Foto-ouvinte: raios que os partam

 

Raio sobre São Paulo

 

Nosso fotógrafo não-oficial do Blog Massao Uehara, além de bom de olho, tem uma sorte danada. Ele mandou a imagem feita no início do temporal, na noite de domingo, no bairro da Casa Verde, em São Paulo, e garante que o smartphone dele tirou esta foto no susto. Ou o phone é smart mesmo ou é história de pescador. Uma ou outra, vale abrir mais uma vez espaço aqui no Blog.

Salário sem vergonha ou sem-vergonha no poder público

 

Nove Estados brasileiros pagam uma quantidade enorme de salários aos seus deputados, muito maior do que aquela que um trabalhador comum recebe no decorrer do ano. Sem se contentar com o 13º. que já é discutível, a medida que os parlamentares não são trabalhadores comuns, eles arrumam atalhos na legislação estadual para somar o 14º, 15º, 16º, 17º e, até mesmo, o 18º salário, como é o caso do pobre Maranhão (e aqui o pobre cabe em mais de um sentido), como noticiou o Fantástico, no domingo. Recebem ainda uma boa quantia em verba indenizatória, dinheiro que sustenta os gabinetes e é ressarcida mediante apresentação de notas fiscais – a maior parte delas não está à disposição para o contribuinte fiscalizar. Sob as mais diferentes justificativas, os parlamentares embolsam um bom dinheiro com base no que costumamos chamar de penduricalhos.

 

Com outro tipo de estratégia, ministros e secretários estaduais e municipais conseguem aumentar seus vencimentos, superando o teto salarial no serviço público: R$ 26.723,15. De acordo com levantamento do Estadão, um terço dos 39 ministros da presidente Dilma Roussef engordam seus salários com participações em conselhos de estatais ou empresas públicas. Somente assim conseguem ter vencimentos que se equiparam com os dos grandes executivos do setor privado.

 

O Senado sinaliza interesse em acabar com a farra dos salários, reduzindo a 13 os vencimentos dos parlamentares em todos os legislativos brasileiros. Projeto de lei neste sentido está para ser votado no plenário. Por enquanto, não há nenhuma iniciativa que impeça os supersalários nos ministérios e secretarias. Assim como se faz pouco para tornar transparente quanto cada um desses custa ao contribuinte que, afinal, é quem paga seus salários.

 

O tema, porém, é rico (sem trocadilho) para o debate, afinal é importante que se perceba que o agente público também precisa ser bem remunerado para prestar seu serviço, pois quando assume o cargo, seja no Executivo seja no Legislativo, lhe é exigido dedicação plena à função. A questão é que a visão que temos da prestação de serviços destes servidores é muito ruim, haja vista os problemas no atendimento à saúde e à educação, além dos frequentes casos de corrupção.

 

A sociedade brasileira precisaria discutir melhor o assunto, com menos preconceito e visão mais apurada. Os agentes que nos representam poderiam unificar seus vencimentos em uma só fonte eliminando os penduricalhos. Não deveriam ter vergonha de deixar às claras quanto recebem no fim de cada mês e ano. De dizer quanto recebem do cidadão. Para isso, porém, precisariam também não ter vergonha do que fazem nos cargos que ocupam.

Direitos dos pré-candidatos

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

 

Inicialmente disseminada entre partidos e meios de comunicação, as “pré-candidaturas” como forma de identificação daqueles que provavelmente disputarão a eleição evoluíram. Atualmente, a Lei Federal nº 9.504/97, com as modificações introduzidas pela Lei nº 12.034, definiu que a participação de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates de rádio, televisão e internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, sem pedido de votos, não caracteriza propaganda antecipada.

 

Sem dúvida, esta liberdade de espaços públicos reforça a transparência e realidade que deve predominar num processo eleitoral como este de 2012. A possibilidade da realização de programas de debates ou entrevistas entre pré-candidatos pelas empresas de rádio e televisão dá uma conotação realista à discussão política e se revela mais produtivo do que os debates de rádio e televisão do período eleitoral, onde impera uma falsa igualdade entre muitas vezes falsos candidatos. Afinal, desenvolver comentários ou críticas sobre a administração pública sem pedir votos ou declinar virtudes aptas a influenciar o eleitorado não caracteriza propaganda eleitoral. Repressões judiciais neste setor potencializam o lirismo da norma eleitoral que chega a ponto de conter determinações que agridem a dinâmica da vida política.

 

De outra parte, a decisão do TSE proibindo o Twitter merece reflexões, sobretudo se a proibição de março último se estender aos pré-candidatos. Se isto se confirmar, restará aguardar o Supremo Tribunal Federal, foro derradeiro da maioria das questões eleitorais nos últimos anos.

 

Contudo, convém lembrar este mesmo TSE tolerou em 2010 uma profusão de sites e blogs relacionados aos pré-candidatos da época. Uma brevíssima navegada e o eleitor encontraria endereços de José Serra (http://euqueroserra.blogspot.com, http://joseserrapresidente45.blogspot.com), Dilma Roussef (http://dilma13.blogspot.com, http://dilmapresidente.blogspot.com, http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/) e Marina Silva (http://www.movimentomarinasilva.org.br) sendo diariamente atualizados e aperfeiçoados com diversos links estimulando a participação do internauta em pesquisas, opiniões, criação de redes, comentários, opiniões, etc. Alguns ainda no ar e atualizados.

 

De rigor, até mesmo por uma questão lógica, não há como inibir a ação de simpatizantes ou apoiadores empolgados manifestando o desejo de voto ou apoios. Até porque, em decisão de 17.03.2010, o mesmo TSE já havia dito que isto é algo que “decorre de terceiros” e não diretamente do interessado.

 

Para este longo período intermediário entre as desincompatibilizações de abril e a propaganda eleitoral de julho, a lei permite a realização de debates e encontros em ambientes fechados para tratar da organização dos processos eleitorais, planos de governos ou alianças partidárias, bem como a realização das prévias.

 

Estas permissões se estendem aos parlamentares, que podem manter blogs, sites pessoais e perfis nos portais legislativos bem como enviar seus boletins e participar de programas de rádio e televisão acerca de suas atividades.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age) e “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Conte Sua História de SP: Alagoano na Água Fria

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto enviado pelo ouvinte-internauta José Carlos da Silva:

 

Ouça este texto que foi sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

Como todos sabem sou Alagoano e vim a São Paulo, como milhares de migrantes nordestinos, em busca de uma vida melhor. Foi nessa grande metrópole que consegui vencer na vida, criar meus filhos e conheci minha atual esposa.

 

No inicio não foi nada fácil! Da Zona Sul a Zona Norte, batalhei e encontrei paulistanos maravilhosos e que me ajudaram, mas foi no bairro da Água Fria que minha vida deu uma guinada. Recebi ajuda de um delegado da região e hoje posso dizer que minha permanência em São Paulo se deve a esse homem extraordinário e também a zona norte que me proporcionou estabilidade.

 

São Paulo é a cidade de várias etnias que recebe todas as culturas e crenças. Lugar dos grandes encontros e de grandes negócios. Capital da gastronomia, de muitas faces, São Paulo não é apenas um mundo, mas vários mundos e parafraseando o cineasta Ugo Giorgetti, sua função é ligar o Brasil ao resto do planeta.

 

É aqui que encontramos o lar de tribos e nacionalidades variadas que descobrem o seu espaço e juntas convivem em harmonia. A sua grandiosidade inspira e renova cidadãos.

 

Agradeço por tudo que conquistei nessa cidade e reconheço sua importância. É por isso que quero trabalhar cada vez mais por ela, poder retribuir tudo o que São Paulo fez por mim e fazer por São Paulo tudo o que essa metrópole merece!

 

O Conte Sua Historia de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN São Paulo. Você pode participar enviando seu texto para milton@cbn.com.br ou marcando entrevista em vídeo e áudio no Museu da Pessoa.

Avalanche Tricolor: Miralles, o ressurgimento

 

Grêmio 3 x 1 Caxias
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

O futebol está sempre disposto a nos proporcionar momentos fantásticos, pronto para ser palco de cenas memoráveis e histórias contadas por personagens incríveis. Nós, gremistas, sabemos bem o que isto significa, pois desde os primeiros momentos de nossas vidas fomos marcados por fatos sensacionais e aprendemos a ouvir os feitos de gente como Lara, o goleiro imortal, ou Aírton, zagueiro que teve seu nome estampado nas camisas tricolores na tarde deste domingo. Houve times inesquecíveis, seja pelos talentos reunidos seja pelas vitórias impossíveis. E como tivemos. Portanto, não me surpreenderia se estivéssemos diante de mais um destes fenômenos, talvez não da mesma dimensão, mas com detalhes que valham alguns parágrafos bem escritos mais adiante (não por mim, mas por alguém com talento para tal, lógico). Refiro-me ao ressurgimento de Miralles, provocado pelo desmonte físico que nosso ataque vem sofrendo nas últimas semanas. O argentino que, pela fama que leva, fez muito pouco até aqui, andava desmotivado, sem destino, procurando o eixo, um caminho para recontar sua passagem no Grêmio, onde constantemente tem seu nome gritado pelos torcedores que cultivam uma paixão inexplicável pelo atacante. Em menos de uma semana, foi resgatado do ostracismo e levado ao time titular. Em campo foi veloz para chegar na área, dar um corte nos zagueiros que apareceram no seu caminho e chutar de maneira a desviar a bola do goleiro. Foi festejado por todos da equipe, apertou a mão do técnico como agradecendo pela oportunidade oferecida, fez o sinal da cruz, e o nome voltou a ecoar nas arquibancadas do Olímpico Monumental.

 

Um gol na boa vitória deste domingo pode ser pouco para quem pretende reescrever sua história no Grêmio. Teremos que esperar os próximos atos para saber se este enredo será eternizado por Miralles, mas, sem dúvida, foi uma ótima retomada. Principalmente, porque o fez ao lado de André Lima, jogador que passou por situação semelhante e também marcou na partida de hoje. Imagine que, se isto der certo e chegarmos ao título, poderemos falar com orgulho aos nossos filhos (e para a inveja dos nossos adversários) que um dia buscamos mais uma grande conquista com um ataque formado por jogadores que aprenderam, por linhas tortas, o poder da imortalidade.

De obrigado

 

Por Maria Lucia Solla

 

Céu

 

Olá,

dizemos obrigado a muita gente, e muitas muitas vezes ao longo da vida. Tem vezes que agradecemos assim como quem diz bom dia, no piloto automático, sem nos darmos conta da intensidade da manifestação, mas tem outras que, quando brota a palavra mágica, o corpo inteiro se entrega ao sentimento de gratidão. Um jorrar de amor que vai se encontrar com o amor que jorra do gesto do outro. Em tempo não muito remoto, a vida era mais simples, e a gente fazia no máximo duas ou três coisas ao mesmo tempo e pensava outras tantas. Lembro da minha mãe na cozinha preparando o macarrão de quinta e domingo. A macarronada não era assim tão rápida como a de hoje. A massa era feita em casa, fuzzili ou tagliarini, e o molho era preparado por ela ou pela minha avó Grazia, que vinha duas vezes por semana dar uma mão à minha mãe no preparo dos quitutes da semana. Nada de cozinheira. O tomate, fresco e bem maduro, mas firme e vermelho, era ligeiramente batido no liquidificador e depois coado. Esse suco lindo ia para uma panela alta e virava molho. Na panela, faziam parte da receita, bifinhos enrolados que escondiam cenoura, toucinho e outras gostosuras. Então essa mistura cozinhava em fogo bem baixo e cozinhava, cozinhava, até se transformar num molho de comer de joelhos. Eu rodopiava pela cozinha e tinha sempre permissão de, no meio da manhã, comer um pãozinho sem miolo, fechado nas laterais e recheado com um bifinho enrolado, quase se desfazendo de tão macio, e uma colherada do molho. Era o céu! Elas, minha mãe e minha avó, desenvolviam um balé que me encantava. Fogão, mesa, pia e panela acompanhavam a conversa que tinha às vezes um tom mais baixo porque era coisa de gente grande; não para os meus ouvidos. Da sala vinha o som de música na vitrola, que meu pai não vivia sem ela. E esse era o enredo e a trilha sonora.

 

Hoje não fazemos só duas ou três coisas ao mesmo tempo, e não preciso descrever como funcionamos, ao menos em cidades frenéticas como São Paulo. É burbulhar na panela, no tablet, no telefone, nas mensagens no celular, no e-mail, na televisão, na mente e no coração, de fazer inveja a conjunto de percussão. Imagino que, por isso, da mente ocupada e embaralhada, os nossos obrigado e muito obrigado afloram cada vez mais no piloto automático. Só quando vivemos um período de perrengue daqueles é que, ao agradecermos, agradecemos com todas as células que nos compõem, que cantam em uníssono a nossa gratidão. E é assim que tenho me sentido, há algum tempo.

 

Andei mudando de obrigada para grata, porque nunca me sinto obrigada a nada, mas acabei como o Recruta Zero e resolvi me entregar outra vez ao obrigada, já instalado no programa de todo mundo. Portanto, a todos os que têm me ouvido, lido, abraçado, alimentado, acompanhado, partilhado comigo folia e tristeza, compreendido a dificuldade do obstáculo e dos perrengues que enfrento, aqui e ali; a todos os que têm aguentado meus arroubos de alegria e meus miados, meu muito obrigada que não jorra guiado por piloto automático, mas por uma gratidão que toma meu corpo inteiro.

 

Feliz Páscoa.

 

Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

 

Os óculos que completam o estilo

 

Por Dora Estevam
 

 

Em qualquer estação do ano, os óculos de sol são mais do que bem-vindos. Todo mundo usa; todas as classes, também; e tem óculos para todas as idades. É um acessório cobiçado. Há quem tenha coleções e os quem guardam apenas um. De “grifado” ou não, é uma peça democrática. Venha comigo ver as fotos que separei para ter ideia do que os estilistas colocaram no mercado para a estação e como as pessoas se produzem nas ruas.
 

 

Estas primeiras imagens são da coleção nova da marca Ermenegildo Zegna. Os modelos são masculinos, em especial para os que gostam de ousar nas lentes e armações. Elas aparecem coloridas, boas até para os dias mais nublados, porém com bastante claridade. Combinam com jeans azuis ou coloridos.
 

 


 

 

Agora, conforme prometido, algumas imagens de pessoas usando os óculos para as suas tarefas diárias. Já se imaginou em uma dessas cenas?
 

 


 
 

 

Nesta democracia fashionista dos óculos, não podemos esquecer de regrinhas básicas, tanto para quem usa como para quem os vê usando.
 

 

Por favor, ao cumprimentar alguém faça a gentileza de levantar os óculos para não bater no rosto do amigo. Tire os óculos para a pessoa não ficar feito boba olhando para o nada, ainda mais se as lentes forem espelhadas. Se for andar com os óculos em lugar fechado, como um shopping, se prepare para as piadas: “ele pensa que é Lenny Kravitz?”; ou “nossa, tá um sol aqui?”. Pode ser a lente mais chic do momento, mas, a piada será inevitável. Sorry!
 

 

Se o uso do óculos de sol justificar naquele momento, se estiver usando por um motivo de saúde e indicação do oftalmolgista, ok, enfrente, caso contrário, guarde-os na bolsa até a hora da saída. Lembro, ainda, que os óculos são de sol , ou seja, para serem usados de dia, não à noite. Não foram feitos para a luz noturna e podem prejudicar a visão. Mais uma vez, consulte um especialista para fazer tais ousadias.
 

 

Para finalizar a nossa conversa, um pouco de música. The Gramps fala sobre o uso dos óculos de sol à noite. Uma ótima brincadeira.
 

 


 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung

 
 

Mundo Corportivo: Professores melhores para descobrir talentos

 

Para desenvolver talentos na Universidade, as escolas superiores estão convidando os professores a voltarem para a sala de aula, através de programas de qualificação. O diretor executivo de Gente e Gestão do Grupo Estádio, Miguel de Paula, explica como este trabalho pode melhorar a qualidade de ensino e desenvolver os profissionais. Em entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN, ele explica que a intenção é oferecer novos conhecimentos de preferência relacionados a pedagógia do ensino e não sobre o conteúdo programático que já é de domínio dos professores: “ensinamos como aplicar melhor as tecnologias que temos à disposição, por exemplo”.

 

Para Miguel de Paula a dificuldade de encontrar talentos e profissionais qualificados está relacionada à defasagem dos profissionais de educação.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Foto-ouvinte: Uma lua “ensolarada”

 

A lua de São Paulo

O sol insiste em deixar suas marcas na lua. Ou seria a lua que insiste em aparecer quando a estrela no céu deveria ser o sol ? Tudo vai depender da hora em que esta foto foi feita por Massao Uehara, autor desta bela foto, ouvinte-internauta do Jornal da CBN, membro da rede Adote um Vereador (e, claro, um incrível fotógrafo)