal considerar como padrão que o marido trabalha e a esposa fica em casa. E é surreal aprisionar o devedor tirando a chance de ele trabalhar para cumprir o pagamento.

 

Se Dilma ou Marina dirigir o país, conforme indicam as pesquisas eleitorais, é hora de perguntar o que pensam sobre temas tão pertinentes às mulheres. Não importa crenças religiosas ou plebiscitos, o que precisamos saber é como elas encaram o tratamento que as mulheres devem ter. Qual autonomia deve ser dada ao sexo feminino, e quais as suas responsabilidades. Esperamos apenas que não façam como as do Congresso que mantiveram a pena de prisão na reformulação da lei da pensão alimentar. Puro corporativismo. Ou machismo feminista?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Menos rádio em casa, mais ouvintes nas cidades

 

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A PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada semana passada, trouxe a informação (que não precisou ser revisada) da queda no número de moradias com rádio, que passou de 80,9% em 2012 para 75,8% para 2013 – queda decorrente das mudanças tecnológicas, segundo o IBGE. O índice 5,1 ponto percentual menor não significa que estamos ouvindo menos rádio, apenas que estamos ouvindo a programação de rádio em outros equipamentos e formatos, como escrevi recentemente ao ser convidado a falar sobre mudanças percebidas no decorrer dos últimos dez anos:

 

Nas redações, as notícias chegavam em grande velocidade já impactadas pela tecnologia digital. A internet fazia parte do nosso cotidiano apesar de a maioria dos veículos ainda estar tateando as possibilidades que estas ofereciam. Os portais de notícias, mesmo insustentáveis financeiramente, já eram realidade com suas redações tomadas de jornalistas, desenvolvedores de conteúdo, designers, técnicos em mídias digitais e outras especialidades. Sabia-se pouco mas se arriscava muito. Foi em 2004 que fui trabalhar no Portal Terra apresentar o Jornal do Terra, onde o investimento em jornalismo de internet era grande e a experiência de jornalistas das mídias tradicionais se misturava a de profissionais nascidos na era digital.

 

Rádio, televisão, jornal e revista experimentavam soluções na internet em um momento no qual as redes sociais ainda eram desconhecidas. O já falecido Orkut, a primeira rede a proporcionar o relacionamento de milhões de internautas e a dar oportunidade para a construção de comunidades digitais, estava se iniciando, foi inaugurado em janeiro de 2004. Naquele momento, as revistas semanais já percebiam a necessidade de estar presente nos computadores dos brasileiros pois não havia mais espaço para guardar notícias para o fim de semana. As emissoras de televisão migravam seus conteúdos para a internet, mas transmissões ao vivo neste meio não eram comuns como atualmente.

 

Ouvir rádio na internet já era comum, no celular ainda não. Conectava-se algumas emissoras no computador de mesa ou no notebook, porém a mobilidade ainda não estava presente no dia a dia do brasileiro. A conexão do rádio no celular acontecia apenas em aparelhos que captassem sinal de FM. A transformação do celular em rádio porém estava se iniciando e me permitia enxergar que ali estaria nosso futuro. No livro Jornalismo de Rádio, lançado em 2004, pela editora Contexto, já previa a disseminação desse aparelho que atualmente bate a casa dos 50 milhões, no Brasil. 50 milhões de smarthphones. 50 milhões de rádios. Também percebíamos que não bastava mais ter apenas programação no ar, tínhamos de oferecer produtos em podcast, colocar câmeras dentro do estúdio e produzir programas em vídeo. Foi, naquele ano, que ouvi do jornalista Alberto Dines me dizer, na redação do Portal Terra, que “o rádio é mídia do futuro”. O rádio estava começando a viver o seu futuro. E eu me transformei com ele.

 

Em tempo: dados coletados pela Jacob Media, nos Estados Unidos, mostram que a quantidade de ouvintes de rádios AM e FM, que escutam uma hora ou mais de rádio por dia, caiu 2%, enquanto os ouvintes que acessam os mesmos programas pela internet semanalmente aumentou 16%.

As vantagens de ter 60 anos (ou mais)

 

De passagem pelo blog, nosso comentarista Julio Tannus, recomendou a leitura de texto que encontrou na rede, gostou e adaptou para nós, o qual se refere aos benefícios da velhice. Ele disse que o original circula como sendo de autor desconhecido. Se você conhecê-lo, nos avise. De qualquer forma, é uma boa reflexão para um país que está envelhecendo em alta velocidade como demonstram as estatísticas mais recentes:

 

As vantagens de ter 60 anos (ou mais). Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo tornei-me mais amável para mim e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo … Eu não me censuro por comer biscoitos, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava. Eu tenho o direito de ser desarrumado, de ser extravagante. Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou ficar no computador até as quatro horas da manhã e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60, e se eu, ao mesmo tempo, desejar chorar por um amor perdido … Eu vou chorar muito. Se eu quiser, vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente e mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles também vão envelhecer. Eu sei que sou às vezes esquecido, mas há algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode seu coração não se quebrar quando você perde um ente tão querido, ou quando uma criança sofre ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito. Sou grato por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos e minha barba branca, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem brancos. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, eu gosto de ser velho. Eu gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E, se me apetecer, vou comer sobremesa todos os dias. Que nossa amizade nunca se separe porque é direta do coração!

Avalanche Tricolor: a melhor defesa do Campeonato Brasileiro

 

Grêmio 1 x 0 Chapecoense
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Desde antes de a partida se iniciar, ouvi os comentaristas fazendo projeções para o Grêmio. Somavam os três pontos possíveis, nos colocavam entre os cinco primeiros e na disputa pela vaga na Libertadores. Ficará a apenas três pontos do vice-líder, ressaltavam. Ledo engano. A vitória nos colocaria, como nos colocou, a dez pontos do líder, pois esta tem de ser nossa meta por mais complexa que pareça diante dos compromissos que temos e da vantagem do adversário que ponteia a competição há uma sequência invejável de rodadas.

 

Claro que para sonhar tão mais alto como proponho seria interessante aumentarmos nossa produtividade no ataque. Menos mal que na partida de hoje marcamos cedo, aos sete minutos, e diante de uma belíssima jogada. Geromel, que nos dá segurança lá atrás, em lugar de dar um chutão lá pra frente, preferiu lançar Barcos. Nosso goleador teve categoria para matar a bola e entregá-la para seu companheiro de ataque, Luan, que perdeu o drible diante do goleiro mas proporcionou a sobra para Dudu fazer o gol que procurava incessantemente. Desde abril não fazia o seu, apesar da participação intensa em quase todas as partidas que disputou. A corrida em direção a Felipão e o abraço que deu no treinador foi o agradecimento à confiança do técnico que reconhece a utilidade do baixinho da camisa 7 tanto no ataque quanto na defesa.

 

O gol logo cedo apenas inverteu o sofrimento das partidas anteriores quando deixávamos para marcar nos minutos finais. Ficamos os demais 88 minutos, incluindo nesta conta os acréscimos, desperdiçando contra-ataques e nos defendendo. Verdade que nos defendemos muito bem. Estamos a sete jogos sem perder, completamos cinco seguidos sem tomar gol e temos a defesa menos vazada do campeonato com apenas 14 gols. Têm méritos Marcelo Grohe, que chegou a marca de 626 minutos sem gols, Rhodolfo, que atua como um xerife lá atrás, e Geromel, que ganhou a posição com personalidade (fará falta no meio da semana). Mas sejamos justos, se o time funciona é porque o sistema defensivo (não apenas a defesa), do qual fazem parte todos os jogadores em campo, é um sucesso. E este sucesso se deve a tomada de espaços, a movimentação constante e a entrega de cada um dos jogadores, fatores que devem ser creditados a Felipão.

 

Para que meu sonho (quase uma ilusão) se realize, apenas a eficiência na defesa talvez não seja suficiente. Mas enquanto o ataque não marca mais, melhor que a defesa continue marcando muito.
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A foto deste post é do site Gremio.net

Conte Sua História de SP: o escocês que se apaixonou pela cidade

 

No Conte Sua História de São Paulo você ouve o depoimento de Barry Michael Wolfe ao Museu da Pessoa. Barry é escocês, nascido em Glasgow, em 1955. Criança, sonhava ser Sherlock Holmes e se divertia ao andar de terno, gravata e chapéu espiando as pessoas. Virou advogado, ainda na Escócia. Conheceu o Brasil pelo filme “Gabriela, Cravo e Canela”, e nas músicas de Vinícius de Morais. Apaixonou-se. Em Londres, chegou a tocar tamborim em uma escola de samba. Mas só conheceu o país, em 1986, a convite de um amigo que comandava grupo de investidores estrangeiros. Aqui, esteve no Rio e São Paulo, em visita que antecederia sua decisão de se mudar definitivamente para viver no Brasil:

 

 

Barry Michael Wolfe é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. O depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa (assista à entrevista completa aqui). Você também pode registrar a sua história, agende entrevista em audio e vídeo pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Se quiser, conte sua história por escrito e envie para o e-mail milton@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br.

Mundo Corporativo: Victor Baez fala sobre fusão e aquisição de empresas

 

 

O sucesso de uma fusão pode estar no detalhe, alerta Victor Baez, consultor e sócio da Heartman House, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Especializado em gestão de mudanças, Baez chama atenção para estratégias que devem ser adotadas pelos agentes e empresas envolvidos em um processo de fusão ou aquisição: “por exemplo, na época do controle, você ter fifty-fifty é a fórmula do fracasso; quando você consegue com cuidado, com destreza, com tino, você consegue que alguém tenha 50,1% e outro 49,9%; fica muito mais fácil.” Na entrevista concedida ao jornalista Mílton Jung, o consultor também fala dos cuidados em relação a força de trabalho, a medida que fusões e aquisições sempre causam demissões, exigindo sensibilidade por parte dos gestores com o objetivo de não desperdiçar talentos e esforços.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Realizam o Mundo Corporativo: Paulo Rolfo (produção), Douglas Mattos (edição) e Ernesto Foschi (técnico de áudio e vídeo)

O que os bancos no Brasil podem aprender com o mercado do luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Jóias. Carros. Iates. Aviões privativos. Engana-se quem pensa que o mercado do luxo inclui apenas esses ícones, digamos, mais cobiçados por todos nós, mortais, em nossos sonhos. Dentro desse mercado seleto, que atrai olhares do mundo, não podemos deixar de falar das instituições financeiras, como os principais bancos que atuam no Brasil.

 

De alguns anos para cá, bancos de varejo criaram uma plataforma “premium” para atender clientes de alta renda. Com essa proposta, bancos como Itaú (Personnalité), Bradesco (Prime), HSBC (Premier), Citibank (CitiGold) e Santander (Select), apostam na estratégia de tratar de forma diferenciada seus clientes, oferecendo produtos financeiros atrativos, cartões de créditos como Mastercard Black e Visa Infinite, seguros exclusivos, atendimento personalizado em agências bem decoradas e privativas, entre outros.

 

Em média, a renda mínima exigida para abertura de conta nesses segmentos é entre R$ 8 mil e R$ 10 mil mensais, variando de um banco para outro. O Banco Safra, diferentemente dos bancos citados acima, não atua no varejo comum, apenas no segmento de alta renda, sendo um dos mais tradicionais e elitizados do país, exigindo depósito inicial de R$ 50 mil para quem pretende ser cliente pessoa física.

 

Quanto maior o volume financeiro, mais benefícios os clientes recebem. Muitos dos fundos de investimento, em geral os mais atraentes, contam com taxas de administração menores do que as dos fundos comuns e, geralmente, exigem quantia mínima de aplicação, que pode variar conforme o fundo e o banco. Outro benefício comum é a redução ou até mesmo isenção de tarifa, que também varia de acordo com o total aplicado em cada instituição.

 

Agências agradáveis, cartões de crédito exclusivos, investimentos atraentes são, sem dúvida, benefícios valiosos. Porém, o serviço prestado é a parte mais delicada, que exige atenção dessas empresas para conseguir a fidelidade de seu cliente bem como fazê-lo atingir a satisfação completa. E por que não superar as suas expectativas?

 

Problemas muito comuns em alguns desses bancos ainda persistem: falta de retorno a e-mails e em outras formas de contato oferecidos para o cliente, alguns profissionais despreparados, falta de proatividade no atendimento, e desconhecimento dos produtos em geral. Além disso, carecem de vivência no universo do luxo, universo no qual já circulam seus clientes. Sem esta experiência como entender a necessidades de correntistas com exigências tão singulares?

 

É imprescindível a profissionalização do quadro de pessoal, havendo a necessidade de treinamento e capacitação. Expandir o conhecimento e compreender melhor o mercado do luxo são ferramentas fundamentais para os profissionais de bancos ou qualquer outro segmento. É imprescindível que os bancos no Brasil entendam o luxo como uma atividade de negócio e tenham consciência de que aprender com este segmento as melhores práticas de gestão pode representar diferencial competitivo.

 

Tanto quanto oferecer os melhores produtos, é preciso atendimento impecável.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: Grêmio é o nosso grito!

 

Grêmio 0 x 0 Santos
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Grêmioooo, Grêmiooooo, Grêmioooooo!

 

Foi esse o grito que marcou boa parte do jogo desta noite de quinta-feira. Houve vaias, também. E vaias contra Aranha e contra o Santos. O goleiro entendeu que a reação do torcedor foi apoio à injúria racista da qual ele foi vítima na última passagem por Porto Alegre. Há quem pense que tenha sido apenas ato de repúdio à eliminação da Copa do Brasil, punição imposta por um tribunal de comportamento questionável – afinal, outros clubes não sofreram pena semelhante quando seus torcedores se envolveram em cenas de violência e morte. Outros dizem que o goleiro, hoje, se transformou em alvo não pela raça, mas pela pirraça. Prefiro não entrar nessa bola dividida, pois, como torcedor que sou, e não escondo esta minha faceta, temo que minha opinião nesta hora seja julgada mais pela minha paixão do que minha razão. Além disso, confesso a você, caro e raro leitor desta Avalanche, que tenho tido cada vez mais dificuldade para explicar o comportamento do ser humano, talvez pela própria complexidade das relações contemporâneas. Diante disto, peço licença para me ater ao grito de incentivo.

 

Fiquei feliz ao ouvir o torcedor cantar o nome do Grêmio, pois esta deve ser nossa verdadeira marca nos estádios por onde passarmos. Invejo as torcidas que sabem empurrar o time para cima do adversário, mesmo quando este não apresenta futebol à altura de uma vitória. E vibro ao perceber nossos torcedores dispostos a protagonizar este papel. Na época em que minha presença era frequente nos estádios – e isto foi na era do Olímpico Monumental – assisti muitas vezes ao Grêmio ser levado nas costas por seu torcedor e a arrancar vitórias praticamente impossíveis. Hoje, nos minutos finais da partida, mesmo que a impaciência já parecesse tomar conta de todos nós – eu estava que não me aguentava mais no sofá diante da televisão -, havia torcedores incentivando e acreditando em um lance fortuito que levasse a bola para dentro do gol adversário.

 

Não se espante com o fato de ter dedicado dois parágrafos desta Avalanche a falar da torcida. Prefiro isto a ter de criticar a falta de alternativas do nosso time, aos erros constantes e irritantes de passe, as poucas opções de jogadas e a criatividade limitada que marcou nosso desempenho nesta noite. Se cabem palavras positivas ao que assistimos em campo, deixo registrado meu contentamento com a forma segura com que a defesa gremista tem se comportado nos últimos jogos. Foi este setor que reduziu o risco de tomarmos gols do adversário, garantiu um ponto a mais no campeonato e a subida de uma posição na tabela de classificação.

 

A chegada ao G4 fica para domingo que vem. E com o grito que deve ser a nossa verdadeira marca: Grêmioooo, Grêmiooooo, Grêmioooooo!

Quem não ouviu Lupicínio, perdeu a mágica

 

Por Milton Ferretti Jung

Esses moços,pobres moços,
Ah,se soubessem o que eu sei,
Não amavam,
Não passavam aquilo que
Eu já passei…

 

Como de hábito,acordei cedo nesta terça-feira,dia em que já levanto pensando no que escreverei para o blog capitaneado pelo Mílton. Já na primeira edição do Jornal da CBN,fui alertado para um fato que começou a ser comentado desde muito cedo e que de maneira alguma eu não abordaria no texto que o meu filho posta na quinta-feira:neste 16 de setembro,um dos maiores sambistas deste país,o meu patrício Lupicínio Rodrigues estaria fazendo 100 anos. Fiquei muito satisfeito ao ouvir,durante o Jornal,elogiosas referências ao compositor,autor de inúmeras músicas que fizeram grande sucesso em uma época na qual o Lupi teve de concorrer com inúmeros sambistas altamente criativos. Afora o seu vasto repertório de músicas populares,Lupicínio Rodrigues só deixou de lado o samba para assinar o Hino do Grêmio. Reza a sua biografia que Lupe,como era chamado desde pequeno,cultivava três grande paixões:a música,o bar e as mulheres. Será que exagero se acrescentar uma quarta paixão às outras três? Lupicínio não comporia o Hino do Grêmio se não fosse torcedor do Imortal Tricolor. Se ele tivesse criado apenas esta música, eu seria seu fã.

 

Abri o meu texto desta quinta-feira lembrando o início daquele samba que ele chamou de “Esses Moços”,um dos meus preferido dentre o seu vasto repertório. E olhem que é difícil pinçar uma de suas criações no meio de tanta música inspirada. Criei-me em uma época de grandes sambistas e quando virei locutor de rádio,Lupicío Rodrigues,o velho Lupe,já encantava os ouvintes das duas únicas emissoras nas quais trabalhei,fora,é claro,a Voz Alegre das Colina,o serviço de alto-falante que rodava sambas de um compositor que inventou o termo dor-de-cotovelo ou,se fosse sob “a égide” da nova ortografia,sem hífen. Desculpem-me,mas já estou aproveitando ouvir no meu computador, para matar a saudade, os sambas de Lupe. Quem não ouviu Lupicínio,perdeu a mágica.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)