É um assalto! Alguma novidade?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Polícia no SOS Morumbi

 

Domingo à noite, um casal de classe média alta, no bairro do Morumbi, precisamente no Real Parque, foi assaltado por um grupo de jovens armados. Escopeta, metralhadora e muita agressividade e violência, com arma apontada à nuca aos corpos deitados no chão Os criminosos roubaram dinheiro, cartões de crédito e o carro. Uns entraram na favela próxima, outros fugiram com o automóvel. Deixaram as vítimas na calçada.

 

Enfim, cena que o cotidiano urbano tem banalizado, não fossem alguns novos fatos. O casal foi a 34ª Delegacia de Polícia e não conseguiu fazer o BO – Boletim de Ocorrência, pois foram informados que estas unidades e mais quatro da região não fazem BO nos fins de semana por falta de pessoal. Foi a seguir na 89ª DP do Jardim Taboão onde efetivou o BO e soube que existem apenas dois carros para cobrir todo o Morumbi. Enquanto a polícia que normalmente fica em frente a loja do supermercado Pão de Açúcar, na Marginal Pinheiros, na altura da ponte Estaiada, com pelo menos dois veículos e motos, é classificada como Polícia de Trânsito e não faz ronda ostensiva. Faz segundo moradores da área a fiscalização nos carros novos e vista grossa aos calhambeques, tão freqüentes no bairro.

 

Realizado o BO, o casal alertou as entidades de bairro do ocorrido, prevenindo sobre o local e atentando ao fato, que terão cada vez mais o trabalho de sensibilizar todos os elementos envolvidos na segurança. Moradores, governo, polícia e imprensa. E, espera que ao menos o Ladeirão do Real Park, local do assalto e tão conhecido como ponto de crime, possa ser fiscalizado. Aproveitando-se inclusive da proximidade de eleições. Época em que os políticos se digladiam em busca de Luz, Câmeras e Ação.

 

Que tal Luz, Câmeras, e Ação, nos bandidos também?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Conte Sua História de SP: a cidade foi minha segunda mãe

 

Por Vilma Mendes
Ouvinte-internauta da CBN

 

Segunda mãe!

 

 

Eu era apenas uma menina de 6 anos quando cheguei a São Paulo vinda de Vitória De Santo Antão, em Pernambuco. Éramos minha mãe e eu fugindo da desilusão do abandono de um marido e pai, e em busca da sobrevivência. Foram três dias em um ônibus onde a lembrança que tenho é de enjoos constantes pela viagem e tristeza por ter deixado meus avós e tios em Pernambuco.

 

Não foi um começo fácil, mas foi graças a coragem de minha mãe que aos seis anos fui apresentada ao vaso sanitário, à escova de dentes, à água encanada, à luz elétrica e à televisão em preto & branco onde eu passava meus dias em êxtase assistindo a “Vila Sésamo”, “Shazan, Xerife & Cia” entre outros, enquanto minha mãe passava os dias trabalhando em casas de família.

 

Graças a dedicação dela, apesar de semianalfabeta e trabalhando em subemprego, desde que chegamos a São Paulo nunca mais passamos fome. Estudei no SESI e em escolas estaduais, consegui me graduar, fazer uma especialização, cursar MBA e falar três idiomas. Hoje tenho emprego, casa, carro, lazer e posso proporcionar a meu filho, luxos que nunca tive.

 

Para mim, São Paulo foi uma grande segunda mãe. Apesar de sua aspereza, acolheu e sempre nos deu oportunidades reais. Para quem tem coragem e vontade de trabalhar São Paulo sempre abre seus braços. Apesar do meu “DNA” nordestino, me considero paulistana de coração.

 


Vilma Mendes é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Marque uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net ou envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Café com cidadania: gente nova e velhos guerreiros presentes no Adote

 

 

Caras novas se juntaram à mesa do café do Pateo do Colégio, no centro de São Paulo, nesse sábado, no encontro mensal do Adote um Vereador. Uma delas, Dona Dolores, que chegou cedo, antes do encontro começar. Veio do Ipiranga e disse que há algum tempo pretendia participar de maneira mais ativa na política. Sentia falta de seguir o exemplo do pai dela que lutou pela democracia durante o Regime Militar. Parecia entusiasmada ao saber que pode ajudar a cidade não apenas controlando o trabalho dos vereadores na Câmara Municipal, mas atuando nos conselhos dos bairros e subprefeituras. Ou, simplesmente, reivindicando melhorias diante dos problemas na estrutura e nos serviços prestados. Deu a entender que o tema cidadania vai passar a fazer parte do conteúdo de sua página no Facebook.

 

Olívia Regina chegou da zona Leste e mesmo atribulada com a escrita do seu Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade de Administração, na Uninove, está disposta a acompanhar mais de perto a política da cidade. Os primeiros cafés ainda chegavam à mesa e ela já estava com o celular nas mãos em busca do nome de algum vereador para fiscalizar. Foi na lista dos 55 parlamentares que representam os paulistanos e no dedo (não a dedo) que chegou ao nome de Claudinho de Souza, do PSDB, a quem se comprometeu controlar a partir de agora. Logo foi assessorado pelo veterano de rede (só de rede) Alecir Macedo, responsável por manter o site e ter criado o aplicativo do Adote um Vereador (aliás, você já baixou nosso aplicativo – clique aqui). Além da experiência com o tema, Alecir conhece bem Claudinho, a quem acompanha de perto nas investidas do parlamentar em alguns bairros da zona norte de São Paulo. Contou, inclusive, que Claudinho costumava bloquear os críticos que aparecem na página dele do Facebook. Quero crer que tenha mudado este hábito. A conferir.

 

As cobranças indevidas do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Américo, do PT, em função da ausência de cidadãos em reuniões abertas ao público, posições contraditórias de parlamentares em votações em plenário e o aumento do IPTU foram alguns dos assuntos que estiveram no cardápio da nossa conversa. Maria Cláudia Paiva, que divide seu tempo entre o Adote e o Movimento Voto Consciente, confirmou que enviou carta para reclamar do presidente da Casa por considerar a postura dele incompatível com o cargo: Américo fez críticas públicas à diretoria do Voto Consciente que não esteve na reunião de líderes, semana passada, como se a ONG tivesse obrigação de estar presente em todos os encontros da Câmara. Quem é pago para trabalhar na Câmara é ele, se não me engano.

 

Rafael Carvalho contou que pediu explicações ao vereador Ricardo Young, do PPS, pelo voto à favor do projeto que autoriza a Operação Urbana Água Branca, na zona oeste da cidade. Antes de aprová-lo, Young havia apontado defeitos no texto que estava em discussão. Carvalho, depois de trocar e-mail com assessores do socialista, ligou para o celular de Young e ouviu a seguinte justificativa: “conseguimos chegar a um consenso para votar emendas que melhoravam e reparavam as piores partes do texto do Executivo. Assim, acredito que prevaleceu o esforço suprapartidário e democrático construído ao longo do ano”.

 

Pelo celular, por e-mail, por carta e nas redes sociais. Nas reuniões da Câmara, nas audiências públicas, nos encontros de bairros e nas sedes da subprefeitura. Todos os caminhos que o cidadão tiver condições de explorar para acompanhar, monitorar e fiscalizar a política da nossa cidade são bem-vindos neste trabalho que realizamos no Adote um Vereador. Por isso, é tão estimulante ver sempre alguém novo se aproximar da gente, assim como assistir ao retorno de outros e à presença da velha turma que está nesta batalha desde os primeiros dias. O café na mesa fica muito mais saboroso, mesmo em um dia de calor intenso como foi esse sábado.

 

Em tempo: Cláudio Vieira estava em Minas Gerais e participou por alguns minutos da convera através do Facetime. Deliberamos que não será registrada falta ao nosso colega (espero que o vereador José Américo não recorra da decisão).

Avalanche Tricolor: nossa luta é pelo G-4 (só pra lembrar)

 

Cruzeiro 0 x 3 Grêmio
Brasileiro – Mineirão (MG)

 

 

A bola voltou a bater no poste e por três, quatro vezes foi espantada para fora pelo goleiro adversário depois de chutes que buscavam o canto do gol. Foram os lances que restaram ao Grêmio nesta partida em que fomos apenas coadjuvantes, já que todas as atenções se voltavam ao Cruzeiro, muito próximo de conquistar o título brasileiro. Completamos sete jogos sem vitória e seis sem marcar gols, levando em conta as duas competições que disputamos (Brasileiro e Copa do Brasil), cenário que poderia ser considerado desesperador não tivéssemos tido desempenho positivo na maior parte do campeonato quando chegamos a brigar pela liderança e nos mantivemos em segundo lugar por um bom tempo. Bem verdade que essa situação já nos tirou da disputa de um título, semana passada, e nos impõe, agora, maior responsabilidade nas cinco rodadas finais do Campeonato, pois estamos com a terceira vaga e pressionados por ao menos três adversários dispostos a chegar à Liberadores como nós. A propósito, não devemos perder essa perspectiva, lembrada pelo técnico Renato em entrevista antes de o jogo se iniciar: o Grêmio desde as primeiras rodadas briga pelo G-4. Em nenhum momento estivemos distante dessa possibilidade e menos ainda com perigo de rebaixamento como muita gente grande ainda o esta nesta altura do campeonato.

 

Neste momento estamos correndo riscos, mais do que corremos na maior parte do Brasileiro, mas temos todas as condições de entrarmos no prumo e, nas cinco rodadas finais, garantirmos presença na Libertadores. Serão três jogos em casa – dois deles seguidos, quarta e domingo próximos – e dois fora. Renato, porém, terá de resgatar a confiança que a torcida tinha nele, contaminar o elenco com sua dedicação e mexer com os brios de alguns de seus jogadores. Mais do que perder a partida, resultado que poderia ser considerado normal diante do embalo do adversário de hoje, e desperdiçar as poucas chances de gols que construiu, o que me incomodou foi a apatia. O time parecia resignado ao papel de coadjuvante, o que não podemos jamais aceitar. Os jogadores, com as exceções de praxe, não esboçavam nenhuma reação diante dos desafios impostos. O drible era infantil; o passe, sem destino; a marcação, frágil; e a saída de bola, débil. Isto tem de mudar.

 

Renato precisa trazer de volta o espírito de superação que sempre foi nossa marca.

De céu e terra

 

Por Maria Lucia Solla

*Foto de Mário Castello

 

A síndrome da distância está minando e se alimentando da nossa sociedade. Imagino e espero que a doença tenha atingido seu pico, porque já nos tem divididos, nas duas margens de um rio imaginário, entre rico e pobre, Corinthians e Palmeiras, culto e inculto, branco e preto, gay e hétero, gordo e magro, alto e baixo, assaltado e assaltante, local e imigrante. Cada um tão cheio de preconceito pelo outro, que não tem tempo para mais nada, a não ser para alimentar o mal que se agiganta. Sem meio termo, sem darmos, cada um, um passo à frente. Estamos inimigos no mesmo campo, entrincheirados, armados do mesmo idioma, desconfiados da própria sombra, isolados na manifestação, implodindo na razão, no cárcere da certeza.

 

Para alimentarmos essa poderosa e maligna carcereira, justificamos o golpe baixo no nosso vizinho, com o golpe baixo no nosso quintal. Deixamos que ela tome mais espaço, e se-ele-rouba-ela-já-roubou, um-é-bandido-mas-o-outro-também-é, se-ele-entra-eu-só-saio-porque-já peguei-tudo-o-que-coube-no-balaio acabam se transformando em samba enredo da tua vida e da minha. Passamos tanto tempo engolindo o rouba-mas-faz, é-burra-mas-é-gostosa, faz-mal-mas-faz, que acabamos achando que a vida é assim, e pronto.

 

Não é.

 

Aqui já reinou monarquia, já dominou um partido só – o que dá na mesma chamar de monarquia ou comunismo. Tanto faz. É totalitarismo, onde só um lado tem as armas do poder. Nós, os menos informados politicamente, percebemos que tanto faz, porque não nos perdemos no intrincado de normas que mudam a cada piscadela de cada monarca, de cada onda de cada oceano. Não nos enredamos nos tentáculos da propaganda na tevê, lançados pelo tirano do dia. Nós, os politicamente incultos percebemos que existem regras que são ideadas para torcer o braço de regras anteriores. Percebemos que nosso barco singra levado por ventos de siglas e polpudas contribuições, não por ventos que podem levar o país a crescer, sem precisarmos ser cobaias, nem troféus, do monarco-cientista da vez, e sem precisarmos sustentar a sandice alheia. O que entra desfaz e desdenha tudo o que foi feito até então, para agigantar sua promessa de obra egocêntrica, que se alimenta do teu voto e do meu. Da tua alma e da minha. Nos pondo uns contra os outros, por nossa diferença. O côncavo rejeita o convexo.

 

Dá para ver?

 

Quem de nós conhece as siglas dos partidos? E seus integrantes, que deveriam ser o raio X do ideal do seu ‘partido’, dançam o ‘samba do crioulo doido’, pondo-se ‘no mercado’, vendendo seus passes, que são comprados com o teu dinheiro e com o meu, você sabe quem são, hoje?

 

Para você, os fins justificam os meios?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: as cores, dores e amores da cidade

 

Por Suely A. Schraner
Ouvinte-internauta da CBN

 

 

 

Era um maio cinzento e frio de 1960.

 

Entardecia e os prédios, naquele tempo, chamados de arranha-céus, me espiavam do alto do seu concreto e de suas esquinas. Meu coração acelerava e mal conseguia entregar o endereço para o chofer do táxi. Nó na garganta, estonteada. Sózinha e com 9 anos.
 

 

Acabara de chegar do colégio Arquidiocesano de Cuiabá-MT. Paguei o táxi e me vi na calçada em frente ao convento da avenida Nazaré-SP. Fazia um frio que eu nunca tinha visto. A garoa fina mais o vento levantava minha saia refrigerando meus temores.
 

 

Tinha um saquinho com meus pertences. Nas mãos trêmulas, uma recomendação para a madre superiora. Meu vestido era de linho branco entremeado de rendas. O queixo batia e quase não conseguia falar com a freira que me atendeu pela portinhola. Brandi meu envelope com a recomendação e fui autorizada a entrar.
 

 

Fui ficando, estudando e trabalhando. Venci alguns obstáculos, outros,  apenas contornei.
 

 

Cheguei com um saquinho de roupas na mão. Hoje, se fosse me mudar daqui, seria necessário um caminhão bi-trem para transportar os meus trens.
 

 

Diziam que São Paulo era ilusão. Fábrica de loucos. Enlouqueci por oportunidades nunca sonhadas. Perdi-me nos becos dos saberes. Embarafustei-me nas oportunidades de trabalho. Apaixonei-me por suas gentes, oriundas de toda parte.
 

 

Encontrei meus amores. Fiz daquele rascunho minha arte final.

 

Viva São Paulo de todas as cores, amores e dores.

 


Suely A. Schraner é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Marque uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net ou envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: o outro lado de ser chefe

 

 

“Para entender o que é ser empreendedor, o ideal seria que todo funcionário antes tivesse a sua própria empresa” Com esta frase, o consultor Rodrigo Romera Ziroldo chama atenção para o fato de que a maior parte dos empregados não compreende os desafios enfrentados pelos seus chefes, tema trado no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ziroldo é diretor da Oral Company – assistência odontológica, e autor do livro “O outro lado da moeda de ser chefe – uma leitura obrigatória para qualquer funcionário ou patrão” (Livre Expressão).

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, no site http://www.cbn.com.br, toda quarta-feira, a partir das 11 horas da manhão, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorproativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Lápis e canetas: escrevendo uma história de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Quando pensamos em lápis e canetas nos lembrarmos de nossa infância escolar ou em crianças. E, inevitavelmente, vem uma marca em nossa mente: a alemã Faber-Castell. Porém, engana-se quem pensa que a marca, criada em 1761, faz sucesso apenas com seus icônicos lápis de cor e giz de cera. Famosa nas salas de aulas e marcando gerações, também possui uma linha especial com muito luxo e que aposta em materiais finos e brilhantes.

 

 

A caneta Elemento, criada em edição limitada, da coleção Graf von Faber-Castell é um dos exemplos de produtos da fabricante alemã com foco no consumidor de alto poder aquisitivo. Feita à mão por artesões, foram produzidas apenas 1.761 unidades, em homenagem aos 250 anos da Faber-Castell, há 2 anos. O modelo traz metais nobres como platina e ouro, e detalhes em madeira de oliva. Criada e produzida na matriz da Faber-Castell, na Alemanha, une estética e funcionalidade, com acabamentos de luxo. A Graf von Faber-Castell possui também, desde 2003, a linha Pen Of The Year, onde em cada ano uma caneta exclusiva é criada com edição limitada. A peça criada em 2012 foi uma combinação de folhas de ouro com o raro carvalho do pântano, além de sua tampa que inclui pedra de quartzo citrino.

 

O lápis, ícone da marca, não poderia ficar de fora do segmento Premium: “O Lápis-Perfeito”, linha de lápis exclusiva da coleção premium “Graf Von Faber-Castell”, é feito de cedro californiano, com acabamento canelado, acompanha um extensor com banho de platina que, além de proteger a ponta do lápis e possibilitar seu uso mesmo quando ele for pequeno, possui um apontador embutido. Sua borracha é protegida por uma capa também com banho de platina. Com uma única peça é possível escrever, corrigir e apontar.

 

 

Presente no Brasil há alguns anos, a linha Premium mostra a sabedoria com que a marca vem otimizando sua expertise na produção de lápis e canetas, criando linhas exclusivas e de edições limitadas com a qualidade e alto valor percebido, combinando materiais com beleza estética, mas sem deixar de pensar no quesito funcionalidade. A caneta ou o lápis, instrumentos de escrita universais, agora podem ser vistos como uma simplicidade luxuosa, objeto de desejo e prova de experiência proporcionada ao consumidor.

 

Se por um lado muitas grifes de luxo começaram a fazer produtos mais acessíveis para expansão da marca, a Faber-Castell movimenta-se ao contrário. Além de artigos a princípio simples como lápis, vem apostando em produtos para atingir um público mais sofisticado – um mercado certamente repleto de desafios.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Atentados ao vernáculo

 

Por Milton Ferretti Jung

 

As coisas e loisas, citadas por mim no blog da passada quinta-feira, foram apenas parte das que me deixaram irritado ou,se preferirem,rabugento. Uma delas – os vândalos do Black Bloc – embora esses sujeitos mascarados não tenham cometido novas estrepolias depois das muitas que o Brasil ultimamente testemunhou,ainda dá o que falar. Minha amiga Rosane de Oliveira,articulista do jornal gaúcho Zero Hora,no qual escreve a Página 10,lembrou que o ministro da Justiça,José Eduardo Cardoso,somente agora,se convenceu que se faz necessária ação da Polícia Federal,em conjunto com os governos estaduais,para que a paz retorne às cidades que sofreram com ações vandálicas desses biltres que torpedearam as boas intenções dos jovens manifestantes. Pelo jeito,a Rosane tem sérias dúvidas a propósito do que será feito “por quem de direito”,pois colocou este título na sua coluna: “Reação tardia e de eficácia duvidosa.

 

Mas deixa para lá,por enquanto,porque vou digitar coisas e loisas menos agressivas que a ação do Black Bloc. Ando impressionado com os modismos da mídia. Volta e meia,deparo-me,seja lendo o Correspondente que apresento na Rádio Guaíba,seja nos jornais,expressões que não sei de onde saem e que,de repente,tomam conta dos meios de comunicação. Vou lembrar algumas:”por conta”. Ninguém mais diz ou escreve “por força,em consequência,em razão. Acho que foram os fisicultores ou algum técnico de futebol que apareceram com a palavra intenso,intensa. Tudo é intenso,um jogo,a participação de um jogador em alguma partida etc. Se alguém se lembrar de outras palavras ou expressões que tomaram conta do nosso “novo falar”,pode registrar nos comentários deste post.

 

Pior do que os citados modismos e muito outros que não recordei,estão os atentados ao vernáculo,cometidos por narradores,comentaristas e repórteres. A grande maioria resolveu abolir a partícula apassivadora ou “se”. Por exemplo: o jogo iniciou. Errado: o jogo SE iniciou. Outra besteira: o jogador fulano machucou. Errado:o jogador fulano SE machucou. Outro erro comum especialmente nas narrações de futebol é chamar de arbitragem o trabalho do juiz. É comum se ouvir,por exemplo, que a arbitragem marcou pênalti. Quem marca faltas,mostra cartões amarelos e vermelhos etc. é o árbitro,somente ele. Os outros cinco são auxiliares. Também não é certo dizer que um técnico ou jogador reclamou “com o árbitro”. Todos os verbos têm suas regências. A do verbo reclamar,é DO e não COM. Assim,reclama-se do árbitro. Jargão não é erro,mas muitos usados por narradores são detestáveis. Chega,pelo menos,de chamar o juiz de juizão,o goleiro,de goleirão e assim por diante. Quando ouço isso,sinto vontade de chamar o narrador de bobalhão.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: desistir, jamais!

 

Grêmio 0 x 0 Atlético PR
Copa do Brasil – Arena Grêmio

 

 

Renato já havia convocado a torcida. E o torcedor atendeu a seu pedido. Foi retribuído com a escalação do Zé da Galera. Apostou em Barcos e Kléber. Colocou Elano e Vargas. Arriscou com Mamute. Tentou em uma partida fazer com que o Grêmio fizesse o que não vem conseguindo há alguns jogos: o gol. Apesar de todo o esforço, chutes no travessão, chutes para fora e chutes defendidos pelo goleiro adversário, não conseguiu marcar mais uma vez. E com isso está fora da Copa do Brasil, esta competição pela qual temos todo carinho e vários canecos. A temporada segue, a busca pela vaga da Libertadores persiste e nossas chances de disputar a competição sul-americana é real.

 

Quanto a nossa Imortalidade, caro e ralo leitor deste blog, esta sempre estará conosco, pois, como já ensinei muitas vezes, não somos Imortais porque jamais perdemos. Somos Imortais porque jamais desistimos.