D.O.M. é o quarto melhor restaurante do mundo. Façanha significativa para uma gastronomia jovem em comparação aos concorrentes, ícones da cozinha internacional com acervos seculares. Mérito de Atala, o combativo e criativo “Chef”, que tem apostado no país como potência cultural e econômica.
O reconhecimento internacional através dos mais variados rankings e premiações, embora discutíveis para alguns quanto a validade, são indiscutíveis quanto aos resultados mercadológicos que proporcionam. E, certamente, esta colocação obtida em Londres no The World’s 50 Best Restaurants seguirá a tendência, consolidando os “gritos, assobios e aplausos” descritos no Estadão de ontem, recebidos por Alex Atala ao subir ao palco.
Tudo indica que as marcas brasileiras começam a ganhar o desejado espaço perante o mundo civilizado em áreas até então inacessíveis. Setores diversos, produtivos e de serviços deverão usufruir desta força Brasil que ostenta um PIB entre as seis maiores potencias mundiais.
Foi assim em outras nações. O Japão foi respeitado culturalmente, pela gastronomia, pela moda, pelo cinema após o fortalecimento de sua economia. A Espanha também. A Zara é um dos exemplos, assim como a gastronomia espanhola passou a ser mais percebida e todos os demais setores culturais.
Chegou a nossa hora. O esforço que setores como o futebol, o musical, o agropecuário e marcas como H.Stern, Alpargatas e Natura tiveram que fazer para se transformar em respeitadas instituições brasileiras globalizadas poderão sinergizar o apelo Brasil de agora e preparar marcas nacionais potenciais para o desafio internacional.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung
Volto ao ar nessa quarta-feira após uma semana afastado para reorganizar a vida que ficou um tanto confusa depois que tive minha casa invadida por uma quadrilha, meus dois filhos e dois empregados rendidos e pertences roubados. A casa sempre considerei reduto privado de nossa família, onde compartilhamos sentimentos e intimidade, por isso tê-la invadida é uma violência moral muito mais do que patrimonial. Ver seus filhos atingidos por esta violência, assim como funcionários que há décadas têm sua confiança, provoca indignação. Há uma sensação de injustiça que incomoda muito, mas costumo dizer sempre aos meninos que quando nascemos ninguém nos prometeu um mundo justo. Cabe a nós mesmos transformar este cenário agindo com respeito, inteligência e solidariedade – nunca com a mesma violência. Fiquei afastado do programa na CBN, por gentileza da emissora que entendeu meu momento. Não atualizei o Blog nem mantive minhas conversas pelo Twitter porque me faltava vontade de dizer algo. Por alguns dias a impressão é de que tinham roubado minhas palavras e alegria. Aos poucos, ambas estão voltando, graças a Deus. Estamos traumatizados ainda, o que é de se esperar em situações como essa, mas nos recuperamos bem com o apoio de muitos amigos que nos abraçaram das mais diferentes formas. A todos vocês, nosso agradecimento.
todos os meus corpos, seguindo a linha eletrônica dos tempos modernos, passam navegando na dispensa do plano expandido em que estamos vivendo, buscando novos programas e atualizações. É um tal de escolher, baixar e atualizar, sem trégua. Na sequência de um download bem sucedido, quando há boa conexão, vem o procurar saber exatamente para o que serve, entender o funcionamento, experimentar, experimentar e, comprovada a afinação entre o programa, minha plataforma e a real necessidade de sua aplicação, começar o treinamento. Acerto e erro, inevitáveis, dão um empurrãozinho na compreensão. Treinamento leva a aproveitar cada característica, e por fim vem a escolha dos feijões: este fica, este vai. Deleta daqui, instala dali e vou me acostumando, rejeitando, esperneando cada vez menos e aproveitando cada vez mais.
Tempos difíceis estes. O processo exige atenção, flexibilidade, disponibilidade e principalmente mansidão. Nada de atirar o computador no lago se a gente se embreta. “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará. A vida vem em ondas como um mar, num indo e vindo infinito…” e não me canso de citar um dos meus filósofos favoritos, o Lulu Santos.
Fico matutando na quietude e imobilidade da cadeira no meu terraço, olhando os passarinhos que vêm reivindicar bananas ou apenas cantar bom dia, ou no ritmo do que se apresenta ao longo do dia: lavando a louça, inventando uma receita gostosa para o almoço, com o que encontro na geladeira, ajeitando a cama de manhã para o quarto ficar semi-apresentável para mim mesma, dando aulas, indo daqui para lá, escrevendo, limpando, lendo, estudando, preparando um café com cheirinho de afeto para alguém que amo; e matuto. Será que são os tempos que mudam? Não faz sentido. Acredito que quem muda somos nós. Cada um no seu ritmo, na velocidade que consegue desenvolver sem dar com as guampas no poste e principalmente segundo o seu impulso. Não adianta estrebuchar tentando instalar um programa no outro. A coisa é pessoal. Ou a gente faz ou não faz. E se faz, e quando faz, aí sim pode, não intencionalmente, influenciar o outro a matutar também e, se for o caso, entrar na dança e começar a escolher os seus programas, baixar ou não, experimentar ou não. Mas, definitivamente é cada um por si e Deus por todos, apesar de que a união também faz a força muitas vezes, mas não sempre.
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung
A Câmara Municipal de Embu das Artes em São Paulo, e o Governo do Estado de São Paulo aprovaram atos futuros que se transformarão em crimes ambientais dignos de “serials killers” dos mais inconsequentes sob a ótica ambientalista. Nas pessoas de personagens nem tanto conhecidas como o presidente da Câmara de Embu, o vereador PT Silvino Bonfim, e onze de seus 12 colegas, ou da figura deveras notória do governador Geraldo Alckmin PSDB SP.
E, hoje, a probabilidade de se agregar pelas mãos do deputado PMDB MG Paulo Piau um terceiro crime, pois o nobre membro do poder legislativo federal mudou o texto do Código Florestal vindo do Senado.
Os Corredores Industriais de Embu, o Minhocão do Morumbi e a anistia aos desmatadores, infratores de beira de rio, têm em comum, além do crime ambiental, a evidência de que independentemente da autoridade local, estadual ou federal, há sempre o risco de decisões descredenciadas para exercer o poder sobre as riquezas naturais.
Assistimos aos governos dos estados da Amazônia preconizando atividades econômicas em áreas preservadas. Governos municipais em áreas urbanas priorizando os que passam em detrimento aos que moram. Quem vive em Embu não pensa no clima de São Paulo. Quem governa São Paulo não pensa nos residentes e privilegia as obras como fim em si mesmo, com orientação pessoal à política futura. Quem legisla em Brasília pensa talvez antes de tudo na equação política, bem traduzida na célebre determinação do “é dando que se recebe”.
Enquanto estas interferências predatórias aos biomas naturais estiverem crescentemente acionadas, a solução só virá diante da implosão do sistema. Com variações climáticas insuportáveis. Ou tal como deverá em breve acontecer no trânsito de boa parte das capitais brasileiras: ruas transformadas em gigantescos estacionamentos e sujeitas a monumentais enchentes. Com ou sem “cachoeiras”. Prato cheio para cineastas como Steven Spielberg ou James Cameron.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung
Parece que em matéria de Pesquisa de Opinião a máxima atribuída a Einstein para caracterizar nossos dias não se aplica nem em sua primeira parte. O que temos visto nos processos eleitorais aos olhos de políticos, imprensa e alguns segmentos de nossa sociedade, é uma derrota das “prévias” eleitorais frente a alguns resultados observados.
Coloco dois aspectos que merecem reparo antes que nos defrontemos com situações similares. Em primeiro lugar a importância de se preservar a incolumidade da pesquisa enquanto instrumento de informação dos eleitores, a quem afinal mais diretamente diz respeito. A opinião pública brasileira tem uma longa tradição de servir como “massa de manobras”. É tradição em nosso país falar-se em nome do povo, de tomar decisões para o “bem de todos e felicidade geral da nação”. Entretanto, o que não é tradição em nosso país é passar para a Opinião Pública o que ela é, o que ela pensa, o que deseja, qual sua reação enquanto indivíduo constitutivo da coletividade. Neste sentido, pode-se observar uma leve mudança nesses últimos anos com a publicação crescente de resultados de pesquisa via grande imprensa.
E é aqui precisamente um dos pontos que merece reparo. O bombardeio, resultante de interesses múltiplos, do instrumental de pesquisa inviabiliza a constituição de um dos poucos espelhos capaz de refletir a Opinião Pública a si mesma, sua imagem e semelhança. Assim, cabe aos pesquisadores e aqueles envolvidos com o processo de divulgação a responsabilidade de, enquanto profissionais, cuidar para que a utilização do instrumental e as comunicações decorrentes se façam dentro das técnicas e normas que regulam seus usos; contribuindo efetivamente como um instrumento a mais para o aprimoramento da democracia no país. Dentro deste contexto, é importante observar que atualmente a maioria das pesquisas eleitorais utilizam amostras por cota ao invés de amostras probabilísticas, e estranhamente, contrariando os cânones das técnicas de amostragem, publicam a margem de erro. Ora, por não se tratar de uma amostra probabilística, não faz nenhum sentido científico calcular e raciocinar levando-se em conta o erro amostral.
Outro aspecto à consideração diz respeito à questão das “prévias” eleitorais. Lembro-me que por ocasião das eleições municipais na cidade de São Paulo, em um passado não muito distante, quando as pesquisas indicavam uma estreita diferença entre Fernando Henrique e Jânio Quadros, li um texto escrito em 1896 (século XIX!) por Gustave LeBon – “The Crowd” – que dizia algo assim “sejam quais forem os indivíduos componentes, sejam ou não semelhantes seu modo de vida, suas ocupações, seu caráter ou sua inteligência, o fato de terem sido transformados em multidão confere-lhes a posse de uma espécie de cérebro coletivo, que os faz sentir, pensar e agir de modo completamente diverso do que cada um dos indivíduos sentiria, pensaria ou agiria em um estado de isolamento. Há certas idéias e sentimentos que não surgem e não se transformam em atos exceto no caso de indivíduos formarem uma multidão…”. Evidentemente que o fenômeno multidão aqui considerado pelo autor refere-se a situação de aglomeração com a presença física dos indivíduos. Contudo, não é de todo descartável, por um lado, a aglomeração imaginária constituída a partir do espelho mencionado anteriormente. Além disso, o ato de sair à rua, afora o aspecto ritualístico que possa ser considerado e as implicações culturais de que nos fala Roberto DaMatta em seu “A Casa e a Rua”, efetivamente introduz um caráter de multidão. É esse caráter que descarta a idéia absoluta de prévia na pesquisa eleitoral (no meu entendimento, o termo correto a ser empregado no caso é “Pesquisa de Intenção de Voto” e não “Prévia Eleitoral”), pois não se pode antecipar algo que ainda não se constituiu.
Em ambas as situações, fica evidenciada a função da pesquisa eleitoral não como uma ação que visa antecipar resultados, mas seu caráter de balizamento para a Opinião Pública , permitindo o acompanhamento pelo seu principal ator do processo, que é o cidadão. Neste balizamento, espelho no qual a cidadania vai reconhecer os seus desejos e anseios, fica estabelecida uma forma de participação onde a identificação da população com as várias tendências políticas pode permitir o livre jogo democrático das eleições.
Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve, às terças-feiras, no Blog do Mílton Jung
Mineiro, nascido em 1930, Seu Antonio Perez começou a trabalhar cedo com o pai. Chegou em São Paulo quando estava com 21 anos e conheceu uma grande novidade da metrópole: o supermercado. Um capítulo que ele descreveu em depoimento gravado pelo Museu da Pessoa e se transformou em mais um Conte Sua História de São Paulo:
O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. O programa é uma parceira com o Museu da Pessoa. Clique no link do Museu e saiba como agendar uma entrevista em áudio e vídeo. Se quiser, mande sua história por escrito para milton@cbn.com.br.
Compradores de apartamentos surpreendidos, donos de casas assustados e proprietários de comércios desapontados foi o que o início das obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro, do Metrô, na zona Sul de São Paulo, provocou, como se constata em reportagem de domingo, no caderno Cotidiano, da Folha de São Paulo. Com o título “Monotrilho deve gerar efeito ‘minhocão’ na vizinhança” não há dúvidas sobre o que o repórter Eduardo Geraque tenta chamar atenção. Quem conhece o centro de São Paulo e a degradação que o Elevado Costa e Silva, vulgo Minhocão, provocou na região sabe bem o risco que se corre. Êpa, pera aí ! Na nota que o Metrô enviou para o jornalista, lê-se explicações tranquilizadoras. A começar pela tecnologia que vai ser usada no monotrilho, moderna, com trens silenciosos e sistema de escurecimento dos vidros dos vagões – assim, o morador do terceiro andar, não deve ter medo de ser visto saindo do banheiro de toalha -pensei eu, imediatamente. Mais adiante, no texto, um morador, também usando o “moderno” como consolo, diz que ouviu falar que será feito até um bulevar por isso vê com bons olhos a obra. Os nóias que tomam às margens do riacho da Avenida Roberto Marinho – e não aparecem na reportagem – devem estar batendo palmas, também. Ganharão, até 2014, excelente área de diversão, segura e protegida das intempéries para o livre consumo de drogas. Terão direito a abrigo e espaço privilegiado para dormirem, encostados nas pilastras da construção, como já acontece no Minhocão original que, quem diria, se transformou em fonte inspiradora de engenheiros do Metrô paulista. Mas, claro, bem mais moderno.
Em boa hora voltou para mim a lembrança da vovó escolhendo feijão na mesa da cozinha da nossa casa, quando eu era menina. O fato é que percebo à minha volta que não são muitos os que percebem a beleza da vida na alegria e na dor, no ter e no não-ter, no ir e vir, no trivial e no especial. Tem sempre uma condição subjacente a cada respirar. Conversávamos lá em cima no terraço sobre a importância do não-permitir que fatos e pessoas tomem o comando do teu sertir-se-bem, do teu sorriso, da tua mansidão, dos teus sonhos. Nunca. A alegria deve vir de dentro, da receita que somos, da nossa mistura de cada momento. Onde quer que estejamos. Entregar esse poder de bandeja é no mínimo falta de respeito com a gente mesmo. O que também deveria ser matéria obrigatória desde a pré-escola, para não falar na educação em casa, no exemplo de cada dia que vem acoplado ao pão com manteiga; ao mingau de aveia. A aberração do suborno legalizado no seio da família é uma, no longo rosário de pérolas semelhantes. São sementes de pepino, e desentortá-lo é que são elas.
Tive sorte de ter um pai muito rígido, que não dava mole. Meu pai dizia, estava dito. Teve um tempo que eu ficava de cara com ele, mas não demorei demais para compreender o objetivo. Meu pai não cursou faculdade formal, mas aprendia com tudo e com todos e “se fez na vida”, como era usança dizer, tinha dignidade admirada por todos, ricos e pobres, cultos e incultos.
Levei tempo para juntar lé com cré, mas parece que o programa se instala mesmo devagar. Hoje escolho, inspirada pelo feijão da vovó Grazia, minhas emoções e reações. A bichada vai para uma vasilha destinada ao lixo, a que me traz paz vai para a panela.
A reação não é mais, quase nunca, acionada pelo piloto automático do “eu sou o bom, sou o bom, sou o bom”, e o meu sentimento, espero, nunca mais será regido por ressentimento.
E também espero que, pouco a pouco, possamos reassumir o controle de ação e reação, podendo dizer em ritmo sereno e terno: “não posso ficar nem mais um minuto com você, sinto muito amor, mas não pode ser”, em vez de grafitar com hematomas o corpo do pretenso amor para quem se prometeu eterno amor.
Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung
Inspirar-se com o que vejo ou deixo de ver dentro de campo para escrever esta Avalanche tem sido minha tarefa desde 2007 quando a iniciei no Blog com o objetivo de extravasar minha admiração pelo Grêmio. Logo no início fazia questão de tê-la publicada assim que o juiz apitasse o fim da partida, mas com o tempo, ou melhor, a falta dele acabei me satisfazendo em escrevê-la o mais rapidamente que pudesse nem que isso significasse o dia seguinte, pois alguns jogos se encerram em horário proibitivo para quem madruga durante a semana, como é o meu caso. Com esta semifinal disputada no sábado à tarde, feriado nacional e sem muito compromisso, postar o texto não exigiria esforço extra, bastaria esperar o time jogar bola, o adversário ser superado, um dos nossos se destacar com um lance bonito, desses que fazem a essência do futebol – um gol, um drible ou, claro, um carrinho na altura da canela -, respirar fundo e se inspirar.
Os 15 minutos iniciais de hoje foram empolgantes com o time tendo eliminado qualquer possibilidade de o adversário se aproximar do campo do ataque, a bola passada com velocidade, a agilidade no deslocamento dos jogadores pelas pontas e aparecendo no meio para receber, um sufoco impressionante. O gol aos 7 minutos do primeiro tempo com a bola sendo empurrada para dentro da goleira na insistência de André Lima – o atacante que não desiste nunca – foi a imagem do nosso desempenho naquele um sexto de partida. Estava entusiasmado e certo de que teria um material rico para contar a você aqui no Blog, mas alguma coisa mudou de lá para adiante. O futebol jogado até então ficou reservado ao replay do intervalo. Passes errados, falta de articulação, vacilos desnecessários e cartões amarelos, também. Os chutes a gol continuaram, mas sem a mesma convicção, com as exceções de praxe. Não era mais o mesmo Grêmio.
Ao fim da partida – e somente ao fim, porque não dava para tirar o olho da TV a medida que mesmo capenga nunca se sabe o que o adversário pode fazer – respirei fundo, sentei-me diante deste computador e pensei o que poderia me motivar a escrever. Lembrei-me dos minutos iniciais quando o Grêmio foi o Grêmio que queremos e sonhamos. E foi este que me trouxe até este parágrafo final. Que seja este que veremos domingo na decisão da Taça Farroupilha.
O que antes se limitava a apenas alguns detalhes, muitas vezes resolvidos pelas mães e tias dos noivos, agora ficou mais complicado. Caro e complicado. É que realizar o grande sonho de entrar na igreja vestida de noiva, fazer uma festa maravilhosa e um roteiro dos deuses para a lua de mel já não são tarefas para as famílias e, sim, para grandes profissionais do ramo que a cada ano, a cada mês, a cada instante renovam as ideias deixando o leque ainda maior de opções.
Para ajudar nestas escolhas as noivas precisam de assessoras para tudo: lua de mel, vestidos, decoração de casamento, daminhas, bolos convites, e por ai vai. Só na internet o que tem de blogs e sites que rolam páginas e páginas de conteúdo exclusivo às noivas não dá para contar, mas dá para fazer alguma seleção, de acordo com o estilo do casal e partir para as decisões.
Uma boa opção para consulta é o blog Constance Zahn, a autora tem um bom gosto incrível e tudo, tudo mesmo que sai em termos de novidade neste ramo, ela posta lá. Esta semana, postou umas fotos de bolos dourados que eu nunca tinha visto na minha vida de tão lindos. A Constance também participou do novo evento de moda de noivas que é o Casa Moda Noivas, totalmente diferenciado, idealizado pelos empresários Duda Ferreira e Alexandre Cerqueira, o evento foi praticamente uma exposição de estilistas no qual as noivas puderam escolher seus preferidos e fazer o pedido do vestido. A blogueira Constance entrevistou uma noiva em busca do vestido ideal. Veja como ficou no vídeo abaixo:
Só em pensar no estilo, no tecido, no tom ideal, no estilista que vai criar, tem gente que senta e chora. Além de a noiva gostar do vestido, tem que agradar a mãe, a família (dos dois). Não é fácil. Mas, como disse anteriormente, tem gente especializada nisso que pode ajudar a noiva a sair do escuro e partir para o próximo passo tranquila.
Como o evento já acabou e neste momento tem noiva precisando de um impulso, separei um material da consultora de imagem Maria Helena Daniel, autora do livro “Guia Prático de Tecidos”. Especialista em tecidos, ela fez um vídeo no qual entrevista um estilista de noivas e faz uma apresentação sobre tecidos para vestidos de noivas: tipos de rendas e tules finos. Tenho certeza que depois de ter uma aula com ela vai ficar mais fácil e menos complicado fazer sua escolha.
Propostas para vestidos diferenciados não acabam, ao contrário, ao mesmo tempo em que a nossa noiva costuma usar o clássico vestido branco, também encontramos em outras culturas noivas que se casam de vermelho, como as asiáticas. A estilista Vera Wang, estilista para casamentos, fez uma homenagem a China e desenvolveu uma coleção intitulada Mei Mena (Lindos Sonhos em Chinês) com 15 modelos em nuances de vermelho. As noivas famosas que já passaram pelas agulhas da estilista são Sharon Stone, Kate Hudson e Victoria Beckham. Outro estilista internacional bem lembrado no mundo das noivas é Oscar de la Renta. Aperte o play e veja comigo este lindo e encantador desfile.
O casamento perfeito começa com a escolha de bons profissionais, e para isso é preciso pesquisar muito, conversar com outras pessoas, ver fotos, fechar negócio se tiver certeza mesmo do que você está comprando é real. Anote na agenda tarefas que são imprescindíveis para a cerimônia:
– Alugar carros, materiais e móveis;
– Contratar uma assessoria para o cerimonial;
– Bebidas e serviços de bar;
– O dia da noiva;
– Os doces e bolos;
– A decoração da igreja e da festa;
– Os convites;
– Os fotógrafos;
– As lembrancinhas.
E, por favor, não esqueça da escolha mais importante do casamento: o noivo que vai viver ao seu lado feliz para sempre.
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung