Mundo Corporativo: Como usar melhor o Linkedin, a rede profissional

 

Usar a rede social para construir sua imagem profissional é uma das possibilidades oferecidas pelo Linkedin. No Mundo Corporativo, da rádio CBN, o diretor-geral do Linkedin no Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, explica como é possível explorar melhor os recursos oferecidos por esta rede criada em 2003, nos Estados Unidos, que tem, hoje, cerca de 170 milhões de usuários no mundo, dos quais 7 milhões no Brasil. Ele destaca, também, as ferramentas que o Linkedin desenvolveu para ajudar as empresas a encontrarem talentos no mercado de trabalho.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, no site da rádio CBN, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Câmara de São Paulo vive entre o atraso e o moderno na política

 

 

A Câmara Municipal de São Paulo vive um momento crucial, de definições e contradições. Os 55 vereadores que integram a casa legislativa talvez não percebam mas são personagens políticos que vivem em um cenário em ebulição. Forças modernas e retrógradas tentam marcar posição e impor suas práticas, estejam fechados em seus gabinetes ou expostos em plenário. Há pelo menos dois anos é evidente a mudança de comportamento da Casa na questão da transparência e abertura de dados com a ampliação dos serviços prestados pelo site da Câmara, transmissão de reuniões das comissões permanentes e audiências públicas e abertura de suas portas para eventos promovidos por entidades da sociedade civil. A criação da Ouvidoria, que recebe reclamações e reivindicações do cidadão, e de projetos que incentivam o desenvolvimento de ferramentas que podem tornar mais acessíveis as informações públicas também são exemplos desses avanços. Em breve, a Câmara Municipal deverá criar um Conselho de Comunicação, integrado por profissionais e especialistas no tema, que oriente e fiscalize suas políticas de comunicação.

 

Por outro lado, somos obrigados a assistir a cenas lamentáveis como as protagonizadas pelos vereadores Roberto Tripoli (PV), Carlos Apolinário (DEM) e Agnaldo Timóteo (PR) na sessão que aprovou, em primeira votação, a concessão de terreno público, na Cracolândia, centro da cidade, para a criação do Museu da Democracia, do Instituto Lula. Com as galerias ocupadas por manifestantes, coisa rara e desejada na Câmara de São Paulo, alguns parlamentares não tiveram equilíbrio para ouvir as críticas. Apolinário e Timóteo responderam aos gritos, enquanto Trípoli fez muito pior. O líder do governo Kassab foi tirar satisfações do grupo Revoltados Online que estava protestando. Uma das pessoas que estavam na galeria disse que foi atingida na boca pelo vereador. Ele só confirma os xingamentos. No vídeo, publicado por Obe Fainzilber, que integra o movimento NasRuas, aparecem apenas as trocas de ofensas já nos corredores da Câmara e a tentativa do presidente da Casa, José Police Neto (PSD) de apaziguar os ânimos. Há, também, a necessidade de presença da polícia que é responsável pela segurança no local.

 

Neste ano, o eleitor terá a oportunidade mais uma vez de escolher seu representante na Câmara Municipal de São Paulo. Nova chance que temos de elegermos pessoas que estejam comprometidas com a democracia e capacitadas a entender a importância da fiscalização do cidadão no Legislativo.

Foto-ouvinte: Fede como Cachoeira

 

Cachoeira em São Paulo

 

O Brasil é um país de cachoeiras. Existem cachoeiras de todos os tipos. Altas, profundas e perigosas. No Parque Dom Pedro II, no centro de São Paulo, uma cachoeira de esgoto cai no rio Tamanduateí e agride o meio ambiente – em frente ao Mercado Municipal da Cantareira, um dos mais belos cartões postais da cidade. A cachoeira malcheirosa é um convite oportuno para uma reflexão sobre justiça, política e serviço público.

 

Foto e texto de Devanir Amâncio

Avalanche Tricolor: Um torcedor à distância

 

Extra, extra, extra ! A Avalanche Tricolor tem edição extraordinária para oferecer espaço a um torcedor gremista forjado no extremo do Paraná, distante do Rio Grande do Sul e ainda mais loge do estádio Olímpico. Nem por isso menos torcedor como descreve no texto a seguir. O gremistão é Bruno Zanette (@bzanette), jornalista e meu colega na rede CBN Brasil, em Foz do Iguaçu:

 

Dizem que lugar de torcedor é no estádio. Depende. Nem sempre o deslocamento ao palco do espetáculo chamado futebol é possível. Especialmente se o time pelo qual você escolheu torcer fica em uma cidade muito distante de onde mora. Esse é o meu caso. Um gremista paranaense que não conhece Porto Alegre, quiçá o estádio Olímpico Monumental, local de tantas glórias e conquistas.

 

Felizmente para isso existem as emissoras de rádio. “Ah, mas hoje em dia, com o pay-per-view, você também pode acompanhar”, podem pensar. Mas na época em que comecei a me interessar por futebol, isso ainda era raridade, se é que existia no país. Tive a sorte de nascer no ano em que o Grêmio se tornou campeão da primeira Copa do Brasil da história, em 1989. Aí, minha infância nos anos 90 foi uma festa atrás da outra, em comemoração aos títulos. A grande Era-Felipão! E eu aqui, na minha Foz do Iguaçu, onde nasci, acompanhando (ou tentando compreender) de longe, só observando meu pai, gaúcho que ainda jovem se mudou ao Paraná, rádio no encosto do sofá, ouvindo os jogos do Imortal Tricolor.

 

Sim, é verdade que eu ainda não tinha idade suficiente para entender direito o futebol, mas já sabia por quem gostaria de torcer. Se esse tal de Grêmio ganhava tudo o que disputava, meu pai ficava feliz com ele, por que eu iria querer torcer por outro time? Tenho um irmão mais velho e flamenguista, só que isso não vem ao caso. Deve ter tido os motivos dele para torcer, também à distância.

 

Hoje, com meus 22 anos (23, a partir de 11 de maio) sou jornalista formado, trabalho em uma afiliada de uma grande rede de rádio – a CBN – e sou responsável pela editoria de esportes. Tento não deixar a paixão clubística afetar a isenção na hora de noticiar sobre outros grandes do futebol brasileiro. Por sorte, a cobertura é focada mais ao esporte local, aqui de Foz. Por isso, até consigo continuar torcendo pelo time azul, preto e branco. Mas assim, à distância. Espero mudar este quadro este ano, o último do Olímpico. Preciso conhecer aquele local, respirar o ar dos campeões, preciso sentar naquelas arquibancadas. Preciso estar lá, sabendo que não há distância que separe a emoção de um torcedor. Um torcedor do Grêmio.

Cães, gatos e homens

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Em uma dessas quintas-feiras escrevi ou, se preferirem, digitei um texto no qual confessei que aprecio os animais, especialmente, é claro, os domésticos. Entenda-se, como tal, cães e gatos. Não esqueci que uma leitora do blog ficou braba comigo porque, ao tratar de gatos, acentuei que esses são interesseiros, o que não chega a ser uma ofensa à classe dos bichanos. Foi, isto sim, uma constatação que fiz, fruto da minha longa experiência com felinos domésticos e, de maneira alguma, diminui a minha admiração por eles. Minha gata Micky, dona de um pelo negro e volumoso por ser, provavelmente, resultado do cruzamento de uma angorá com um gato preto sem raça definida, visita o meu quarto, pela manhã, e mia até que eu acorde e lhe faça carinhos. Depois de ser alimentada por mim ou por Maria Helena, minha mulher, com miados exigentes, pede que um de nós abra a janela do living para que ela ganhe a rua de onde volta correndo se vê pessoas estranhas. Isso me deixa tranquilo quanto à sua segurança. Fosse mansinha, se deixaria pegar. Antes dela, tive o Sammy, um gatão legal, que desapareceu sem deixar rastros. Creio que foi morto. Sinto saudade dele até hoje.

 

Gosto tanto de gatos quanto de cães, mas Maria Helena não compartilha deste gosto. Consolo-me ao visitar minha filha. Ela divide o seu apartamento com Malu, uma lhasa dominadora, que adora crianças e pára a fim de olhar meninos que andam de skate. Por falar em cães, chamou-me a atenção um artigo publicado na edição de Zero Hora, dessa segunda-feira, pelo Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Porto Alegre, Valter Souza. O título do artigo é “A morte do cachorro e do trabalhador”. Ele começa lembrando a execução de uma cadela pitbull por um vigilante do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fato ocorrido no dia 6 de abril e que ganhou grande repercussão na mídia e nas redes sociais, retratando a comoção dada a agressividade do ato. Valter Souza concorda que as pessoas fiquem revoltadas diante de episódios como o lembrado, mas compara a repercussão desse com as mortes de cinco trabalhadores da construção civil, em Porto Alegre. Salienta que “infelizmente, tais mortes não são focalizadas a partir da dimensão humanas dessas tragédias”. E pergunta: “Se nos revoltam tiros que matam um cachorro, por que não bradar contra o risco de vida diário em obras que alicerçam o crescimento das cidades, porém cuja execução feita com a imprevidência que custa a vida humana?”. E acrescenta Valter Souza: “A ira da comunidade e dos familiares dos mortos em acidentes de trabalho deveria merecer mais atenção da mídia, das autoridades e do cidadão que desabafa nas redes sociais. Conclui com esta frase:”Quando isso acontecer e melhorarem as condições gerais de trabalho, o respeito aos direitos básicos dos trabalhadores e a civilidade, certamente os fatos serão retratados com a dimensão real e não midiática”. Por mais que goste dos animais, assino embaixo.

Milton Ferretti jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton jung (o filho dele)

Nem tudo é relativo no jornalismo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Os números têm sido mal interpretados por parte de alguns jornalistas. Consideram apenas os valores absolutos e ignoram os relativos, da mesma forma que desconhecem o básico de estatística. Enquanto ontem o portal Terra notificou que a cobrança de corretagem de imóveis é proibida, pois tinha gerado multa de mais de R$ 40 mil sem especificar o percentual sobre o valor do contrato, a FOLHA dias atrás anunciou que o Morumbi foi assaltado em 22 casas enquanto Alto de Pinheiros 18 sem informar também o percentual que estes números representam sobre o total de casas existentes.

 

Delfim Neto sempre chamou atenção para este aspecto numérico, alertando inclusive para o perigo da estatística. Se não se sabe nadar é preciso ao menos conhecê-la para evitar afogamento num rio de 0,5m de profundidade, mas com trechos de 5m.

 

Parece que enquanto as domésticas são um produto em extinção, os jornalistas letrados em números estão em contração.

 

Atentando à especificidade destas notas, além de desconhecimento aritmético há em ambos os casos inequívoco maniqueísmo.

 

“Justiça: pagamento de corretagem na compra de imóvel é abusivo”. Abaixo desta manchete é que o Terra além de se restringir a números absolutos confunde taxa de assessoria com a de corretagem.

 

“Morumbi lidera casos de roubo a residências”. A liderança descrita referia-se a números absolutos entre Morumbi e Alto de Pinheiros. Questionei então a Ombudsman da Folha, que enviou a minha indagação à jornalista Giovanna Balogh do Caderno Cotidiano, embora sua matéria tivesse ganhado também o nobre espaço do alto da primeira página. Recebi a seguinte resposta:

 

“Os dados utilizados na matéria são da Secretaria de Estado da Segurança Pública que são feitos com base nos boletins de ocorrências registrados pela polícia. O levantamento, portanto, não contabiliza o universo de casas, mas sim as dos imóveis que foram vítimas de assaltos”.

 

Se os números, elemento quantitativo, são tratados de forma tão leviana, podemos imaginar nas matérias qualitativas e conceituais o nível de distorção a que as informações estão expostas para determinados jornalistas.

 

O papel relevante que a imprensa tem tido na história contemporânea não deve correr o risco de atuações que a desmereça. Que tal um exame de Ordem?

 


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

São Paulo: quem te viu, quem te vê

 

Por Julio Tannus

 

Trolebus quebrado

 

Em 1976, participando de um projeto sobre sistema viário em SP, cruzei com monsieur Harry, um suíço especialista nos assim chamados trólebus, ônibus urbanos movidos à energia elétrica. Monsieur Harry era considerado um dos maiores especialistas mundiais no assunto e a Suíça detinha uma das mais avançadas tecnologias na fabricação de ônibus elétrico da época.

 

Fui encarregado de, juntamente com monsieur Harry, sobrevoar a cidade de São Paulo para que o especialista tivesse um primeiro contato com a cidade, na qual ele estava sendo contratado para auxiliar em um novo projeto de Trólebus Especiais, e do qual eu também participava. Então, em uma tarde de sexta-feira embarcamos no helicóptero do governador e partimos para um sobrevoo sobre nossa capital paulista. Percorremos toda a área compreendida pelas marginais Pinheiros e Tietê, seguimos até a região do ABC e depois nas cercanias de Guarulhos, e por fim retornamos ao heliporto do Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo.

 

Esperavam-nos uma dezena de jornalistas, repórteres e radialistas, todos ansiosos pelo diagnóstico do suíço. Sério e compenetrado, monsieur Harry dirigiu seu olhar para a pequena multidão e sentenciou: Pas de Solution! Ou seja, na visão do especialista, há mais de 30 anos, sua primeira reação foi de que não tínhamos como resolver o enorme congestionamento através de soluções viárias de superfície: Não tem solução! …

 

E aqui eu coloco outra questão: Por que até hoje não foi desenvolvida tecnologia para veículos (automóveis/caminhões) movidos a energia elétrica, com todos os benefícios decorrentes de uma energia limpa, não poluidora? Como toda questão que envolve a “coisa pública”, é ao mesmo tempo complexa e simples.

 

A complexidade advém do fato que existem grandes interesses envolvidos. Certamente os interesses ligados às grandes montadoras, as gigantes do petróleo, etc. não o permitiram. Lembro-me de um professor de pós-graduação da Escola Politécnica da USP, na área de Sistemas de Transportes, que ficava transtornado quando se referia ao que estava sendo feito com o sistema ferroviário no Brasil. Segundo ele, o lobby da indústria automotiva (estrangeira) era suficientemente forte para impedir o desenvolvimento natural do uso da energia elétrica no transporte ferroviário e rodoviário urbano no país.

 

E simples porque basta apenas vontade/vocação política para romper as mais fortes barreiras. O projeto de Trólebus Especiais foi concluído: entre outras inovações, os ônibus eram leves, ágeis e com tecnologia avançada. Hoje, passados mais de 30 anos, vejo os mesmos trólebus de então circulando pelas ruas de São Paulo. O projeto nunca foi implantado!

 

Participei também, no passado, de algumas reuniões sobre mudanças do Plano Diretor da cidade de São Paulo. O que fica claro é que não adianta construir mais viadutos, túneis, novas avenidas, e até mesmo novas linhas de metrô, enquanto não houver uma mudança conceitual na ocupação do solo. Derrubam-se casas para construção de imensos edifícios, muitas vezes em ruas estreitas, com infraestrutura urbana já saturada.

 

A mancha urbana cresceu tanto que hoje uniu São Paulo a Campinas, abrigando, nos seus 65 municípios, 12% da população brasileira. Na realidade a cidade de São Paulo ficou pequena demais, com suas cerca de 40 mil ruas/avenidas e 17 mil quilômetros de extensão, para conter os mais de 7 milhões de veículos, dos quais 5 milhões de automóveis, 890 mil motocicletas/triciclos/quadriciclos e 700 mil ônibus/utilitários.

 

Já entramos em colapso há algum tempo!

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: Dos tempos da rádio-patrulha

 

Nascido em 1933 na cidade de São Paulo, Domingos Sérgio Barone, morou na rua Fortunato, no bairro de Santa Cecília, região central. No depoimento gravado pelo Museu da Pessoa e reproduzido no Conte Sua História de São Paulo, seu Domingos lembra dos tempos em que fugia da rádio-patrulha. Seu crime, quebrar as vidraças das casas vizinhas.

 

Ouça Domingos Barone, em gravação sonorizada pelo Cláudio Antônio e editada pela Juliana Paiva

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, dentro do programa CBN SP. É resultado de parceria da rádio com o Museu da Pessoa que coleta depoimentos a partir de gravações em áudio e vídeo. Para você contar mais um capítulo da história da nossa cidade, agende uma entrevista no site do Museu da Pessoa. Ou envie um texto para milton@cbn.com.br.

Presidente do TJ de SP defende parentes em cargos de assessor

 

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, disse que procura uma forma de permitir que juízes possam contratar seus parentes, desde que funcionários concursados, para preencher as cerca de duas mil vagas de assistente judiciário, criadas pela Lei Complementar estadual 1.172/2012. A restrição para a contratação de parentes está no texto sancionado pelo governador Geraldo Alckmin e foi criada durante a discussão do projeto de lei, pois o texto original permitia a livre nomeação, ou seja, qualquer pessoa, funcionária ou não do tribunal, poderia ser indicada para assessorar os juízes bastando ser servidora pública e bacharel de direito. Para Sartori se não for autorizada a contratação de pessoas que tenham parentesco com juízes ou servidores da Justiça será muito difícil ocupar as vagas abertas. Como mudar a lei agora seria algum bastante complexo, se pensa na possibilidade de permitir a contratação de parentes em comarcas diferentes. Por exemplo, um juiz de São Paulo poderia indicar para assessor o parente de um servidor da Justiça de Campinas.

 

Mesmo que as mais justificáveis boas intenções estejam por trás desta proposta do presidente do TJ, a ideia desconsidera uma luta histórica da sociedade brasileira contra o nepotismo e o fato de que no Brasil, aberta uma exceção, logo esta se transforma em regra.

Avalanche Tricolor: Mais dois trófeus

 

Grêmio 4 x 0 Ypiranga
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

Foi uma semana de muitas emoções para este coração tricolor e, curiosamente, estas foram provocadas mais pelo que ocorreu fora do que dentro de campo. Não que os resultados destes últimos dias tenha desagradado. Bem pelo contrário. Foram duas vitórias importantes, sete gols marcados e nenhum tomado que nos deixaram um passo mais próximos de nossas conquistas. Seja na Copa do Brasil seja no Campeonato Gaúcho, faltam apenas três adversários para serem batidos até o título final. Uma sequência incrível de decisões em mata-mata que promete testar nossos nervosos e capacidade até somarmos mais dois troféus para nossa galeria. E pelo jogo de hoje, quando os jogadores de trás se sobressaíram, aparecendo de forma positiva no ataque, é para acreditar na nossa força, sem esconder as carências que ainda são evidentes. Mas não estou aqui para falar sobre estas, aproveitando apenas a frase para deixar meu desejo de que sejam resolvidas no vestiário e nos treinos da semana.

 

Quero mesmo é dedicar esta Avalanche à alegria que senti ao receber um presente e tanto. Dois troféus – como fiz questão de apresentar a todos os amigos. Alguns estavam perto de mim e logo perceberam meu sorriso quando fui agraciado com a caixa contendo duas camisetas comemorativas do Grêmio que marcam os 58 anos de trajetória no Olímpico Monumental, este estádio do qual estaremos nos despedindo no fim do ano e no qual vivi alguns dos momentos mais intensos da minha vida de torcedor, jogador, filho e cidadão. Um dia ainda terei tempo para descrever o quanto amadureci respirando o ar tomado pelo cheiro de cimento das arquibancadas do Olímpico, de terra dos seus campos suplementares e de umidade no seu ginásio de basquete. Hoje quero dividir com você a satisfação de vestir a atual camisa tricolor, desenhada pela Topper a partir do modelo usado por Tesourinha, Airton Pavilhão e equipe na inauguração do Olímpico, oportunidade em que vencemos o Nacional do Uruguai com dois gols do atacante Vitor. Aliás, a outra camisa que ganhei é a réplica daquela que ainda tinha no peito o escudo gremista com a palavra Foot-Ball em destaque, que não deixava dúvida da nossa missão: jogar futebol de verdade (a propósito, foi o que fizemos na tarde deste domingo, não é mesmo?)

 

As duas camisetas já têm lugar reservado no Memorial do Imortal, espaço que mantenho em minha casa com ítens que se transformam em pedaços da história gremista.