Atrás dos números e cuidado com o biquini

 

Por Carlos Magno Gibrail

“Este homem pegou uma nação destruída. Recuperou sua Economia e devolveu o orgulho a seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo o número de desempregados caiu de seis milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o PIB crescer 102% e a renda per capita dobrar. Aumentou o lucro das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de marcos e reduziu a hiperinflação para no máximo 25% ao ano.Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava seguir a carreira artística”.

Este homem foi Adolf Hitler e segundo a Folha de São Paulo, dona do comercial acima (leão de ouro 1988 e relacionado como um dos cem melhores comerciais de todos os tempos por Berneci Kanner) :

“É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”.

Da advertência comercial e publicitária da Folha:
“É preciso tomar muito cuidado com a informação no jornal que você recebe”.

À observação de Albert Einstein:
“Nem tudo que pode ser contado, conta. E nem tudo que conta pode ser contado”.

Acrescentamos que não bastasse isso, mesmo em números e estatísticas apenas, a verdade invariavelmente está atrás de minuciosas e especificas análises.

Delfim Neto tinha o hábito de lembrar o estatístico que morreu afogado num rio de profundidade média de meio metro. No local do acidente a altura era de 3 metros.

No dia 5 de julho, antes do jogo Coritiba e São Paulo pelo Campeonato Brasileiro de futebol, o locutor informava que há 12 anos o Coritiba não conseguia ganhar do São Paulo, tendo marcado 42 gols e ganhado 10 jogos contra 55 gols e 16 jogos do São Paulo. Terminada a partida estes números em nada influenciaram o resultado. Coritiba 2 São Paulo 0.

“Nenhum nadador estará autorizado a usar ou vestir qualquer dispositivo ou maiô que possa aumentar a velocidade, flutuação ou resistência durante uma competição”, anunciou o texto da FINA Federação Internacional da Natação.

Evidentemente que o motivo real não está explícito. O preço mais elevado que inibe o uso competitivo irá bloquear a comercialização para o uso social e recreativo, que é o objetivo de qualquer marca de produto para a prática de esportes.

“Verifica-se que, em 2005, a participação do rendimento do trabalho na renda nacional foi de 39,1%, enquanto em 1980 era de 50%. Noutras palavras, a renda dos proprietários (juros,lucros,aluguéis de imóveis) cresceu mais rapidamente que a variação da renda nacional e, por conseqüência , do próprio rendimento do trabalho”. Márcio Pochman, articulista do Valor Econômico , 2007.

“Desigualdade e pobreza apresentam melhora histórica no Brasil” Pochman, 2009, presidente do Ipea e se baseando apenas na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. E deixando Clóvis Rossi tão inconformado que intitulou seu artigo de ontem como “A fraude na lenda da desigualdade”.

José Aníbal como articulista na Folha de ontem, acusa Franklin Martins de mentir ao informar que o governo Lula gasta “em torno de R$ 1 bilhão ao ano” com propaganda. E afirma que FHC gastou R$ 1,270 milhões entre 1996 e 2002 e Lula R$ 2,173 milhões entre 2003 e 2009.
“Varejo mostra recuperação firme do país, diz Meirelles. Dados do IBGE mostraram que vendas cresceram 0,8% em maio.

‘Brasil vai crescer forte em 2010’, afirmou o presidente do BC”. G1 em 14/07/09.

O crescimento do varejo teve e está tendo uma contribuição importante de “São Pedro”, pois desde 1943, segundo os dados estatísticos, não tivemos a continuidade das chuvas que ora vivenciamos. Nestas condições, o vestuário e afins tem tido um crescimento contingencial. Fato que ficou despercebido pelo Ministro mas não pelo Serasa: “As lojas que mais venderam em junho, desconsiderados fatores sazonais, foram as de tecidos, vestuário, calçados e acessórios (alta de 5,1%), de móveis, eletroeletrônicos e informática (alta de 3,9%) e de veículos, motos e peças (alta de 2,7%)”. Os especialistas da Serasa atribuem o desempenho ao frio seguido da redução de impostos por parte dos governos e à recuperação da oferta de crédito.

No aumento de taxas de desenvolvimento econômico é relativamente comum apresentá-las sem maiores análises. Isto acarreta falsas interpretações. Por exemplo, quando a intensificação da fiscalização gera crescimento na arrecadação, ou quando a diminuição de impostos propicia formalização da economia informal, acarretando o aparecimento de empresas novas.

Dados como os da gripe suína que apresentam apenas70 pessoas mortas numa população de 190 milhões e gera suspensão de aulas e congestinamentos em hospitais deveriam servir ao menos como aprendizado.

Números e estatísticas, melhor entendê-los pois não é recomendável viver sem eles. Para isso, algumas sugestões colhidas por tentativa e erro, observação e enganação.

Discernimento entre números relativos e absolutos. A relatividade é essencial para começarmos o entendimento dos números.

Especificidade e contigenciamento, isto é, considerar as caracteristicas de cada ambiente e também o momento analisado.

A lei de Pareto ajudará em algumas ocasiões para separar o que é realmente mais importante.

Se houver necessidade e vontade de mais precisão o Conceito de Curva Gaussiana , a Dispersão de Pontos Fora da Curva e o Plano Cartesiano poderão ajudar. É só consultar o Google , ou algum amigo confiável na área apresentada.

E não se esquecer do alerta do Delfim: “As estatísticas são como biquínis: mostram quase tudo, mas escondem o essencial”.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, às quartas escreve no Blog do Milton Jung, e sempre está de olho no que os números (ou os biquínis) não mostram.

ONG denuncia ‘piratas urbanos’ em São Paulo

 

Carta da ONG Educa São Paulo ao prefeito de São Gilberto Kassab denuncia a ação de ‘piratas urbanos’ que estariam atacando prestadores de serviços na capital paulista:

“Entendemos que a ação de ladrões – denominados pela ONG Educa São Paulo de ‘piratas urbanos’ – contra humildes trabalhadores à serviço da Prefeitura, merece uma atenção especial do poder público municipal. Em nossas andanças sociais pela cidade, em visita às subprefeituras, constatamos a deficiência na estrutura física e logística de um órgão criado para ser extensão forte do poder central. A situação estaria mais crítica se dedicados subprefeitos, funcionários e chefes de departamentos não praticassem um fantástico exercício de inteligência e criatividade administrativa para atender as enormes demandas dos munícipes. Os constantes roubos de ferramentas e equipamentos pelos ‘piratas urbanos’ agravam ainda mais a funcionalidade da administração municipal. A ousadia dos ‘piratas’ é surpreendente. Eles cruzam a cidade e agem em grupos. Nada escapa: roçadeiras elétricas, motos-serra, caminhões, kombis, enxadas, marretas e picaretas.

O episódio mais recente se deu no Capão Redondo, rua Integrada, 150 , zona sul, num ex-telecentro, há duas semanas, onde uma empresa terceirizada da Subprefeitura do Campo Limpo teve as suas máquinas roubadas, e em curto espaço de tempo uma Kombi. A Subprefeitura do Itaim Paulista há anos é vítima dos ‘piratas urbanos’, carros e equipamentos foram levados. “No M’Boi Mirim foi pensado uma estratégia pela supervisão de obras. Alguns serviços são executados somente das 07 às 10:30 hs”, assegura uma abnegada servidora que faz questão de dizer que cumpre período integral de trabalho. Os agentes municipais vivem em apreensão e, a qualquer momento podem ser atacados pelos piratas, principalmente nas entranhas do Jardim São Luiz e Santo Antonio, proximidades do cemitério, bem como às margens da Represa Guarapiranga, no Jardim Nakamura, extremo sul. Na Vila Mariana, bairro que num passado não muito distante ocorreu um inusitado seqüestro de um gerador de energia (a subprefeitura por não dispor de meios legais desistiu de pagar o resgate) continua a sofrer baixas em seu patrimônio. “A Subprefeitura de Itaquera já adotou a proteção policial em algumas regiões de risco. “São incontáveis as vezes que a Unileste Engenharia e Florestana (empresas terceirizadas) tiveram suas máquinas e até veículos roubados. Isso não deveria ser tratado como ‘segredo de estado’. A população tem o direito de ficar sabendo, afinal é dinheiro público. Providências urgentes de segurança precisam ser tomadas em toda a Zona Leste”, esclarece uma funcionária com mais de quinze anos de subprefeitura.

A ação violenta desses piratas, quase sempre moradores do próprio bairro, tem acontecido na maioria das trinta e uma subprefeituras, e deveria ter uma resposta em caráter de urgência urgentíssima da Prefeitura de São Paulo. Permita-nos, Senhor Prefeito, sugerir a criação da ‘Ronda Anti-Piratas Urbanos’.

Devanir Amâncio
Presidente da ONG Educa São Paulo”

Rigras, da lama à premiação (II)

 

Por Adamo Bazani

Corte de custos muitas vezes gera queda na qualidade do serviço prestado. No sistema de ônibus, reduzir gastos acaba punindo o passageiro. A ideia não é compartilhada pelo empresário Nivaldo Aparecido Gomes, da Rigras. Leia a segunda parte da reportagem com o dono desta que foi considerada a melhor empresa intermunicipal do Estado, de acordo com a EMTU.

Frota da Rigras

Corte de custos muitas vezes gera queda na qualidade do serviço prestado. No sistema de ônibus, reduzir gastos acaba punindo o passageiro. A ideia não é compartilhada pelo empresário Nivaldo Aparecido Gomes, da Rigras, considerada a melhor empresa intermunicipal do Estado, de acordo com a EMTU

“Uma empresa com boa saúde financeira é a que oferece bons serviços e racionalizar, não significa penalizar os passageiros, ter ônibus velhos ou tirar veículos da escala. Mas é saber usar melhor os recursos disponíveis e oferecê-los da melhor maneira possível. Não tem segredo, é trabalho e estudo, não só estudo acadêmico, mas estudo da situação da empresa”.

Foi assim, que Nivaldo diz ter adequado as linhas e os tipos de ônibus de acordo com as necessidades, sempre ouvindo o usuário, afinal, ele é que proporciona o lucro para a empresa. E ter um parâmetro para isso, foi uma das saídas usadas pelo empresário, que assumiu uma viação deficiente.

Nivaldo destaca as pesquisas de qualidade como a realizada pela EMTU- Empresa Metropolitana de Transportes. Esses rankings, que levam em consideração fatores essencialmente técnico, também se desenvolveram:

“Anteriormente, a EMTU tinha até um acompanhamento, mas não era divulgado nem para as próprias empresas. Precisaríamos saber no que estávamos errando e no que estávamos acertando. Protocolava pedidos na EMTU, para saber como estava minha frota. Os anos de notas ruins eram anos de pensamento e trabalho, os de notas boas, de reflexão sobre o que foi bem sucedido para se dar continuidade ou melhorar”

Quando em 2004 a EMTU criou o IQT (Índice de Qualidade de Transportes), Nivaldo acredita que para o empresário e para o passageiro, os parâmetros de qualidade se tornaram mais claros. O IQT leva em consideração quatro fatores:

Operacional (atrasos, cumprimento de horários, quebras no percurso, etc);

Frota (idade média, manutenção, emissão de poluentes);

Sócio-econômico (saúde financeira da empresa, viabilidade econômica e importância social das linhas);

Satisfação (a opinião dos usuários por pesquisas e número de reclamações).

“Nesta ano fomos a primeira empresa no ranking de 40 e no ano passado a segunda. E pretendo continuar com esses índices que para mim são mais que uma plaquinha na parede do meu escritório ou mais que um número. Eu considero importante as vistorias da EMTU, apesar da reclamação de alguns colegas. Os técnicos são extremamente rigorosos nas avaliações. E rigorosos no bom sentido mesmo. Para se ter uma ideia, eles verificam pelo menos 350 itens em cada ônibus, do maior ao menor. Um dos técnicos, com um solado de borracha especial, fica ‘patinando’, no assoalho do ônibus para ver se não há um rebite solto. E olha que o piso de um ônibus leva mais de 700 rebites. Se um tiver solto, é ponto negativo.”

Continuar lendo →

Twitter contra Chávez, Chavez contra Twitter

O fechamento de 34 emissoras de rádio e canais de televisão regionais somado ao ataque realizado na Globvision geraram forte reação na opinião pública digital, destaca o jornalista argentino Julian Gallo, no Blog Mirá. No post, o ‘periodista’ chama atenção para o movimento espontâneo que surge em redes sociais, principalmente no Twitter, onde é possível seguir a crise com a palvara de busca #FreemediaVe.

Em resposta a ação digital, a Agência Bolivariana de Notícias divulgou comunicado alegando que na internet se desenvolve “campanha midiátia de ultra-direita”.

Na edição de ontem do Jornal da CBN, Miriam Leitão em seu comentário, normalmente dedicado a economia, falou da ação de Hugo Chavez e disse que o governo dele é totalitário. A ação violenta na sede da Globvision apenas reforça esta visão.

Para ler o texto de Julian Gallo e a íntegra do comunicado da Agência Bolivariana de Notícias acesse aqui.

Novas linhas atrapalham passageiros em Santo André

 

Por Adamo Bazani

População ainda não se acostumou com mudança de número de identificação de linhas de ônibus
Todas as linhas com extensão R receberam novos números. Primeiro dia útil de operação confundiu usuários.

ônibus em Santo André 2 T 18

No primeiro dia útil de operação das linhas que foram renomeadas pela Prefeitura de Santo André, muitos passageiros deixavam o ônibus que utilizam passar, porque não reconheciam as novas nomenclaturas das linhas. A Prefeitura decidiu retirar a letra R, depois do número de algumas linhas. A letra indicava que a linha era uma derivação do trajeto original percorrido pelas linhas principais.

O poder público alega que os passageiros se confundiam com as derivações, ramais, extensões e desvios, muitas vezes descendo muito longe dos pontos previstos. Um exemplo era a linha B 63 e B 63 R, A B 63, saindo da Vila Palmares vai até o Jardim alvorada, via Hospital Mário Covas e Bairro Paraíso. A B 63 R (hoje B 64) vai até o Termonal Santo André Oeste, no centro da cidade e longe ainda do Hospital e demais bairros,

Mesmo com cartazes colocados em ônibus e terminais antes das mudanças, muitos passageiros não decoraram o número das linhas, conforme o Blog observou em algumas paradas da região Central de Santo André.

A Prefeitura de Santo André possui um serviço de informações por telefone sobre as linhas: 0800 – 019 19 44. No site da Prefeitura, há relação das linhas, mas ainda nem adianta consultá-lo, pois as novas nomenclaturas ainda não constam no portal do governo municipal.

O Blog traz os números de linhas que mudaram:

  • AL 111 R origem: Terminal Vila Luzita/destino: Clube de Campo (via Rua Sagui da Serra); mudou para AL 112 – A linha principal, AL 111, continua com o mesmo nome.
  • AL 113 R origem: Terminal Vila Luzita/destino: Recreio (via Rua Anambé). Mudou para AL 114. A AL 113, principal, continua com o mesmo nome
  • T 12 R origem: Jardim Ana Maria/destino: Centro de Santo André mudou para T 14. A T 12 permanece
    T 16 R origem: Parque João Ramalho/destino: Ipiranguinha (via Jardim Rina); renomeada para T 18. A T 16 não muda de nome.
  • T 27 R origem: Parque Gerassi/destino: Terminal Urbano Prefeito Saladino para T 28. A T 27 não muda de nome
  • B 63 R origem: Estação de Santo André/destino: Fundação Santo André; para a ser B 64
  • A T 12 R não mudou para T 13, porque já existe a linha B 13.

Mesmo com a letra da frente diferente, a população poria se confundir com o número. Todas as linhas T e B são operadas pela Viações Guainazes / Curuçá, lote 01 do sistema de Santo André e as AL pela Expresso Guarará, lote 08.

Adamo Bazani é repórter da CBN, busólogo e pega ônibus em Santo André, mas ainda não perdeu o rumo.

Veja o que seu vereador fez em São Paulo

 

No começo dos trabalhos da Câmara Municipal, o Diário de São Paulo publica levantamento sobre a qualidade do serviço prestado pelos vereadores da capital paulista no primeiro semestre do ano. A reportagem do jornalista Sérgio Roxo mostra uma série de dados sobre o desempenho do parlamentar, conforme destacou em comentário neste Blog, o colaborador Marcos Paulo Dias. Como o Diário mantém um site no qual apenas registra parte das informações publicadas na versão impressa, aproveito para sugerir que seja criado um link na página que dê acesso a todos estes dados, importantes para que o cidadão possa avaliar a ação do seu representante.

O que você lê abaixo é apenas a reprodução da versão online que se restringe a divulgar o que o jornal entende ser um desperdício de tempo: “Nome de rua e criação de datas são 28% dos projetos na Câmara”. O eleitor com os dados completos pode fazer avaliação mais profunda sobre o trabalho na Câmara Municipal, pois mesmo que ainda se perca tempo com projetos de lei de baixo ou nenhum impacto no desenvolvimento da cidade, não se pode negar que algumas leis aprovadas pelos vereadores, no primeiro semestre, são fundamentais. Exemplo já citado em post desta segunda é a que trata da política pública para combater as mudanças climáticas, projeto enviado pelo Executivo.


“Sete dos 25 projetos de lei de autoria de vereadores paulistanos aprovados em segunda votação no plenário da Câmara Municipal, no primeiro semestre, tratam da denominação de rua e equipamento público ou da criação de datas comemorativas e de conscientização.

O percentual chega a 28% do total, o que não é bem visto por especialistas. “O plenário deveria ser o espaço para o debate das grandes questões”, diz o professor Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola e Sociologia e Política de São Paulo”

Se o Diário não colocar à disposição na internet, caberá a cada um dos participantes do Adote um Vereador reproduzir os dados no seu blog ou lá no wikisite da campanha.

Twitter é destaque na InfoExame

 

Twitter na InfoExame

Colher de chá da InfoExame. No guia sobre Twitter que está nas bancas destacou o trabalho realizado há um ano com o microblogging no CBN São Paulo. Fico satisfeito em ver que depois daquela iniciativa outros programas, tanto da CBN como de outras emissoras de rádio, inseriram a ferramenta em sua programação com o objetivo de se aproximar do ouvinte-internauta – que todos ainda teimam em chamar apenas de ouvinte.

Sarney e fretados na volta ao trabalho

 

De vereadores a senadores, todos voltam ao trabalho nesta segunda-feira. Na prática retornam amanhã, terça. Ninguém ainda foi capaz de acabar com o recesso parlamentar. Apesar de que neste ano a mídia não deu folga pelo menos ao Senado, bola da vez. Há quem aposte na saída de Sarney ainda esta semana, inclusive ‘parentes’ do presidente da Casa. É o que está na primeira página de O Globo. Nem todos, porém, estão otimistas assim.

O Cony, no Liberdade de Expressão, no Jornal da CBN, crê na presença dele por mais tempo no comando do Senado. A dúvida que fica é comandar o quê ? Pois temas importantes estão travados por lá, sem discussão muito menos votação. O Crédito Prêmio de IPI nas exportações que pode levar até R$ 288 bi do Governo Federal é um desses. Sobre isto recomendo que leiam os últimos textos do Carlos Magno Gibrail aqui no Blog.

Ainda do Sarney, o cientista político e professor do INSPER (ex-IBEC SP), Carlos Alberto de Mello, chamou atenção para algo que não podemos esquecer nesta discussão toda. Os problemas do Senado não tem apenas um nome, José Sarney, é estrutural, sério e de muitos anos. Para resolver a encrenca do legislativo federal é preciso ir bem mais além, mas estamos preferindo olhar única e exclusivamente para Sarney, o presidente. Fica mais fácil para todo mundo.

Trabalho legislativo é o que se espera da Câmara Municipal de São Paulo, a partir desta semana. Está na hora dos vereadores se posicionarem de forma clara sobre a questão dos fretados que está parando regiões da cidade e atravancando a vida de pelo menos 40 mil pessoas que usufruem do sistema. Não tenho a conta de quantas mais serão prejudicadas pelos congestionamentos.

Escrevo que os vereadores precisam dizer a que vieram neste caso, pois quando tiveram oportunidade de debater o tema, durante discussão sobre o Plano de Mudanças Climáticas, na capital paulista, abriram mão desta responsabilidade sob a alegação de que não poderiam prejudicar todos os demais assuntos apenas por não haver acordo entre prefeitura e empresas. O prejuízo certamente ocorreria e não seria bom para a cidade desperdiçar aquela oportunidade. O que não é aceitável é ver os vereadores dando de ombros ao tema e deixando tudo para decreto da prefeitura. Só poderia dar a confusão que deu.

Aproveite e pergunte ao seu vereador qual a opinão dele sobre o transporte de fretados na cidade de São Paulo. Você ainda lembra quem é o seu vereador, não ? Se não lembra, adote um vereador.

Da Assembléia Legislativa de São Paulo não falo, hoje, pois pouco se tem para falar desta casa que há algum tempo é gabinete do Governador. Não apenas deste.

E como o tema é volta ao trabalho, não sou parlamentar mas retornei hoje  e na apresentação do Jornal da CBN já que o Heródoto Barbeiro está em férias. Espero contar com a sua confiança, também.

Avalanche Tricolor: Tô em casa

Tcheco faz a festa em casa

Tcheco faz a festa em casa

Grêmio 4 x 1 Cruzeiro

Brasileiro – Olímpico Monumental


Um mês longe de casa. Deste tempo todo, 20 e tantos dias fora do Brasil e quase uma semana, em Porto Alegre, terra natal. Neste ritmo, o último fim de semana de férias foi pra colocar as coisas em ordem. Ajeitar as roupas, organizar a mesa do escritório, repor o estoque de comida e abrir o correio. Como a gente recebe publicidade na caixa postal (ninguém inventou ainda um anti-spam para correio não-digital ?).

Por melhor que sejam as dependências que contratamos para descansar e por mais queridos que sejam os que nos recebem na viagem, estar em casa é sempre confortável para todos. A cama é a que estamos acostumados e sabemos o que cada armário guarda, além de se ter tranquilidade para deitar no sofá embaixo das cobertas para assistir na televisão ao seu time preferido. Dá até para xingar o atacante que não cansa de desperdiçar boas jogadas, reclamar do juiz mesmo quando a bronca não é justa e gritar alto para comemorar um, dois, três, quatro gols como neste domingo.

Imagino que seja esta mesma sensação que leva o Grêmio e seus jogadores a serem tão superiores quando estão em casa, no gramado do Olímpico Monumental. Se sentem confortáveis para trocar passes, não ficam constrangidos em ensaiar um drible sobre o adversário e arriscam chutes da maneira como a bola vem. Ouvem a música que mais preferem, cantada pelos músicos que admiram e por quem são admirados: “Até a pé nós iremos ….” na voz da torcida do Imortal.

Curioso é que se sentindo bem apenas em casa, ainda assim conseguimos estar tão perto do G-4. Com apenas um ponto conquistado fora, somos o sexto colocado e estamos prontos para disputar a liderança em duas ou três rodadas, no máximo. Vai ser preciso um pouco mais de atrevimento, é verdade, mesmo na casa dos outros.

Por falar nisso, tem coisa mais caseira do que este cheirinho de Libertadores que já começamos a sentir ?