Aeroportos e estradas, tem de privatizar !

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Num momento em que estádios de futebol particulares recebem doações estatais, parece distante esta saudável premissa de entregar à iniciativa privada aeroportos e estradas. Em São Paulo, exemplo maior do sucesso rodoviário entregue às empresas particulares, prefeitura e estado ordenadas pela FIFA doam capital público ao privado para a COPA 14. Ainda assim, a qualidade das estradas paulistas e a eficácia do sistema não deverá permitir a volta da administração pública ao sistema rodoviário.

 

E já era hora deste exemplo ter se alastrado pelo país afora, evitando episódios como o que Chapecó vive. Seu aeroporto foi interditado pela Anac por falta de manutenção. Por 75 dia, desde 21 de abril, os 25 mil passageiros que mensalmente o utilizam deverão optar por alternativas. Todas incluindo as rodovias. Enquanto isso o Prefeito Caramori – DEM, que é dono de empresas de ônibus na região, e a oposição trocam acusações a respeito do fechamento. Senti in loco este desconforto ao ir na quarta feira à Chapecó, quando desci em Passo Fundo e, de automóvel, vivi o problema das rodovias nacionais. Não há sinalização quase nenhuma, inclusive indicativa de Chapecó. Ou se usa GPS ou se é nativo. A pista com trechos em estado compatível provavelmente à do aeroporto interditado. Além disso, vários caminhões com caçambas proibidas. Transportando gado em carrocerias de madeira, o que não é autorizado por facilitar a transferência de doenças. Ou frangos sendo carregados em pequenas caixas plásticas, que ao primeiro tranco podem se espalhar na pista e causar graves acidentes. Neste caso, o inacreditável é que nesta região de Chapecó, 400mil habitantes com metade só na cidade, estão grandes indústrias que fabricam estas caçambas. Para gado, porcos e frangos.

 

A cidade de Chapecó aguarda ansiosa a reabertura do aeroporto, as eleições e melhoria nas rodovias. Não será fácil, pois elas envolverão colocar a mão no bolso. Assim como para usufruir dos bons hotéis, restaurantes e Shopping que possui

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

"Usuário de droga é vítima de si mesmo"

 

O sempre atento Walter Maierovitch, colega de Jornal da CBN, por e-mail, esclarece tema relacionado a decisão da Comissão de Juristas que, ao discutir um novo Código Penal, sugere a descriminalização do usu de droga, assunto que provocou uma série de mensagens de ouvinte-internautas, nesta terça-feira.

 

Maierovitch esclarece que o Brasil adotará a doutrina conhecida na criminologia  da “victimless”, ou seja, o usuário é vítima de si próprio, pois as drogas, como provado cientificamente, provocam danos à saúde. Assim, só se atua administrativamente, como se faz quando alguém estaciona em lugar proibido, promovendo campanhas educativas, tratamentos e reinserção social.

 

Há quem veja na iniciativa uma espécie de “liberou geral” que facilitaria a vida de traficantes, mas Maierovitch, do Instituto Giovanni Falconi, explica que “o modelo americano baseado na criminalização para redução do consumo, com penas privativas de liberdade e os absurdos Tribunais das Drogas (chamados de Tribunais para Dependentes Químicos) criados pelas convenções da ONU, está superado e só promoveu o aumento de oferta e a cultura desumana de marginalização”.

Tá na hora da democracia participativa

 

Por Julio Tannus

 

Se fizéssemos uma pesquisa de opinião hoje sobre a reeleição, com candidatos à reeleição, certamente teríamos 100% de favoráveis. E essa é a grande questão de nossa política: a busca pela perpetuação no poder. A manutenção de uma estrutura de interesses voltada para assegurar o privilégio de poucos. Um Estado privatista que atende ao interesse de grupos privados. A ascensão ao poder para assegurar o interesse de grupos… E nossa sociedade reproduz esse modelo à exaustão. Não que sejamos contra a ideia de reeleição em si, mas sim contra os moldes do que observamos como prática política.

 

Assim, precisamos nos afastar de Maquiavel, que diz: política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o próprio governo. E nos aproximar de Hannah Arendt. Para ela, a tarefa da política está diretamente relacionada com a grande aspiração do homem moderno: a busca da felicidade – o sentido da política é a liberdade… A tarefa e objetivo da política é a garantia da vida no sentido mais amplo.

 

Por que temos tantos prefeitos, vereadores, deputados estaduais, federais e senadores? Por que a representação no Congresso Nacional não é proporcional aos efetivos estaduais? Por que não temos políticos que representem o interesse geral da população? Por que os cargos executivos – desde prefeito a presidente da república – não são exercidos como representação do coletivo?

 

Penso que a solução para essa e outras questões está na nossa forma de regime político. Precisamos passar da Democracia Representativa para a Democracia Participativa. Passar da mera escolha de dirigentes para uma participação efetiva da sociedade civil organizada na administração de seus respectivos governos eleitos. Para isso é necessário criar efetivos mecanismos de controle da sociedade civil sob a administração pública, não se reduzindo o papel democrático apenas ao voto.

 

O regime da democracia participativa é um regime onde se pretende que existam efetivos mecanismos de controle da sociedade civil sob a administração pública, não se reduzindo o papel democrático apenas ao voto, mas também estendendo a democracia para a esfera social.

 

A democracia participativa ou democracia deliberativa é considerada como um modelo ou ideal de justificação do exercício do poder político pautado no debate público entre cidadãos livres e em condições iguais de participação. Advoga que a legitimidade das decisões políticas advém de processos de discussão que, orientados pelos princípios da inclusão, do pluralismo, da igualdade participativa, da autonomia e da justiça social, conferem um reordenamento na lógica de poder político tradicional.

 

Os defensores da Democracia Participativa argumentam que o real sentido da palavra democracia foi esvaziado ao longo dos tempos, e foi reduzida a mera escolha de dirigentes, sem participação efetiva da sociedade civil organizada na administração de seus respectivos governos eleitos.

 

Um exemplo de democracia participativa é o Orçamento Participativo, que tem o intuito de submeter o destino de parte dos recursos públicos à consulta pública, através de reuniões comunitárias abertas aos cidadãos, onde primeiro são coletadas propostas, depois votadas as prioridades, e encaminhadas ao governo para que ele atenda a solicitação através de investimento público.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Morumbi e Vila Sônia discutem segurança nos bairros

 

Moradores de diferentes bairros de São Paulo têm buscado saídas para reduzir a violência em suas regiões. O bairro do Morumbi e arredores, na zona sul, que estão no foco da mídia com frequência têm, através de algumas entidades, realizado reuniões e debates sobre o tema. A Samovis – Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana está convocando moradores e colaboradores a discutirem o tema.

 

Reproduzo comunicado diculgado pela Samovis:

 

Nós da SAMOVIS – Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana, estamos engajados no projeto de fazer do Morumbi um bairro mais seguro. Nesse projeto estamos, juntos com os moradores da Jose Galante, empenhados em fazer dela umas das ruas mais segura do nosso bairro. Os moradores da Rua dos Símbolos também estão trabalhando num projeto semelhante, e já evoluíram muito nesse sentido, outras associações ou ruas do bairro estão caminhando na mesma direção. Venha conhecer essas iniciativas e trocar experiência, traga alguns dos seus vizinhos, quem sabe você e eles se animam para fazer alguma coisa semelhante na sua rua. Reserve sua agenda para esse encontro e confirme sua presença nesse evento, no telefone ou e-mail abaixo:

 

Data: 29/05/12 (terça-feira)
Horário: das 19:30 as 22:00 horas
Loca: Auditório da Escola Graduada – Av. Jose Galante, n. 222.
Confirmações: samovis@samovis.org.br ou telefone: 3501-6347

 

Vejam abaixo como é importante nos comprometermos com o tema segurança:

 

A Segurança tem sido o problema mais presente nos assuntos da maioria dos paulistanos. Enquanto o crime vem crescendo em frequência, ousadia, violência e, pasmem, até em competência, o Estado vem mostrado os seus limites na capacidade de nos fazer mais seguros. Além disso, da mediocridade do nosso legislativo, que conseguimos piorar a cada nova eleição, jamais vai sair propostas de leis ou orçamentarias capazes de enfrentar com competência esse problema. Nova York conseguiu porque priorizou e conseguiu engajar a sua população. Até a Colômbia, depois de anos sob o domínio dos cartéis do narcotráfico, conseguiu se transformar no país mais seguro do nosso continente, e em pouco tempo. Mas nós brasileiros não acreditamos mais que, em segurança, dias melhores virão dos nossos governos, mas acreditamos muito que pode vir sim, da força de uma população unida e engajada.

 

É crescente o numero de edifícios invadido por arrastões violentos, e nessas invasões os bandidos tem permanecido até mais de seis horas nos prédios, submetendo os moradores a toda sorte de abusos e violências físicas e morais. E, na maioria das vezes, nem o prédio vizinho fica sabendo que algo de anormal acontece no prédio ao lado.

 

É sabido, pelos profissionais da segurança pública, que esses bandidos não estão dispostos ao confronto com a polícia, nem com helicópteros e viaturas com sirenes ligadas cercando os edifícios invadidos, sequer gostariam de enfrentar a cobertura da mídia. E é por isso que, quando são descobertos, a ação é abortada de imediato e eles fogem rapidamente do local. A mídia tem divulgado que muitos desses bandidos agem sob a proteção da banda podre da policia, e agem sempre sintonizados na frequência da policia, portanto, quando avisamos a policia e a polícia aciona as viaturas da rua, esses bandidos ficam sabendo e fogem. Por isso é importante avisar a policia no menor tempo possível.

 

Mas também podemos agir preventivamente, esses bandidos não entram por acaso num condomínio, eles são bem mais competentes e organizados do que pensamos. Quando um prédio é invadido, uma operação de inteligência foi iniciada por eles, e bem antes, às vezes meses antes. Os bandidos costumam estudar o prédio a ser eleito, eles passam dias à espreita avaliando os movimentos e hábitos dos moradores e da policia no local, avaliam a qualidade dos equipamentos de segurança instalados no edifício (humanos e técnicos), às vezes até contando com informações de serviçais do próprio edifício. E é por isso que os nossos porteiros precisam

Cidadãos querem Ficha Limpa em Bertioga

Ficha Limpa em Bertioga

 

Moradores e eleitores de Bertioga, no litoral paulista, aproveitaram o dia de aniversário da cidade, 18 de maio, para iniciarem coleta de assinatura em documento que pede para que a Câmara Municipal aprove a lei do Ficha Limpa para contratação e indicação de pessoal no serviço público. A intenção é levar para a cidade o mesmo mecanismo que afastou parcela dos políticos brasileiros das eleições e já está implantado em alguns Estados e municípios. Com esta regra, pessoas condenadas em primeira instância por irregularidades administrativas, por exemplo, não poderiam ser convidadas para ocupar uma secretaria municipal. Para apoiar esta iniciativa entre em contato com o Movimento Voto Consciente de Bertioga. Se na sua cidade esta iniciativa ainda não foi tomada, o que você está esperando. Organize-se, apoie as organizações sociais do município e mobilize sua comunidade.

Avalanche Tricolor: A imagem de Fernando

 

Grêmio 1 x 0 Palmeiras
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Estou no Rio de Janeiro, onde ficarei toda esta segunda-feira, para discutir um tema importante nos dias atuais: a inovação para o desenvolvimento sustentável. Participarei de uma maratona de discussões e ações com gente criativa e rica de conhecimento para compartilhar, todos reunidos a convite da Embaixa da Suécia no Brasil que pretende, assim, antecipar parte do debate que haverá dentro de algumas semanas, na Rio+20. A tarde e o início de noite de domingo foram dedicados à organização do evento que contará, entre outros destaques, de um grupo de estudantes de mestrado e doutorado que ficarão confinados por 72 horas em duas salas desenvolvendo projetos ligados à inovação. O compromisso me fez chegar ao hotel na beira de Ipanema quando a partida já havia se iniciado há algum tempo, mas ainda estava zero a zero. Começava ali a minha corrida pelo jogo, pois a TV à cabo do quarto que me foi reservado teimava em não mostrar a imagem do Grêmio, apenas o som. No computador, a lentidão da conexão oferecida impedia captar qualquer dos sites que reproduzem imagens da televisão. No Ipad, o aplicativo da CBN foi a salvação com Marcelo Gomes transmitindo a partida com todo seu talento, mesmo que o que narrava não parecia ser muito talentoso.

 

O jogo era truncado e, logo soube, quando se teve chances de gol, desperdiçamos. Aliás, alguém conhece um time que perdeu tantos pênaltis quanto o Grêmio nestes últimos meses? Confesso que quando o juiz marca um a nosso favor já não comemoro mais como costumam fazer os jogadores dentro de campo e mesmo a torcida, na arquibancada. Se gato escaldado tem medo de água, sinto-me um toda vez que temos a oportunidade da cobrança na marca fatal, como diriam antigos e imprecisos locutores de rádio. Fatal seria se o gol fosse uma garantia e quando cobrado por jogadores gremistas, sei lá bem por qual motivo, esta certeza está distante. Por mais que curta a voz e velocidade do Marcelo, estava ansioso para assistir ao jogo e após algumas tentativas a gerência do total convocou um técnico para resolver o problema. O cara foi melhor do que Luxemburgo e Felipão no momento que tiveram de substituir seus jogadores. A imagem reapareceu e Fernando cobrou a falta que foi parar na cabeça de André Lima. Grêmio, 1 a 0. Parecia jogada ensaiada. A intervenção do técnico do hotel e o chute de nosso volante goleador (perdão, sei que para nossos conceitos de bravura Imortal a expressão é quase uma heresia) ocorreram ao mesmo tempo. Lá ainda contamos com um desvio de André que só estava em campo pelo destino que teima em nos tirar jogadores por lesão. A propósito: na próxima vez que encontrar o Mano, agradece por ele não ter convocado o Fernando, por favor.

 

Foi a primeira vitória do Grêmio no Campeonato Brasileiro e espero que tenha sido uma prévia do que teremos na semifinal da Copa do Brasil contra este mesmo Palmeiras. Minha expectativa é que consigamos, além do resultado, desenvolver nas próximas semana um futebol mais criativo e inovador. Pois se estas são habilidades cruciais para o sucesso do evento em que estou participando no Rio de Janeiro, também serão para que o Grêmio faça campanha sustentável nas duas competições.

De adolescência

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Tiago, meu querido neto adolescente. Quero dizer que tua vovó malu adora adolescência e adolescente. Foi a fase que mais curti na minha vida e nas vidas dos  meus filhos: do teu pai e do tio Luiz. Acho incrível a maneira como tudo o que a gente já viu, até esse ponto da vida vivida aqui na Terra, fica querendo se encaixar. Ideia, conceito, disso eu gosto, daquilo não, e do que é mesmo que eu gosto?  A gente atinge um estado agudo de caída de ficha e de crescimento e transformação em todos os nossos corpos. Curiosidade,  certeza e incerteza, preguiça e excesso de atividade solitária; tudo tem cara e cadência  de  incoerência.

 

Tem gente que cataloga as emoçōes do adolescente, tentando  entender seu comportamento, a cada guinada da sociedade, como se essa fosse uma fase terrível. Eu no entanto vejo a adolescência como um momento supimpa, massa, da hora, em que tudo em nós está ligado. Todos os fios. De e para todos os lados, de baixo para cima e de cima para baixo. É um dos pontos altos da nossa vida. Mas não vejo como catalogar muito menos como explicar a erupção interminável de vulcões internos e externos. Todo mundo passa por essa oportunidade de descobertas e abertura da consciência de quem somos e o que e como vivemos o presente da vida. Você sabe de tudo isso melhor do que eu porque está no enredo agora. Eu só vejo parte da história da minha adolescência pela câmara antiga da minha memória, e olha que ela anda rateando. E vai ratear feio um dia não muuuuuuuito distante.

 

Mas antes que isso aconteça, quero que você saiba que estou sempre aqui para você, venha você a ser na vida o que você quiser. Só fico torcendo para que tuas escolhas sejam sempre feitas em parceria da mente com o coração. Que tuas escolhas sejam aquelas que te dão prazer hoje, mas que esse prazer não seja fugaz. Que dure no dia seguinte, e no seguinte, e no outro ainda e sempre.

 

Fico aqui quieta no meu ninho, torcendo para que você aproveite cada momento dessa fase que dizem que vai dos treze aos dezenove, mas não acredito que esse enquadramento da adolescência possa acontecer. Como enquadrar a ventania e a tempestade? Como enquadrar o desejo de liberdade e de apoio, tudo ao mesmo tempo? O ter tanto para dizer e não querer dizer nada. A minha adolescência, para te dar um exemplo, foi ao menos até os meus vinte e três. A fase aguda, quero dizer. Depois ela foi mudando de tom, mas eu me agarrei a ela com unhas e dentes, sem machucá-la, com carinho é claro, e ainda carrego muito dela comigo. Gosto da vida, sou profundamente grata por ela e me esforço para prolongá-la com a melhor qualidade possível.

 

Você vai subindo a escada da vida, e eu vou descendo. Não há momentos mais coincidentes que o teu e o meu. A gente se encontra nos degraus de mesma altura, na escada que sobe, você, e na escada que desce, eu; e por ali ficamos um pouco. Quero aproveitar esse encontro temporal contigo e fortalecer a nossa relação de hoje e a que ainda está por vir.

 

Quero também que você saiba que te amo muito e que sou muito orgulhosa de ser tua avó. Admiro teu dom para o desenho e para a música, e a tua alma de artista.

 

Beijo grande para você e para os teus irmãos,
da vovó malu.

 

Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

O mundo inteiro usa jeans

 

Por Dora Estevam

 

 

Vai verão entra inverno e o jeans nosso de cada dia não dá trégua. Se reinventa a cada temporada e veste corpinhos por todo o mundo. De anônimos a celebridades, ninguém escapa. As tendências: skinny (aquele bem justinho nas pernas), flare (o mais larguinho na parte de baixo da perna), os coloridos (vermelhos, hortelã e branco), os estonados (todos manchados) e os rasgados.

 

Nos estilos mais justos são usados com camisetas descoladas, jaquetas e tênis estilo botinha, muito conhecido como os sneakers da estilista Isabel Marant. Por aqui quem tem é a marca Shults, em todos os shoppings. O cantor canadense Justin Bieber é adepto deste look rocker: jeans+botinha+jaqueta (sempre com muitos detalhes ou metalizadas).

 

 

As calças com boca mais larga são usadas com camisas, camisetas, acompanhadas de cardigans ou blazers. Nos pés sapatilhas, flats, botas ou sandálias altas. No universo das camisas jeans quem costuma usar aberta com camiseta branca por baixo é o cantor Jay Z; as meninas ficam mais com as jaquetas, e usam até com saia de cetim longa. Dá para fazer muita produção com jeans.

 

E o que dizer dos estonados e dos rasgados? Eles estão por toda parte, e fazem parcerias com botas, tênis, jaquetas, camisetas, saltos, sapatilhas, tudo o que você puder imaginar, eles são  incríveis. Por aqui  a blogueira Lu Tranchesi postou umas fotos dela usando as estonadas, veja como ficou. Celebridades como Drew Barrimore, Jéssica Alba e Gwen Stefani também usam muito. As rasgados também tem um público muito forte, entre elas a estrela  Dakota Fanning.

 

 

Estas são as opções do momento, eu sei que parece exagero, mas todas são lindas e dá vontade de usar uma por dia. Eu achei estas fotos interessantes para você ter uma ideia de como as peças estão sendo usadas por ai. Na moda eu vejo assim: inspiração e referência nunca são demais.

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: planeje sua carreira antes que seja tarde

 

Muitos profissionais têm dificuldade de fazer planos de médio e longo prazos, desperdiçando boas oportunidades de crescimento em sua carreira, um fenômeno conhecido por miopia existencial. O tema é um dos assuntos discutidos com o consultor e escritor Eduardo Shinyashiki, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN: “saber o que a empresa espera da gente é fundamental, mas é importante saber onde a empresa entra no meu projeto de vida”.  Ele também alerta para os riscos que correm executivos incapazes de rever suas atitudes em um cenário no qual as pessoas tem de estar prontas para aprender, desaprender e reaprender.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, no site da CBN, com participação de ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, a partir das 8 da manhã, no Jornal da CBN

Liberem o caminho dos carros, por favor !

Texto publicado no Blog Adote São Paulo, que escrevo no site da revista Época São Paulo

 

Ouvi em reportagem da rádio CBN, na qual a mobilidade urbana era o tema principal, a prefeitura defendendo as restrições ao uso de caminhões na cidade. Como você deve lembrar, recentemente os transportadores de cargas foram proibidos de entrar nas marginais Pinheiro e Tietê no horário do rush, sob a alegação de que o excesso de caminhões trava o fluxo de veículos. Houve reação e para protestar deixaram de abastecer os postos de combustíveis o que gerou enorme transtorno aos motoristas de carro, em especial. Como a prefeitura não recuou, os caminhoneiros tiveram de se adaptar as condições impostas pela cidade e, hoje, é comum vermos uma fila deles estacionados no acostamento das rodovias que chegam à capital, em um comportamento que causa risco à vida das pessoas, tanto que é proibido pelo Código Brasileiro de Trânsito. Parar no acostamento apenas em situação de emergência, o que não parece ser o caso. O sindicato que representa a categoria diz que os profissionais da direção estão, também, mais expostos às quadrilhas que roubam carga e o número de assaltos aos motoristas teria aumentado, ao menos informalmente, já que a maioria preferiria não registrar Boletim de Ocorrência. Com a nova regra, as entregas demoram mais e o número de viagens diminui, o que deixou o frete mais caro, custo que, logicamente, foi parar no preço dos produtos transportados. O que mais me chamou atenção, porém, na reportagem foi uma informação passada pela prefeitura que, questionada pelos impactos no setor de transporte de cargas, se defendeu dizendo que a restrição fez reduzir o número de acidentes envolvendo caminhões. É lógico, se tiro os caminhões do caminho, a probabilidade é que os acidentes diminuam

 

Fiquei pensando como poderíamos abusar desta iniciativa para combater a quantidade de mortes que temos no trânsito da capital paulista. De acordo com a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego morreram 1.365 pessoas em acidentes no ano passado, número 0,6% maior do que em 2010. A maior parte morre em ocorrências com motocicletas, foram 512. Imagine se a prefeitura decidisse proibir a circulação de motos na cidade, provavelmente ao fim do primeiro mês teríamos reduzido a zero o número de motociclistas mortos nestas circunstâncias. Além de garantirmos a integridade dos espelhos laterais dos automóveis. Entusiasmados com os resultados logo determinaríamos que as pessoas ficassem dentro de casa, o que faria despencar drasticamente a quantidade de pedestres mortos no trânsito – foram 617 no ano passado, número 2% menor do que em 2010. Sem pedestres, eliminaríamos as faixas de segurança e os carros poderiam rodar tranquilamente pelas ruas e avenidas sem este incomodo de ter de prestar atenção se algum ingrato vai se arriscar em atravessar a rua. Sem pessoas caminhando, para que investir em ônibus e metrô? São Paulo se transformaria em cidade modelo e exemplo para o mundo no combate a violência do trânsito. E todos os nossos problemas estariam resolvidos nesta área.

 

Perdão se desperdiço parte do seu tempo de leitura com um parágrafo inteiro de ironias, mas é que sempre tenho a esperança de que os gestores de nossas cidades encontrem saídas mais criativas do que simplesmente tentar eliminar ou restringir ônibus fretados, caminhões, motos ou pedestres sempre com o objetivo de deixar o caminho livre para os automóveis.