Mundo Corporativo: Faça do seu celular a sala de aula

 

Daniel Orlean é sócio diretor da Affero, especialista em inteligência Organizaçcional e Gestão do Conhecimento pela Coppe/UFRJ. Na entrevista para o Mundo Coporativo,  Orlean fala de inovação na educação e gestão de pessoas e explica como a educação transmídia pode melhorar o desempenho dos profissionais de uma empresa. Ele mostra como a gestão de conhecimento pode ser implantada em grandes corporações através de casos  que experimentou na Vivo e na Vale.

O Mundo Corporativo é apresentado toda a quarta-feira, às 11 horas, no site da CBN, e reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. A participação dos ouvintes-internautas é pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br

Avalanche Tricolor: Aposto com você

 

Bahia 1 x 2 Grêmio
Brasileiro – Salvador (BA)

Sou de um tempo em que os jogadores de futebol levavam nas camisas números de 1 a 11, sendo o goleiro o número 1 e o ponteiro esquerdo, o 11. O 5 era o centro-médio, hoje apelidado de volante de contenção; o 10 era sempre o craque (quanto tínhamos um) e o 9, o centro-avante. As camisas a partir do 12 cabiam aos reservas e estas não eram as mais cobiçadas.

Começo este atrasado post sobre a vitória gremista com memórias do futebol devido ao espanto que me causou a escalação dos dois times que entraram em campo no estádio do Pituaçu, em Salvador. Os números eram os mais estaparfúdios possíveis. De um lado havia 54, 28, 22, 55, 19, 80 e 79; de outro 13, 15, 17 19, 24 e 26. O anúncio feito pelo locutor na televisão me lembrou sorteio da Mega Sena.

Compreendo que esta mania está contaminada pelo marketing que tenta identificar cada camisa com seu craque (nem sempre tão craque assim), um hábito em outros esportes como o basquete e o futebol americano. No próprio Grêmio, lembro da decisão de Andre Lima, ano passado, que colocou dois noves nas costas para se diferenciar de Jonas, o nove de verdade (e de direito). Dizem que isto ajuda a vender camisas. Imagino que se cobrassem mais barato, venderiam mais.  Para gente como eu, que admira o esporte muito mais do que entende dele, torna-se quase impossível saber em que posição cada um estará durante o jogo.

E se as escalações pareciam jogo da Mega Sena, nossos números deram mais sorte, ontem à noite. Como sabemos, a sorte está do lado dos bons, e fomos melhores em quase toda a partida, portanto merecemos os três pontos. É incrível como nosso futebol está se transformando a cada momento com a participação coletiva dos 11 jogadores; descobrimos um camisa 6, ops, uma camisa 15, fazendo com que o time fique mais forte no lado esquerdo com as decidas de Julio César; e temos um camisa 24 que é nota 10, falo de Escudero.

Entusiasmado com o resultado, arrisco uma aposta com você, caro e raro leitor deste blog. Se passarmos pelo São Paulo no domingo, será difícil controlar a Avalanche que nos levará ao topo da tabela de classificação e de volta à Libertadores. Quer apostar?

SP ganha trólebus moderno e silencioso

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Novo trólebus da Himalaia (foto Marcos Galesi/Blog Ponto de Õnibus)

Nunca entendi direito porque se trata com tanto desdém o investimento em ônibus elétricos, aqui no Brasil. O impacto ambiental provocado por estes veículos de tão baixo mereceria discussão mais apropriada, no momento em que se fala de transporte sustentável. Imagino que isto aconteça pela falta de pressão popular, afinal a imagem dos trólebus ficou bastante prejudicada na capital paulista dado o sucateamento desta frota. As quebras constantes, os cabos que soltam da fiação, a falta de manutenção da rede elétrica levam muitos paulistanos a ver estes veículos como um transporte velho e barulhento. Reclamam do trólebus quando deveriam criticar os administradores da cidade que abandonaram este sistema.

Li nesta semana, no Blog Ponto de Ônibus, escrito pelo colega jornalista Adamo Bazani, porém, que a cidade, em breve, receberá um trólebus capaz de mudar a visão dos paulistanos. Na terça-feira, dia 6 de setembro, chegou a garagem da Himalaia Transportes, única a operar estes veículos na cidade, que atua na zona leste, uma versão mais moderna destes ônibus elétricos. De acordo com a descrição feita por Marcos Galesi, do Movimento Respira São Paulo e colaborador do Blog, os novos carros com 12 metros de comprimento, além das vantagens já conhecidas, como emissão zero de poluentes, se destacam pelo nível de ruído muito baixo. Internamente também têm avanços com mais conforto, corredores que permitem melhor circulação interna de passageiros, saídas de emergência mais práticas, controles mais modernos para o motorista e espaço para cadeira de rodas e cão guia.

Leia mais no Blog Adote São Paulo, da revista Época SP

Na mesa diretora da Câmara, decisões para a cidade

 

Plenario da CMSP

O futuro da cidade de São Paulo passa pela mesa diretora da Câmara Municipal. A afirmação pode parecer um tanto exagerada, mas foi a percepção que Danilo Barbosa teve ao assistir à reunião, aberta ao público, nesta semana.

Antes de seguir, um parêntese se faz necessário. Danilo não é um cidadão comum, por mais que pense ser. Faz parte do Movimento Voto Consciente, olha criticamente as medidas que afetam a nossa vida e tem sempre uma pergunta a mais a fazer, muitas vezes desconcertante. Fechado o parêntese, sigo na minha linha de pensamento. Ou melhor, na dele.

A mesa diretora é composta por oito vereadores, do presidente da Casa ao Corregedor, com nomes escolhidos no voto pelos próprios parlamentares. A barganha para conquistar uma vaga na Mesa é complexa e move com interesses de partidos políticos e passe até mesmo pela sucessão municipal. Veja, por exemplo, a importância que pode ter o cargo de presidente da Câmara Municipal, atualmente ocupado por José Police Neto (ex-PSDB e sem partido). Lembre-se, ainda, da disputa acirrada – com direto a socos e pontapés – que marcou a última eleição.

Na nova legislatura, por pressão das organizações não-governamentais e demais movimentos sociais, se decidiu por abrir os encontros da Mesa Diretoria ao cidadão. Nesta brecha é que aparece a constatação de Danilo Barbosa que se surpreendeu com a riqueza dos temas debatidos no último encontro: “Confesso que fui lá apenas para assistir à apresentação de resultados (da Câmara Municipal) do mês passado. Mas aprendi que a atividade da Mesa hoje é uma fonte de idéias e ações para melhorar a cidade, e como tal muito importante para quem se interessa por São Paulo” – escreveu no Blog do Voto Consciente.

Vejamos, então, alguns dos assuntos:

1. A Ouvidoria da Câmara pretende implantar um Sistema de Proteção e Defesa dos Usuários de Serviços Públicos para cuidar da qualidade e tempo de atendimento ao cidadão;
2. Será lançada a Câmara Municipal itinerante que realizará sessões e audiências nos distritos da cidade facilitando o acesso das comunidades ao legislativo;
3. O site da Câmara começa a ser adaptado para atender às exigências da lei complementar 131/2009 que obriga todos os poderes a publicar, em tempo real, suas receitas e gastos, desde a emissão da nota de empenho para a compra até o pagamento;
4. Pretende-se promover Planos de Bairros por toda a cidade, identificando as necessidades de cada uma das regiões e mapeando soluções para os problemas, semelhante ao que foi realizado em Perus, na zona norte da capital;
5. Estuda-se a digitalização dos processos internos da Câmara substituindo boa parte dos documentos e registros mantidos, atualmente, em papel e agilizando a troca de informações.

No texto de Danilo Barbosa sobrou para nós jornalistas. Ele critica a cobertura dos meios de comunicação que não acompanham as reuniões da Mesa Diretora, fontes de pauta, segundo se nota na relação apresentada acima. Havia apenas uma rádio da Capital – ele não cita qual era – e o repórter da Rede Nossa São Paulo, que tem a função de relatar o que acontece na Câmara. Ao contrário do que se vê no Congresso Nacional, as redações não mantém mais setoristas nos legislativos, municipal e estadual – com as exceções de praxe. Faltam gente e interesse. E isto, sem dúvida, permitiu que muitas das Casas do Povo se aproveitassem da ausência da fiscalização e se transformassem em Casas da Mãe Joana. Foi o afastamento a sociedade, também, que gerou este fenômeno. Atualmente, são as entidades sociais, como Voto Consciente, Rede Nossa São Paulo, Instituto Ágora e Adote Um Vereador, que têm fiscalizado a ação parlamentar e levado ao noticiário parte das irregularidades cometidas.

Não sei se ratifico a tese de que o futuro da cidade passa pelos temas tratados na Mesa Diretora. É certo, contudo, que o Parlamento não é formado apenas por projetos sem nexo como o Dia do Orgulho Heterossexual, o que obriga veterinários dentro de açougue ou proíbe a venda de produtos fatiados. Existem iniciativas que podem mexer na qualidade de vida do cidadão, porém a falta de controle sobre os atos da Casa, muitas vezes, faz com que estas sejam esquecidas e, em nome do agrado a todos os vereadores, projetos de lei sem nenhum impacto ocupem a pauta no plenário. Perda de tempo e desperdício de dinheiro. É bom mesmo que haja pessoas atentas ao que acontece por lá e nos alertem sobre as más e as boas coisas que acontecem no legislativo.

Caça a motorista bêbado tem de ser predatória

 

Por Milton Ferretti Jung

Acidente de trânsito e carro clonado

A caça a motoristas que dirigem alcoolizados os seus veículos está se tornando, me permitam a expressão, cada vez mais predatória. Esta é, sem dúvida, uma boa notícia. São Paulo deu ao país um bom exemplo quando o governo estadual mandou à Assembléia Legislativa projeto visando a impedir que, em pontos comerciais, sejam vendidas bebidas alcoólicas, oferecidas ou que o seu consumo seja permitido a menores de 18 anos. No Rio Grande do Sul há uma idéia ainda mais abrangente. Pais e responsáveis também ficariam proibidos de deixar crianças e adolescentes beberem em sua companhia. Na lei paulista, apenas o proprietário do estabelecimento vendedor é responsabilizado. Uma equipe multidisciplinar, liderada pela Secretaria Estadual de Justiça e Direitos humanos gaúcha, pretende apresentar um projeto de lei acerca do tema em fins de setembro.

Mas tem mais. Tenho certeza de que meus leitores, se é que os possuo, já leram ou ouviram notícias sobre projeto aprovado na Câmara dos Deputados segundo o qual se proíbe que bebidas alcoólicas sejam transportadas nas cabines de veículos. Essas, então, apenas poderão ser levadas no porta-malas. Nada impedirá, porém, que um motorista “sedento” pare o veículo que dirige e abra uma das garrafas guardadas no maleiro. A referida lei é daquelas de difícil fiscalização. Foi Edson Lobão, hoje Ministro de Minas e Energia, quando senador, o autor do projeto que data de 2002. Não foi especificado por ele se as garrafas devem obrigatoriamente estar lacradas. Vá lá, o condutor do veículo não pode beber, mas e os passageiros? Seja lá como for ,a propostas volta ao Senado e necessitará de aprovação da presidente Dilma.

Vou insistir num dos pontos que já abordei em postagens antigas que tratavam de trânsito: nada resolverá os excessos tanto de ingestão de bebidas alcoólicas quanto de velocidade, nas estradas e nas ruas, se desde a mais tenra idade as crianças não forem educadas, em casa e na escola, a respeitar as leis. Por outro lado, as punições impostas aos maus motoristas, especialmente os bêbados, têm de ser revisadas. Hoje, quem comete um acidente por estar sob efeito de alcool e provoca a morte de alguém, é julgado por cometer crime culposo, quando o mais correto seria ser punido por crime doloso.

N.B: No homicídio culposo, sem intenção de matar, o motorista é julgado por um juiz. Se condenado, pode pegar de dois a quatro anos de prisão. A habilitação pode ser suspensa por um ano. No homicídio doloso, intencional, o motorista vai a júri popular. Se condenado, a pena é de 6 a 20 anos. A pessoa pode perder o direito de dirigir.

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Câmaras preparam farra de vereadores em 2013

 

As câmaras municipais não têm poupado esforços para aumentar o número de vereadores na próxima legislatura. A última capital a mudar a composição da Casa foi Recife que passará de 37 para 39, em 2013. Os 26 vereadores que estiveram presentes na sessão, no início da semana, aprovaram a ampliação de cadeiras, em primeira votação. Ninguém tem dúvida de que a decisão será mantida na segunda votação, dentro de uma semana.

O aumento no número de vereadores foi ainda mais considerável na Câmara Municipal de Marília, interior de São Paulo, que terá 21 parlamentares em vez dos atuais 13, de acordo com decisão tomada nesta semana.

O fenômeno da multiplicação de vereadores tem como base o artigo 29 da Constituição Federal, que ganhou nova redação com a emenda federal nº 58, de 2009, aprovada pelos partidos políticos no Congresso Nacional. A composição dos legislativos muda conforme a população; e as cidades estão dividas em 24 faixas, a primeira que prevê no máximo 9 vereadores para municípios de até 15 mil habitantes e a última, 55 vereadores para municípios de mais de 8 milhões de habitantes, onde se encaixa a cidade de São Paulo.

Interessante verificar que os municípios não tem obrigação de alcançar o limite máximo de vereadores, assim como não há um limite mínimo, de acordo com a Constituição. As Câmaras tem autorizado o aumento com a justificativa de que o cidadão estará mais bem representado no legislativo. Escondem uma outra verdade: com mais vagas na disputa da eleição, em 2012, diminui o coeficiente eleitoral e fica mais fácil eles se elegerem (ou reelegerem). No Recife, por exemplo, para conseguir uma cadeira no parlamento, o partido precisava de cerca de 15 mil votos, bastam agora 12 mil.

A promessa de que não haverá aumento de custos para a cidade também não se sustenta. Apesar de os municípios terem limites máximos para gastar com às câmaras municipais – cidade com até 100 mil habitantes pode gastar até 7% do Orçamento e com mais de 8 milhões até 3,5% – muitos tendem a usar apenas 60% do valor permitido, mas com o aumento no número de vereadores baterão no teto, com certeza.

Aquelas cidades que já gastam o que podem serão levadas a aumentar a arrecadação para sustentar as Câmaras sem extrapolar o percentual autorizado. Portanto, não se assuste se, assim que os vereadores da sua cidade aprovarem o aumento no número de vagas, aprovem, também, o aumento no IPTU.

Uma farra com dinheiro público.

Sete de setembro: Dia do Grito contra a corrupção

 

Carlos Magno Gibrail

Jaqueline Roriz conseguiu que a maioria de seus colegas, ou comparsas, deputados eleitos pelo povo brasileiro, acobertados pelo voto secreto, votassem pela não cassação de seu mandato.

Diante da série intensa de casos de corrupção, eis que as excelências de Brasília inovam ao desconsiderar o velho ditado de que uma imagem vale mais do que muitas palavras. E, foram adiante, alegaram que a cena do crime mostrada pela câmera que registrou o fato – a cidadã Roriz recebendo dinheiro – era anterior ao seu mandato.

É argumento ao revés, pois um fato anterior de tal gravidade deveria reforçar o engodo que foi levado aos 100mil cidadãos que votaram nesta senhora. Certamente currículo deste nível para os eleitores seria considerado suficiente para não elegê-la.

Esta corrupção endêmica, não é especialidade nacional. Pelo menos ainda não tivemos político imitando Berlusconi, que chamou a Itália de país de m—-, como se a nação fosse como alguns deles. Mas, isto não é consolo, e muito menos motivo para não reagirmos.

A senhora Roriz deverá contribuir para mudanças éticas e práticas.

“João Ubaldo Ribeiro no Estadão sugere uma “Reforma na corrupção”, estabelecendo um Fundo Nacional de Governabilidade Sustentável”, para substituir o mensalão e as trocas-trocas, chamadas de sistemas de barganhas e concessões. Fina ironia, para sistematizar o crime, já explícito.

Tutty Vasques não se conforma com o sorriso da “loira da farra do dinheiro”, pois acha que é indefinível por que alguns meliantes cobrem o rosto diante das câmeras e alguns o mostram.

Para quem estiver disposto a se manifestar contra políticos e afins, hoje, Sete de Setembro, Dia do Grito, haverá manifestações públicas. Já no domingo, a jornalista Isadora Perón informou que pela convocação só do Facebook mais de 75 mil internautas tinham confirmado presença.

Currículos e imagens podem ser ignorados pela maioria dos deputados, mas certamente eles não serão ignorados pela maioria dos brasileiros.

(Veja aqui onde serão realizadas manifestações de combate à corrupção)

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

Combate à corrupção: calendário de manifestações

 

Está indignado com a corrupção. Ficou incomodado com a absolvição da Jaqueline Roriz. Acha que tá na hora de dizer o que você pensa. Não aguenta mais ver Desfile Militar no Sete de Setembro. Ou está sem programa para este feriado. Seja qual for o motivo, participe das manifestações nesta quarta-feira pelo Brasil. Para ver onde e a que horas será a concentração onde você mora ou debater o tema nas redes sociais, clique no nome do seu Estado e cidade:

ACRE – RIO BRANCO
Coreto da Praça da Revolução (Plácido de Castro) – Centro
15h00


ALAGOAS – MACEIÓ

Praça Multieventos da Pajuçara
13h00

BAHIA – SALVADOR
Em frente a Câmara de Veradores
13h00

BAHIA – ILHÉUS
Catedral de São Sebastião
13h00


DISTRITO FEDERAL

Ao lado do Museu Nacional
10h00

ESPÍRITO SANTO – VITÓRIA
Avenida Getúlio Vargas
13h00

GOIÁS – GOIÂNIA
Praça do Trabalhador até a Praça Cívica
13h00


MARANHÃO – SÃO LUIS

Praça Deodoro em frente à biblioteca Benedito Leite
13h00


MATO GROSSO – CUIABÁ

Praça das Bandeiras
13h00


MATO GROSSO DO SUL – CAMPO GRANDE

Praça Ari Coelho
13h00

MINAS GERAIS – BELO HORIZONTEL
Praça da Liberdade Hotel
12h00


MINAS GERAIS – ALFENAS

Saída do Centro Vivencial (Antiga Rodoviária)
9h00

MINAS GERAIS – UBERABA
Calçadão da rua Artur Machado
10h00


MINAS GERAIS – UBERLÂNDIA

Praça Tubal Vilela
8H00

MINAS GERAIS – ITAJUBA
Em frente a Câmara Municipal – Praça da Amélia Braga, 45
9H00

PARÁ – BELÉM
Avenida Presidente Vargas, próximo da Estação das Docas
9h00

PARANÁ – CURITIBA
Praça Santos Andrade
13h00

PARANÁ – LONDRINA
Avenida Leste Oeste próximo ao Terminal (local do desfile)
8h00

PARANÁ – CASCAVEL
Calçadão em frente a Matriz
13h00

PERNAMBUCO – RECIFE
Praça Oswaldo Cruz
9h00
Marco Zero (praça Rio Branco)
13h00

RIO DE JANEIRO – CAPITAL
Câmara dos Vereadores
9h00
Tribunal de Justiça dop Estado do Rio de Janeiro
11h00
Câmara dos Vereadores
14h00

RIO DE JANEIRO – PETRÓPOLIS
Praça Rui Barbosa
13h00

RIO GRANDE DO SUL – PORTO ALEGRE
Monumento Açorianos
9h00

RIO GRANDE DO SUL – CARAZINHO
Praça Abilio Hillebrand
15h00


SANTA CATARINA – FLORIANÓPOLIS

Trapiche Beira Mar
14h00


SANTA CATARINA – JARAGUÁ DO SUL

Praça Angelo Piazera
13h00


SANTA CATARINA – JOIVILLE

Em frente ao Shopping Muller
13h00

SANTA CATARINA – BALNEÁRIO CAMBURIU
Praça Tamandaré
13h00

SÃO PAULO – CAPITAL
MASP
9H00
14H00

SÃO PAULO – SANTOS
AVvenida Vicente de Carvalho
13h00
SÃO PAULO – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Parque Vicentina Aranha
9h00

SÃO PAULO – MAIRIPORÃ
Praça da Antiga Rodoviária
13h00

SÃO PAULO – CAMPINAS
Centro de Convivência
15h00

SÃO PAULO – SÃO CARLOS
Praça Coronel Salles
13h00

SÃO PAULO – SANTO ANDRÉ
Praça IV Centenário

SÃO PAULO – ITU
Praça Souza

SÃO PAULO – BAURU
Vitória-Régia

SÃO PAULO – RIBEIRÃO PRETO
Praça XV
9h00


Leia mais sobre as maifestações no post “Sociedade no combate à corrupção”

Empresário reclama de falta de apoio à tecnologia verde

 

A falta de incentivo para o desenvolvimento de tecnologia verde é reclamada por um dos sócios da primeira empresa brasileira a produzir painéis e placas solares com a finalidade de produzir eletricidade. Milton Machado, da Solar Solution, explica que o equipamento é feito de material plástico e há necessidade de importar as células fotovoltáicas da China. “O único incentivo que temos é a isenção do ICMS sobre a importação dessas peças, fora isso nenhuma ajuda dos governos federal e municipal”.

Milton escreveu e-mail para o Jornal da CBN após ouvir minha conversa com o Sérgio Abranches, no Ecopolítica, no qual comentávamos sobre a necessidade de se investir em tecnologia verde. Ele queria mostrar as barreiras que ainda se precisa superar para que se desenvolva uma indústria robusta neste segmento, no Brasil.

As placas solares e geradores eólicos, fabricados pela Solar Solution, alimentam baterias estacionárias de 12 volts e, posteriormente, são transformadas em 110 ou 220 volts em corrente alternada para utilização geral. Apesar destas restrições, além das placas de 70 e 140 watts , a empresa também fabrica lâmpadas LEDS.

O Nascimento da Excelência

 


Por Cesar Cruz
Ouvinte-internauta da CBN

Imagino que deva ser uma experiência única presenciar o momento exato em que um prodígio, um gênio, dá o seu primeiro passo em direção à imortalidade. Fico imaginando quem foi o felizardo a presenciar as pinceladas iniciais de um Van Gogh, a primeira criação de um Da Vinci, ou os acordes prematuros do pequeno Beethoven… Ah, eu daria dias da minha vida para presenciar algo assim! Mas a verdade é que gênios são raros. A iniciação dos comuns, como eu e você, é o que mais nos interessa.

Nós, os comuns, temos que começar bem cedo a praticar se quisermos alcançar algum nível de excelência em nossos ofícios. Os atletas começam muito cedo; dizem que os ginastas, aos 4 anos, já ensaiam suas primeiras cambalhotas nos ginásios. E é justamente com essa precocidade que estão sendo treinados alguns segmentos profissionais atualmente.

Veja, por exemplo, a prematuridade dos meliantes no quesito iniciação. É de se tirar o chapéu! É dessa forma que precisamos preparar os nossos filhos para o futuro!

O que aconteceu à minha mulher num dia desses é um bom exemplo a ser seguido.

Ao parar o carro em um semáforo da Rua do Lavapés, no Cambuci, ela ouviu um aviso de assalto:

— Aí tia, seguinte: isso é um assalto, eu não quero machucar a senhora, é só entregar tudo.

Minha mulher olhou na direção da janela e não havia ninguém ali. De onde teria vindo aquela voz? Observou com mais atenção e percebeu que na porta repousavam duas mãozinhas e uma carinha miúda, apoiada pelo queixo.

— Que foi, menino?

Segundo a Vanessa, o pequeno meliante teria quando muito uns 5 anos, e com ele não havia nada que pudesse ser apresentado como arma. As sobrancelhas apertadas no centro da testa e o olhos espremidinhos, eram o resultado do esforço do menino em intimidá-la.

O garotinho repetiu exatamente a mesma frase, no mesmo uníssono monótono, sem pausas, como num mantra:

—Aí-tia-seguinte-isso-é-um-assalto-eu-não-quero-machucar-a-senhora-é-só-entregar-tudo.

— Não tenho nada não, menino! — disse ela, firme.

— Então me dá o rádio.

— Imagina!

— E aquela lupa ali? — e apontou um dedinho pros óculos de sol no console.

— De jeito nenhum!

A inadequada máscara de bandido já começava a se diluir, e, sem se dar conta, o pequeno assaltante voltava a ser uma simples criança.

— E aquilo ali? — agora curioso e pedinte.

— Não meu bem, aquilo ali é pra titia trabalhar.

A essa altura minha mulher já tinha assumindo aquela universal maternidade que todas as mulheres parecem ter com as crianças. Então se inclinou, pegou algo no porta-luvas e deu na mãozinha do menino

— Toma essa balinha.

O semáforo abriu e ele correu. Pelo retrovisor ela pôde vê-lo enfiando a bala na boquinha e saltitando até a calçada, naqueles pulinhos típicos dos meninos pequenos. Fora se reunir com os maiores, de 12, 15 anos que observaram toda a sua iniciação e certamente teriam comentários técnicos a fazer, sugerir pequenos ajustes, propor mais firmeza…

Apesar de tragicômico, o episódio reserva-nos uma grande lição: os profissionais do futuro já estão praticando desde pequenos, e em simuladores reais! É por isso que os nossos policiais, que entram na Academia já adultos e em poucos meses já são colocados nas ruas, nunca se mostram aptos a combatê-los.

Quanto à minha mulher, foi para casa agradecendo a Deus por ter sido vítima de um simples treinamento. Mas aquele que cair nas mãos do pequeno aprendiz daqui a alguns anos, certamente não terá a mesma sorte.