Relator explica julgamento contra vereadores cassados

 

adoteO juiz que vai relatar o caso dos vereadores Carlos Apolinário (DEM) e Gilson Barreto (PSDB), cassados em primeira instância por receberem doações ilegais na eleição de 2008, explicou ao CBN São Paulo como será o julgamento no Tribunal Regional Eleitoral. Flávio Yarshell apresentará seu voto apenas na terça-feira, não adiantou qual será sua decisão, mas comentou o parecer do Procurador Regional Eleitoral Luiz Carlos dos Santos Gonçalves que questiona a inconstitucionalidade do prazo para apresentação da denúncia e confirma o pedido de condenação dos vereadores.

Para Yarshell, a decisão em relação a estes dois primeiros casos vai balizar os próximos julgamentos, inclusive do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e da vice Alda Marco Antônio (PSDB).

Ouça a entrevista do juiz Flávio Yarshell


Leia mais em “TRE começa a julgar destino de Kassab, terça”

Vaidoso sim, vaidade não

 

Por Abigail Costa

Vaidade. Os sintomas são falta de humildade, ignorância, prepotência e outros males.

Essa é uma doença grave que atinge homens e mulheres. Em comum um cargo, uma cadeira, uma mesa e pelo menos um subordinado. Às vezes, nem isso é necessário para a manifestação da doença.

Os mais sensatos já administram a vaidade como uma epidemia.

A medicação ainda que oferecida de graça e em largo estoque geralmente não é bem aceita.

Não falo da vaidade em ter o melhor carro, em querer a roupa da moda, em desejar uma jóia no aniversário de casamento. Falo da vaidade de uma estima exagerada de si mesmo. Uma afirmação esnobe da própria identidade.

Aliado a um mísero cargo, é de chorar … de raiva.

Estava eu outro dia, começo de noite, com uma entrevista agendada. É claro, quase mais ninguém no prédio. Cheguei, indentifiquei-me, o segurança não sabia quem era e muito menos onde estava o sujeito que eu procurava. Saquei o celular da bolsa e liguei direto para o promotor.

“Minha sala é a número tal, rua F”.

Calcule: Rua dentro de um prédio. Agora, pense de como uma portaria é longe da outra. O segurança balançou a cabeça negativamente:

– “Não, ninguém poderá acompanhar a senhora sem antes falar com o assessor de imprensa”.

– “Mas o promotor disse que nós podemos ir direto!

– “Na sala dele manda ele. Aqui, mando eu”.

Na casa dos outros até estando certa, se abaixa a cabeça. Lá vamos nós, câmera, tripé, equipamento de luz, sacolas com bateria e meu sapato salto 15. Ou seria 22 ? Subimos rampas e mais rampas em busca do cara para autorizar nossa passagem. Quando encontrei, segurei a língua.

– “Não precisava vir aqui, por que vocês não foram direto?”

Descemos rampas e mais rampas, passei de novo em frente ao segurança. Ele sentiu que eu estava para estourar:

– “Só estou cumprindo a minha função”.

– “Meu senhor, isso eu entendo. Agora, a opção em me fazer de idiota é sua”.

Pra mim a vaidade não é um dos sete pecados capitais. Ela é o pecado. Fere o outro, maltrata a alma.

O pior é que o dono da vaidade sente-se orgulhoso. Quem é maltrado sente mais do que humilhação. Essa doença é tão perigosa que desencadeia na vítima uma série de sentimentos ‘não-santos’.

No mínimo, você imagina:

“Tudo bem, quando morrer esse sujeito também vai pro buraco”.

Isso se alguém empurrar.

Abigail Costa é jornalista, escreve às quintas-feiras no Blog do Mílton Jung e ai de quem decide pisar nos calos dela.

TRE-SP começa julgar destino de Kassab, terça

 

adoteO destino do prefeito Gilberto Kassab (DEM), a vice Alda Marco Antonio (PMDB) e 23 vereadores de São Paulo começa a ser decidido na terça-feira quando os juízes do Tribunal Regional Eleitoral julgam os dois primeiros parlamentares cassados por terem recebido doação da AIB – Associação Imobiliária Brasileira, em 2008. O resultado do julgamento dos vereadores Carlos Apolinário (DEM) e Gílson Barreto (PSDB), que entraram com recurso após serem cassados pelo juiz da 1a. zona eleitoral de São Paulo em novembro de 2009, deve pautar os demais casos.

O parecer do Procurador Regional Eleitoral Luiz Carlos dos Santos Gonçalves sobre o caso do vereador Carlos Apolinário é claro ao dizer que o “crime” foi cometido. Ou seja, ele recebeu doação da AIB que seria “laranja” do Secovi, sindicato que representa o setor imobiliário e está proibido de repassar dinheiro para os candidatos e partidos. Dos R$ 368 mil arrecadados por ele na campanha, R$ 100 mil vieram da associação.

Antes de julgar o mérito da questão, porém, o procurador pede que o TRE-SP discuta a inconstitucionalidade material do prazo de 15 dias incluído no art. 30-A da Lei 9.504/97 que serviu de base para a denúncia do Ministério Público de São Paulo. Ou seja, o procurador questiona o prazo para a denúncia ser feita.

Para não complicar muito, o que pode ter ocorrido é que o crime foi cometido mas a denúncia chegou tarde, depois do tempo regulamentar – no caso, em maio de 2009, bem mais de 15 dias após a posse em 1o. de janeiro daquele ano.

A afirmação pode ser precipitada, pois o parecer do procurador ainda será analisado pelo juiz Flávio Yarshell, relator dos dois casos, que apresentará seu voto e terá de convencer os demais juízes que compõem o TRE-SP. Mas a persistirem os sintomas, Apolinário e Barreto – assim como Kassab, Alda e todos os demais cassados em primeira instância – podem se livrar da punição de perda do mandato.

Pauta do dia no #CBNSP

 

CBN SPA partir desta semana você terá aqui no blog acesso às entrevistas realizadas pelo CBN São Paulo. É só clicar, ouvir, opiniar e replicar:

Fórmula Indy – A cidade de São Paulo investiu R$ 12 milhões para a realiação da Fórmula Indy no próximo fim-de-semana. O presidente da SPTuris Caio Luiz de Carvalho explicou que a prova não ocorre no autódromo de Interlagos porque o contrato com a Fórmula Um impede.

Cidadania – A webcidadania é um dos temas em discussões na Conferência Internacional das Redes Sociais que se realiza em Curitiba, de 11 a 13 de março. O integrante do Movimento Voto Consciente Henrique Parra Parra explicou na conversa com o CBN SP sobre a importância do uso da internet na mobilização da sociedade.

Educação – Projeto social prepara os adolescentes para usar a comunicação como insturumento de mobilização comunitária. O CBN SP entrevistou Rafael Lira, educomunicador e coordenador de Participação Juvenil da ONG Viração


Mais entrevistas e reportagens que foram ao ar no CBN SP, clique aqui

Grátis para todos, luxo para poucos

Por Carlos Magno Gibrail

Comabte à piratariaÉ o futuro. Pelo menos é o que Chris Anderson – editor da revista “Wired”, ganhador do prêmio “General Excellence” em 2005, quando foi “Editor do Ano” pela revista “Advertising Age”, e autor de “A cauda longa” e “Free o futuro dos preços” – prevê.

E não é tarefa difícil, pois basta um pouco mais de atenção ao nosso redor para identificarmos que empresas gigantes como Google, You Tube e Financial Times oferecem produtos grátis e mesmo assim são bilionárias. Talvez até por isso mesmo.

A degustação de produtos é o princípio básico, que evoluiu para amostras grátis de parte de produtos e serviços, em quantidade ou qualidade incompleta, ficando a seqüência para ser financiada por quem comprá-los.

Antes disso, no início do século passado a gelatina Jell-O de Frank Woodward e a lâmina de barbear de King Gillette, apenas se implantaram depois da distribuição gratuita e maciça de livro de receitas, e de acoplar ao aparelho de barbear brindes a um preço muito baixo.

Mas, isto é passado, neste início de século XXI o grátis está centrado na redução de custos e na vantagem da divulgação em massa de marca e produto. Um transistor custava, em 1961, US$ 10, hoje US$ 0,000015. Se esta proporção tivesse atingido Gillette, provavelmente ele teria que vender espuma de barba acompanhada do aparelho e da gilete grátis.

Custos baixos geram abundância, que por sua vez acarretam escassez. É uma das leis da Economia. Herbert Simon em 1971, no início da Era da Informação observou que informação em grande quantidade implicaria na carência da atenção. Quanto aos produtos, para uma grande quantidade teremos uma comoditização generalizada, acarretando preços baixos ou aquém da linha de seus custos. A água de marca, o café Premium em contraponto ao grátis servido nas empresas, são bons exemplos citados por Anderson.

www.flickr.comphotosmathieustruckE, aqui há espaço propício para lembrar Abraham Maslow que em 1943 apresentou a genial pirâmide das necessidades humanas. Preenchidas as básicas surgem novas e cada vez mais sofisticadas e intangíveis. O que corrobora o raciocínio de que a abundância e facilidade de consumo criam a perspectiva do surgimento de produtos e serviços “Top”.

Chris Anderson na “Wired” usa o que chama de modelo “freemium”. Foi o que explicou ao jornalista Sérgio Dávila, de Washington para a Folha em agosto de 2009: “O que está na www.wired.com é de graça, faturamos um pouco com a publicidade on-line, e isso levanta assinaturas para a revista, que é o nosso “Premium”. A revista é mais que palavras, é um pacote visual, com fotos, arte e um conceito de edição. De graça você não tem o pacote”. Enquanto que o seu “Free o futuro dos preços” ficou inicialmente na internet disponível para leitura e cópia, agora está no “audiobook”. Quem quiser ouve o livro todo, ou entra no site www.elsevier.com.br e lê o prólogo e o primeiro capítulo.

Sobre a pirataria, um grande mal para a economia, Chris alerta que são os piratas os primeiros a usar a distribuição gratuita. No caso brasileiro demonstrou conhecimento ao afirmar que nem toda a pirataria é real, citando o “tecnobrega”, onde os autores autorizam os camelôs para reprodução e venda de CDs sem pagamento.

No vestuário a pirataria complica mais, principalmente quando a qualidade não é grosseira. Dipa di Pietro, ex-diretor de produto da Nike e atual Diretor de Branding do GEP (Cori, Luigi Bertolli, M) nos informou que credita a visível atuação de camelôs e ruas especializadas à legislação brasileira. Branda na concepção e falha na execução. Uma pena, pois de sua experiência internacional de Nike sabe que um bom policiamento em faccionistas e pontos clássicos de distribuição levam a uma vitória sobre os piratas.

Niger RomaRestaria apenas o flanco dos consumidores, que podem até levar produtos similares, mas o luxo não irá junto. Talvez com o “Premium”, se tiver agregado ao que Manoel Alves Lima, CEO da FAL Falzone & Alves Lima, chamou de mimos e gentilezas, ao interpretar os especialistas da 99ª NRF National Retail Federation, realizada em New York no mês de janeiro e exposto em seminário na terça passada em São Paulo.

O novo paradigma do Luxo foi o tema que Alves Lima presenciou com Stephen Sadove, CEO da Saks. Este ponderou que seus consumidores buscam a exclusividade no produto e no ponto de venda, onde apenas estão disponíveis produtos que guardam valor e transferem prestígio sob marcas ícones em suas especialidades.

Para Lima, que traduz o clássico “Retail is detail” como “UMPC”, Um Muito de Pequenas Coisas, chega a este novo Luxo. É uma loja de roupas baratas disponibilizando um estilista famoso gratuitamente para ajudar as compras individuais. É um banheiro de Supermercado impecavelmente limpo com flores frescas. É uma loja de aparelhos que se dispõe entregar e instalar a compra recente, imediatamente na residência do comprador.

Hoje, temos exemplos em quantidade de produtos e serviços grátis, começando pelo rádio, datado de 1920, passando pela TV, pela internet, pelos e-mails, pelos cartões de crédito, pelas passagens aéreas. E essa relação não terá fim. O luxo virá também, mas não de todos nem para todos. Como fornecedor ou consumidor é bom ficarmos atentos. Vale a pena. Poderá ser um luxo!

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung oferecendo-nos seu conhecimento e experiência de graça. Não é um luxo !

Pauta do dia no #CBNSP

CBN SP

 

A demanda por entrevistas que foram ao ar no CBN São Paulo nem sempre é atendida no Blog. O pessoal ouve no rádio e depois quer conferir o assunto, reproduzir em seus blogs ou sites, discutir com outras pessoas o tema, mas não encontra o material por aqui.

Para atender estes pedidos, a partir de hoje vou publicar diariamente o post ” Pauta do Dia no #CBNSP” onde estarão os links para o material divulgado no programa. É escolher e clicar.

As entrevistas serão postadas no decorrer do dia e, portanto, pode ser que no momento em que você entrar no blog esta ainda não esteja por aqui. Mas lembre-se que boa parte delas já estará na página da rádio CBN São Paulo na internet.

Vamos a pauta desta terça-feira, dia 09.03:

Consumidor – Correios diz que não tem prazo para se adaptar a Lei da Entrega em vigor no estado de São Paulo desde novembro de 2009, mas que processo para se adequar às regras já se iniciou. A entrevista foi com o diretor regional dos Correios na região metropolitana José Furian Filho. Ouça, também, o que disse o diretor Roberto Pfeifer do Procon de São Paulo em entrevista ao CBN SP, na segunda-feira, 08.03.

Educação – Um estudo do Unicef mostra que na avaliação de crianças e adolescentes o acesso a atividades extras nas escolas é restrito. O CBN SP mostrou que estas ações podem ter resultados positivos no desenvolvimento dos jovens e entrevistou a diretora do Grupo Artes Simples de Teatro que está há um ano em Heliópolis, Tatiana Rehder.

Assistência Social – O programa Bolsa Família atende 110 mil famílias na cidade de São Paulo, isto significa apenas 1/3 do total de pessoas que poderiam ser beneficiadas. Para ampliar o programa, o Governo Federal repassou R$ 4 milhões à prefeitura que é responsável pelo cadastramento dessas famílias. O serviço se inciará em abril, segundo a diretora do Departamento de Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome Létícia Bartholo de Oliveira e Silva.

Trinta anos para não serem esquecidos

 

Os anos de 1950 a 1980 marcaram a profissionalização do setor de transportes no Brasil. Inovações adotadas até hoje surgiram neste período que foi crucial para a indústria e o serviço de ônibus

Caio Bossa nova, o primeiro com estrutura tubular, um grande avanço

Por Adamo Bazani

Suspensão pneumática, banheiros e poltrona-leito em ônibus; direção hidráulica, regulamentação sobre o uso de registros de velocidade, níveis de ruído e extintores de incêndio; ônibus articulados, veículos a gás natural e a álcool; ônibus de três eixos, carrocerias mais leves e linhas de grande distância.

O que hoje parece ser algo normal que sequer nos chama a atenção quando andamos de ônibus foi fruto de uma série de pesquisas e resultado do trabalho de pioneiros de empresas e fabricantes. Gente e grupos que, muitas vezes, artesanalmente, mediante as necessidades que apareceriam na operação das linhas, fabricavam componentes e soluções. Muitas destas necessidades, que antes eram itens de conforto e hoje são de série, foram trazidas por empresários e motoristas que na prática sentiam as dificuldades em operar os transportes, desde os anos 1950 – período em que era possível distinguir enormes diferenças no país: enquanto em algumas regiões a situação era de atraso, com vilarejos de estradas de barro, que apresentavam uma condição quase impossível de transporte, outras, muito próximas, já se desenhavam como grandes centros urbanos.

Dentro do contexto desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, presidente de 1956 a 1961, que construiu Brasília, levou crescimento ao Centro Oeste e impulsionou a indústria automobilística, o setor de fabricação e operação de ônibus aproveitou a onda e arregaçou as mangas.

Até os anos 1950, apesar de algumas encarroçadoras como a Grassi, já estarem constituídas no Brasil, a fabricação dos ônibus era artesanal. Na prática, não se fabricava ônibus no Brasil. Os chassis próprios para o veículo eram importados e na maioria das vezes as carrocerias eram adaptadas em chassis para caminhão, com pouco conforto para os passageiros. Neste aspecto se aliavam dois fatos que puniam quem usava ônibus: o chassi de caminhão tem feixes de mola mais duros, portanto, balançam mais. Imagine isso, então, em ruas e estradas de terra.

A partir de Juscelino, novas estradas foram construídas. Se por um lado, os ônibus começaram a viagem rumo a modernidade e ao conforto para os passageiros, por outro houve o sucateamento do sistema ferroviário, principalmente para transporte de pessoas, considerado o modal mais apropriado para atender grandes massas, com rapidez e menor poluição.

Atualmente, a indústria brasileira de ônibus é considerada uma das mais modernas do mundo. Claro, há muito ainda que aprimorar. Mas os principais problemas hoje estão no gerenciamento e operação do sistema, já que a indústria nacional apresenta soluções tão avançadas que são usadas fora do País. Algumas, aliás, não são implantadas por aqui por falta de estrutura, como combustíveis limpos e veículos de grande porte – a exemplo dos de dois andares urbanos.

Os anos de 1950 a 1980 foram cruciais no desenvolvimento dos ônibus no Brasil. E foi o período em que surgiram grandes empresas e linhas bastante extensas, algumas chegando ao exterior.

Com base em pesquisas a partir de diversas fontes, como catálogos de montadoras e encarroçadoras, propagandas de empresas de ônibus, sites especializados e vídeos, além da consulta a obras de pesquisadores renomados – cito em especial Waldemar Correa Stiel – , o “Ponto de Ônibus” se propões a trazer os fatos mais marcantes que transformaram esta indústria e a transformaram em uma das principais do mundo.

Continuar lendo →

Cemitério de aviões da Vasp

 

Restos da Vasp

Dez aviões se desmancham em uma área reservada do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e chamam a atenção da repórter Pétria Chaves todas as vezes que sobrevoa próximo do local com o helicóptero da CBN. As aeronaves são da Vasp e estão desativadas desde 2000, pelo menos. Existem mais quatro em Guarulhos e outras espalhadas pelo Brasil totalizando 27 aviões na mesma situação.

A jornalista Carolina Marcelino conversou com o advogado Alexandre Tajra, responsável pela massa falida da Vasp. Ele informou que um leilão foi realizado em junho do ano passado mas não houve interessados na compra. Em 2010, haverá mais uma tentativa e se a venda não for fechada é possível que todas estas aeronaves se transformem em sucata, disse o advogado.

Os equipamentos estão sendo depenados segundo descrevem ex-funcionário da empresa e a visão que se tem desses aviões não é nada animadora.

A Infraero está como depositária das aeronaves e a área em que estão “estacionadas” era da Vasp mas foi reintegrada à estatal responsável pelos aeroportos brasileiros. A dívida estimada da companhia aérea é de R$ 3,5 bilhões. A Vasp foi fundada em 1933 e parou de operar em 2005, quando já estava com sua imagem deteriorada – tanto quanto seus aviões.

Adote um Vereador é destaque no Estadão

Reportagem Estadão

A cidadania construída a partir da internet foi o destaque do caderno Link do jornal O Estado de São Paulo, nessa segunda-feira, abrindo espaço para a divulgação de projetos como o Adote um Vereador. A reportagem conversa com cidadãos que investem nesta ferramenta e na criatividade para mudar o comportamento político da sociedade:

Um deles voou direto de Belo Horizonte. Uma tinha acabado de chegar da Suíça, onde participou de uma reunião para implementar um projeto de transparência nas próximas eleições brasileiras. Outro se prepara para levar sua ferramenta – que nasceu meio “sem querer” – para a prefeitura de São Paulo. O outro, empolgado, aproveitava cada pose da foto (essa que você vê acima) para fazer referências a seu recém-criado movimento: #webcidadania. Juntos, eles – e mais outros que não conseguiram parar na tarde da quinta-feira para a foto – estão construindo, por meio da web, maneiras audaciosas, lúdicas e criativas de levar para a política o que a sociedade já aprendeu com a web 2.0.

“Nossas necessidades não estão refletidas em lugar nenhum. Tudo é feito a partir de representação. É uma lógica só de cima para baixo. Precisamos criar uma lógica de baixo para cima”, disse Rodrigo Bandeira ao Link. Seu site, Cidade Democrática, permite que as pessoas deem suas opiniões e criem uma rede de discussões ao redor dos problemas da cidade em que vivem. E agora, ele articula o #webcidadania, movimento para reunir todas as pessoas que têm ideias parecidas.

Uma delas é o Adote um Vereador, iniciativa nascida em São Paulo. Nela, pessoas comuns acompanham o trabalho de um político durante um tempo – criam um blog e abastecem um wiki com os passos do trabalho legislativo. “O brasileiro ainda vê política apenas como voto. Mas é um processo contínuo, de quatro anos”, diz Everton Alvarenga, ativista e responsável pela plataforma wiki do projeto.

Leia a reportagem completa no caderno Link