Candidato ao Senado, Moacyr Franco chuta o balde

 

O candidato ao Senado pela coligação PSB-PSL e cantor Moacyr Franco acusa o comando da campanha de “mutilar” e “censurar” sua mensagem na propaganda eleitoral que vai ao ar, no rádio e na TV. Ele reclama que a fala dele foi substituída pelo discurso do candidato ao Governo, Paulo Skaf.

Moacyr Franco já havia criticado a coligação por ter perdido o horário da entrevista que estava marcada na série organizada pelo CBN SP. Ao se referir ao PSL, pelo qual saiu candidato ao Senado, disse que era “um partideco”. Além disso, falou que não conseguia ser recebido pelo candidato Paulo Skaf, pois pretendia pedir ajuda financeira para fazer a campanha.

Sem ter sucesso no contato com Skaf e comandantes da Coligação Preste Atenção São Paulo, resolveu escrever uma carta pública que reproduzo a seguir:

Prezados senhores,

Estou há 13 dias batendo de porta em porta tentando junto ao comando de campanha da coligação” PSB – PSL, explicação para a substituição da minha mensagem como Candidato a Senador, por discursos do Candidato a Governador (competentíssimo), como os senhores sabem entrei nesta corrida eleitoral exclusivamente pela oportunidade de usar 30 segundos nas 3 mídias para alertar os brasileiros para o perigo que corre a vida humana, o futuro dos nossos filhos e netos, pouco me importando vencer ou perder esse pleito, a propósito o discurso que gravei começa assim:

EU NÃO QUERO QUE VOCÊ ME ELEJA, EU QUERO QUE VOCÊ ME ESCUTE, e não da forma mutilada, censurada que o “comando” mandou para a exibidora. Estou fora do ar e ninguém sequer me atende. Seria isto de fato uma eleição ou uma corrida do saco, uma rinha de galos onde árbitros corruptos decidem quem ganha, quem morre?
 
Contando com seus habituais sensos de justiça e honestidade aguardo providências antes que acabe a campanha.

Atenciosamente,

Moacyr Franco

Monotrilho é mais caro e menos eficiente, diz economista

 

Após cinco anos sem investir em corredores de ônibus, a prefeitura de São Paulo tem expressado sua paixão pelo sistema de monotrilho. Neste blog, falamos recentemente sobre a intenção de se colocar um desses no bairro do Morumbi. Hoje, a Câmara Municipal realizou audiência pública para debater o tema.

Antes do encontro, o economista e consultor Cícero Yagi disse ao CBN São Paulo que é um erro investir em monotrilho quando se sabe que ônibus rodando em corredores podem levar mais passageiros e custar três vezes menos. Ele calcula que o monotrilho leva 30 mil pessoas por hora, enquanto ônibus biarticulados e em pistas segregadas chegam a transportar 40 mil pessoas/hora.

Integrante do Movimento Nossa São Paulo, Yagi entende que a cidade de São Paulo teria de se preocupar, primeiro, em reestruturar as linhas de ônibus que no atual modelo são caras e ineficientes. Outra vantagem na construção dos corredores é o menor impacto urbanístico em relação ao monotrilho.

A maldição da cadeira

 

Por Nelson Valente

Em campanha eleitoral, Jânio Quadros visita o Palácio e encontra o presidente do STF.

– Nesta cadeira será diplomado um dos três candidatos à Presidência – disse-lhe o ministro Nelson Hungria.

– E o senhor ainda tem dúvida sobre qual será ele? – respondeu-lhe Jânio.

O fotógrafo, atento ao diálogo, convida Jânio a sentar na cadeira.

Ele recusa, dizendo:
– Dá azar! – batendo na mesa de madeira ao lado.

Prevenir e investigar, pede especialista em segurança

 

São Paulo tem de ter uma polícia com capacidade de investigar, atendimento competente nas delegacias e ações de prevenção. Em resumo, é o que pensa a coordenadora-adjunta do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Nancy Cardia, entrevistada pelo CBN São Paulo para identificar temas que devem ser debatidos pelos candidatos ao Governo do Estado.

Nancy Cardia entende que houve uma queda expressiva no número de homicídios no Estado, mas a solução dos crimes ainda tem índices muito baixos. Para melhorar o trabalho de investigação, ela diz que é preciso investimento em treinamento e tecnologia. Não esquece, também, de chamar atenção para o trabalho dentro do sistema prisional

Ouça aqui a entrevista com Nancy Cardia, da USP

As entrevistas que o CBN São Paulo tem realizado, nesta semana, têm a intenção de estimular o ouvinte-internauta a refletir sobre assuntos que interferem na sua qualidade de vida para que sirvam de base para a série com os candidatos ao Governo que se inicia no dia 8 de setembro, quarta-feira que vem.

Você pode participar enviando agora sua pergunta para milton@cbn.com.br ou publicando sua mensagem aqui no Blog do Mílton Jung

Vereadores criticam avaliação de mandato

 

Os vereadores de São Paulo que disputam vaga nesta eleição preferiram colocar em dúvida a qualidade da avaliação feita pelo Movimento Voto Consciente em lugar de explicar os motivos que os levaram a ter baixo desempenho no 1 ano e meio de legislatura. O jornal Estadão procurou os 17 parlamentares que tiveram seus mandados avaliados pela ONG e reproduziu em sua edição impressa o que cada um deles falou – ou não – do assunto:

Vereadores justificam notas

Avalanche Tricolor: Nem que seja no grito

 

Grêmio 1 x 0 Guarani
Brasileiro – Olímpico Monumental

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O centenário do Corinthians tomou conta do noticiário esportivo, nesta quarta-feira. A festa preparada pelo clube à sua torcida encheu o Vale do Anhangabau, na noite passada e virou a meia-noite. As emissoras de Tv, em especial os canais especializados, entrevistaram corintianos ilustres, remexeram em seus arquivos e prepararam programas especiais. Poucos gols foram tão repetidos como o de Basílio, em 1977.

E aqui começa a explicação pelo parágrafo acima estar dedicado a um outro clube que não o Imortal Tricolor.

Foi em 1977, também, que assisti ao primeiro título do Grêmio em sã consciência. A última conquista havia sido em 1968 e eu, muito menino, ainda não tinha o futebol entre minhas prioridades. Se em São Paulo, o Corinthians encarava 23 anos sem vencer o campeonato estadual, no Rio Grande do Sul, estávamos há oito anos na fila. E sempre perdendo para o mesmo adversário – mesmo quando jogávamos melhor. Tempos difíceis aqueles.

Alguém dirá que difícil é a fase que enfrentamos atualmente. Desde a derrota na semi-final da Copa do Brasil, o time perdeu o rumo, se distanciou de sua história, ficou pequeno apesar de seu elenco. As más línguas e o olho gordo chegaram a desenhar uma queda para a segunda divisão, apesar de faltarem tantos jogos até o encerramento do Brasileiro.

A situação realmente não é simples. Mesmo este espaço que costuma encontrar em pequenos casos grandes histórias para enaltecer o Grêmio tem andado desconfiado do desarranjo que o time vem enfrentando. Problemas que não se resumem aos jogadores e ao comando técnico. Que se iniciam na administração do clube com repetidos erros de decisões.

Nada se compara, porém, aqueles anos que antecederam 1977. O Grêmio era um time de poucas pretensões, por maior que fosse a alegria de vencer um Gauchão. Contentava-se em derrotar o adversário mais próximo e assistir aos jogos do Campeonato Brasileiro com jeito de quem era apenas um coadjuvante.

Nossa história começou a mudar naquele ano. Ali começamos a construir a consciência de que éramos muito maior do que imaginávamos. Que nossas fronteiras teriam de ir além da bacia do rio Uruguai. E se iniciou a trajetória a caminho da conquista do Mundo.

Toda vez que o gol de Basílio era repetido na tela da TV ou a sua narração era reproduzida no rádio, hoje, eu teimava em lembrar do gol de André Catimba, no estádio Olímpico.

Agora à noite, quando assisti ao Grêmio vencer por apenas um a zero tentei encontrar em campo resquícios daquele time, quem sabe em mais um exercício da minha alucinação revelada na Avalanche Tricolor do domingo passado.

Se entre os jogadores que se esforçaram para alcançar este resultado não tive sucesso nas minhas pretensões, ao menos a torcida me ofereceu uma bela oportunidade ao tomar boa parte das arquibancadas e gritar pelo seu time independentemente da apresentação que este fazia.

E foi nela que encontrei não apenas uma relação com aquele título de 1977 mas a certeza de que nós seremos capazes de superar mais esta fase. Nem que seja no grito.

Declaração de princípios com fim

 

Por Carlos Magno Gibrail

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Sou contra o Tiririca na política, na televisão e no mensalão.

Sou contra o Timão ter estádio aprovado sem projeto, o Ricardão ser imperador numa democracia, o Orlando Silva não ser cantor e ser um enganador, a Odebrecht ser entidade beneficente não transparente enquanto a Santa Casa tão carente passa a ser inadimplente.

Sou contra a democracia que pela liberdade obriga o voto, o candidato que pela lei pode negar o nome do patrocinador, o senador que pela ordem da casa pode criar ato secreto, o deputado que no final de mandato pode gastar o dinheiro do povo para arrecadar voto, o vereador que não sabe ler, falar, escrever, mas vota pela educação e pela alimentação das crianças das cidades.

Sou contra a ficha limpa que não é obrigatória, numa sociedade de notória impunidade.

Sou contra todas as entidades do futebol, que praticam a autocracia e a oligarquia na direção, na organização, na arbitragem, mas acima de tudo são monárquicas no comando único e quase perene dos dirigentes máximos.

Sou contra a democracia que permite que através do Congresso sejam aprovadas leis para legalizar desmatamentos objetivando beneficiar grupos econômicos.

Sou contra o mata-mata quando se pode fazer campeonato de pontos corridos, de gol valer mais em virtude de mando de jogo, de árbitros amadores, mas deuses porque tem poderes absolutos para salvar, para matar e para roubar, como nos velhos tempos dos gladiadores.

Sou contra os advogados que se metem nas outras profissões desregulamentando-as, ou que tratam de conservar o corporativismo, ou que pretendem tratar dos próprios benefícios no poder judiciário promovendo aumentos salariais e mantendo férias e outros direitos restritos aos seus pares, ou exigindo quotas para negros em desfiles de moda, mas não se preocupam em dar o exemplo e fazer primeiro nos organismos jurídicos.

Sou contra a democracia que permite a censura à imprensa, principalmente pedida por famílias notórias de coronéis da oligarquia dos primórdios da nação, mas de atuação efetiva nos tempos modernos do Brasil oitava potência econômica mundial.

Sou contra a democracia que permite gasto livre nas eleições e acima de tudo sem identificar doador e candidato.

Sou contra a democracia que permite que as entidades criadas para controlar as prestadoras de serviços básicos como saúde, energia, comunicações etc. passem a ter diretores vindos dos próprios setores, ou seja, raposas no galinheiro.

Sou contra o poder externo interferir no bom andamento da política, dos esportes, da imprensa; empresas privadas agindo em lobbies, TVs interferindo em esportes, governantes se intrometendo na imprensa afastando jornalistas por críticas feitas.

Sou contra a democracia que não é democrática, apenas e tão somente autocrática e coercitiva, e a sociedade comportamentalista não cognitivista.

Sou contra finalmente, mas momentaneamente porque a lista não tem final, apenas fim, o Carlos Heitor Cony se ele me processar pelo plágio da sua forma aqui apresentada e furtada de seu artigo recente na Folha De São Paulo.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung

Os Mosqueteiros que levaram o Corinthians adiante

 

Com torcedores no teto e jogadores abrindo caminho para ele passar, os ônibus que fizeram parte da história do centenário do Corinthians estão nesta reportagem especial.

Por Adamo Bazani

Um time como o Corinthians que neste 1º de setembro completa 100 anos tem muitas marcas, símbolos, mascotes e tradição. O setor de transportes, sempre relacionado a economia, ao comportamento e aos costumes da sociedade, também imprime sua marca no esporte. Na história corintiana, de maneira emblemática. Todos os ônibus do clube são batizados com o nome de um dos símbolos da equipe: Mosqueteiro.

Há duas versões para o mosqueteiro ter se transformado em símbolo do Corinthians. Uma diz que veio do autêntico D’Artagnan, personagem do escritor francês Alexandre Dumas. Em 1913, o clube participou da Liga Paulista de Futebol ao lado do Germânia, Americano e Internacional, considerados os Três Mosqueteiros do futebol de São Paulo. Com a entrada, o Corinthians seria o quarto mosqueteiro.

A outra versão é de que em 1929, na sua primeira partida internacional, o Corinthians venceu os argentinos do Club Sportivo Barracas, fundado em 1913, que fazia amistosos entre o Rio e São Paulo. Os paulistas venceram por 3 a 1. No dia seguinte, no jornal “A Gazeta” o jornalista Thomas Mazzini colocava como título: “Corinthians vence com fama de Mosqueteiro”.

Seja qual for a versão real, o fato é que mosqueteiro remete a imagem de alguém, ágil, forte e útil … atributos ideais para um ônibus.

Assim, nos anos de 1960, quando o Corinthians comprava um veículo próprio para o transporte de jogadores e demais funcionários rumo aos estádios, treinos e demais compromissos, os integrantes do time tiveram a ideia de dar ao imponente ônibus o nome do símbolo do clube.

E a era dos Mosqueteiros do Corinthians começou com grande estilo. O Mosqueteiro I, restaurado pelo clube, é um veículo de carroceria Caio, modelo Gaivota, sobre chassi Mercedes Benz O 355. O ônibus era um luxo só e bem inovador para a época. A começar por suas linhas futuristas, aproveitando bem os ângulos e áreas arredondadas. O Caio Gaivota foi lançado no Salão do Automóvel em 1966. Nele, estavam presentes itens até então impensáveis em ônibus, como banheiro, bar, iluminação individual para leitura, carpete e cinto de segurança.

O ônibus foi um campeão de vendas e digno para transportar um time campeão. O Mosqueteiro I levou grandes craques e participou de momentos de glória do time fundado no Bom Retiro, região central de São Paulo.

Várias vezes, o ônibus foi invadido, cercado por fanáticos torcedores que chegaram até a pegar uma carona no teto em momentos de maior euforia. É o que retrata a primeira foto do álbum que você vê neste post que faz parte do acervo deste repórter, guardada há anos. Foi na invasão ao Maracanã, quando em 5 de dezembro de 1976, cerca de 70 mil torcedores viram o time vencer de maneira triunfal o Fluminense. A partida no tempo normal ficou em 1 a 1. Nos pênaltis, o time paulista superou o tricolor do Rio por 4 a 1 com gols de Neca, Ruço, Moisés e Zé Maria.

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É preciso um plano estadual de educação, diz mestre

 

O sistema público de educação no Brasil está reduzido a atividade escolar, quando deveria contemplar diferentes agentes da sociedade como a família e os próprios meios de comunicação. A opinião é do professor da Faculdade de Educação USP, especialista em gestão democrática e políticas públicas, Elie Ghanem, entrevistado pelo CBN São Paulo. Nossa conversa faz parte da série que pretende levantar temas para pautar as entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado, que começam no dia 8 de setembro, próxima quarta-feira.

De acordo com Ghanem, os governantes devem ser mobilizados a pensar nas práticas educacional e transformar em permanente o debate sobre o ensino público. “São Paulo precisa criar uma Plano Estadual de Educação”, sugeriu.

Questionado sobre a progressão continuada que se transformou em uma espécie de bode expiatório para os maus resultados no desempenho dos alunos, Ghanem lembrou que o sistema foi implantado sem uma discussão e preparação dos professores. “Há uma tradição de desconsiderar o magistério no debate sobre educação pública”, reclamou.

Ouça a entrevista com Elie Ghanem, ao CBN SP, e dê sua sugestão sobre o tema

Veja aqui o calendário das entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado de São Paulo